A Lua Cresceu


Estou morando em Sorocaba há doze anos. Depois de um tempo após minha chegada, em certo inicio de noite enquanto passeávamos com nossa saudosa cadela pastor alemão, a Duda, de repente notamos a lua. Ela estava bem à nossa frente, no alto da avenida ainda sem pavimentação completa, enorme e parecia haver se aproximado da terra como nunca.

Em um primeiro momento, ideias ridículas vieram à minha mente, como a possibilidade da Lua vista em Sorocaba ser maior do que daquela que víamos em São Paulo. Claro que abandonamos essa explicação de pronto, mas o fato é que, desde então, a Lua cresceu e se aproximou, não importa onde estejamos. Os eclipses totais do Sol tornaram-se frequentes, coisa que não acontecia antigamente, muito frequentemente.

E o qual o significado disso? Prepare-se, pode ser algo surpreendente, mas não sou eu quem explicará. Passei boa parte do ultimo fim de semana assistindo a mais um vídeo do
David Icke – The Lion Sleeps No More. Foi publicadono excelente blog O Nariz Virtual tocado por meu filho Pedro e seus amigos Paulo e Wolf. Se eu fosse você não correria o risco de continuar vivendo sem dar uma chance ao David.

Foi surpreendente constatar quantas inquietações o David tem semelhantes às minhas. A Queda das torres do Word Trade Center, Sociedades Secretas (os Illuminati, Maçonaria, Opus Day, Rosa Cruz, etc.), Iraque (antiga Suméria); os reptilianos; a escola e todos os grandes filtros de nossa sociedade, inclusive a Internet, a ênfase em desenvolver o lado esquerdo do cérebro, enquanto evita-se o uso do lado direito (emoção X razão); o engodo do tal aquecimento global; o aumento de terremotos e maremotos (Tsunamis); e tantos outros acontecimentos aparentemente inexplicáveis. O que estaria por trás de tudo isso, de verdade?

Mas no que tange à Igreja dita cristã e suas teologias dogmáticas reside o meu maior interesse. Em trinta anos assisti a mais surpreendente derrocada de um dos grandes pilares sustentadores da sociedade. E o que mais me estarrece é a postura dos mais jovens embarcando nas mais incríveis falácias da paroquia (desculpe a redundância). Seres reptilianos invadiram a Casa de Deus para usá-la como instrumento para seus fins de domínio e escravização da raça humana. Desde que inseriram no texto bíblico a grande mentira: ” Bem aventurados os que não viram, mas creram”. João 20:29, a igreja deita e rola nadando de braçada nas águas das invencionices das matizes teológicas, todas heréticas, sem exceções. Todo o livro contendo o evangelho de João, há muito, tem estado sob suspeição, especialmente pelo pecado de distorção das palavras originais.

Jesus Cristo teria demonstrado com sobras sua confiança na consciência dos seres humanos. Ele chamou seus companheiros inúmeras vezes a olhar e decodificar com seus cérebros direitos. Usou sempre o recurso de fazê-los pensar e não acreditar na primeira imagem que lhes aparecesse na frente, valorizando os sentimentos.

Aqueles que buscam escravizar a humanidade para tê-la a seu serviço, seja para produzir-lhes riquezas, ou para dar-lhes prazeres de diversas formas, usam e abusam da máxima: “eles acreditam no que veem”, e fazem da propaganda a alma de seu negócio. A igreja, com esses mesmos fins nada amorosos, viu aí a grande oportunidade e juntando algumas frases de Jesus fora do contexto original, partiu para a prédica inescrupulosa da tal bem aventurança do crer sem ter visto. Claro que para isso era necessário estancar o perigo das profecias, das visões e sonhos, capazes de revelar a verdade, mesmo quando ela não pode ser vista.

Tudo bem, mas a Lua milhares de vezes maior do que era vista pouco tempo atrás, sem duvida, todos estão vendo. Só falta entender o que está acontecendo com ela e o David Icke tem uma excelente sugestão, a qual compartilho inteiramente.

Espero que creiam.


