A Gruta do Lou

Nós não salvamos Amy Winehouse

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A última turnê dela foi no Brasil e ela nem conseguiu terminar, pois andava chapada demais. Voltou para a Inglaterra e morreu logo depois. Perdemos a chance de evitar esse fim trágico.

Parei de trabalhar com Recuperação de Dependentes Químicos porque essa atividade foi monopolizada pelo lob dos Psiquiatras. Minha proposta era resgatar esse pessoal através de pressupostos da Educação Física. Praticar a espiritualidade conforme a orientação de NA e AA (Narcóticos Anônimos e Alcoólatras Anônimos), apenas.

Para mim, o processo inicial da recuperação é exclusivamente orgânico nessa fase e o objetivo primário é a desintoxicação física, prioritariamente. Exercícios físicos moderados, sobretudo, hidroginástica e atividades em piscina, boa alimentação, e repouso. Ideal é não conversar muito, no máximo ouvir e dar as orientações essenciais quanto ao tratamento e de forma bem direta e assertiva. Atividades prazerosas e alegres serão bem vindas. Um médico clínico e um profissional de enfermagem devem ajudar a controlar os sinais vitais e a cuidar de consequências paralelas (ferimentos, anemias, avitaminoses, etc.) que não exijam internação hospitalar. Esse cuidado indicará o andamento da recuperação, também.

Nesse período de tratamento é ideal que familiares e outros relacionamentos mantenham-se distantes, embora isso não possa ser proibido, é aconselhável. A intercomunicação entre os recuperandos não deve acontecer fora das atividades ou sem a indicação dos orientadores. Por isso recomenda-se a hospedagem em apartamentos individuais e que preservem a segurança dos caras. O cronograma de atividades deve ser claro e estar bem divulgado entre todos os envolvidos. Não vejo nenhum ganho em acordar as cinco da matina, mas um horário claro para cada atividade deve ser seguido. O ideal é começar com um café da manhã às 8:00hs o que coloca o despertar lá pelas 07:00hs . Um bom horário para encerrar as atividades diárias seria entre 22:30 3 23:30.

Antes de dar-lhes alta, geralmente entre dois e seis meses, eles podem ser orientados a seguir no processo de recuperação e/ou manutenção necessário, inclusive com alguma literatura, preferencialmente.

A opção religiosa deve acontecer naturalmente. Entretanto, os dependentes químicos que decidem fazer parte de algum movimento religioso, após a desintoxicação, costumam obter melhores resultados.

Desintoxicações devem ser feitas quantas vezes forem necessárias. Usou drogas e álcool por período prolongado, o ideal é desintoxicar, não importa quantas vezes tenha passado por isso.

Não acredito e não vejo a dependência química como doença mental. Isso me parece mais coisa de Joseph Mengele e os amigos de Adolf Hitler. Nosso negócio está mais relacionado à mão estendida de Jesus Cristo e o perdão incondicional dos pecados e a consequente liberação de toda a culpa. Basta crer, não é preciso dizer nada. Se você for um cristão autêntico isso falará por si só, em todas as circunstâncias, inclusive nesse tipo de recuperação.

Em minha opinião está na hora de cobrarmos os resultados da monopolização do tratamento de dependentes químicos pelos psiquiatras com seus métodos discutíveis e altamente medicamentosos, lembrando que não existem medicamentos específicos para esses casos. Se não me engano, a dependência química multiplicou-se exponencialmente nos últimos anos ao invés de diminuir, com a “ajuda” dos doutores.

Vale lembrar ainda, que o tratamento de dependentes químicos tornou-se objeto de mercado como tantas outras atividades. Com isso, vieram todas as outras nocividades habituais nessas circunstâncias, entre outras, estimular o consumo para aumentar a clientela.

Um pouco de amor, ousadia e determinação poderíamos (falo dos especialistas) ter tratado a Amy por algumas semanas por aqui, ao menos desintoxicá-la, antes de devolve-la ao mundo desenvolvido. Uma pena, mas um fracasso, também.

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