A Gruta do Lou

Personagem de mim mesmo, pode?

Ele seria mais ou menos assim

Indefinido, ele seria mais ou menos assim.

A Gruta pode ser considerada como um blog cristão. Se preferir, podemos seguir o conselho do Rubinho e entender como um blog monitorado por um cristão. Pessoalmente não tenho esse ou aquele propósito e muito menos qualquer pretensão em andar nesse ou naquele tom. Se há uma linha a seguir, seguramente é falar aos ouvidos dos endividados, dos desanimados, dos entristecidos, dos deprimidos, enfim, dos maltrapilhos espirituais desse século. Casualmente, escritor e personagens foram educados dentro de preceitos cristãos e são sofredores maltrapilhos.

Li o “Evangelho Maltrapilho” do Brenann Manning em belíssima tradução do nosso irmão nota 10 Paulo Brabo e entendi que estava na crista da onda, surfando ao sabor do vento que o Espírito Santo soprava e fui em frente. Infelizmente, não me foi possível ler os outros livros do autor, editados a seguir ($). Para não dizer que não li nada, li o primeiro capítulo de “Assinatura de Jesus”, e de “Convite à loucura”, graças à benevolência da editora com os leitores mais vulneráveis financeiramente. Se eles tivessem algum tino comercial, me mandariam um exemplar de cada livro para eu ajudar a divulgar, talvez até mais um ou dois para sortear entre os leitores, como faz a Thomas Nelson em outros blogs que eu invejo. Mas não creio que o tema tenha saído da berlinda. Pelas respostas e reações, sinto estar em sintonia de amor com o Espírito e com os leitores.

Tenho lá minhas manias. Antes de escrever no blog, andei dando minhas tacadas por aí. Até vendi meu talento (se podemos chamar isso assim) para organizações que não fizeram por merecer a honra, como a Missão Portas Abertas brasileira, por exemplo, que me agradeceu metendo o pé na minha bunda, por meros caprichos pessoais dos imbecis Jakob e Mônaco, gente má e sem o menor talento para escrever ou para qualquer outra coisa. Uma dessas manias (que alguns chamam técnica) é criar personagens para facilitar o destilar do fel. Interessante notar como eles acabam ganhando vida. O Eu Sou aqui, é um personagem. Claro que tomo a mim mesmo como base para escrevê-lo, mas ainda assim, essa cara não é a mesma pessoa que o escritor. Ele é uma criatura criada. Mas até o pessoal de casa confunde os dois e chega a reclamar quando o personagem difere radicalmente do autor.

Uma parte de tudo que escrevo aqui é pura ficção, pirotecnia literária mesmo. Uma coincidência entre o personagem e eu é termos um filho cardiopata congênito e nisso tomo o maior cuidado para não inventar, mesmo porque, uma das razões que me levaram a incluir essa característica em meu personagem, foi aproveitar a oportunidade para divulgar um problema que ocupa lugar de importância preocupante nas estatísticas das doenças de natureza grave e complexa. Como meu personagem, também ando duro e endividado e tenho passado por muitas situações complicadas na vida. Assim, tenho emprestado essas experiências ao ser que criei. Como ele aparece no papel de narrador, entendo que fica difícil percebê-lo, boa parte das vezes. Não se iluda, ele sempre está presente.

Tenho um desejo nada secreto de fazer palestras sobre finanças assumindo o papel dele. Mas por alguma razão que não consigo entender, as pessoas não querem alguém com essa experiência falando do assunto. Ele sabe tudo o que acontece com um perdedor financeiro nato. Seria utilíssimo para ensinar o que não se deve fazer nessa área. Entretanto, o pessoal prefere ouvir os campeões, gente cuja capacidade está localizada em outro patamar. Eles desconhecem nosso sofrimento. Em verdade, são os nossos piores inimigos, uma vez que seu sucesso é a maior causa do nosso fracasso. É mais ou menos como se Adolf Hitler fosse aos Estados Unidos ou Inglaterra dar palestras sobre como derrotar os alemães nazistas, na época da segunda guerra. Quem se notabilizou e levou os aliados à vitória foi Churchil, primeiro ministro inglês, que representava os perdedores daquela guerra, e levou todos à vitória.

Meu personagem cresceu e ficou forte. Houve um ou dois momentos de vacilo, mas ele sobreviveu. Não cederei às tentações baratas de deixar que ele descambe para bobagens competitivas oferecidas pela blogosfera, atualmente. Por outro lado, desaconselho às senhoras, senhoritas e libélulas (agradeço ao Maurício pela idéia) a imprudentemente tentar se envolver sentimentalmente com meu personagem, pois ele é só isso, um ser inventado por uma mente maquiavélica como a minha. Sendo assim, tal tolice não teria qualquer chance de sair dessas páginas. Criei outros personagens, uns pontuais e outros permanentes. Não revelarei quem é ou não para não diminuir o interesse de vocês em minhas palavras.

Preciso encerrar aqui. Também estava gostando. Assim é com tudo que é bom: durou pouco.

7 thoughts on “Personagem de mim mesmo, pode?

  1. Lou, vendo a sua resposta ao meme que te passei, pior que andar de ônibus é agüentar o cheiro de perfume, aff, esse eu nao agüento desco do Buzao, kakakakka

    Abracos

  2. O que seria de nós sem as benditas personas. Pobres mortais tendo que mostrar quem verdadeiramente são. O mundo ia ser pior. hahaha

  3. Pingback: Lou Mello
  4. Nesses ultimos dias andei tão deprê que lia suas postagens e me enxergava nelas, aí queria fugir,não comentava nada.Mas hoje cá estou de volta com minhas besteiras.Não dá nem um pouquinho pra perceber que o personagem criado seja parecido com você.hahaha.Mesmo na ficcção,Lou,a gente imagina você dentro.Já me enganaste um bocado.Vai fundo!

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