A Gruta do Lou

Pedras Vivas

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.”

Essas marchas exóticas que temos presenciado, em nossos dias, evidenciam decadência. Não se trata de acertar no mérito, crença ou razão, trata-se de do velho e bom “ayon to cosmos” (o curso do mundo), que caminha inexorável para o abismo.

Arriscaria dizer que nossos pais nos entregaram um planeta melhor, quiçá um mundo melhor e estamos falhando terrivelmente em relação aos nossos filhos e netos. E qual e a razão de tudo isso? Dinheiro, poder, fama e todas essas imbecilidades frívolas, superficiais e estereotipadas.

De repente, buscar as coisas espirituais tornou-se aberração. Sumiram todos os Gandhis, as Madres Terezas e os Martin Luther Kings. Em seus lugares, Obama, Lula, Chaves, Sarcozi, Assange e Lou. Gente perdida em loquacidades geladas e vazias. Cegos guiando cegos.

Ah… mas nos temos a nossa Igreja. Sinto se decepciono sua teologia, sim por que você tem uma, todos tem, mas o cerne do Antigo Testamento era a construção de um templo de pedras, pedras mortas, sem vida ou alma. No Novo Testamento, Jesus Cristo desconstrói o velho cerne ao edificar o templo com pedras vivas. A qual templo você pertence? O de Salomão, o de Herodes ou o de Jesus Cristo?

No Novo Templo, você e eu somos as pedras e Jesus o nosso alicerce. Fomos (ou deveríamos ter sido) edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Meu, não se deixe enganar, templos de pedras mortas, leis, organizações, hierarquias, eleições, sorteios, nada dessas tolices as quais vivemos enredados, sensibilizam o Criador. Tanto faz o que pensa o Supremo Tribunal Federal, o juiz de Goiás, os neo comunistas burgueses da Igreja de Pedra Paulistana, caolhos incapazes de diferenciar liberdade de escravidão, ou os pastores imperialistas neoliberais dos Estados Unidos e suas imitações baratas tupiniquins.

Tudo que se espera é uma marcha para dentro, cada um empreendendo sua viagem interior, não aquela do filme onde uma equipe medica e reduzida e injetada na corrente sanguínea de um cara quase morto, orgânica e material, mas uma viagem ao espírito, na companhia do Mestre, para purificar e libertar. Livres, sair e praticar o sacerdócio santo, onde quer que estejamos, sem rótulos, vínculos ou rabo preso a quem quer que seja.

Os sacrifícios espirituais das pedras vivas dizem respeito a generosidade, a capacidade de engrandecer o outro, sentar e lavar os pés da rapaziada como exemplificou o Cristo. Você não precisara viajar para a África, Afeganistão ou nordeste brasileiro, talvez os pés a serem lavados estejam ai mesmo, dentro de sua casa, ou ao lado dela. Bom, isso será o problema de cada um. Claro, se puder, faça como alguns e vá salvar uns africanos ou uns afegãos em situação de risco, não de suas desgraças materiais, necessariamente, mas de suas prisões espirituais, pois esse e o nosso sacerdócio.

As outras necessidades possuem seus próprios sacerdotes. Não os viram correndo em socorro dos pobres coitados bombeiros cariocas? Meu caro, no céu não há dinheiro, propriedades, feiura, eleições, hierarquias, empresas, ONGs, governos, partidos, etc. Portanto, os sacrifícios agradáveis precisam ser de outra monta, desses que são agradavelmente sacrificiais. Entendeu?

morcego-12

4 thoughts on “Pedras Vivas

  1. Entendi…
    Mas como é difícil me livrar de toda a parafernália de séculos, entranhada nos meus genes, na minha psiquê, na minha história, nas minhas ideias, atos e pretensões!!!!
    Somos continuamente distraídos dos nossos sacrifícios agradáveis, por nós mesmos e pelos falsos atrativos do mundo ao redor…
    Talvez um dia, quem sabe… essa é minha esperança.

    1. Você acertou em cheio. Em uma palavra, tudo isso= ego. Lembra das quatro leis espirituais que você distribuiu aos milhares, nos tempos da ABU? Então, ali o nosso amigo Bill Briant ensinava que Jesus queria substituir nosso ego, naquele desenho da cadeira, etc. Como diria o Zenon, o ego é o nosso maior sabotador.

  2. Já não sei mais até que ponto deveríamos “salvar” africanos e afegãos de suas prisões espirituais, e até que ponto eles próprios nos salvariam das nossas. Ainda acho mais válido dar pão pra galera, mas ainda posso estar redondamente equivocado, salvo engano.

    1. Felipe
      Você está certo. Nós sempre teremos pessoas necessitadas à nossa volta e não há como discutir o que é preciso fazer, nesses casos. O fato é que, apesar de ser muito importante, alimentar os famintos não é o mais importante, pelo menos na lógica de Jesus. Mas, tentar convencer a humanidade de que os pobres e/ou famintos é o que importa é, sem dúvida, uma eficaz tática para desviar o povo do mais importante, se não me engano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *