A Gruta do Lou

Sobrenatural

Cate BlanchettCate Blanchett

Meu propósito, nesse texto, é tratar a respeito do sobrenatural. Escolhi a atriz Cate Blanchett, não apenas por sua evidência atual, mas devido à participação dela em alguns filmes com componentes ligados ao meu tema. Apesar de jovem (nasceu em 14/05/69), acima de sua lareira há um monte de estatuetas dessas que eles distribuem em LA, lá no Kodak Home e outras.

Acho que foi Jesus o culpado por aumentar o interesse pelo assunto. Ele ficava introduzindo componentes sobrenaturais o tempo todo, durante suas andanças pela Judeia e Galileia. (Ou teria sido obra dos sacerdotes? Sei lá.). As histórias dos profetas, anteriores ao Mestre, vinham carregadas desses componentes. Relatos de multiplicação de alimentos, ressurreições, curas, etc. faziam parte dessa literatura, já naquela época. Não ficaria bem um salvador cético em relação a certos fenômenos. Quem dar-lhe-ia crédito? “Maior é o que vem após mim, de quem não sou digno de desatar-lhe as sandálias”, teria dito o místico João Batista, uma espécie de Madre Tereza de Calcutá da época..

Quando penso em sobrenatural estou pensando apenas no que não é natural. Detesto comparar o sobrenatural ao terror. Gosto mesmo é do sobrenatural light, do tipo de Jesus e das igrejas neo-pentecostais. Sim, porque o mistério é parte do programa das igrejas que crescem e não tem outros atributos. Geralmente, substitui com vantagem a falta de talento. Igrejas como a Batista da Lagoinha, onde estive falando de missões no início da década de oitenta, (do Grupo Diante do Trono) não precisa de mistério. A Igreja Universal do Reino de Deus, ao contrário, não dá muita bola para a música. Sua ênfase reside no sobrenatural. Enquanto a IBL vende CDs e DVDs, a IURD cresce (ou engorda) como nenhuma outra, no mundo (estou falando da Terra).

Claro que eu gostaria de ter aquela fé pequenininha que o Nazareno mencionou, do tamanho de um grão de mostarda, tipicamente sobrenatural. Hoje, se ela fosse parte de minha vida, eu faria alguns montes moverem-se, não tenham dúvidas. Infelizmente faço parte de um terceiro grupo, dos que não tem talento e muito menos mistério. Se bem que, posso descrever alguns (bem poucos) momentos na vida onde acredito ter experimentado certos acontecimentos sobrenaturais, na época em que andava com a Tia Arlete (uma das mentoras do Estevam e Sônia Hernandes) e era respeitado como um profeta. Quando chegávamos a algum lugar, eu fazia aquela cara de misterioso e economizava palavras. Acho que meu ego apreciava aquele tempo (éramos felizes e não sabíamos).

Gosto de pensar que o sobrenatural é menos escandaloso e está presente o tempo todo, nas mínimas coisas. Aparece na simplicidade e com sutileza cavalheiresca. Talvez Deus estivesse certo quando disse a Elias que ele não estava no barulho, nos Trovões ou Tsunamis, mas na brisa e no silêncio. Acho sobrenatural uma leve sensação de uma mãe quando seu filho está preocupado, em perigo ou até mesmo, quando nossa cadela pastor alemão, a Duda, sente que estou encasquetado e me pede carinho.

Agora a Cate Blanchett vendo o futuro nas cartas de Tarot é um charme só. Até Deus dever arriscar uma olhadela, (nas cartas) nesse caso, coisa bem sobrenatural, mesmo. Sei que há um lugar onde o Criador anda e não fica longe de nós. Caminha conosco dia a dia e soa com leveza e singeleza. Talvez na beleza cinematográfica da Cate ou na beleza fiel da Dedé, nesse pássaro que alçou voo agora, no sorriso daquela criança ali ou, até mesmo, em um post despretensioso de um blog qualquer. Quem sabe?

Capricornio PB

3 thoughts on “Sobrenatural

  1. O sobrenatural está presente em nossas vidas e ao nosso redor. Nesse momento estou acordada esperando meu filho chegar de uma formatura… basta olharmos a natureza, com todas as suas cores e matizes para sentirmos o bafejo de Deus, coisas sobrenaturais…

    Mas, sobrenatural mesmo, é conseguir ver quantos dedos estou lhe mostrando. Path Adams

  2. Sobrenatural não é só encantamento, algo que nos eleva…
    mas também coisas que fazem nosso sangue ferver, nossos sentidos
    saírem do controle, a sensação de vácuo, de impotência diante
    de certos fatos, onde o vazio passa ser o trivial…

    Agora, ele está presente, mesmo que não saibamos lidar com ele, esta aí.

  3. No dia em que escrevi esse post, dois anos atrás, exatamente, fui dormir triste porque ninguém deixou um comentário sobre ele, se quer. Mas através do plugin WordPress cuja finalidade é trazer os posts de volta, a cada ano, a alegria chegou, hoje. Obrigado.

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