Autor: Oswaldo Paião

Olá! Bem vindo ao futuro. Chegamos em 2020. Sempre que desejo escrever, não tenho o devido tempo, e aprendi que é melhor dizer o que vai em nossa alma agora mesmo (com certo jeito, sempre), que esperar por um futuro, um dia melhor mas que, por alguma razão, não se possa dizer mais nada ou a gente conclua ainda pior, que não vale mesmo a pena.

Quero lhe fazer um convite para um encontro muito intimo e especial. Você não precisa falar sobre isso com ninguém se não desejar. É só para você, mas tenho certeza absoluta que lhe fará um bem tremendo mão importa quantos anos de idade tenha, condição socioeconômica, nem formação acadêmica.

É possível que você dê uma guinada de 180 graus em sua vida, mude completamente, ou siga da mesma forma, mas com muito mais paz e alegria em seu coração.

Não se preocupe com sua agenda, esse encontro não tem dia, nem hora determinados, mas seria excelente se ocorresse o mais breve possível.

Esse encontro que estou lhe propondo nesse inicio de ano é entre você e você mesmo.

Se possível, antes de começar sua reunião, busque um grande espelho e mire bem seu rosto neste momento e prepare-se para falar com você mesmo sem medo de parecer ridículo ou insano.

Não precisa ficar o tempo todo mirando sua imagem refletida pelo espelho; você não é narciso e isso é só um exercício.
Procure um lugar confortável em que nada nem ninguém o perturbe ou interrompa.

Se achar que deve, desligue o celular, esses smartphones estão ficando cada mais mais espertos e lutam com todas as armas pela nossa atenção e até devoção, cuidado.

Se puder, e vale muito a pena, pense ou escreva sobre sua história desde que nasceu, os momentos mais remotos de suas lembranças. Você pode escrever um texto longo, com várias linhas e parágrafos, ou apenas um outline, um resumo de pontos principais de sua história, tanto alegres quanto dramáticos e tristes.

À medida que os grandes momentos forem surgindo, você pode discuti-los com você mesmo ou simplesmente anotá-los para pensar sobre eles mais tarde, com mais profundidade e detalhes. Você verá como essa experiência solucionará ou mitigará alguns grilos ou nós que a gente conserva desde a primeira infância e nos tornam pesados e carrancudos.

Qual o objetivo desse Encontro? É você – com tudo o que agora você sabe sobre você mesmo e sobre sua história e a história da História e das pessoas que ajudaram ou atravessaram a sua história – avaliar melhor a sua pessoa, julgar-se, perdoar-se e reconhecer ao final desse Encontro quem você realmente é, quais seus talentos e fraquezas e como partir para seu novo tempo. O grande ano de 2020 e além.

Um ano sonhado por milhões de pessoas em toda a História e agora, aqui, completamente disponível para você, mercê de Deus, ou como se diz em hebraico, Beezrat HaShem!

Anes de concluir esse texto-convite que já está ficando longo, quero lhe deixar algumas frases que, tenho certeza, lhe ajudarão por toda a vida:

Começando com um velho ditado italiano: “Il tempo è il più grande maestro: senza che tu faccia domande, ti dà le risponde migliori / O tempo é o maior mestre: sem que você faça perguntas, ele te dá as melhores respostas”.

Essa é do meu saudoso colega de bons tempos de Editora Abril, "Quão admiráveis são as pessoas que não conhecemos bem!".Millôr Fernandes e me vale demais até hoje; para dizer a verdade, hoje mesmo conheci alguém aparentemente maravilhoso, mas, imediatamente me veio o velho Millôr à mente e me salvou ou, pelo menos, me fez dar mais tempo ao tempo: “Quão admiráveis são as pessoas que não conhecemos bem!”.

E, por fim, mas não por último; o nosso amado e sempre pastor e professor, Rubem Alves: “Não insista em permanecer peruá, deixe que o calor das provações o transforme – o quanto antes – numa linda e pura flor de pipoca.”.

Erev Shabbath para você, ótimo Encontro com a pessoa mais importante da Terra para você depois de Deus: Você mesmo!

Somos o Tikkun Olam, aqueles que poderão “mudar esse mundo” para melhor, ou pelo menos, e com certeza, mudar o seu próprio mundo mediante a ajuda do Senhor. Shabbath Shalom U’mevorach!

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…quem sempre amaremos, mas não estão mais entre nós

Te envio a nossa promessa de você existir, nas prateleiras das nossas estantes e das nossas almas, na voz que cala e fala, nas histórias que passeiam em nossos corações, no aceno de mão que se perdeu no entardecer, nos sonhos que viraram brisa, no amor  abraçado pelo mundo.

Era dezembro, mês quando paira uma nostalgia estranha junto com uma vontade louca em prometer paz para o ano a se aproximar, era pra ser mais um dezembro com todas aquelas promessas aguardando nascimento ou ternura. Tinha uma roupa nova no armário, a etiqueta confirmava o desejo de inaugurar o novo, aguardava um retorno mas não aconteceu. Na despedida conhecemos o descontrole, a dor, o vazio e a saudade.

Tinha um desejo imenso de congelar a vida, o relógio e as horas, era pra ser um vestibular, depois um passeio e, depois, o uso da roupa nova. Descobrimos o tempo passando tonto, como se tudo ao nosso redor sofresse de uma tristeza dirigindo mal nossas pernas e as portas do mundo se estreitassem. O tempo passando virou silêncio misturado com barulho, a gente não aguentava nem um e nem outro, não havia estação desse jeito onde não havia jeito, cama desajeitada não trazia sono, comida e não trazia fome.

Tinha uma roupa no armário te esperando e a única certeza no meio disso tudo era que jamais eu poderia medir a dor da sua mãe, ela andava de um lado pro outro, brigava com a cama, falava com Deus e chorava e, no meio disso tudo, te chamava, desacreditando do vazio por acontecer nos dias por chegar. A dor intensa acontece assim, a gente acorda e pensa o acontecido e não aconteceu.

Meu amor, os dias seguindo me pediam pra achar aprendendo nisso tudo… aprendi com sua mãe sobre esse amor imenso, atravessando o céu e a lua, chegando na brisa, no passarinho cantando no final de tarde, no latido distante de um cachorro ou, simplesmente, no silêncio de amanhecer e anoitecer com um filho não presente, criando jeitos dele continuar por aqui. Sua mãe me contou da saudade virando uma oração e um lugar de encontro cotidiano, do direito de lembrar e falar de você, sim, ter uma relação boa com a dor e a saudade somente pode acontecer quando o amor continua na memória.

Te envio a nossa promessa de você existir, nas prateleiras das nossas estantes e das nossas almas, na voz que cala e fala, nas histórias que passeiam em nossos corações, no aceno de mão perdido no entardecer, nos sonhos virando brisa, no amor a abraçar o mundo.

Tinha uma roupa nova no armário, ela foi trocada, um jeito de dizer só sua e não caberia essa inauguração em nenhum outro lugar.

(Com amor, para Anne, tenha paz onde estiver, para sua mãe, e agora seguindo amando, amando e amando, com a nossa promessa de sentir saudades, para ela ficar sempre por aqui…)

Autora

Teresa Gouvea

http://lacoselutos.com.br/index.php

Psicóloga Clínica Especialista em Família pela PUC SP, especialista em Luto pelo 4 Estações Instituto de Psicologia SP.

 https://www.instagram.com/lacos_lutos/” title=”Instagram”> 

Palavras do Lou 

Quem me conhece, também sabe papai e mamãe já se foram, mas a grande dor foi perder nosso filho Thomas em 20 de abril de 2013 e vejo ele toda hora por aqui, além de fotos de histórias. Ele era muito conhecido pelo pessoal da  Comunidade do Chaves Chespirito .

Um amigo meu sempre me lembra o fato do Thomas estar trabalhando em nosso favor. Portanto, me sinto parte de todos os pais, irmãos, primos, tios, amigos, etc. pertencentes a essa classe, cuja relação tornou-se espiritual. 

Assim seja. 

 

 

chance para você me deixar um pouquinho mais confuso, digo, mais cheio de conhecimento. Oooo.

Prezados irmãos e irmãs em Cristo

Como diria um velho pastor missionário, gente como nós tem o dever de dividir com os irmãos as nossas dificuldades e também as nossas facilidades.

Serei direto, agora a pouco, entrou em minha caixa de E-mails a resposta de uma solicitação de bolsa junto ao EdX que administra os cursos online ministrados por um seleto grupo de universidades do grupo especial.

Há poucos dias recebi o certificado do Curso Faith and Finance (Boston University’s School of Theology) por ter solicitado a bolsa logo no começo e recebido uma doação específica no valor de R$ 40,00 que cobriu os dez por cento, pois a bolsa era de 90%, o valor máximo para essas bolsas.

Entre julho e dezembro fiz o Curso Christianity Through Its Scriptures, (Harvard Divinity School) mas me mantive no grupo dos participantes sem direito a certificado, achando que não poderia conseguir mais uma bolsa e, claro, conseguir o certificado, fora o direito eterno de consultar arquivos, utilizar os vídeos, etc.

Mas o pessoal da EdX tratou de me informar que poderia solicitar uma bolsa. Fiz o pedido e hoje chegou o a resposta positiva, basta inserir o código enviado e pagar os dez por cento R$ 40,00. Problema é, não disponho do valor e não tenho tempo suficiente para pagar.

Então, lembrei do velho missionário, e estou dividindo essa facilidade com quem sentir em seu coração em participar. Não precisa cobrir o valor, qualquer ajuda receberá alguma coisa lá pelo céu do qual não tenho nenhuma informação. Quando chegarem lá, vocês saberão. Quando tiver os R$ 40, 00 aviso.

Solicito que essa doação seja transferida de sua conta bancária assim:

Caixa Econômica Federal

Conta Poupança (13) 21022-7 Agência 1003

Luiz H. Mello

CPF 810584118-53

Agradeço imensamente a quem puder associar comigo nesse caso, meio tolo mas será de grande ajuda a muitas pessoas que serão afastados do pecado, no mínimo.

É isso, se não entender, fique tranquilo. Agradeço igual

Ops: No dia seguinte recebi uma doação e fiz o pagamento ao EdX. Essa experiência chama-se solidariedade, desde quando Jesus solicitou a dois de seus discípulos a pescar e no primeiro peixe pescado haveria o dinheiro exato para eles pagarem o imposto de Cesar e também o dele.  

 

 

 


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..um presunçoso. Portanto, não caia em minhas conversas.

Quem você pensa ser?

Há lugares (como cinema, teatro, novela) com protagonistas, coadjuvantes e os figurantes.

Assim é a vida, também. Falo por mim, estou absolutamente convencido do meu papel nesta vida, ou seja, sou apenas um figurante.

Cem por cento dos meus problemas estão ligados às tentativas em tentar ser um coadjuvante ou até um protagonista. É quando o cara perde a mulher, filhos, casa, carro, Totó, papagaio e, claro, o emprego ou pior, a empresa da família. Bom para os psicólogos, né?

O amigo da foto é o Luiz Omar, desde os tempos do Clube Indiano até os dias atuais, mas não o conheci. Ao lado, o Lou, não parece eu sei. Naquele tempo, ele ainda comia três refeições por dia e se achava algo mais além de um figurante, também. Figurantes vivem de sanduíche de mortadela e uma vez por dia.

Larguei mão do Lou, atualmente é só um reles monte de nada, pensando em virar um Uber. Vai morrer igual ao James Franciscus no melhor papel dele, aquele em que ele morre assassinado dentro do taxi dele, por um ladrão assassino. Na vida real, morreu de Enfisema, em 1991. Dá no mesmo.

Gente de classe morre nos Estados Unidos ao tentar trocar o filtro do ar condicionado.

Palavras do Khalil desde Jerusalém, ditas quando éramos amigos. Não nos falamos mais, depois de 2013.

 

Morgan Freeman

 

Pra nós, os beges, blacks is beautibul. São pessoas como qualquer outra, exceto para alguns com mania de ter preconceito contra blacks, amarelos e vermelhos, não nessa ordem necessariamente. Essa coisa de branco é bobagem. Nem os nórdicos são brancos, exatamente. São assim porque vivem perto do polo norte. A mesma coisa com os negros ou pretos, embora na África há alguns quase pretos, mas a maioria é marrom e isso se deve ao fato de viverem na África. Questão de pigmentação, melanina, etc., com o meio ambiente de cada um.

No Brasil, como nos Estados Unidos e outros países das Américas, há blacks, mas ainda contem a matriz com eles. Nós não veremos, mas aos poucos eles irão mudar para o bege. A mesma coisa para brancos radicados na África. Não sei quantos anos para essa mudança, mas acontecerá.

No resto, tudo igual e desejar criar problema com isso é animal. Estou com o Morgan Freeman, se bem que o que ele disse sobre não prosperar essa coisa de preconceito racial, não é novidade. Citei isso várias vezes por aqui. Se você não quer alguém ou algo, não cite a pessoa ou a coisa nunca. Infelizmente, muitas pessoas vivem propagando quem não gostam. Caso desses políticos, seja do lado que forem, se deixarmos eles nas sombras, só ajudará a paz, como no caso desse problema.

O velho político brasileiro, já morando no inferno pra sempre, vivia dizendo que “em propaganda falem bem ou mal, falem de mim, sempre”.

Não seria nada mal se no ano que vem esse dia não seja mais comemorado ou o que seja. Precisamos de paz, amor e muito abraço, não importa a cor ou qualquer outra diferença; Deus também gostará de ver todos juntos e em paz. O Dr. Martin Luther King também aludiu a esse respeito e há muitos outros.

 

 

 

Dia desses, fui convidado a trabalhar em um projeto norte-americano, a saber uma escola universitária. Meu trabalho seria captar alunos brasileiros para estudar na tal escola, em UTAH, pertinho do Canada.

Acertado o valor do meu trabalho, mensalmente, rabisquei um projeto e comecei. Quatro meses depois, só havia recebido o valor de um mês. Então terminei o negócio e sai. Nem tanto pela falta do dinheiro, mas havia exigência de um documento que me autorizaria por aqui e ele nunca apareceu.

Então me voltei para meus projetos antigos, o Projeto Coração Valente (um site, por enquanto, existente desde 1990) e

um outro projeto cujo objetivo é preparar cristãos (Adelfores) para o ataque dos ateus em busca de colher uma revolução. 

Obviamente, voltei a viver com meu salário mínimo via INSS. Alguns amigos, caridosamente, têm me ajudado, por duas ou três vezes, nos últimos meses, atenuando meu momento difícil. Não é fácil voltar aos velhos trilhos, dá aquela sensação de andar para trás. Vixe!

Tenho outras possibilidades, principalmente, a consultoria para organizações sem fins lucrativos, principalmente as de cunho cristão. Nos últimos tempos, participando de escolhas nesse sentido, invariavelmente, apesar de boa experiência e conhecimento, outros são escolhidos, geralmente mulheres e pessoas mais novas.

Várias pessoas, começando por meu filho, sugerem que eu trabalhe no Uber (trabalho de taxi). Não tenho o carro adequado (a empresa tem possibilidade de conseguir um carro alugado) e também não tenho a autorização na carteira de motorista para dirigir nesse sentido. Tudo isso pode ser equacionado, mas me sinto inseguro diante de algo sem experiência. Se não tiver outra alternativa, vamos lá.

O Projeto Coração Valente não depende de nada disso, mas de apoio. Principalmente, preciso criar um banco de dados de pessoas dispostas a doar para o projeto. Até aqui, paguei as despesas para manter o site e não retiro nada para mim. Só durante as necessidades mais pesadas do meu filho (exames, cirurgias e outros procedimentos), mas agora ele não precisa mais nada disso, desde 2013.

Os cardiopatas congênitos ainda estão muito longe de um atendimento adequado, principalmente os que não dispõem de convenio médico e capacidade da família em manter os gastos e o serviço médico não incluso nos planos. Tenho muitas ideias e alguns projetos já escritos para ajuda-los. Meus 25 anos junto ao Thomas me deu outra big experiência e tenho muita vontade de fazer esse trabalho, além de poucas orientações médicas. Na verdade, pretendo transformar as orientações em uma cartilha para a ser doada gratuitamente para as famílias.

