A Gruta do Lou

Razões por que não escreverei sobre o melô dos ateus Gondim, Brado (Brabo), Sartre, Nietzsche e Gutierrez

Doris Day

Ao ler sobre mais um imbróglio, primeiro lá na Bacia das Almas e depois em alguns outros blogs, envolvendo a Igreja Assembléia de Deus Betesda, o Pr. Ricardo Gondim (vou logo avisando que o site está em recesso), um certo Paulo Brado que o Brabo supõe (com grande probabilidade de estar certo) ser ele próprio e outros nomes menos expressivos como Sartre, Nietzsche, Gutierrez, decidi não me envolver, de forma alguma no fato.

Antes de mais nada, a questão foi divulgada em anúncio pago por uma tal Família Siqueira, que supõe-se ser formada de descendentes do falecido Pr. Ademir Siqueira, fundador de uma Igreja com o mesmo nome, lá pelos idos de 1981, veiculado pelo sempre ilibado jornal, de grande alcance e impacto nos destinos da nação, O Diário do Nordeste que é editado no Ceará (Fortaleza) pelo Grupo Verdes Mares (filiado à Rede Globo). Aliás, ao buscar informações sobre o tal, deparei-me com um “excelente” artigo publicado pelo mesmo informativo, no último dia 02, sobre o nobre e falecido líder espírita, Francisco Xavier, onde ele afirma que a morte não existe. É uma possibilidade muito plausível, afinal, embora tenha morrido sob os olhares de toda a nação, ele pode ter reencarnado como um Siqueira crente ou um Marinho rico. Como o leio religiosamente, todas as manhãs, sei de sua força e importância no cenário nacional. Nenhum outro veículo de informação foi capaz de causar mais impacto na história recente da nação como o Diário do Nordeste, basta verificar os ministros e até presidentes, que vieram a perder seus cargos políticos, graças à sua independente linha editorial. O Estado de São Paulo, a Folha e o próprio Globo, sem falar na Veja, Isto É, Época, etc… ressentem-se muito dessa realidade.

Entretanto, não pretendo abordar a pendenga entre o Gondim e os Siqueiras porque, obviamente, no caldeirão da sopa deles deve ter muita asa de morcego, dente de javali, antena de abelha gay, bigode de gato velho, etc… que desconheço. Só sei que essa briga, possivelmente, já tenha cabelo branco. Alegar motivos teológicos para um rompimento é uma brincadeira de muito mau gosto. Não me consta que os Siqueiras tenham extrapolado os limites do arraial da Igreja Assembléia de Deus Betesda de Fortaleza para romperem nos campos indesejados da maldita e inaceitável teologia, tão pouco namorada por Ademir Siqueira, o venerável fundador. Foi depois de Gondim que começaram a surgir os ventos teológicos, lá pelos lados da Igreja A. D. Betesda, obviamente, nos rincões paulistanos. Não escreveria sobre isso, porque não agüentaria, muito menos, não aturaria ler sandices escritas em um jornal que só os cearenses tem acesso ( e os políticos nordestinos), por idiotas que nunca leram um único manual teológico sequer, sobre teologia. Pode até ser que as teologias mencionadas sejam heréticas (não estou dizendo que sejam), mas, certamente, os Siqueiras não fazem a menor idéia a respeito. Repetiram, feito papagaios, as bobagens que alguém lhes recitou e acharam, tudo isso interessante para justificar algum tipo de divisão.

Também não escreveria nada sobre isso, com medo de descobrir que o verdadeiro motivo dos Siqueiras, seja voltar às prédicas que lhes resgatasse Poder, Mistério e Milagres, coisas que Gondim e seus seguidores têm combatido, veementemente, com suas “teologias heréticas”. Então não falarei nada sobre isso.

