A Gruta do Lou

Quem acredita em tradição, constância e permanência cibernética?

Fim da Internet
Fim da Internet

O Fábio Adiron, consultor competente e super antenado, recomenda-nos a leitura desse post aqui
onde o autor levanta a bola sobre a possível diminuição de interesse dos internautas brasileiros pelas redes sociais, blogs e internet em geral. Se não me engano, o escritor orientou-se por informações originadas pelo IBOPE, fonte na qual demonstra certa desconfiança e nisso, ele tem minha solidariedade total.

Não vi nenhuma pesquisa, do IBOPE ou outra qualquer, sobre o tema. Leio por aí sobre a expansão web em várias direções e todo mundo parece não se cansar de evidenciar a contundente participação brasileira nessa história, apesar dos políticos brasileiros, com a taxação via FAPESP, provedores e empresas de banda larga; a própria banda larga é ridícula quando comparada às de muitos países, além de lenta e inconstante, consegue ser uma das mais caras do mundo, no que é acompanhada por outros itens rentáveis, como o celular, combustíveis e eletrônicos em geral.

Minha avaliação é muito mais doméstica, tomando por base meu blog, as redes sociais que participo e as atividades que desenvolvo na Internet. A Gruta, embora tenha alcançado boa freqüência por parte de visitantes, os quais considero como leitores, nunca foi pródiga em comentários. Não sei exatamente qual seja a razão, mas a proporção entre visitas e comentários sempre foi extremamente baixa. Talvez seja a temática, meio perdedora e baixo astral, ou minha intransigência com as igrejas e pastores das elites.

Responder aos comentários pode ser uma faca de dois legumes, também, pois se você tem aqueles comentadores que se ofendem se seus comentários não são respondidos, do outro lado há o pessoal que morre de medo das minhas respostas irônicas e estes podem estar em número muito superior aos primeiros.

Também houve o episódio em que algumas leitoras resolveram sair da esfera digital e intervir na esfera real, inconformadas e com o propósito de ajudar o personagem central da Gruta a deixar de ser um pobre sofredor grutense e não receberam bem minha atitude de cortar esse grande mal pela raiz. Sou pobre e orgulhoso. Além do que, prefiro mil vezes estar só em minha Gruta preferida do que assentar-me na roda dos escarnecedores ricos e prepotentes.

O fato de não gostar do Lula presidente também deve dar sua parcela de contribuição nessa questão, afinal as pessoas não se conformam com um cara meio de esquerda adotar essa postura. Mas acredito na bíblia e ela me ensinou que o povo padece sob o governo dos incompetentes. Isso não isenta todos os governos anteriores, talvez com uma ressalva, de Juscelino Kubitschek de Oliveira, que junto com Adhemar de Barros seriam os dois únicos melhores políticos que já pisaram nosso solo nada sagrado, com os defeitos inclusos.

Bom que se diga, aprendi com uma pobretona mãe de uma das crianças da Creche Municipal Fernão Dias onde fui diretor que todo pobre vive de olho na oportunidade de enricar e, embora isso dificilmente aconteça, quando acontece, leva a figura de mala e cuia, transformando-a em uma tenaz perseguidora dos pobres e sofredores.

Um velho amigo costumava lembrar que todo bom cobrador é um potencial mau pagador, quando não o é de fato. Estou querendo dizer que ricos esnobadores de pobres, muito provavelmente, vieram da ralé. Esse fenômeno, por mais paradoxal que pareça, acontece no seio da Igreja tanto quanto em qualquer lugar. Temos um bom exemplo disso na presidência atual.

Assim sigo com o livro do Napoleon Hill (Pense e Enriqueça) entre os meus livros de cabeceira e como um dos que mais leio e cujas recomendações tenho seguido e percebido boa diferença. Se enriquecer, apesar do pouco tempo que me resta, já tenho uma boa lista de pobres que pretendo perseguir.

Mas, voltando ao tema central, minhas barbas sempre andaram de molho em relação a essa marca registrada bem tupiniquim de não esquentar banco em lugar nenhum e não será a Internet que irá nos mudar. Isso ficou muito claro para mim nos tempos dos boliches, uma casa de diversão onde o objetivo principal é jogar boliche, um jogo danado de gostoso de jogar.

Tenho certeza que todas as pessoas de minha geração sabem do que estou falando, o fato é que lá pelos idos dos anos setenta até meados de oitenta, abriram milhares de Boliches em São Paulo e no resto do País e quem não jogasse boliche, naquele tempo, era considerado um pobretonas doidivanas. Os boliches sobreviveram pouco, infelizmente. Então, não me surpreende essa evasão de comentários, a perda de interesse pelo Orkut e daqui a pouco pelo Facebook,  Twitter, bem como pelos blogs, em franca decadência.

Bom que se diga que sinto muito a falta de alguns comentaristas. De outro lado, também deixei de comentar em muitos blogs, um pouco por falta de tempo e outro pouco pela falta de reciprocidade.

O Orkut foi legal um tempo, principalmente por possibilitar muitos re-encontros, mas com o passar do tempo, a máxima de que é melhor deixar os mortos no cemitério prevaleceu e a rede foi para o espaço ou está a caminho. As outras terão esse fim, também, inclusive a recém criada  Rede Gruta. Espero que seja eterna enquanto dure.

Esse assunto está longe de ter um fim, pararei por aqui, certo de que poucos chegarão a tanto, embora ainda houvesse muito a dizer.

Danem-se os constantes e suas tradições ridículas

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6 thoughts on “Quem acredita em tradição, constância e permanência cibernética?

  1. Como dizia a música: “mas tudo passa, tudo passará”. E a internet tb. Com tudo que contém. Até o twitter passará. Talvez antes mesmo que eu faça minha adesão. O problema não é se “vai passar”. A questão é “o que faremos enquanto não passa?”
    E mesmo depois de passar, não há quem diga, em sã consciência que o boliche não seja uma excelente diversão hoje.
    A qualidade de um blogue não pode ser medida pelo número de comentários… vide A Bacia!
    Por último. Juntar Juscelino e Adhemar… Vc conseguiu unir o pior com o pior. Eles são excelentes exemplos do que houve de pior na política brasileira.

    No texto citado, o autor menciona a queda de comentários nos blogs como um indicativo de desinteresse ou diminuição de acessos. Em um dos comentários que li lá, alguém fala do fato dos comentaristas passarem a escrever seus próprios blogs e deixarem de comentar nos outros. Me parece muito pertinente.
    Sobre Juscelino e Adhemar era muito criança quando eles exerceram seus mandatos políticos. Adulto, estudei o trabalho dos dois e formei opinião favorável, embora diferente da voz corrente.

  2. Só agora,no fim da vida,descubro a razão dessa miséria
    toda: nunca entrei num boliche.

  3. “Todos os dias, sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor”. Esse era o lema do Famoso Astrólogo, Omar Cardoso. Assim é com a internet, os blog’s, Facebook, Twitter, etc. Hoje nós usamos o IPV4 que comporta 4 bilhões de números de IPs, é pouco.

    A expectativa é de que já não exista mais disponibilidade a partir de Julho de 2011. Então para que a internet continue crescendo e se desenvolvendo, foi necessário criar um outro sistema de numeração. Daí surgiu o IPV6, que comporta muito mais computadores, servidores e endereços web. Ao invés dos 4 bilhões de números, ele agora comporta uma quantidade que nem nós sabemos falar: são 3,4×10 elevado à 38ª. Potencia, ou seja: 34 seguido de 37 zeros!

    Isso é bom ou não é ?

    A Internet veio para ficar, o que mudará com grande velocidade é o conteúdo e os métodos dela. Vamos ver até onde conseguimos acompanhar. Eu já ando dando sinais de enfado.

  4. Lou, tudo isso me lembra meu pai puxando fio pra lá e pra cá sobre nossa casa para sintonizar uma antena de rádio amador. Seu objetivo?
    O mesmo do Blog, do facebook, do twiter.

    Pior era saber que o vizinho já estava com o rádio funcionando à toda.

  5. “Doidivanas”? huahuahua
    O orkut pra mim ainda é de grande valia, qndo eu acho q estou me desprendendo vejo que estou mais viciada naquele negócio de fotos e comentários!
    E para finalizar: eu sou uma comentariasta que some mas sempre volta.

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