O projeto para preparar os cristãos não necessitam muitas coisas. É fazer uma agenda junto às igrejas ou organizações cristãs e fazer uma palestra. Pretendo gravar em palestras também. As igrejas e cristãos costumam fazer doações no final das palestras, então é o suficiente.

Além disso, sonho em treinar novos consultores para o trabalho (administração, marketing e desenvolvimento) nas organizações sem fins lucrativos, de cunho cristão, mas pode ser adaptado aos demais, também. Só não faço a palestras em sindicatos.

No site do Projeto Coração Valente, há uma página com indicação para quem desejar doar para o projeto. Também há uma conta bancária para quem desejar me ajudar em minhas necessidades pessoais e isso inclui família e casa. Qualquer pessoa poderá contribuir, entretanto será ideal que o contribuinte seja temente a Deus. Mas não faço e não farei pedidos nesse sentido. Desde já agradeço e seja abençoado, portanto.

Tudo tem suas razões, mas se desejar conversar sobre, utilize o espaço para comentários ou me envie E-mail. Ficarei feliz em responder.

Deus os abençoará abundantemente.

Lou H. Mello

 

: Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta?

Doutor em Geografia pela USP, Felício ganhou notoriedade após afirmar publicamente que “o efeito estufa é a maior falácia científica que existe na história”.

Carta do prof. Ricardo Felicio aos pais e filhos da nação brasileira: Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta? 21

 

A campanha política infundada em torno do “aquecimento global”, que está sendo derramada na cabeça das crianças e adolescentes é surpreendente.

Buscando tranquilizar essa nova geração e rebater o discurso repleto de histeria e apelo emocional da menina sueca de 16 anos, Greta Thunberg, o Conexão Política solicitou ao climatologista Ricardo Felicio que escrevesse uma carta aberta às crianças, adolescentes e pais da nação brasileira.

Nesta carta, o professor aborda os fatos e expõe as mentiras difundidas sobre o clima, destacando os que visam assustar e enganar, ao invés de procurar informar e inspirar.

Essa campanha irresponsável, destrutiva e degradante de uma “catástrofe climática” é um programa de lavagem cerebral que está sendo firmemente incorporado à educação e à sociedade.

Queremos que vocês, pais, crianças e adolescentes brasileiros saibam a verdade.

Ricardo Augusto Felicio é professor doutor e pesquisador no departamento de Geografia da Universidade de São Paulo.

Ele é graduado em Ciências Atmosféricas na área de Meteorologia pela USP, mestre em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e obteve seu doutorado em Geografia, na área de Geografia física, com o título: “Climatologia Dinâmica da Antártida”, pela Universidade de São Paulo.

O professor tem participado regularmente de simpósios, palestras e exposições em geral pelo país, além de regularmente dar entrevistas na mídia, em que desconstrói supostos consensos sobre temas como ‘aquecimento global’ e ‘mudanças climáticas’ – patrocinados por capitais suspeitos como George Soros e até mesmo pela ONU.

Em seguida, a carta do professor Ricardo Felicio aos pais e filhos da nação brasileira:

Por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta?

Começarei a dizer que este texto é voltado para pais que realmente se importam com os seus filhos, adolescentes e infantis.

Contudo, ele também será escrito para ser lido por esses mesmos adolescentes e crianças. Esse aviso se faz necessário tendo em vista que, se sua mente já foi tomada pelo discurso catastrofista que se repete há décadas e décadas seguidas, pouco ou dificilmente ele fará o efeito necessário: que o mundo não vai acabar pela ação humana. Se ainda restar um pouco de lucidez, entendo que aí ele vai te libertar destas neuroses sistematicamente implantadas em suas mentes.

Desta forma, por que não devemos nem sonhar em acreditar em Greta Thunberg? Porque não sonhamos os sonhos dela! Nossa realidade no Brasil e em diversos lugares do mundo é muito diferente. Nós ainda temos que seguir um longo percurso em conseguir elementos essenciais nas nossas vidas, como água limpa, saneamento básico e energia elétrica, sem as extorsões de interesses internacionais especulativos que visam lucros exorbitantes e não a satisfação e atendimento humano. Necessitamos produzir alimentos cada vez mais baratos e acessíveis que criem rendimentos aos produtores.

Necessitamos de empreendedores que expressem os seus sonhos em uma realidade de execução, não interessando o tamanho destes empreendedores, do micro ao macro. Isto dá emprego, trabalho, renda, uma vida digna e ajuda a alcançar a felicidade. O prazer de olhar para os lados e dizer: venci. Para isto, ainda precisamos sanear leis absurdas e a corrupção que infesta os segundos e terceiros escalões, destravar um mundo já demasiadamente travado da realidade brasileira. Tudo que falo aqui não está baseado em ideologias laterais, mas em senso prático da realidade revelada a nós todos os dias, por quem tem um amor pelo país, um amor pelo próximo e um amor por Deus.

Para os pais, esta é a nossa missão, nossa labuta. Não deixar que os sonhos de vida das nossas crianças e adolescentes sejam tolhidos por ideias malucas e toscas sem nenhum fundamento. Os jovens têm medo de usar o mundo natural do qual fazem parte. Hoje, eles têm medo do Sol, da chuva, de fazerem qualquer coisa, porque isto agride o meio ambiente, como se este fosse uma porcelana intocável, guardada para um jantar especial que nunca ocorrerá.

Nós temos inteligência e os recursos humanos mais formidáveis da era da existência humana disponíveis para manipular uma ínfima fração do planeta Terra, com total racionalidade. Não se pode confundir irresponsabilidades extremamente localizadas com o todo do planeta. Isto é inconcebível e deve ser considerado loucura. Loucura esta que não compartilhamos e não devemos aceitar, tanto vocês pais, que leem este artigo, quanto vocês filhos, que estão a trilhar o seu futuro.

O discurso de Greta é nocivo e perigoso. Transmite falta de esperança para quem já está bastante carregado desta mesma falta. Quer levar os jovens ao desespero, à falta de futuro e a um julgamento tosco de uma realidade que é bem diferente da que ela prega. Isto induz as crianças aos pensamentos mais terríveis, levando muitos jovens a cometerem até o suicídio, baseados em uma falácia ambiental sem precedentes.

A narrativa também tem o objetivo de destruir a civilização e a propagação dos humanos na Terra. A partir de 2020, por exemplo, a população do Brasil entra no seu processo de auto extinção, tendo em vista que teremos uma taxa de reposição negativa da população. Eis o grande paradoxo, pois estamos nos “pré—ocupando” (com a devida ênfase à palavra) com as pessoas do futuro, meros espectros que não existem e por fim, não existirão, comprometendo o futuro e a vida das pessoas do agora. Isto é a sustentabilidade. Sustentabilidade que sustenta esse tipo de pessoa e seus familiares.

Para quem tiver dúvidas, basta procurar o discurso feito por uma menina na mesma situação de Greta, em 1992, na Conferência do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro. A menina era Severn Cullis Suzuki, com 12 anos – hoje aos 39 – tem filho, é bióloga e ganha a vida propagando sustentabilidade. É filha de David Suzuki, um dos maiores ativistas ambientalistas que já habitaram as salas de aula, espalhando o seu alarmismo e que foi devidamente retratado por Elaine Dewar, em “Uma Demão de Verde”. Notemos que eles prezam pelas famílias deles, não pelas nossas.

Enfim, este texto é uma mensagem de esperança. A água do planeta Terra não vai acabar. A maior parte da água doce está contida nas geleiras. Temos as águas dos oceanos que podem ser dessalinizadas, coisa que nem o Brasil precisa. Você pai, adolescente ou criança precisa saber que os maiores recursos hidrológicos do planeta Terra estão no Brasil, tanto pela circulação abundante de água que vem pela atmosfera naturalmente, que nada depende de árvores, quanto das maiores reservas de aquíferos mundiais. Dois deles, dentro da listagem dos maiores do mundo, estão no Brasil (SAG Amazônico e Guarani). Não vai faltar água, fique tranquilo!