Talvez me interessasse abordar a questão no ponto em que ela envolve o meu amigo (e mentor blogal) Paulo Brabo. Por que, entre Sartre, Nietzsche, Gutierres, apareceu o nome do Brabo? Acho que foi aí que os Siqueiras revelaram a sua nova fonte do saber. Acontece que esse vínculo vem sendo feito, há algum tempo, por um grupo que se intitula “da Reforma” e da “Ortodoxia” sob a liderança de um pastor extremamente reacionário e seus “seguidores”. Foram eles que levantaram essa bola, indignados com alguns textos sobre o chamado Teismo Aberto. Assim como eu que sou mais burro, o to-Nicodemus, como eu gentilmente decidi chamá-lo (o cara que estou pensando) percebeu que o Gondim tinha mamado nas tetas de alguém, a respeito desse assunto, e bingo! Descobriu o Brabo. Gondim foi, inclusive, muito legal, divulgando textos do Brabo, em seu site.

Se eu fosse escrever sobre isso, chamaria a atenção dos leitores para um fato, sine qua non, ou seja, adivinhe quem foi o primeiro e único (até o momento, porque logo-logo seus puxas-sacos o farão em cascata) que saiu em defesa dos Siqueiras, aqueles hipócritas? Exatamente, o próprio, o primeiro e único to-Nicodemus.

Mas, como já declarei, não meterei minhas lindas mãozinhas nessa cumbuca. Como disse um comentarista lá na Bacia das Almas, isso aí é briga de cachorro grande. Como sou um lindo cachorrinho, apenas, se bem que velhinho, melhor ficar na minha, aqui na grutinha querida, lamentando minha vidinha medíocre, abençoada por um Deus que não me liga a mínima e só se importa com esses medalhões evangélicos, que eu invejo com todas as minhas forças. Bem que eu queria ver meu nome metido no meio desses ateus mencionados, nem que fosse como Lou Melão, ou melado, não importa.

4 thoughts on “Razões por que não escreverei sobre o melô dos ateus Gondim, Brado (Brabo), Sartre, Nietzsche e Gutierrez

  1. Imagine se fosse falar a respeito! Mas já que decidiu não falar nada. Seguirei o coro e ficarei em silêncio. Afinal, estou sitiado! Mas destemido… Esperando reforços.. Quieto na minha base de defesa. Ninguém, absolutamente ninguém vai rompê-la sem antes passar por cima de meu cadáver. É uma questão de integridade.

  2. Sigo-te na abstenção. Não darei a mão à palmatória, hipotecando minha solidariedade inconteste ao nobre Brabo e seus pares (ignoro quem sejam Nietzsche, Sartre e Gutierrez). Ao admirado – a ponto da inveja – Gondim, não farei nem menção para não dizerem que sou fã de carteirinha do demo… Vixe!

  3. A galera do fundamento ta soltando rojão de alegria..
    Melhor é se esconder na gruta, e que o Lou nos defenda..hehe

  4. Olá, Lou,

    Li seu bem humorado artigo sobre essa questão. Não entendi muito bem o que se passou. Li algo a respeito em um blog, e a única coisa que tentei comentar (tentei, porque o dono do blog não postou meu comentário) é que na verdade todos têm o direito de fazer críticas, de ter um pensamento próprio. Tanto o pr. Gondim, cujos textos são muito bons, quanto essa família, Siqueira, que eu não conheço. Essa é uma via de duas mãos. Achei seu texto muito bom, a ironia é uma grande aliada da retórica. Moro em São Luis, que fica no reino de Muito, Muito Longe, e por aqui fundei o MSI (Movimento dos Sem Igreja). É uma longa história…
    Voltando ao objeto deste comentário, o fato é que a briga é mesmo de cachorro grande, como você coloca. Mas que se manifestem, todos, e que tudo seja posto às claras.
    Gosto muito do que escreve o pr. Gondim, há muito tempo seus textos têm me ajudado, esclarecido e edificado. É o que posso dizer.

    Um abraço,

    Maya

    post scriptum: Olha, tenho um blog, o Blog da Maya. Convido você a me visitar, se quiser… será um prazer. Blog da Maya – http://mayafelix.blogspot.com É um espaço no qual cabe teologia, literatura, humor, política, fotografia, enfim…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *