A Gruta do Lou

Procura-se trabalhadores?

“E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara”. Lucas 10:2

Esses dias, alguém disse que estou criando uma nova religião na Gruta.  Refutei a acusação, mas fiquei pensando no assunto. Depois de descartar algumas idéias como a Igreja Transgrutal do Reino de Deus, Renascer na Gruta de Cristo, Batista do Vale da Gruta, Assembléia de Deus Gruta de Belem, etc., lembrei desse versículo tão conhecido. Estranho, em dias de crise mundial onde o maior problema é o desemprego em massa

A crise econômica global pode gerar até 50 milhões de novos desempregados em 2009, de acordo com previsões divulgadas nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

pensarmos nele. Jesus era mesmo um tolo. Será que não lhe ocorreu essa possibilidade dos dias atuais?  Como não há trabalhadores com esse montante de desempregados?

Então voltei a pensar na religião da Gruta. Pera aí! E aquele negócio de verdadeira religião?

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Tiago 1:27

Taí uma religião com a cara da Gruta. Talvez possamos fazer uma leitura tipo “Obra aberta” da religião cristã e adotarmos uma postura construtivista ou inventar o empreendedorismo cristão. A obra de Deus ainda não terminou, talvez esteja muito longe disso. Em dias do maior desemprego da história, faltam trabalhadores na obra aberta de Deus.

Bom, posso afirmar com absoluta certeza: há um trabalhador a mais na obra e um desempregado a menos no mundo, euzinho. Todas as ações benevolentes em prol do ser humano estão contidas nessa ousada sentença paulina. Visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações, inclui os presos, quer os cativos de prisões de alvenaria ou pelos muros dos sentimentos; os enfermos nas mais diversas situações e no nosso caso estamos abraçados à causa dos cardiopatas congênitos e dos dependentes químicos; dos moradores de rua; das crianças escravizadas nas fábricas de carvão ou no tráfico de drogas; dos aidéticos, sobretudo na África; das vítimas das enchentes e das queimadas; dos sobreviventes das guerras; e toda a imensidão de searas sem trabalhadores suficientes em nosso planeta.

Quando fiz o curso de administração de entidades sem fins lucrativos na GV, fui informado que o destino da mão de obra excedente do primeiro e segundo setores seria o das atividades benevolentes, via ONGs. Cada vez mais essa profecia se cumpre e agora mais ainda.

Se era a isso que nosso leitor se referia, então confirmo: somos culpados.

5 thoughts on “Procura-se trabalhadores?

  1. DEMORÔ… pra mim, a GRUTA já está sendo a minha igreja há algum
    tempo.
    É um lugar onde me abrigo,onde não há dogmas,cobranças,horários
    etc,etc…um lugar onde me sinto bem,onde encontro idéias,às vezes de forma irônica,mas verdadeiras, pois a vida é assim…

    Um lugar onde fui aceita sem que me fosse perguntado nada…
    ” eu vim como estava”

    Aqui, precisamente aqui, depois de muitos anos,consegui me
    religar com o sagrado. Não sei explicar de que forma isso aconteceu, mas aconteceu…

    Muito legal! Encontro com o sagrado na Gruta; ou seja, saiu muito melhor que a encomenda. Deus é mesmo surpreendente. Aliás uma surpresa ótima.

  2. O sagrado está aqui sem dúvida.Mesmo que às vezes tenhamos ( o Lou e os grutenses)opiniões em algumas coisas um pouquinho diferentes,estamos trilhando, ou grutando a caminho do Caminho…

  3. Um texto surprendente, os anos passarão é continuará ser atual, pois estas palavras de Jesus continuarão a soar nos nossos ouvidos e não sei até quando responderemos: “Já trabalhamos demais”

    PRECIOSO NO DESPREZADO

    Entre a correria , o desejo desesperado de pisar com os pés na porta do lar, o vai e vem , por um tris um esbarrão, contato sem abraço, olhares sem nenhuma comunhão, muito menos o interesse de conhecer ou de ser conhecido.

    O minuto e o segundo a findar, que faz esquecer e nem se importar com alguém na multidão, que se encolhe diante de homens que não se curvam e nem estendem uma mão. É como um resto a pisar, confundido até pelo chão, pisado por homens que deixaram de ser humanos, somente fitam com olhares de desprezo, não querem perder tempo.

    O que é desprezado tem uma essência, ainda com sua pequenês em estatura física, com marcas da vida, da injustiça, da sujeira que perde a cor da pele, mas que encanta com um interior. Da sua boca um clamor por aqueles que se encontram na sua mesma situação. Estranho é pensar que o sem vigor ainda tem esperança, mas ai está essência da fraqueza que se transforma em poder. Ao contrário de uma lista de pedidos egoístas dos que correm em busca de si, está uma lista nomes para serem entregues a Deus. O perdido que se compadece de outro perdido, enquanto o negligente que se perde em busca de encontrar o que é vão debaixo do sol.

    Fato verídico ( Estação Jabaquara do Metrô – SP)

    Vinicius Barajas

  4. acho que o nome vc já tem:
    é só a Gruta mesmo!
    nao precisa acrescentar mais nada!!!
    já tá pronto!
    🙂
    beijinhos,
    alê

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