A Gruta do Lou

Um cara genial

mark_zuckemberg

O melhor filme do ano, segundo os críticos de Nova York, é “A Rede Social” que conta a história do Facebook até o primeiro milhão de participantes. Tive o cuidado de assistir o filme duas vezes e gostei.

Junto com desenvolvimento do site, reparei bastante no esforço em dar ao personagem (Mark Zuckerberg) características de alguém com QI de gênio. Fala rápida no estilo metralhadora, domínio incomum das linguagens de programas para computador, estilo excêntrico de vestir-se, sempre correndo, focado em seu objetivo, capacidade de entender seu interlocutor pela primeira palavra ou apenas pelas caretas, grande poder de assimilação, etc.

Isso me lembra um jovem do Vocacional (escola experimental extinta em 1969 pela ditadura militar, onde cursei o ginásio) cujo resultado de QI obtido através do teste DAT (Diferential Aptitudes Test) foi 126. Para homens, a normalidade situa-se entre 80 e 100, de 101 a 120 estariam os “Acima da Média”, de 121 a 140 os “Muito Acima da Média” e de 141 em diante, os gênios. Considerando que QIs acima de 141 são raríssimos, as pessoas que obtém o resultado do jovem em questão são os caras que costumamos considerar geniais.

Diferentemente do personagem do filme, esse jovem falava devagar, vestia-se de forma usual e não chamava muito a atenção, nem por isso, deixava de ser altamente perspicaz e usava, e ainda o faz, isso o tempo todo. Em outras palavras, não há regras definidas nesses casos.

Como ensina o texto bíblico, cada um usa seus talentos como bem entender, o resultado acompanhará cada performance, evidentemente. Talvez por isso o livro Inteligência Emocional tenha tido carreira meteórica. Bastou o pessoal se tocar da obviedade das conclusões do Coleman e o livro e toda aquela encheção de saco sumiram.

O Zuckerberg usou seu QI de forma determinada e quando esses caras acham onde usar seus talentos, sai de baixo. Por outro lado há grandes QIs por todo lado e, a maioria não se tornou rico. Não é difícil encontrar QIs “Muito Acima da Média” entre os moradores de rua e há até alguns que se tornaram pastores ou escritores de blogs maltrapilhos, imagine.

Esses caras geniais se dão muito bem com essas geringonças cibernéticas da presente era. Aliás, é muito fácil identificá-los por causa disso, enquanto gente de outra faixa de QI tem medo de chegar perto delas. Esses adoram Twitter, Facebook e as redes sociais, nenhuma criada por eles, mas pelo outro grupo.

Pouco tempo atrás, entrei em um antigo Sebo ao lado da Praça da Sé, em São Paulo, que costumava frequentar em outros tempos e logo percebi que ele havia sido invadido pelos moradores das ruas da região, entretanto, antes que conseguisse sair dali, um deles puxou conversa comigo, reparando que eu portava meu notebook. Ele quase não me deixou falar e, em poucos minutos, me deu uma aula grátis e altamente complexa sobre meu computador. Não precisaria aplicar o DAT naquele cara para saber que sei QI é alto, bem alto e faz dele um cara genial.

3 thoughts on “Um cara genial

  1. Vi o filme….e sinceramente achei um filme mediano. Acho que devo ter um DAT muito baixo

    É bem provável que os caras geniais vejam o filme com os mesmos olhos que você.

  2. Sobretudo os blogueiros, acima da média, encontramos no atacado aqui neste mundo virtual e inexistente.

    Na Gruta, nós somos maioria. Com certeza.

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