A Gruta do Lou

Tempo de Reinventar-se

 

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Tempo de Reinventar-se

Nessa semana hiato, entre o Natal e o a chegada do Ano Novo traz consigo uma certa sensação de inutilidade, pelo menos para mim. Então, estou gastando esse tempo corrigindo muitos erros do blog, graças a algumas escaramuças teimosas que andei fazendo, com trocas constantes do tema, das versões do WordPress e alguns defeitos da plataforma e dos provedores, que também deram suas contribuições. O mais comum é abrir um post e notar que a foto original sumiu.

A frente da casa está cheia de detritos à minha espera. Como já informei incansavelmente, aqui em Sorocaba pratica-se o jogo do empurra lixo, que consiste em empurrar o lixo (ou a bosta de algum cãozinho deseducado) para frente da casa do vizinho. Pobre do cara da esquina. Inclusive, aqui ninguém compra a última casa da rua, no caso das decidas. Mas isso não tomará muito tempo, meu vizinho viajou e posso fazer minha parte no jogo a sem me preocupar com ele. Brincadeira, acho que sou um dos poucos otários que pega tudo e joga no container de lixo, quando você consegue encontrar um por aqui.

Entre blog, lixos e cumprimento das ordens da patroa, esse negócio de reinventar-se não me sai da cabeça. Nesse ano, comecei (ou retornei) a carreira de corretor de imóveis, durante uns dois ou três meses. Não consegui realizar nenhum negócio, ou melhor, não atendi um único cliente, embora tenha estado presente persistentemente em vários plantões de uma grande imobiliária (A Abyara). Em tempos passados, até ganhei uns bons dinheirinhos com essa atividade. Embora estejamos atravessando um tempo de mercado aquecido para os imóveis, o número de pessoas que migrou para essa atividade multiplicou-se geometricamente e a concorrência ficou feia. Gastei dinheiro que não tinha me inscrevendo no curso para tirar o CRECI (mais uma dessas aberrações brasileiras monopolizadoras de profissões rentáveis) e tal, mas estou falando sozinho, até agora.

Dia desses assistia um programa de TV sobre esse tema e o exemplo que mais gostei foi de uma senhora que terminou seu tempo de magistratura (imagine uma juíza se reinventando), aposentou-se a abriu um restaurante finíssimo e está com cara de quem viu o tal passarinho vermelho. Bom, eu até dispenso essa parte do passarinho, mas estou aberto a me reinventar a partir de 2012. Pode até ser que venha optar por uma reinvenção mista, ou seja, quando você opta por uma nova atividade incorporando parte (ou tudo) de sua formação e experiência anterior.

De qualquer forma não decidi nada ainda. Só sei que preciso decidir por algo rápido. Tempos atrás, quando veiculava qualquer intenção aqui no blog, logo recebia um monte de sugestões e até propostas. Mas isso mudou, também. Imagine que citei nossa decisão de voltar a morar em São Paulo, outro dia, e, até agora, ninguém ofereceu nem um mísero apartamento em Higienópolis ou um desses bairros plebeus, para nós morarmos, digamos, um ano de graça, até que possamos adquirir nosso próprio imóvel com o dinheiro advindo do trabalho de nossas mãos, como quer a bíblia. Desse jeito vai sobrar para Deus. É Senhor, prepare-se para fazer mais um grande milagre na nossa vida (Ele já fez isso antes, por aqui).

Acho que todo mundo pensa logo em algum tipo de comercio, quando pensa em reinventar-se e não sou diferente. Até poderia ser algo do tipo comestível. Meu problema é me imaginar fazendo alguma coisa que não seja necessário pensar, pelo menos não muito. Isso não daria certo, para mim. Como alguém pode ter um restaurante e, ao mesmo tempo, pensar. Apesar que o cara do “Família Mancini” parece pensar. Agora aquela toquinha ridícula acho que eu não encaro. Vi um filme (Sem Reservas) com a Catherine Zeta Jones, cujo script se relacionava à vida de “chef de cuisine”, e nenhum deles usava essas toquinhas do diabo na cabeça.

Não sei não, São Paulo é a segunda maior cidade do mundo em número de restaurantes e a primeira em numero de pizzas produzidas por dia. Um dado excelente para quem pensa em comer, mas pouco recomendável para quem está pensando em começar um negócio. Tinha a profissão do personagem vivenciado pelo Charles Bronson (o cara assassinava marginais), mas as nossas leis poderiam ser um obstáculo intransponível, se bem que muitos policiais não ligam para isso. Mas eu não sou capaz de assassinar nem insetos, quanto mais um ser humano, nem mesmo quando alguns me fazer sentir alguma vontade a esse respeito.

Enfim, é assim que estou passando esses dias. Nada rentável para fazer, se bem que arrumei o computador de um vizinho no dia do natal e ganhei um trocado. Mas prefiro algo, digamos, mais nobre para fazer e isso não anda aparecendo, ultimamente. Nada contra os caras que consertam computadores, pelo amor de Deus. Amo vocês, principalmente quando mentem sobre o verdadeiro problema das máquinas, geralmente bobagens que qualquer idiota arrumaria, sem custo algum e em minutos.

O que? … Tá bom, já estou indo.

É a patroa me chamando para limpar a frente e depois ir buscar a mistura para o jantar.

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