Também não faltarão árvores, de nenhuma espécie, porque temos reservas imensas no país, além dos maiores e melhores engenheiros florestais do mundo, ou seja, matéria-prima e racionalidade estão juntas. Produzimos e deveremos produzir muito mais alimentos, e fazemos parte dos recordistas mundiais de produtividade e de enriquecimento do solo. Sim, nossos agricultores, de todos os graus, tornaram-se os mais especialistas e técnicos em proteção e nutrição dos solos, bem diferente do que se prega.


As temperaturas atuais e as prognosticadas (tanto locais, quanto a média global) não são nenhum problema, pelo simples fato de que já aconteceram no passado (iguais ou maiores), e a vida no planeta continuou a existir. Então, não seria agora, nem no futuro, com muito mais recursos, tecnologias e estudos do que antes, que a vida acabaria. O ser humano é extremamente competente para criar novas saídas aos problemas de fato que surgirem. Fique tranquilo!

Certamente o planeta Terra experimentará temperaturas mais baixas e mais elevadas nas próximas décadas, séculos e milênios, porque é isso que acontece com esta variável do clima, pois ele muda naturalmente com o decorrer do tempo. E ainda assim, como já foi citado em relação à vegetação, os ursos polares, outras espécies animais e os humanos, todos sobreviverão, como fizeram e o fazem agora.


Poderia citar dezenas de notícias técnicas boas aqui, mas meu objetivo é outro. Vocês crianças e adolescentes devem procurar a felicidade e esperança e não os problemas. Deixem que nós cuidamos disso. Em determinado tempo de suas vidas, vocês assumirão o seu devido papel de adultos, continuando o nosso trabalho e deverão zelar para que os seus filhos tenham as mesmas felicidades e esperanças.

Não precisam se antecipar e somatizar problemas, muitos dos quais, inexistentes. Vocês devem estudar bastante, jogar bola, brincar de carrinho, boneca e bicicleta, realizarem acampamentos, sentar-se ao redor da fogueira, que pode ser acesa sem dó, tomarem banho de Sol e brincarem nas águas, areia, terra e grama. Esses momentos felizes deixarão saudades, mas serão muito importantes para a sua formação e seu caráter no futuro. Este futuro é construído pelos seus atos e decisões da sua vida e não de ambiente.

Professor Ricardo Augusto Felício


Pr. Jonathan dos Santos, Carlos Siepiersky e Lou Mello em Moçambique – África

Breve curso Captação de Recursos online. Veja mais no rodapé do texto. 

A contribuição voluntária ou involuntária no Brasil ainda não encontrou seu caminho.

Até meados de 1994, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o povo brasileiro em alguns seguimentos ia mais ou menos bem com suas contribuições, embora com alguns apelos esquisitos, na maioria das vezes.

A Igreja Católica, por exemplo, praticava a “esmola” dentro da igreja, e os católicos sentiam-se muito bem doando suas menores notas de dinheiro e imaginando seu lugar no céu quando chegasse sua derradeira hora. Os espíritas sempre foram nessa mesma linha e, às vezes, até foram além em relação aos católicos. Na verdade, para a igreja católica e os espíritas era tudo uma questão de teologia, e uma teologia pagã.

Falando como um teólogo, o religioso precisa bem mais do que “dai e ser-vos-á, boa medida, recalcada, sacudida, etc.” Tenho pensado em estruturar um estudo bíblico, tendo como linha mestra desde Genesis até Apocalipse, a questão do dinheiro. Jesus de Nazaré levou a questão do dinheiro muito a sério e isso está claríssimo nos evangelhos, bem como nas curas dos enfermos. Embora ainda tenha alguma dúvida, ou seja, por que Ele não curou a si mesmo? Deixou-se morrer para depois ressuscitar-se.

Jesus foi incansável com lições sobre dinheiro tendo o objetivo de mudar a perspectiva das pessoas a esse respeito. “O dinheiro é a raiz de todos os males”. Já sei, lá vem você me dizer que o coitadinho do dinheiro não é o problema, mas “o amor ao dinheiro é que a Bíblia condena”. De fato, em nossos dias lemos isso na carta de Paulo a Timóteo. Mas as muitas outras passagens sobre o

dinheiro são diretas a respeito dos males provenientes do dinheiro.

Mesma coisa com as curas. Nesse caso, os profetas, os juízes do povo israelita e outros nos Antigo Testamento e no Novo, Jesus e seus discípulos, eles curavam as enfermidades dos doentes. Sem remédios e, muito menos com médicos, hospitais, laboratórios e seus remédios.

De ponta a ponta do livro sagrado dos cristãos a cura era só um questão de fé, tanto quanto o dinheiro. Essa palavrinha de duas letras em português, é a solução. O que foi aquele banquete que Jesus proporcionou por duas vezes, isso no livro, sabe-se lá quantas outras vezes ele fez aquilo? Simplesmente fé. Ficou muito claro quando os discípulos questionaram essa alimentação a milhares e Jesus respondendo “vocês não entenderam ainda?” Sim, eles ainda não tinham aprendido sobre a fé. Lembram de uma das menores árvores e seu grão de mostarda ínfimo, que quando grande ela se tornava grande e exuberante, dando lugar a muitas aves aninhadas em seus galhos.

E assim vai, quando lemos nossas bíblias, nesse caso, pela linha mestra da fé.

A doação não é o caminho para a vida eterna, por mais que queiram me fazer acreditar. Para mim, o caminho é construído com “fé e amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a ti mesmo”. Quando meu filho faleceu, no dia 20 de abril de 2013, depois de uma cirurgia ( a terceira) lá na Beneficência Portuguesa, aprendi um tremenda lição, apesar da dor insuperável, pois tinha muito amor por meu filho, mas descobri, ali naquela cama onde ele já estava sem vida, que agora eu precisava de fé, não tinha o suficiente e o perdi.

Se você já trabalha em favor das pessoas necessitadas de ajuda, é excelente amá-las, mas não esqueça de cultivar a sua fé. Dinheiro, médicos, hospitais, laboratórios, remédios, etc…, são soluções humanas. As únicas possíveis para quem não conhece o Criador e seu propósito para toda a humanidade e seus amigos.

Então, e de qualquer jeito, só Ele nos salvará, com Jesus o Deus filho, com o Espírito Santo sempre conosco e Ele pronto para abrigar a todos nós.

Bom, dito isso, longo ou curto, era preciso dizer. Ajudar, contribuir, amar, etc., é excelente e deve vir sempre na frente, no trabalho da ajuda, mas você precisará ter fé, muita fé, pois você precisará compartilhar amor e fé com as pessoas que você estiver ajudando, não só as pessoas em necessidade, mas também as pessoas doadoras.

Comecei meu ministério nas missões nos idos de 1979, por acaso. Um amigo e irmão em Cristo membro da igreja apelidada de Cristo Salva, após a visitação de um grupo de missionários norte-americanos e oriundos da SGA ( Slavic Gospel Association), foi convidado a participar com eles no projeto visando alcançar estudantes dos países da Cortina de Ferro, aceitou e foi embora, isso aconteceu um ano antes.

Enquanto isso, caiu em minhas mãos o livro “O Contrabandista de Deus” do Irmão André onde descortinei em vários daqueles países onde meu amigo estava trabalhando a falta de libertada de religiosa, em especial, dos cristãos. No livro do Irmão André, ele cita a situação da Albânia, país pequeno encravado nos Bálcãs, naqueles dias, era um país totalmente tomado por um governo marxista-leninista que se autodenominava como o primeiro país ateísta do planeta.

Para minha surpresa, meu amigo me enviou uma carta (naquele tempo não havia Internet, ainda) me informando que pretendia visitar a Albânia em julho daquele ano de 1979, pois pouquíssimos missionários haviam entrado nesse país. Meu amigo completou dizendo em sua carta que estava orando a Deus por um companheiro para essa viagem, pois é como preconiza a Bíblia, receitando sempre para irem de dois em dois.

Quando li isso, senti um tremor, pois naquele tempo, trabalhava como professor de Educação Física e tinha direito a férias no mês de julho. Os astros e estrelas se alinharam a Deus e fui fazer aquela viagem missionária com meu amigo missionário. Foi uma missão tremenda. Voltei de lá, após dois meses, há 15 dias no nascimento de nossa filha e primogênita. Enfim, deu tudo certo.

No ano seguinte, encontramos o pessoal da Missão Portas Abertas em São Paulo e que havia nos ajudado com informações para conseguirmos nosso intento na Albânia. Além do próprio Irmão André, fazendo várias palestras em nossas Igrejas para angariar pessoas dispostas a fazer parte da Missão. A Portas Abertas, em seu ministério, levava bíblias para aqueles países tomados pelos comunistas naqueles dias terríveis. Boa parte das pessoas agregadas à Missão, contribuíam para a compra e entrega dessas Bíblias.

Dr. Dale W. Kietzman

O Irmão André tinha a seu lado o lendário Dr. Dale W. Kietzman, segundo o próprio Irmão André, o irmão que salvou a Missão em tempos difíceis, e tive o prazer em conhece-lo. Quando soube de nossa viagem à Albânia, marcou uma reunião comigo no escritório da Missão em São Paulo e lá fomos nós e ele nos convidou a trabalhar na Missão Portas Abertas, na base brasileira.

Estávamos em 1980, e tudo que eu tinha em missões era a experiência da missão na Albânia e a convivência com o pessoal da SGA antes e depois de irmos e voltarmos da Albânia. Mas o Dr. Dale era incrível, com um pouco de conversa, descrevi minha graduação em Educação Física e também minha experiência em desenvolvimento e marketing, trabalhando com meu pai, desde menino.

Então o Dr. Dale inaugurou o departamento de Desenvolvimento na Missão na base brasileira e me colocou na coordenação desse trabalho, embora até ali, não fazia a menor ideia do que faríamos. No fim da conversa ele me avisou que em sua próxima viagem ao Brasil, ele me daria um treinamento mais específico. Encerrou dizendo, nós estávamos mesmo precisando de uma pessoa com sua qualificação, antes dele terminar sua frase, antecipei perguntando o que a Educação Física poderia ajudar. Ele sorriu e completou: olha você pode ensinar alguns exercícios abdominais, etc., para o pessoas do escritório, nas horas vagas, mas o que estou pensando é na sua experiência em desenvolvimento, marketing e propaganda.

Dois meses depois, quando fui me inteirando na área de desenvolvimento, ele chegou com meu curso, uma batelada de textos cuidadosamente separados. Ele só disse para eu ler tudo aquilo e na próxima vinda dele, eu teria que dar uma palestra de meia hora no mínimo, explicando para todo o pessoal do escritório o que era o “desenvolvimento”.

Quando comecei a trabalhar na Missão Portas Abertas em São Paulo, descobri que a Missão estava recebendo uma média de 50 doações ao mês. Depois de aprender o que era “desenvolvimento com viés cristão” com o Dr. Dale, pude fazer um bom trabalho e dois anos depois estávamos com 1.500 doações por mês.

Trabalhei lá por três anos. Entre os textos que o Dr. Dale me deu para ler, havia um que preconizava: “Diretores de Desenvolvimento costumam fazer seu trabalho em no máximo 18 meses e depois, rua!” Portanto fui muito além da média. O Dr. Dale W. Kietzman, em pessoa, me dispensou da Portas Abertas.

Na hora, não entendi nada, mas após a reunião na qual ele me defenestrou, ele me disse em off que devido uma diferença enorme de pontos de vista entre eu e o idiota que era nosso secretário executivo, na época, ele achou melhor me despedir pois, certamente, conseguiria um emprego imediatamente, enquanto a anta se fosse despedida iria voltar para a oficina mecânica de onde ele veio, na melhor das hipóteses.

Você acha que nunca mais falei com ele? Errou, o Dr. Dale falou comigo até terminar seu tempo aqui na Terra, aos 92 anos. Duas semanas antes de partir, ele me enviou um E-mail me perguntando se eu não queria todo o material dele sobre desenvolvimento. Aceitei de pronto, mas ele não conseguiu me enviar, infelizmente. Não faz mal, ficou claro que ele estava me legando o domínio na área do desenvolvimento para Missões e também para todas as organizações sem fins lucrativas, religiosas ou não. Ele também não gostava de trabalhar em ONGs cujo ministério não fosse os humanos.

De 1980 para cá, montei cursos para treinar pessoal capaz de fazer um bom trabalho em suas organizações não lucrativas, religiosas ou outras, desde que aceitaram que nosso trabalho começou em igrejas através dos cristãos. Ajudei as organizações por onde passei a angariar pessoas. Trabalhei no Exército de Salvação, Esquadrão Vida de Sorocaba e nas Casas Taiguara. Fiz consultoria para muitas organizações, também. O resultado disso é que pessoas doam.

A melhor lição que o Dr. Dale W. Kietzman me legou foi jamais solicitar dinheiro às pessoas. Você pode mencionar a necessidade das pessoas que você serve, mas desde que esse dinheiro vá direto para a amenizar a necessidade mencionada. Mas isso é uma história que solicita um aprendizado, pois não é tão fácil como parece.

Além do curso ministrado a mim pelo Dr. Dale, fiz o curso da FGV e mais recentemente, um outro muito interessante na Boston University.

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Próximo Curso para Fundraiser (Captador de Recursos

Pretendo ministrar um curso em breve para pessoas que já estão trabalhando na área de Captação de Recursos e as outras que desejam trabalhar nessa área.

Esse curso será On Line, através do meu canal no YouTube. Se você estiver interessado, envie um Email (louhmello@gmail.com) para mim, informando que deseja participar, além do seu E-mail, o número do seu celular para alguma informação de última hora. Assim que o curso estiver montado eu aviso você para fazer sua inscrição e depois envio o programa para você. Ok?

Estou pensando em um valor simbólico para o curso de R$ 55,00, por mês e imaginando que será realizado em dois meses, duas aulas por semana e um montão de textos (para você baixar), livros indicados e vídeos para ver. Por fim, um certificado de participação.

Lembrança do Projeto Coração Valente

Para terminar, aí do lado há espaço para doações. No momento, estou mantendo o Projeto Coração Valente, um trabalho que tem ajudado muito famílias onde há cardiopatas congênitos, na área da informação, feito por um site (http://coracaovalente.org) e muito procurado. Ficou fora do ar alguns meses por falta de termos mais pessoas em torno dele.

Um forte abraço

Lou Mello

Outro dia, levei minha esposa à “Fábrica de Golpes”, digo “INSS”, agência Butantã, na rua do mesmo nome. Chegamos cedo, e fomos encaminhados para um grupo enfrente há algumas mesas, onde havia dois funcionários, uma mulher e um comunista.

Conheço comunistas de longe. O número de atendimento da minha esposa era B007, enquanto os números que se seguiram eram todos iniciados com outras letras. Diante da demora em chamar minha esposa, resolvi perguntar no balcão de entrada e a jovem ali, embora simpática, me avisou que esse é meio demorado, mesmo.

Não entendi se “demorado era o comunista ou o problema”. Até então não havíamos percebidos nada anormal, a não ser que o fato de minha esposa não ter carteira de trabalho. Não tinha porque era minha sócia em umas quatro empresas que abrimos durante os anos. Ela e eu tínhamos o INSS pago junto com o das empresas, por sermos os proprietários. Pagávamos contra um formulário específico para esse fim.

Com o tempo, e tivemos bons momentos, e outros nem tanto. Fomos algum tempo para os Estados Unidos arriscar algo melhor e, logo depois de voltarmos, nosso filho caçula nasceu com aquele imenso problema sistema circulatório, com coração mal formado, mais veias e artérias desviadas, pulmões menores, etc. Minha esposa ficou inteiramente à disposição dele, sem perder os outros dois de vista, enquanto eu tentava levar as coisas dentro do possível. Após a segunda cirurgia de tórax, ele melhorou bem e resolvemos mudar para Sorocaba a convite de uma oferta de trabalho em uma ONG de lá.

Moramos 14 anos em Sorocaba. Com tudo isso, perdemos os comprovantes de pagamentos junto ao INSS e os outros todos. Só sobrou os contratos sociais e mais alguns outros, de menor importância. Na minha cabeça, certamente o INSS deveria manter esses dados, certamente. Certo dia, fui à um posto do INSS para ver como estavam as coisas por lá. Eles tinham todas as nossas empresas cadastradas, mas não havia informações em nenhuma delas. O atendente pediu-me paciência porque o INSS estava mudando todos os dados de um antigo sistema para outro mais moderno. Depois disso me incentivou a dar um tempo para que esses dados chegassem em nossas contas.

Confesso que sempre me angustiava quando pensava nisso. Enfim, achei que não valeria a pena voltar ao INSS antes da hora. Perdemos nosso filho caçula em 2013, durante uma terceira cirurgia, segundo os médicos e o hospital, devido a uma septicemia terminal. Então voltamos para São Paulo, com a ajuda de um pastor muito amigo. Em 2014 o pastor me levou ao contador dele para verificarmos a nossa situação no INSS. Nessa altura, o contador já podia verificar os dados mais corriqueiros direto do computador dele.

Resultado foi surpreendente, todas as empresas foram baixadas (excluídas, fechadas, seja lá como for) por um decreto da não menos comunista, a presidanta digo presidenta Dilma. O contador, diante da nossa surpresa ainda me incentivou a voltar ao posto do INSS e verificar o nosso NISS, um trem que tem lá, do qual não faço ideia.

Em 2016, completei 65 anos no dia 8 de janeiro e marquei , por telefone, meu momento de aposentadoria. Deixei as empresas de lado imaginando que isso poderia ajudar a minha esposa quando ela fosse fazer a aposentadoria dela. Com três filhos para cuidar diariamente, sendo um com uma cardiopatia extremamente complexa durante 25 anos, mereceria alguma ajuda para os dias, meses e anos seguintes.

Antes das empresas, trabalhei em vários empregos, a maioria escolas particulares e governamentais, onde lecionei Educação Física, minha primeira formação. O último emprego registrado foi na Igreja Maná, antes de mudar para Sorocaba. Lá eu trabalhei em várias organizações, mas nenhuma delas me registrou e eu não dei maior importância.

Resultado, não consegui provar quinze anos de trabalho com recolhimento ao INSS. Faltaram cerca de dois anos. Ainda devo ter alguma coisa na prefeitura e no estado, mas não sei se chega aos quinze anos necessários, se não mudarem isso também.

O atendente que fez meu processo lá se esforçou em procurar, inclusive nos CNPJs das empresas, mas ainda não havia nada por lá. Então ele me premiou com a LOAS, que me daria um salário mensal no valor de um salário mínimo, até o fim dos meus dias de vida. Através de alguma mudança na Lei, como essa que estão querendo reformar atualmente, a tal “reforma da previdência” talvez melhorem a nossa situação.

Os comunistas do PT, tais como Lula e Dilma, imaginavam que não sairiam nunca mais do governo. Seriam como o cubano Fidel Castro. “Astra La Morte”. Alguém, talvez aquele celerado ministro da economia dela, deve ter convencido ela a fechar (baixar) todas as empresas inadimplentes, mas com algum saldo no INSS e outros, somando tudo, levantariam uma grana nada desprezível, coisa de bilhões. Então, pronto. Minha esposa e eu somos dois dos milhares devidamente chutados por eles.

Finalmente o comunista chamou minha esposa para sentar à frente da mesa dele, a de número 13, não sei se por coincidência ou proposital, além da senha dela ter um BO-07, aquele mencionado no início desse texto, um cara já muito próximo fazer a própria aposentadoria, de jeans e camiseta, careca mas com um imenso rabo de cavalo, com uma barriga pra ninguém deixar de notar, nos tratou muito mal.

Nessa altura, eu já estava na conversa. O cara só tinha boa vontade para com os portadores de carteira de trabalho, coisa que minha esposa não tinha, por ser honesta. Enquanto dona Dilma, Lula e toda a corriola comunista, apesar da Lava a Jato, do Dr. Moro e seus colegas de trabalho, não param de rir da nossa cara.

Finalmente o comunista tentou comprar briga comigo, me dizendo que esse é o resultado de votar no Bolsonaro (a entrega). Então respondi: mas que Bolsonaro que nada, nós todos fomos roubados, e antes que eu completasse, ele mesmo reconheceu, dizendo: “eu também sou uma vítima desses caras”.

Nota: Nem pense em perder tempo comigo sobre essa questão dos comunistas.  A rigor, eu não teria maiores problemas com eles e elas, tanto quanto tenho saopaulinos, santistas e palmeirenses. Pensamos diferente e acreditamos também em coisas e cores divergentes. Agora, esse negócio deles acharem haver algum tipo de possibilidade de todos os habitantes do planeta virarem comunistas é ridículo. Pior é a mania deles em ter um ditador, tornando-se lacaios desses malucos. Ah, vai andar…

Apresentar Fé & Finanças


Apresentar fé & finaças é um desafio, o qual pretendo defender daqui para frente. 

Alguns meses atrás, nossa cachorrinha e mascote da família, perto de completar oito anos, foi diagnosticada com uma doença e foi necessária uma cirurgia. Tentamos os meios públicos, mas não conseguimos nada.

Publiquei o problema aqui no Facebook e algumas pessoas amigas, independente de suas religiões, nos enviaram algumas doações e ficamos muito felizes, principalmente pela sensibilidade deles. Felizmente encontramos uma excelente veterinária no condomínio onde moramos e ela fez a cirurgia com sucesso. A parte maior foi coberta pelo nosso filho, limpando a poupança dele, se não me engano.

No mês passado, alguns dos meus amigos dos tempos de juventude, nenhum deles evangélicos, salvo engano, com os quais participo de algumas reuniões sociais, resolveram me doar uma cesta básica, de livre e espontânea vontade. Sem falar em mais de 43 anos de vida missionária, tendo recebido muitas doações, principalmente nos 25 anos em que o Thomas esteve conosco. A razão dessas dificuldades são exclusivamente causadas por mim, talvez por não ter tido a capacidade de planejar minha aposentadoria ou falhar em minhas próprias crenças.

No ano passado iniciei um curso pós-graduação na Boston University School of Theology via “on line” e concluí esse ano, cujo título é Fé & Finanças. Aprendi muito com esse curso e estou certo que ainda aprenderei muito mais, sobretudo se puder dividir com outras pessoas.

Estive com o diretor da faculdade Batista teológica de São Paulo, o professor e pastor Dr. Lourenco Stelio Rega oferecendo dividir esse curso lá em formato de curta direção e ele me pediu um plano para ser apresentado ao grupo que avalia os cursos da escola. Não estou muito esperançoso nessa proposta, mas não custa nada tentar.

Confesso que estou mais interessado em me manter estudando esse tema e melhorar minha vida e de minha família, enquanto viver, embora já esteja no último terço dela.

Dividi um pedacinho do curso no meu blog “louhmello.com” sob o título e texto original “Escassez & Abundância”. Nesse texto descobri conhecimento que sequer imaginei antes em minha vida.

Por exemplo, um detalhe bíblico que diz “O dinheiro é a raiz de todos os males”. A primeira advertência que recebemos quando citamos essa mensagem é que estamos loucos ou a caminho de uma casa de repouso.

Mas o autor cita a história da saída do povo de Deus do Egito, onde as pessoas viviam a égide do amor ao dinheiro (como nós vivemos agora ) para viver no deserto onde não havia absolutamente nada para se comprar ou vender, produzir, desmatar, etc.

Por mais de quarenta anos, aquele povo viveu sem doenças e sem falta de alimentos ou outras coisas. A moral dessa história, que ninguém deve deixar de ler, é que a abundância pertence a Deus e aos que estão com Ele.

Embora busquei e continuo buscando a Deus, vivo na dualidade e caio toda hora no amor pelo dinheiro e, pior, ainda prejudico meus amigos, meus irmãos na fé e a mim mesmo. Espero que todos me perdoem por isso.

Há poucos dias, Deus me estendeu uma nova oportunidade, que começará em julho próximo, para viver na abundância divina e isso não se trata de riquezas humanas. Há nisso o perigo do inimigo nos enganar e nos dirigir ao orgulho diabólico.

Portanto, será necessária uma espiritualidade total.

Um abraço forte a todos.

 

 


 

“A liberdade vê na religião a companheira de suas lutas e seus triunfos, o berço de sua infância, a fonte divina de seus direitos. Considera a religião como a salvaguarda dos costumes; os costumes, como a garantia das leis e penhor da sua preservação.”
Alexis de Tocqueville

Sob o olhar dos Sindicatos do Crime no Brasil, a maldade da maioria dos deputados e senadores cumprindo mandato no Congresso é incomensurável. Eles querem dinheiro e vantagens, sem nenhum escrúpulo. Não sei se há alguma lei ou projeto capaz de passar sem mutretagem. Mas a cereja desse bolo, para esses senhores e senhoras é, ainda, empurrar a culpa na pessoa do presidente da república, quando o projeto foi enviado pelo próprio.

Até a chegada do Presidente Bolsonaro, tudo ia as mil maravilhas. As trocas e propinas, fora outras falcatruas, até eram tramadas na frente das TVs e seus repórteres. Muitas vezes, nos últimos anos, você e eu assistíamos essas situações em nossas casas, via TV. Mas o atual presidente se comprometeu a mudar esse estado de coisas e até aqui manteve seu compromisso.

O presidente da câmara dos deputados federais, um tal de Maia já apontado como receptor de propinas da Gol e outras, bradou para todos os lados a ida do Presidente Bolsonaro ao Congresso para acertar o projeto. Cara folgado esse. Acabaram trocando farpas com maior falta de educação por parte do Maia. Então fizeram uma reunião para apascentar as coisas, mas isso não mudou muito, pois o Maia continuou reclamando a presença do Presidente Bolsonaro na câmara para negociar.

Quatro meses e meio passados e desde a entrada dos projetos com prioridade (previdência e Justiça) o primeiro necessário para folgar as finanças do país e o segundo para folgar a população de tantos assaltos, assassinatos e todo tipo de malandragem, principalmente, os casos de corrupção, os quais você e eu estamos cansados de ver os ancoras dos jornais informando as desculpas esfarrapadas dos advogados dos corruptos.

Bom isso é só alguns exemplos. Depois da saída dos presidentes militares, todos os presidentes civis toleraram e também participaram da corrupção. Milhares e milhares que deveriam ser utilizados nas necessidades do nosso povo foram encaminhados a essas figuras torpes dos nossos políticos com raríssimas exceções. O Presidente Bolsonaro foi identificado pelo maior doleiro dos deputados e senadores, no tempo (28 anos) em que exerceu mandato de deputado federal como o único a nunca ter recebido qualquer propina por ele distribuída.

E aqui chegamos ao ponto mais importante. Além desses traíras infames, entre o nosso povo brasileiro também há pessoas de extrema maldade. O Presidente Bolsonaro não é o tipo de político dos meus sonhos, mas ele é honesto, homem de família, religioso e do tipo boa gente. Sua educação escolar inclui uma graduação em Educação Física obtida nos tempos de Exército, em escola militar. Além de ser oriundo das casernas, ele é católico, casado (casou três vezes), cinco filhos e bom filho, segundo sua mãe.

O fato é, ele passou a ser objeto de preconceito. Uma deputada do PT (você sabe quem é) armou uma arapuca no corredor da câmara para tentar criar uma situação capaz sujar a ficha policial limpa dele. Ele não caiu na arapuca, mas disse a ela que “se fosse estuprador não a estupraria”. Ela conseguiu entrar com uma queixa crime na polícia por causa dessa frase, promotor deu segmento e um juiz o julgou culpado e o sentenciou a sete meses de cadeia. Temos aí, então, uma deputada, um delegado, um promotor e um juiz, todos preconceituosos, fora testemunhas que forjaram seus testemunhos.

Atualmente, após a dificuldade em fazer os projetos tramitar na câmara baixa, além dos políticos contrários e os traíras, o povo que engoliu ou nem isso, passou a acusar o Presidente Bolsonaro de todo tipo de preconceituoso (homofóbico, machista, racista, etc…). Além disso, deu oportunidade para seus inimigos políticos de raiz esquerdista com seus séquitos tratassem de achincalhá-lo. A coisa aumentou com as pessoas sem muito critério engrossar a fila dos inimigos do Presidente Bolsonaro, pelo crime de não ter conseguido aprovar seus projetos em três meses e meio desde a entrada. Sei de muitos projetos que duraram muito mais.

Vamos falar a verdade. Nosso inimigo não é o Presidente Bolsonaro. Até agora ele não nos tirou nenhum centavo. Os deputados e senadores corruptos não são o mal maior no meio político, apesar de suas sujeiras. Esses caras estão submissos a verdadeiras máfias e para elas trabalham, ganhando muito dinheiro e prejudicando o nosso povo, inclusive você e eu.
Que máfias são essas? Ora meu caro e minha cara, aqui leitores, o Brasil abriga uma das maiores redes de mafiosos em forma de sindicatos, ordens, milícias, seitas, traficantes, irmandades, etc., do planeta. Periga ser o maioral em termos de máfias e mafiosos.

Hoje, li no Facebook um texto do Prof. Stephen Kanitz muito bom, se bem que apenas diagnostica a situação nas entranhas dos três poderes, mas não dá a receita para salvar o doente. Para o ele, um senhor mais refinado, chama essas máfias de “corporações”. Não deixe de ler o artigo dele.

O Tocqueville identifica as raízes do funcionamento da democracia norte americana. Não adianta nada nós votarmos em alguém, formar governo e não termos as nossas raízes muito bem plantadas antes disso. Se soubéssemos disso, seriamos aptos em nossas escolhas e saberíamos julgar nossos governantes.

No nosso caso de agora, as corporações estão atrás de tudo isso, ou se preferir, essas máfias todas existentes por aí. Vai de traficantes a diretores de escolas particulares, passando por construtoras, fabricantes de material escolar, sindicato das indústrias, conselhos de médicos, advogados, engenheiros, os próprios partidos, etc., todos buscando o que lhes interessa nos governos, de dinheiro – a leis.

Esses são nossos verdadeiros inimigos. Lembre disso quando for atirar e acerte no alvo.

Vença um debate com 38 ensinamentos

President Jimmy Carter and his Republican challenger, Ronald Reagan, shake hands as they greet one another before their debate on the stage of the Music Hall in Cleveland, Ohio.

 

da Arte da Controvérsia de Arthur Schopenhauer

Nº 1. Leve a proposição do seu oponente além dos seus limites naturais; exagere-a.

Quanto mais geral a declaração do seu oponente se torna, mais objeções você pode encontrar contra ela. Quanto mais restritas as suas próprias proposições permanecem, mais fáceis elas são de defender.

Nº 2. Use significados diferentes das palavras do seu oponente para refutar a argumentação dele.

Exemplo: a pessoa A diz: “Você não entende os mistérios da filosofia de Kant”.

A pessoa B replica: “Ah, se é de mistérios que estamos falando, não tenho como participar dessa conversa”.

Nº 3. Ignore a proposição do seu oponente, destinada a referir-se a alguma coisa em particular. Ao invés disso, compreenda-a num sentido muito diverso, e em seguida refute-a. Ataque algo diferente do que foi dito.

Nº 4. Oculte a sua conclusão do seu oponente até o último momento.

Semeie suas premissas aqui e ali durante a conversa. Faça com que o seu oponente concorde com elas em nenhuma ordem definida.

Por essa rota oblíqua você oculta o seu objetivo até que tenha obtido do oponente todas as admissões necessárias para atingir o seu objetivo.

Nº 5. Use as crenças do seu oponente contra ele.

Se o seu oponente recusa-se a aceitar as suas premissas, use as próprias premissas dele em seu favor.

Por exemplo, se o seu oponente é membro de uma organização ou seita religiosa a que você não pertence, você pode empregar as opiniões declaradas desse grupo contra o oponente.

