A Gruta do Lou

Pensando em Possibilidades

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Na década de oitenta (Séc. XX) um pastor era muito presente na televisão norte-americana, era Robert Schuller. Esse senhor era líder de um movimento denominado Pensadores de Possibilidades. Costumava dizer: “Sei que Deus é meu amigo. Sua presença comigo faz de mim um pensador de possibilidades”.

Schuller costumava contar a seguinte *história envolvendo o pintor famoso Sir Edwin Landseer, especializado em quadros de animais. Um de seus melhores trabalhos foi feito na Escócia. É um mural em uma linda pousada construída em um terreno muito acidentado. Durante uma festa, quando a pousada era recém-construída, uma pessoa abriu uma garrafa de refrigerante e deixou o liquido esguichar sobre a parede que havia sido pintada há pouco, e a tinta e a argamassa ainda não estavam completamente secas. A parede ficou com escuras manchas de cor marrom que iam até o chão. Um horror. Foi um instante desagradável, reforçado pelo dono da hospedaria que ficou irado e não era para menos. Esbravejou até e expulsou dali o convidado ébrio e trapalhão. A festa terminou em seguida. Um dos convidados era Sir Edwin. Depois que todos saíram, inclusive o anfitrião, ele trancou a porta, acendeu a luz, abriu sua maleta, pegou tintas e pinceis e, não demorou muito, a grande mancha marrom tinha se transformado numa rocha. Em seguida, pintou ciprestes, pinheiros, abetos e a encosta de uma montanha. Sobre a rocha, a figura que muitos devem ter visto em fotos: O Cabrito Montes, um bode de chifres retorcidos, numa pose de animal altivo. Em volta da rocha, cheio de espuma branca, um arroio da montanha. Ele havia transformado uma horrível mancha em uma bela pintura. Transformou um obstáculo em uma utilidade.

Carl Young disse, certa vez: “Entre todos os meus pacientes de mais de 35 anos, não houve um só cujos problemas, em última análise, não se resumissem na ausência de uma perspectiva religiosa para a vida. E, nenhum deles, afirmo, nenhum deles conseguiu curar-se sem antes recuperar essa perspectiva religiosa da vida”

Diariamente, tenho lido Tweets de um jovem, quase sempre usando as mesmas palavras, desprezando as religiões. Nenhuma vez li entre seus muitos Tweets com essas mensagens antirreligiosas alguma proposta ou a indicação de alguma possibilidade positiva.

Todos nós estamos carecas de saber que há problemas com as religiões, como em tudo que existe sobre o nosso planeta, mas não podemos ser tão inocentes a ponto de não percebermos os poderes desse mundo fazendo de tudo para enfraquecer as religiões a fim de lograr, com isso, mais espaço para seus fins nada filantrópicos.

A começar do interesse desses grupos em instituir uma nova moralidade, cada vez mais, onde as pessoas abandonem de vez a velha e antiquada opção heterossexual, tornando-se bissexuais ou homossexuais, pois isso lhes traria enormes recompensas, primeiro financeiras e depois contemplaria seus fins promíscuos.

O mercado da promiscuidade é um dos que mais cresce em nossos dias. Foi assim que muitas sociedades se esfacelaram ao longo da história da nossa civilização. As religiões, com todos os seus defeitos e maus momentos, ajudaram a preservar a vida, como queria Jesus Cristo ao nos incentivar a ser o sal da terra, como igreja.

Também tenho tido meus momentos de dono da pousada diante da parede estragada por um idiota bebum, vivo atirando dardos inflamados conta uns caras que chamo de “os mauricinhos”, embora eles estejam mais para avós do Maurício, gente que vive de bla, bla, bla, literalmente e não faz nada de fato, muito menos pensar alguma possibilidade. Mas prometi a mim mesmo parar de persegui-los e entregá-los nas mãos de Deus. Certamente serão tratados com a justiça reta e não a minha que é um tanto falha e caolha.

Todo mundo sabe que luto contra uma situação que se apresentou em minha vida como sendo de solução impossível, há anos. Mas nunca me conformei com isso e enquanto puder aspirar um mínimo de ar que seja, andarei atrás de encontrar possibilidades para solve-la. Deus é Deus do impossível e, para Ele, nada é impossível. Não fosse assim, Ele não seria necessário, pois do possível nós damos conta e muito bem. Basta sermos colocados diante de situações consideradas impossíveis para desmoronarmos.

Esse bode ai na foto é o Cabrito Montes do Sir Edwin Landseer e foi batizado de “Monarch of the Glen” (O Monarca do Vale Estreito). Segundo a minha astróloga ele é o símbolo do meu signo. Mais uma das vantagens de não ser membro oficial de nenhuma igreja, então posso ler meu horóscopo sossegado e sem culpa, sem falar nessa enorme coincidência entre meu signo e meu destino. E não me venha com piadinhas preconceituosas e sem a menor graça.

Anote aí, não há lugar ou fórum mais propício para concebermos possibilidades, seja qual for a pseudo impossibilidade que se apresente, do que uma boa igreja. Atualmente, não faço parte de nenhuma igreja formalmente. Não recebo nenhum convite para visitar uma igreja, nem como mero ouvinte, há anos.

O pastor da igreja perto da minha casa, um bom amigo com quem falo quase todos os dias e compartilho um trabalho missionário, tem horror em, sequer, pensar na minha presença em qualquer dos cultos de sua igreja, pois as pessoas cobram dele a abertura para uma palavra minha e ele sabe o quanto posso ser subversivo.

Como diria nosso amigo Brabo, sou um ex-dependente de igrejas. Mas faria parte de bom grado de um grupo cuja proposta fosse encarar Deus como Deus e não como uma espécie de homem super poderoso ou o tal deus antropomórfico.

Todas, repito, todas as soluções para o que se apresenta como impossível são espirituais, antes de mais nada. Até o Einstein sabia disso, e outros cientistas famosos. Sendo assim, nossa postura diante dessas situações para as quais desconhecemos as soluções devem ser com a contribuição, de oração, jejum e extrema espiritualidade, com os ouvidos bem abertos para ouvir quando o Espírito se manifestar à igreja.

Sei que isso é só um post em um blog qualquer, mas há muito mais a considerar sobre esse tema. Enquanto o Senhor nos possibilitar, voltarei a ele, por aqui ou onde der.

OPS: * Fonte: Descubra suas Oportunidades – Série Descoberta – Ed. Bethânia

lousign

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