Um Deus presente na ausência.

Sempre volta a idéia do Deus presente e totalmente ausente. Que é capaz de não intervir e nunca perder o controle. Dar toda a liberdade com absoluto domínio. Um não Deus divino.

Fico com a sensação de não vê-lo sentado me escutando com toda a paciência celeste quando estou mal, por baixo, sem nenhuma vontade de orar, sem esperança e sem fé, mas, com uma suspeita enorme de que ele não perdeu nenhum lance de meu calvário.

Por outro lado, quando andava por cima, com tudo em dia, dízimos e ofertas, leituras bíblicas, orações, jejuns, presença na igreja, ele se ausentava de mim e minha suspeita é que ele não me ligava a mínima, nesse tempo, sem nunca se ausentar de mim.

Um Deus pleno na solidão. Uma presença marcante no deserto.