As milhares de faces de um Deus invisível e desconhecido


A grande maioria das pessoas chamadas a descrever Deus, seja no ocidente ou no oriente, invariavelmente, começam por mencionar o caráter uno dele. Em outras palavras todos procuram determinar a existência de um Deus único.

Culturas mais primitivas cultuavam vários deuses ao mesmo tempo e ainda temos alguns exemplos disso, nos dias de hoje.

Então somos adeptos do monoteísmo e nossas principais religiões buscam uniformizar e extrair uma descrição capaz de uniformizar a imagem do dono do universo.

Nos últimos dias, fomos premiados com uma descrição impressionante de Deus por nosso amigo Paulo Brabo, um dos melhores blogueiros disponíveis, segundo consenso geral, e muito admirado pela comunidade religiosa de verve cristã. Creio que, quando a sua imagem de Deus é essa, dificilmente você manterá uma relação do tipo pedir-e-dar-se-vos-a. Muito mais provável que você queira ter com ele a mesma relação que o diabo do Brabo imaginou naquele momento, ou seja, de salvador de Deus e não o contrário, como é mais comum.

Se pensarmos melhor, o Brabo não tem o privilégio de imaginar ou conceber uma imagem única de Deus. Em breve, a comunidade pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil e adeptos estará recebendo o conhecido pregador John Piper para reafirmações da concepção calvinista do Deus dessa comunidade, sempre repleta de fatalismos e predestinações. Nas últimas décadas, Billy Gramm foi o mais importante descritor de Deus na embalagem batista onde habitualmente há verdadeiros tsunamis de água para todos os lados. Kenneth Hagin despontou, ao mesmo tempo, como o grande expoente de um Deus cheio de prosperidade para dar e vender. Lembro de Rick Warren e seu Deus cheio de propósitos mercantilistas, de Phillip Yancey com seu Deus insurgente, Brennan Manning e o Deus maltrapilho dele ou ainda o Henry Nouwen que enxergou um Deus extraordinariamente indulgente no pai do Filho Pródigo. Assim por diante, cada denominação ou segmento do Deus evangélico, católico, muçulmano, judeu, etc., apresentará sua própria pintura de Deus.

Seguramente o fenômeno não para por aí. Com toda certeza, cada uma das pessoas adeptas dessas religiões e/ou seitas também possuirá sua própria versão da imagem do divino. Podemos ir além e afirmar, sem medo de errar, que se houver nesse planeta alguns bilhões de criaturas confessoras de sua crendice em Deus, teremos igual número de descrições ou criações de deuses.

Nesse balaio ainda podemos incluir as várias imagens bíblicas de Deus, com destaque para o Deus Pai de Jesus, o Deus mais rancoroso de Paulo, o Deus invisível mas audível de Elias, o Deus feito de luz intensa capaz de cegar de Moisés e o Deus rei e tirano da maioria do pessoal do Antigo Testamento. Sem falar nas descrições que os personagens faziam dos deuses dos outros povos, geralmente inimigos, como Ezequias orou: “Eles criam em deuses que deuses não eram, eram deuses de pedra e pau”

Boa essa ajuda de Ezequias ao nosso tema, afinal se há uma certeza, pelo menos uma, nisso tudo, é o fato de que Deus é uma concepção individual existente na mente de cada pessoa. Sendo assim, embora a maioria se de bem falando com um Deus que está dentro de si, seja lá onde for, muitos preferem criar uma representação exterior dessa invenção. Refiro-me a esses deuses lembrados por Ezequias e a tantos outros conhecidos, seja em forma de astros e estrelas, de árvores, de animais e um monte de cacarecos usados para esse fim. Com isso devem sentir-se menos ridículos quando falam com seu Deus.

Quando Moisés, todo orgulhoso, desceu daquele morro trazendo nas mãos sua obra prima, se podem lembrar-se, duas placas cuidadosamente esculpidas a partir de algum tipo de pedra, semelhante a um tipo de pedra sabão, tão a gosto de nosso escultor maior, o Aleijadinho. Nelas entalhou seus dez mandamentos. Para sua grande surpresa, encontrou o povo, que deixara esperando na sala de espera de seu monte, cultuando o Deus que eles próprios cunharam, enquanto aguardavam o zangado líder da matilha. Criaram Deus na forma de um bezerro de ouro.

