A Gruta do Lou

Vendo a Igreja de binóculos

Vendo a Igreja de binóculos
Vendo a Igreja de binóculos

Manter-me afastado da igreja formal traz uma importante consequência: não sei mais o que é relevante para o povo cristão. Através dos blogs descubro uma coisa e outra, entretanto, a dúvida me assalta e me preocupo em estar sendo irrelevante.

De onde estou, posso ver os jovens crentes envolvidos com a música e suas manifestações. Não é mau, mas temo pela alienação. Também encontro-os na Internet extremamente preocupados em manter-se conectados através dos vários mecanismos existentes e me pergunto se estão escovando bem os dentes, ou em outras palavras, se estariam enchendo o espírito e a mente com matéria consistente.

Sinto saudades do tempo em que trouxemos os jovens para dentro de nossa casa e convivíamos intensamente com eles. Nessa época, sabíamos muito mais sobre eles e podíamos oferecer-lhes alguma ajuda, sobretudo, na desmistificação dos processos. Levávamos o grupo ao show do Guilherme Arantes e nossas feijoadas permitiam uma caipirinha como aperitivo. Bons tempos.

morcego-12

7 thoughts on “Vendo a Igreja de binóculos

  1. Esta é uma das desvantagens de se estar fora da “instituição”.
    Afinal acabamos deixando de regular o nível de bobagens e deixamos a igreja entregues aos aproveitadores, que podem, então, atuar sem uma voz de resistência e acabamos pastoreando a nós mesmos.
    Acabamos agradando a nós mesmos tomando uma posição egoísta.

  2. Pingback: Lou Mello
  3. Foi mais ou menos o que eu quis dizer no comentário “torre de Papel”, estamos de certa forma
    alienados,a igreja “instituição”virou uma vitrine para
    a qual olhamos, apontamos, comentamos… mas não queremos
    ter o trabalho de mudar nada, dá muito trabalho, nem voz
    de resistência somos… temos muitas idéias, mas nos falta atitude… teríamos que ter envolvimento ativista,
    mas tudo isso nos tiraria da confortável posição de críticos que conquistamos.

    Não fique triste. Esse ano você será nossa convidada para a festa em que celebramos “O Dia dos Críticos da Igreja!”. É muito legal, costuma ir madrugada a dentro com muito shopp chope e pagode. Geralmente há queima de fogos à meia-noite e gritamos “viva nossa independência solitária!” Não perca!

  4. As vezes penso em voltar; sinto falta da convivência com os irmãos, do aperto de mãos, do olho no olho, da pregação, os cânticos… Mas, agora tornei-me um ser pensante e a “instituição” não abraça esse tipo de gente. quero saber o porque disso e da quilo, se tem fundamento. Isso desagrada os líderes da “instituição”. Sei que uma andorinha não faz verão sozinha, mas pode anunciar o início da primavera.

    Abraços.

    Cuidado com esses pensamentos. Já ví esse filme. Daqui a pouco você virá dar-nos a noticia fatídica: “Voltei para a Igreja”. Sei bem como é isso. E nós ficaremos com menos um no movimento dos sem igreja, mas cheios de orgulho. 🙂

  5. Lou,

    Passei para deixar meu primeiro comentário aqui no seu novo espaço. Está bonito e a matéria instigante como sempre. A festa dos críticos da igreja, me pareceu bem atrativa.

    Abraço.

    Bom você aparecer. A festa, segundo a comissão organizadora, está na fase de encontrar patrocínio. Você deve imaginar quão fácil é esse trabalho, afinal está cheio de gente querendo patrocinar os críticos da Igreja. Bom, vamos esperar em jejum e oração que eles consigam.

  6. É Lou,por lá:

    Caipirinha é do diabo.

    Guilherme Arantes é do mundo.

    Ninguem lê nada, só ouve.

    Os processos estão cada vez mais místicos.

    Sua volta, seria bem vista, desde que você começasse do zero.

    E eu quero ir na festa dos críticos da igreja, afinal, por aqui, sou um ferrenho.

    Abraços Lou

    Mas essa foi sempre a grande dificuldade para voltar. As propostas sempre incluíam o tal começar do zero. O irmão senta e ouve durante um tempo até sentirmos que está pronto. Meu, ficava com aquela desconfiança de que esse dia nunca chegaria e caia fora. 🙂 Abraços.

  7. Creio que a igreja, enquanto composta de humanos, sempre terá os mesmos problemas, isso falando de forma genérica. Corrupção, busca insana por poder. Os problemas da igreja serão os mesmos de sempre. Por isso que alguns pregadores pentecostais fazem sucesso… falam de algo genérico direcionando para a igreja e todos acham o máximo…

    Já não é o problema da Igreja, apenas, mas o problema da raça humana, como um todo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *