O assassinato de Robison Cavalcanti, suas origens e consequências

 

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Lou Mello Lou Mello

A qual desses você segue?

As drogas e seus promotores acertaram em cheio a tal Fraternidade Evangélica.

Para mim, o assassinato de Robinson Cavalcanti e esposa foi mais um trágico ponto para as drogas e toda a estrutura montada na América Latina para traficar. Culpar o diabo chega a ser pueril. No mínimo, o violento assassinato do casal expõe de forma contundente a atual situação da Igreja Evangélica e/ou protestante no Brasil em relação à uma militância política perigosa e irresponsável, ainda que venha a ser por omissão, e não é.

Minha grande preocupação, no momento, é assistir nosso governo federal andando de braços dados com presidentes de países vizinhos produtores das drogas que vêm ao nosso país para causar tragédias desse tipo, bajulando-os com dinheiro público doado à revelia das nossas próprias misérias, entre elas e paradoxalmente, as vítimas brasileiras do tráfico de drogas sul americano e dessa política internacional desastrada e sinistra. Esses Hermanos de Lula e Cia. odeiam-nos e vêm os jovens brasileiros como seus principais consumidores, apenas.

Grande parte dos evangélicos, de todas as classes, da Igreja Universal às chamadas igrejas históricas (incluindo Assembleia de Deus, Presbiteriana, Batista, Metodista, Luterana e Anglicana) faz parte da causa de tragédias como essa quando apoiam o atual regime tutelador de traficantes como os atuais presidentes da Bolívia, Paraguai, Venezuela e Equador, todos devidamente insuflados pelos irmãos Castro de Cuba.

Essa gente não é de esquerda como tentam nos convencer. São bandidos e assassinos. Não respeitam nada, rasgaram a carta dos Direitos Humanos e a atiraram no esgoto. Visam apenas seu próprio bem estar e nem a seus povos poupam. Pastores e líderes de igrejas evangélicas os apoiam, sabe-se lá por que. A suspeita recai sempre no pior, ou seja, que o fazem por interesses menores como dinheiro, sexo e poder.

Muitos dos atuais pastores da moda fazem parte desse grupo, e o leitor sabe disso. E nessa hora não posso e não conseguiria agir hipocritamente. Sei que muitos dos leitores da Gruta, dos que sobraram e dos que se foram, não entendem porque vivo denunciando essa gente. Espero que, agora, a minha postura comece a fazer algum sentido.

Apoiar um regime cuja política acabará matando nossos filhos ou eles a nós, seus pais, não me parece a melhor opção política cristã disponível.

Muitos dos que estão escrevendo lamentos pela morte dos Cavalcantis, hoje, participam ou participaram da base geradora de jovens como o filho, agora assassino desse casal. O próprio Robinson, ironicamente, era um dos alinhados e simpatizantes dessa gente. As drogas são, seguramente, o maior inimigo da juventude brasileira, com efeitos colaterais sobre as pessoas de todas as idades, seja pelo uso ou pela co-dependência.

Não sou e nunca fui, com uma história bem clara a respeito, simpatizante dos regimes totalitários, sejam de direita ou de esquerda. Sou crítico feroz dos absurdos neoliberais, capitalistas selvagens e outros semelhantes. Até hoje carrego comigo marcas e consequências físicas, financeiras e jurídicas que me foram imputadas pelo regime militar ditatorial que, entre outros, foi apoiado por muitos que se diziam e dizem irmãos em Cristo, notoriamente o pessoal daquela universidade de Higienópolis S. Paulo.

A trágica morte desse casal clama por nos ensinar alguma coisa. Em minha opinião, está mais do que na hora de pararmos de agir feito ovelhas a caminho do matadouro. A bíblia nos ensina a não fazer aliança com o inimigo. Também é dela a famosa lição que ensina como o inimigo costuma se apresentar, ou seja, são lobos em pele de cordeiro.

Está mais do que na hora de secar esses lobos e parar de dar-lhes palco (púlpito) e, sobretudo, dinheiro. Abram os olhos e não acreditem, pelo amor de Deus, em pastores, padres, rabinos, seja lá o que, cujo rol de amigos inclua políticos da situação ou da oposição, pois não há em quem confiar nessas esferas. Artistas, gente da mídia e outros bobalhões úteis precisam ser evitados e ignorados, também. Todos eles desejam nossos votos, mas odeiam nossas crenças religiosas, quiçá, nosso Deus. Todas essas fraternidades, teologias ditas libertadoras, etc., escondem intenções de cunho político. Se formos seguidores de Jesus Cristo, segundo modelo bíblico, não deveríamos fazer como Ele fez? Em outras palavras, manter-nos equidistantemente longe dessas peças raras?

Sinto pelos seres humanos que foram ceifados de forma tão violenta e covarde, hoje, mas eles podem ter sido vitimas de drogas que chegaram às mãos do assassino com nosso dinheiro, via apoio financeiro e político do nosso governo aos governos dos países onde a economia é sustentada pelo plantio e produção de drogas. O pior é que muitas outras tragédias virão, se nada de efetivo for feito por cada um de nós. Ao menos, andar pelos passos que Jesus nos ensinou a andar.

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Iraque

Lou

Esta manhã, a última das nossas tropas deixou o Iraque.

Ao honrarmos e refletir sobre os sacrifícios que milhões de homens e mulheres fizeram por esta guerra, eu queria ter certeza que você ouviu a notícia.

Trazer esta guerra a um fim responsável foi uma causa que provocou muitos americanos a se envolverem no processo político, pela primeira vez. O resultado de hoje é um lembrete de que todos nós temos uma participação no futuro do nosso país, e uma palavra a dizer na direção que escolher.

Obrigado.

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A tinta vermelha

Movimento Occupy Wall Street


Testemunho do Nelson Costa, presente ao evento

Discurso de Slavoj Žižek aos manifestantes presentes


Slavoj Žižek visitou a Liberty Plaza, em Nova Iorque, para falar ao acampamento de manifestantes do movimento Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street), que vem protestando contra a crise financeira e o poder econômico norte-americano desde o início de setembro deste ano.

O filósofo nos enviou a íntegra de seu discurso para publicarmos em nosso Blog, que segue abaixo em tradução de Rogério Bettoni.

***

Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.

Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.

Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.

Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?

Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…

Nós não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que merecidamente entrou em colapso em 1990 – e lembrem-se de que os comunistas que ainda detêm o poder atualmente governam o mais implacável dos capitalismos (na China). O sucesso do capitalismo chinês liderado pelo comunismo é um sinal abominável de que o casamento entre o capitalismo e a democracia está próximo do divórcio. Nós somos comunistas em um sentido apenas: nós nos importamos com os bens comuns – os da natureza, do conhecimento – que estão ameaçados pelo sistema.

Eles dirão que vocês estão sonhando, mas os verdadeiros sonhadores são os que pensam que as coisas podem continuar sendo o que são por um tempo indefinido, assim como ocorre com as mudanças cosméticas. Nós não estamos sonhando; nós acordamos de um sonho que está se transformando em pesadelo. Não estamos destruindo nada; somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio. Todos nós conhecemos a cena clássica dos desenhos animados: o gato chega à beira do precipício e continua caminhando, ignorando o fato de que não há chão sob suas patas; ele só começa a cair quando olha para baixo e vê o abismo. O que estamos fazendo é simplesmente levar os que estão no poder a olhar para baixo…

Então, a mudança é realmente possível? Hoje, o possível e o impossível são dispostos de maneira estranha. Nos domínios da liberdade pessoal e da tecnologia científica, o impossível está se tornando cada vez mais possível (ou pelo menos é o que nos dizem): “nada é impossível”, podemos ter sexo em suas mais perversas variações; arquivos inteiros de músicas, filmes e seriados de TV estão disponíveis para download; a viagem espacial está à venda para quem tiver dinheiro; podemos melhorar nossas habilidades físicas e psíquicas por meio de intervenções no genoma, e até mesmo realizar o sonho tecnognóstico de atingir a imortalidade transformando nossa identidade em um programa de computador. Por outro lado, no domínio das relações econômicas e sociais, somos bombardeados o tempo todo por um discurso do “você não pode” se envolver em atos políticos coletivos (que necessariamente terminam no terror totalitário), ou aderir ao antigo Estado de bem-estar social (ele nos transforma em não competitivos e leva à crise econômica), ou se isolar do mercado global etc. Quando medidas de austeridade são impostas, dizem-nos repetidas vezes que se trata apenas do que tem de ser feito. Quem sabe não chegou a hora de inverter as coordenadas do que é possível e impossível? Quem sabe não podemos ter mais solidariedade e assistência médica, já que não somos imortais?

Em meados de abril de 2011, a mídia revelou que o governo chinês havia proibido a exibição, em cinemas e na TV, de filmes que falassem de viagens no tempo e histórias paralelas, argumentando que elas trazem frivolidade para questões históricas sérias – até mesmo a fuga fictícia para uma realidade alternativa é considerada perigosa demais. Nós, do mundo Ocidental liberal, não precisamos de uma proibição tão explícita: a ideologia exerce poder material suficiente para evitar que narrativas históricas alternativas sejam interpretadas com o mínimo de seriedade. Para nós é fácil imaginar o fim do mundo – vide os inúmeros filmes apocalípticos –, mas não o fim do capitalismo.

Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” E essa situação, não é a mesma que vivemos até hoje? Temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. etc. – são termos FALSOS que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Você, que está aqui presente, está dando a todos nós tinta vermelha.

Para aqueles que se interessaram pelo conteúdo do discurso, recomendamos a leitura de Primeiro como tragédia, depois como farsa
(Boitempo, 2011), livro no qual Žižek discute a crise financeira de 2008 e a hipótese do comunismo em nossos dias atuais. O livro já está à venda em versão eBook na Livraria Cultura e na Gato Sabido.

Curiosidade: a camiseta vermelha que Žižek usa durante seu discurso foi um presente da Boitempo ao filósofo, durante sua última passagem pelo Brasil em maio deste ano. Ela estampa a caricatura de Karl Marx e Friedrich Engels feita por Cássio Loredano para a capa de A ideologia alemã.

Para ver os vídeos do discurso clique aqui


  ***

Slavoj Žižek  nasceu na cidade de Liubliana, Eslovênia, em 1949. É filósofo, psicanalista e um dos principais teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós-modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek preside a Society for Theoretical Psychoanalysis, de Liubliana, e é um dos diretores do centro de humanidades da University of London. Dele, a Boitempo publicou Bem-vindo ao deserto do Real! (2003), Às portas da revolução (escritos de Lenin de 1917) (2005), A visão em paralaxe (2008), Lacrimae rerum (2009) e os mais recentes Em defesa das causas perdidas e Primeiro como tragédia, depois como farsa(ambos de 2011). Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às segundas-feiras.

Publicado originalmente no Blog da Boitempo

A Gruta e a Política

Christian Anarchism

Entretanto, ainda há o ponto delicado da participação em eleições. Os anarquistas devem
votar? Caso sim, devem formar um partido? De minha parte, assim como muitos anarquistas,
eu acho que não. Votar é tomar parte na organização da falsa democracia que foi instaurada
forçadamente pela classe média. Não importa se o voto é para a esquerda ou para a direita, a
situação é a mesma. E, para organizar um partido, é necessário adotar uma estrutura
hierárquica e o desejo de ter uma parte no exercício do poder. Não podemos esquecer em que
grau a presença do poder corrompe.
Jacques Ellul em Anarquia e Cristianismo

Como nas últimas eleições, petistas acabam se afastando da Gruta porque falo mal do Lula e dos colegas dele e os adeptos dos caras do PSDB também, pois falo mal desses igualmente. Realmente, é uma falha minha, pois deveria ser sensível ao pensamento dos grutenses e escrever coisas do agrado geral, inclusive quando o tema fosse política. Desculpa ai.

Grande verdade é que numa linha bem Gruta de ser, nossa direção é bem diversa de tudo isso. Não estamos nem com Piragine, nem com Ed e Ricks e muito menos com o Ariovaldo, embora consideremos todos bons amigos, pais, esposos, pastores e irmãos. Para nós, negócio está mais para quanto menos governo melhor. Governos custam caro, são enxeridos, manipuladores, autoritários e um monte de atitudes chatas contra nós, o povo. Até Deus está do nosso lado quando o tema é política. Em certo momento na cronologia bíblica, o povo de Deus resolveu querer um rei como todos os outros povos tinham. Muito interessante o papo que o divino teve com eles, naquela hora, tentando dissuadi-los daquela insanidade.

O que me incomoda mais nos governos nem é o monte de coisas que eles nunca fazem em todos os setores vitais. O que me enche mais o saco é a voracidade deles em cima do dinheiro alheio, de gente que trabalha duro para ganhar, honestamente, com o suor de seus rostos. Também acho insuportável a sede deles por fazer leis. Esses filhotes de coisas ruins fazem leis demais, tem lei nova todo dia para tudo e para todos, até lei para enquadrar quem tem ficha suja. Tem lei mais obvia que essa? Isso não é legislar, mas ser burro até debaixo d água. Deus fez dez leis e resolveu tudo, por que será que eles não homologam a lei divina, simplesmente, como a carta magna da nação? Não são uns estrumes? Fala sério!

O Pedro (meu filho) faz uma indagação interessante no blog dele, hoje. Veja aqui. A política brasileira é uma grande mesmice. Por aqui, quase todo mundo quer ser politicamente correto. Dificilmente conhecemos opostos, porque mesmo que existam, camuflam-se em pele de viados. Com a maior cara de pau, deixam a entender que são a favor da causa gay, do PT e da reforma agrária, mas são contra todas essas opções. Não temos partidos de direita, atualmente, mas estamos cheios de direitistas enrustidos. Logo chegará o dia em que clamaremos para que eles e os heterossexuais saiam do armário. Quem ainda se assume, são os ortodoxos, o raça.

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Nosso novo template chamar-se-á: Quero Justiça!

Tempos atrás, quando fazia minhas mudanças no blog, recebia muitas reclamações e alguns chegavam a chorar, agora a maioria não chega a reparar que os móveis mudaram de lugar e as paredes estão com outras cores. Pena nossa lei de militância em blogs ser tão frouxa. Por isso reina essa impunidade horrorosa dos traidores blogais.

Li em algum lugar, menção pertinente à recente onda de populismo presente nesse mundo de Deus. Pior, ela invadiu a Igreja inclusive. Inacreditável, entretanto parece haver fundamento na informação. Essa coisa, um misto de chavismo, lulismo, moralismo até a novidade obamismo vem ganhando força e os caudilhos se multiplicam em todos os cantos e continentes. Na Igreja não é diferente e estamos diante do prazer de testemunhar gente narcisista e arrogante pululando nos púlpitos conservadores, com suas bíblias da prosperidade, evangelicals e liberais.

Mas o que não tem remédio, remediado está. Prefiro deixar essa gente desprezível um pouco de lado, hoje. Quero lhes falar sobre algo que anda me incomodando um pouco. Durante metade de minha vida acreditei ser necessário escrever uma nova constituição. Naquele tempo, não poderia imaginar menos apropriada para essa tarefa do que a classe política.

Se não me engano, nossos políticos são os piores do mundo. Podem haver iguais por aí, mas pior que os nossos, duvido. Imaginei uma nova constituição sendo escrita por gente honrada, temente a Deus e idônea, se bem que tudo isso me parece redundante. Aí, deu no que deu, acho que falei demais e a tal nova constituição acabou sendo escrita e justamente por esses senhores e senhoras quase nada confiáveis. Como se não bastasse, desde a promulgação da nova carta, em 1989, os caras não pararam mais de constituir. Agora querem mudar o sistema de governo para algo, digamos, mais venezuelano old soviético. Há uma câmara de magistrados reunida para mudar o Código Civil, reformado há poucos anos, com alterações do arco da velha, como diria meu finado pai.

Antes que os caudilhos da Casa de Deus tenham a idéia, gostaria de propor uma reforma imediata na Lei de Deus. Por exemplo, onde está escrito: “Não matarás”, poderíamos criar algo mais ou menos assim: “Não importa se matarás ou não, quando decidirmos que alguém matou, produziremos as provas necessárias à punição milenar, através de meios  ditos científicos à moda CSA disponíveis e ponto”. A isso, juntaremos um júri teleguiado por nossos magistrados, a fim de que não tenham a mínima condição de contrariar nossas intenções e, dessa forma, enviaremos os pobres diabos  culpados desde o princípio para Tremembé ou algum desses lugares existentes para esses fins e que nem a morte pode superar em sofrimento e dor. Aliás, de agora em diante, ninguém mais morrerá de outra forma que não seja assassinado. Morreu, encontraremos um culpado e acabaremos com a vida do miserável, de preferência junto com a mulher e os filhos. Tudo isso com a benção de Deus, é claro.

Quanto à lei “Não roubarás”, poderíamos modificá-la para algo mais leve ou menos incomodo, quem sabe, alguma coisa do tipo mensalão. O texto poderia ser um libelo do tipo: “Ninguém suponha que o pastor está a roubar o dinheiro da casa de Deus, sob pena de virar inquilino do governo, em Tremembé”. Além de mais moderno é menos agressivo ao Anjo do Senhor e, igualmente, produtivo.

Outra lei a ser mudada á aquela contrária à prática da mentira. Não fica bem a um servo de Deus ser incomodado com aborrecimentos provenientes de desconfianças inoportunas e mentes retrógradas dessa gente reacionária ou de esquerda, nos chamando a torto e direito de mentirosos e essas coisas feias. A lei poderia receber um texto parecido com esse: Quem ousar pensar que seu pastor mente, é réu condenado compulsoriamente e deve ser enviado sem delongas para Tremembé, a viver com assassinos e ladrões. Não precisa nem conselho comunitário. Já repararam como tiranos e ditadores adoram fazer novas leis? Todo ditador populista é extremamente dogmático.

Às outras leis constantes na Lei do Divino, bastaria revogar, como aquelas disposições contrárias que sempre são revogadas quando fazemos novas leis mais apropriadas. Na falta de algo melhor a fazer, continuarei a mexer no template da Gruta, já que sou um legislador incompetente, como se vê.

A candidata

Depois de ler no Twitter de um famoso pastor que, hoje, ele e outros pastores irão entrevistar a candidata do partido verde, a irmã Marina Silva, uma senhora com fama de ser compulsiva por árvores em pé e honesta, comecei a escrever um texto sobre o tema, mas acabo de enviá-lo ao arquivo de fogo onde há enxofre suficiente para liquidá-lo. Essa é uma perda de tempo intolerável. Por alguma razão desconhecida, resolveram que a próxima pessoa a ocupar a presidência deve ser uma mulher, de preferência negra ou cabloca, não importa qual. Sou suficientemente inocente para pensar que se houver uma mulher preparada, com as competências necessárias e um maldito projeto para o país, naturalmente ela acenderá à presidência, independentemente do seu sexo, cor ou religião.

Mas isso não é assunto para mim. No momento, devo me ocupar em encontrar soluções bem mais domésticas, como o pão nosso de cada dia, segurança para não ser vítima do mal e perdão das minhas dívidas. Os pastores não têm esses meros problemas muito comuns aos grutenses. Aliás, quando abri o Word para digitar esse texto, recebi mensagem gentil da Microsoft me avisando que meu software não é original. Estou pensando em processar a empresa do Bill por invasão de domicílio privado. Tenho dois softwares Office originais abandonados por vencimento do prazo de validade e sou obrigado a usar um pirata se quiser ter programas atualizados. Isso é problema de gente enfiada em buracos de pedra.

O Tio Cássio não ligava a mínima para questões ecológicas e não fazia segredo disso. Eu mesmo, o recriminava, mas não se faz mais pastores como ele. Declarava-se um urbanóide, pois detestava areia de praia nos pés e picão de mato nas calças. Gostava de andar de carro, de preferência pelas avenidas mais movimentadas, morar no vigésimo andar de um condomínio de luxo e seu passatempo predileto era consumir. Isso mesmo, postava-se em frente à sua TV para assistir o Shop Tour e adquirir o que pudesse com seus novecentos cartões de crédito. Acho que nunca mais conhecerei alguém tão politicamente incorreto como ele. Pior é que ele se gabava disso. Morreu feliz há dez anos e não viu nenhuma devastação ambiental.

Você consegue imaginar cinco pastores gastando meia segunda-feira em entrevistar a Marina Silva? Posso até ver o cordão dos puxas sacos declarando-se eleitores da mulher por todos os blogs, amém. Ah, sim, não quero falar disso. Estava pensando em juntar cinco pastores para entrevistar, ou melhor, implorar à Adélia Prado que se candidate a presidência urgente. Ela é contra o feminismo tanto quanto é contra o machismo. Isso é uma grande plataforma para o, digo, a próxima presidente da república das bananas do Brasil. Se é para ir para o inferno por não cumprir o ministério, que seja pela escolha de uma candidata minimamente aceitável. Pelo menos a Adélia é branca, burguesa e bonita, além de sábia. Mas a tendência parece ser por uma mulher, negra e sem preferência sexual declarada. Bom, nos Estados Unidos elegeram um negro, na Argentina, Chile e Alemanha mulheres, então chegou a hora de termos na presidência uma mulher negra, não importa o currículo, nem mesmo se ele existe e, caso exista, se é autêntico.

E eu pensando que pastores fossem os caras que deveriam cuidar do rebanho de Deus, da evangelização, de missões, aconselhamento espiritual e da oração, sem falar da pregação, claro. Agora eles entrevistam candidatas. Pode? Sou do tempo em que não ter preconceito era não notar as diferenças. Bom, isso era em outros tempos e manter tal desatino é pedir para ser tachado de ultrapassado. O mundo está caminhando a passos largos para as mãos dos gays, das feministas e das psicólogas. Isso vai arder e haverá choro e ranger de dentes.

O que era mesmo que Jesus queria que fizéssemos? Deixa pra lá, ele morreu mesmo.

Pichón de emigrante

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Cuando me pongo pesimista.

No hay forma de que mire a mi hijo y no vaticine que en algunos años estará subido a una balsa para llegar a La Florida o casado con una extranjera en plan de salir de Cuba. Sólo de verlo me doy cuenta que intentará a toda costa dejar atrás este pedazo de tierra, al que está atado por la testarudez de sus padres y por el absurdo migratorio que le impide viajar. Sin apenas saberlo, él es hoy el pichón de emigrante que algún día desplegará las alas y volará lejos de aquí. Un embrión de exiliado, al que sólo le falta conocer cuál será el destino de su peregrinaje.

Qué más quisiera yo que se quedara. Pero no tengo un solo argumento convincente para decirle que no se marche. ¿Cuál razón pudiera argumentarle? ¿Qué pronóstico optimista sería suficiente para convencerlo? ¿Habrá algún atisbo de cambio para hacerlo desistir de su idea? Si yo misma no estoy segura que deba permanecer aquí, cómo voy a tratar de que eche raíces en un país donde pocos pueden dar frutos.

Después del último discurso de Raúl Castro ante la Asamblea Nacional, con su “sombra” de continuidad, con su halo de “más de lo mismo”, con su apagada oratoria de tiempos pasados, sólo tengo el impulso de ser -para mi hijo- remo, vela, visa, ala… en el camino de su pronta escapada.

Replicado do excelente blog Generación Y de Yoani Sánchez, uma cubana arretada que corta um riscado para manter seu blog, onde nem isso é possivel fazer com liberdade.

Esse é o modelo que Lula e Dilma desejam implantar no Brasil. Talvez seja melhor não pagar para ver.

Um outro senador José

Charge do Jasiel Botelho

MARCOS 15:43

Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de JESUS.

Fico imaginando, tolo que sou, como seria se pintássemos um outro cenário no quadro atual. Em meus devaneios, corro para o meu Igoogle em busca da manchete “Senador José Sarney renuncia, após denunciar todos os desvios do senado, além dos próprios erros.” Também gostaria de saber o Senado próspero, sem esse negócio de aprovar leis e mais leis, tornando nossa constituição inoperante e desnecessária. Nós cristãos nascemos de uma religião que tinha dez leis apenas, mas nosso Mestre fez delas uma só, a saber: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.” (Mateus 7:12) e temos enormes dificuldades em cumpri-la. O futebol, esporte mais popular da terra, tem 17 regras e, dificilmente, encontramos alguém que as conheça inteiramente. Entretanto, gastamos milhões do dinheiro de um povo pobre, em sua maioria, para manter uma incomensurável minoria produzindo leis que  nem o mais alto magistrado consegue discernir e que jamais serão cumpridas, entre uma corrupção e outra. Nosso José, atual presidente do Senado, ao invés de buscar o corpo de Cristo para dar-lhe descanso, apega-se ao cargo, com a consciência de quem precisa manter um dos maiores esquemas de corrupção do mundo, segundo dizem por aí. Não sei o que eu daria para um único gesto honrado do quilate do praticado pelo José de Arimatéia. Mas seu maior ato de honra foi precedido pela fama de ser um senador honrado. Dois mil anos depois, e lemos sua designação: “Senador Honrado”. Qual será a designação do senador José  Sarney, daqui a meros dez anos?

Às 23:32 a situação em termos de visitação ao blog estava assim:

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