Não podemos esquecer que dois quartos da humanidade dos nossos dias imagina Deus como um ser obeso e inerte, sentado com cara de oriental sábio e pensativo. Outro quarto concebe um Deus altamente vingativo, na base de olho por olho e dente por dente. Mas todos esses também, dentro de suas unanimidades, possuem a mais completa diversidade de deuses possível e imaginável, porque cada um concebe seu Deus à sua maneira.

Confesso que não consigo mais ouvir ninguém falar sobre Deus sem pensar que ali está alguém fazendo sua própria descrição de um Deus que só ele conhece. Pois está dentro dele mesmo e não há como coloca-lo para fora, a não ser em espasmos criativos como fez o Brabo, os inimigos de Ezequias, os índios, as tribos africanas e todos os demais que deram forma a seus deuses. Sei que pode parecer pretensão, mas até eu tenho a minha versão interna de Deus, pior, ela foi se modificando com o passar dos anos. Imagino que isso também deve acontecer com o Deus de cada um, o que pode multiplicar exponencialmente a quantidade de deuses existentes.

Isso não deve dar a você, ou quem quer que seja, ensejo para imaginar bobagens do tipo: ele não crê mais em Deus. Como já disse antes, estou contaminado eternamente com a ideia de que há um Deus. A diferença reside no fato de que, para mim, ninguém conhece ou conheceu a Deus, exceto Moisés e Elias com suas visões parciais e reduzidas do Criador e Jesus que antes de encarnar, já era filho dele. O resto e tudo que se diz, escreve, desenha, pinta, esculpe e sei lá quantas outras formas de representa-lo, não passam concepções humanas de um ser imaginário. Ele existe, mas ninguém o conhece e, portanto, será capaz de representa-lo, descrever-lhe ou explica-lo, muito menos.

Imagino que estou alimentando potencialmente o apetite dos meus amigos preferidos, os psicólogos, sempre ávidos por mais motivos teológicos capazes de justificar sua atividade desnecessária e rentável. Entretanto, criamos nossos próprios deuses por não conhecermos o Deus original e, principalmente porque temos medo do que pode acontecer conosco, com nossos semelhantes, sobretudo os mais próximos, com nosso planeta tão maltratado e com o resto do universo. Especialmente se Deus não existir, afinal e estivermos todos equivocados quanto a esse detalhe.


O Mágico e a gravata

 

Stan Laurel

Clube dos Mágicos

 

O mágico e a gravata já apareceu em posts anteriores, tive oportunidade de relatar algo sobre a frustração de meu pai, em relação à minha participação no circo. Ele tentou me levar ao trapézio, mas minha mãe vetou. Mais tarde ele atacou de novo. Como alguns sabem, meu avô foi o primeiro. Ele fugia de casa certas noites e acabaram descobrindo a razão, muito diferente do que imaginavam, o velhinho ia ao circo fazer mágicas e tocar violino. E ele não era um mágico de ocasião. Era membro do Clube dos Mágicos, uma espécie de confraria secreta, onde é preciso cumprir certas exigências para fazer parte. Para ser mágico reconhecido é necessário ter sua competência reconhecida e fidelidade ao Clube. O grande problema é o cuidado para que os truques não sejam de domínio público.

Quem entra para o clube se compromete a não revelar os truques a ninguém, exceto ao seu herdeiro, escolhido para essa finalidade, que não precisa ser, necessariamente, alguém da família. Meu avô teve muitos problemas nos últimos anos de vida e não teve tempo de ensinar os truques a ninguém. Segundo meu pai, foi no leito de morte que ele pediu para que sua arte fosse entregue a mim. Como ele não poderia me ensinar, eu deveria ser encaminhado ao Clube onde os mágicos se encarregariam da tarefa.

