Sexo não é pecado!

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O Dr. Dráuzio Varella concedeu uma entrevista à Folha de São Paulo, publicada no dia 18/12/05 onde ele abordou uma série de questões relacionadas ao tema da contraceptividade, na série produzida para o programa Fantástico da Rede Globo. Ele é médico, cancerologista, escritor e autor da série. Sua mente e a abordagem do tema é absolutamente científica. Na entrevista, ele menciona a posição da Igreja Católica como sendo detentora da posição da Igreja, como um todo. Como todo mundo sabe, os católicos são proibidos de praticar o aborto e usar camisinhas ou qualquer outro método contraceptivo, mesmo dentro do casamento

Acredito haver aqui uma ótima oportunidade de posicionamento por parte da Igreja não católica. Eu não sou o Ariovaldo Ramos e não tenho procuração para falar por qualquer grupo religioso. Portanto, falo por mim. Não sou católico e não estou sob as suas determinações, muito mais voltados aos aspectos financeiros que religiosos, a meu ver.

Em primeiro lugar, é preciso acabar com esse negócio. Sexo não é pecado. Não é, embora pareça devido a insistente relação entre sexo e pecado orquestrada pela igreja católica e seus ecos protestantes, muçulmanos e judaicos. Depois penso que devemos pontuar, claramente, nosso posicionamento em relação a ele. Para mim, cristão protestante sem igreja, no momento, o sexo é uma prática ideal para ser mantida dentro do casamento.

Não temo afirmar minha convicção pela fidelidade e pela manutenção da virgindade antes do casamento. Por que não? Eu me orgulho muito desse posicionamento. Também acredito ter o aval bíblico, não só para essas crenças, como para planejar, de forma adulta e responsável, quantos filhos colocar no mundo. Para isso, é possível que seja necessário a utilização de algum método contraceptivo, devidamente orientado por um médico de nossa confiança ou melhor ainda, usar um método natural com o mesmo objetivo. Há bons livros a respeito.

Creio ser pecado incentivar a produção irresponsável de filhos com finalidades eleitoreiras ou escusas, como acontece no Brasil e em vários países do Terceiro Mundo. Ao fazer isso, os senhores e senhoras políticos estão acrescentando mais miséria à pobreza já existente. Como informa o Dr. Dráuzio, segundo o IBGE, apenas 4% das crianças até 2 anos e meio são da classe A; 7% são da classe B e 89% das crianças estão abaixo, disso.

Acredito ter a missão de pregar e ensinar que:
1) O sexo dentro do casamento é uma grande bênção.
2) Só colocar um filho no mundo se tiver a estrutura correta para sustentá-lo.
3) Os anticoncepcionais podem ser usados segundo orientação médica responsável.
4) O aborto é uma decisão pessoal, deve ser utilizado quando necessário e realizado em ambiente próprio e regularizado pelo estado.
5) A ganância é pecado.
6) Nenhuma das igrejas cristãs deveria liberar o aborto.

Com essas posições conseguiríamos eliminar uma série de problemas vividos pela sociedade moderna, tais como, a promiscuidade sexual (especialmente a infanto-juvenil), as doenças sexualmente transmissíveis (ênfase para a AIDS), o interesse nefasto do capitalismo selvagem em vender seus produtos a qualquer preço, o político diabólico que se utiliza dessas misérias para manter-se no poder e a diminuição da pobreza e miséria, suponho.

Seria muito bom se fôssemos mais agressivos na defesa de nossas crenças, utilizando todos os meios e pessoas disponíveis para defender nossas convicções.

Sexo não é e nunca foi pecado. Mas, como tudo, pode fazer muito mal se for realizado de forma equivocada. A pobreza é resultado da ganância e do mais absoluto individualismo do ser humano, em todos os tempos. Jamais se resolverá com salário família, bolsa família, bolsa escola, leve-leite e outros mecanismos paternalistas e eleitoreiros. E disso nós cristãos deveríamos entender, como ninguém.

# posted by Lou @ 2:11 PM

Capricornio PB