Um belo dia, meu pai chegou em casa carregando um monte de badulaques, muito estranhos. Eram umas gaiolas esquisitas, cartolas, bengalas de vários tipos, capas estranhas, lenços, flores artificiais, etc. Foi nesse dia que fui informado da história toda e da minha herança. Meu pai me levou ao Clube e me entregou para o aprendizado mágico. Na verdade, não aprendi quase nada lá, em termos dos truques, os velhinhos eram uns malandros, pois ficavam me enrolando e não ensinavam nada. Só um me ensinou alguma coisa e não foi truque. O nome dele era Grande Mestre Soares. Ele foi o primeiro a me dizer: As pessoas acreditam no que veem e isso é o todo da mágica.

A Mágica

Saí desse episódio do clube sem saber como fazer mágicas, mas me achando um grande mágico. Aqueles truques básicos com moedas e cartas de baralho, eu aprendi rápido. Ao longo da vida, diverti as crianças com eles, em todos os lugares onde passei. Meus filhos sempre me viram como uma espécie de mágico. Até hoje, percebo neles certa expectativa de que, a qualquer momento, farei alguma mágica e coisas inesperadas aparecerão ou desaparecerão.

Além do truque da carta furada, aquele que o mágico joga o baralho todo para o ar, dá um tiro e no fim aparece furada, bem no centro, a carta previamente escolhida por alguém da platéia, que não posso mais fazer devido à lei que proíbe o porte de armas, tem o truque da gravata. Esse eu faço há mais de trinta anos. Como nunca trabalhei em circos, fiz de minhas palestras o meu picadeiro e, invariavelmente, começo-as com mágicas, sendo o número da gravata o meu principal.

Consiste em escolher na platéia uma gravata apropriada. Como faço isso há mais de trinta anos, tenho olho clínico para a gravata adequada. Tem que ser daquelas que o Sobel gosta de furtar em Miami. Eu prefiro as italianas, pois costumam ser as mais caras. Então, eu chamo a vítima lá na frente e peço a gravata dele emprestada para fazer a mágica, lembrando, sempre, que faço isso, há mais de trinta anos. Claro que dou uma conferida na etiqueta para me certificar que se trata de uma gravata autenticamente cara. Então, minha assistente, devidamente vestida (com aquelas roupas curtinhas, meias de nylon escuras, salto alto e cartola) traz a nossa mesa de mágica, onde o material necessário para a mágica está preparado. Pego a gravata e começo a picá-la com uma tesoura enorme, colocando os pedaços dentro da cartola. De vez em quando, dou uma olhada para o dono da gravata e lembro que faço isso há trinta anos ou mais. Depois de picar toda a gravata, acrescento farinha de trigo, pó de café, um líquido branco que chamo de cola e uns três ovos, quebrados com estilo. Misturo tudo bem e com uma pinça mostro a gosma para a platéia, lembrando os mais de trinta anos de experiência.

No momento de maior êxtase, pois as mágicas fazem isso com as pessoas, pego minha varinha de mágico, aponto para a cartola e digo três vezes: Abra ka dabra! Pego o produto dentro da cartola e ao verificar que continua tudo do mesmo jeito, olho para a plateia e digo: Não deu certo, ainda. Vamos tentar de novo. Fiquem tranquilos, faço isso há mais de trinta anos. Confiem em mim. Aponto de novo a varinha para a cartola e: Abra ka dabra, três vezes. Outra vez constato que tudo continua na mesma com a gravata.

Aí chegamos ao Gran Finale, quando digo a todos:

De fato, faz mais de trinta anos que faço essa mágica e ela nunca deu certo.

Capricornio PB

Vamos construir a arca

Em breve, choverá torrencialmente durante quarenta dias e quarenta noites sem parar. Com a ajuda do Greenpeace, uma arca está sendo construída.

Quem desejar, poderá ir ao monte Ararat e ajudar a construí-la.  A arca salvará só a família do Sr. Noé Aparecido das Águas e um exemplar de cada animal existente na terra, pois ninguém acreditará na história do Greenpeace e o Sr. Noé com sua Arca ridícula.

Deus resolveu transformar a perdição do planeta em um grande zoológico, gerenciado pela família das Águas. Os outros perecerão por falta de fé.