A arte da controvérsia – os meios aos quais os disputantes recorrem para fazer bonito do seu pensamento individual um diante do outro, e demonstrar que ele é de natureza pura e objetiva.

Nº 6. Deixe a questão confusa mudando as palavras do seu oponente ou aquilo que ele está procurando provar.

Chame uma coisa por um nome diferente: diga “boa reputação” ao invés de “honra”, “virtude” ao invés de “virgindade”, “animais de sangue quente” ao invés de “vertebrados”.

Nº 7. Declare a sua proposição e demonstre a verdade dela fazendo ao oponente uma longa lista de perguntas.

Fazendo muitas perguntas abrangentes ao mesmo tempo, você pode ocultar aquilo que está tentando fazer com que o seu oponente admita. Você em seguida avança o argumento a partir de uma admissão do oponente.

Nº 8. Deixe o seu oponente furioso. Uma pessoa enfurecida é menos capaz de usar o seu julgamento ou de perceber onde residem as suas vantagens.

Nº 9. Use as respostas que o seu oponente dá à sua pergunta de modo a alcançar conclusões diferentes ou opostas.

Nº 10. Se o seu oponente responde a todas as suas perguntas negativamente e recusa-se a ceder em qualquer ponto, peça que ele concorde com a versão oposta das suas premissas.
Isso pode confundir o seu oponente quanto ao ponto em particular a respeito do qual você está tentando fazer com que ele ceda.

Pois a natureza humana é tal que, se “A” e “B” estão refletindo em conjunto, e comunicando as suas opiniões um ao outro a respeito de qualquer assunto, e “A” percebe que os pensamentos de “B” sobre o mesmo assunto não são os mesmos que os seus, ele não começa revisando o seu próprio processo de raciocínio, a fim de descobrir qualquer erro que possa ter cometido, mas pressupõe que o erro tenha ocorrido no raciocínio de “B”.

Nº 11. Se o seu oponente admite a verdade de algumas de suas premissas, abstenha-se de pedir que ele concorde com a sua conclusão. Mais tarde introduza suas conclusões na conversa como coisa resolvida ou admitida por ele.

O seu oponente e outros na assistência poderão ser levados a acreditar que foi de fato com a sua conclusão que ele concordou.

Nº 12. Se o argumento move-se para o terreno de idéias gerais que não têm nomes particulares, você deve usar uma linguagem ou metáfora que seja favorável à sua proposição.

Exemplo: O que uma pessoa imparcial chamaria de “fé pessoal” ou “opção religiosa” é descrito pelo seu partidário como “santidade” ou “devoção”, e pelo seu oponente como “preconceito” ou “superstição”.

Nº 13. A fim de fazer com que o seu oponente aceite a sua proposição, apresente também uma contra-proposição oposta.

Se o contraste for acentuado, seu oponente acabará aceitando a sua proposição para evitar parecer controverso.

Exemplo: Se você quer que ele admita que um rapaz deve fazer absolutamente qualquer coisa que o seu pai manda que ele faça, pergunte se o seu adversário acredita que “devemos em tudo desobedecer aos nossos pais”. É como colocar o cinza ao lado do preto e chamá-lo de branco, ou colocar o cinza perto do branco e chamá-lo de preto.

Nº 14. Tente lograr o seu oponente.

Se ele respondeu diversas de suas perguntas sem que as respostas inclinem-se em favor da sua conclusão, avance a sua conclusão triunfantemente, mesmo se não procede.

Se o seu oponente for tímido ou estúpido, e se você possuir uma grande dose de descaramento e uma boa voz, essa técnica pode funcionar.

Nº 15. Se você quer apresentar uma proposição que é difícil de provar, coloque-a de lado por um momento. Ao invés disso, peça que o seu oponente aceite ou rejeite alguma proposição verdadeira, como se fosse através disso que você fosse extrair a sua prova.

Se o seu oponente rejeitá-la suspeitando de alguma armadilha, você obtem o seu triunfo demonstrando o quão absurdo é o seu oponente rejeitar uma proposição que é obviamente verdadeira.

Se o seu oponente aceitá-la, a razão permanece com você pelo momento.

Você pode então ou tentar demonstrar a sua proposição original ou, como no Nº 14, agir como se a sua proposição original tivesse sido provada pelo que o seu oponente admitiu.

Essa técnica requer um grau extremo de descaramento para que funcione, mas a experiência já comprovou inúmeras vezes a sua eficácia.

A Controvérsia Dialética é a arte de debater, e debater de modo a sair por cima, quer você esteja certo ou não.

Nº 16. Quando o seu oponente apresenta uma proposição, considere-a inconsistente com as declarações, crenças, ações ou omissões do oponente.

Exemplo: Se o seu oponente defende o suicídio, pergunte imediatamente: “Então porque você não se enforca?”

Se ele observar que a sua cidade não é um lugar bom para se viver, pergunte: “Então por que você não parte no primeiro avião?”

Nº 17. Se o seu oponente pressioná-lo com uma evidência contrária, você pode com freqüência safar-se defendendo alguma distinção sutil.

Tente encontrar algum significado subjacente ou ambiguidade na idéia do seu oponente.

Nº 18. Se o seu oponente abriu uma linha de argumentação que acabará levando inevitavelmente à sua derrota, não permita que ele a leve até a sua conclusão.

Interrompa o debate, retire-se imediatamente ou leve o seu oponente a mudar de assunto.

Nº 19. Se o seu oponente desafiá-lo expressamente a apresentar uma objeção a algum ponto definido da sua argumentação e você não tem mais nada a dizer, tente fazer o argumento dele menos específico.

Exemplo: Se ele pedir algum motivo pelo qual determinada hipótese não deva ser aceita, fale da falibilidade do conhecimento humano e ilustre com vários exemplos.

Nº 20. Se o seu oponente aceitou todas ou a maior parte das suas premissas, não peça que ele concorde diretamente com a sua conclusão.

Ao contrário, exponha a conclusão você mesmo como se ela também tivesse sido admitida.

Uma pessoa pode estar objetivamente com a razão, e mesmo assim sair por baixo na opinião dos observadores (e algumas vezes na sua própria opinião). Por exemplo, suponha que eu apresente uma prova para demonstrar uma afirmação minha. Se o meu adversário refutar a prova, dará a impressão de estar refutando também a afirmação – para a qual podem, no entanto, haver outras provas. Nesse caso, é claro, meu adversário e eu trocamos de posição: ele sai por cima quando, na verdade, está errado.

Nº 21. Quando o seu oponente utilizar um argumento superficial e você enxergar essa falsidade, refute-o estabelecendo a natureza superficial desse argumento.

Melhor ainda é rebater o oponente com um contra-argumento tão superficial quanto o dele, só para vencê-lo – afinal de contas é em ganhar que você está interessado, não na verdade.

Exemplo: Se o seu oponente apelar para o preconceito, para a emoção ou para ataques pessoais, devolva o ataque na mesma moeda.

Nº 22. Se o seu oponente pedir que você admita alguma coisa a partir da qual o ponto em discussão pode ser concluído, recuse-se a fazê-lo, declarando que ele incorre em petição de princípio.

Nº 23. Contradição e contenciosidade irritam a pessoa de modo a fazê-la exagerar suas declarações. Contradizer o seu oponente pode levá-lo a estender a sua declaração além dos limites, e quando você contradiz essa manifestação exagerada parece estar refutando a declaração original.

Do modo correspondente, se o seu oponente tentar estender a sua própria declaração mais do que você tencionou, redefina os limites da sua declaração e afirme: “foi isso que eu disse, e não mais do que isso”.

Nº 24. Recorra a um falso silogismo.

Seu oponente faz uma declaração, e você por falsa inferência e distorção das idéias dele extrai à força proposições não-tencionadas e absurdas da afirmação original.

Fica parecendo assim que a proposição do seu oponente trouxe à luz essas inconsistências, restando a impressão de que ela mesma foi indiretamente refutada.

Nº 25. Se o seu oponente está fazendo uma generalização, encontre uma instância que demonstre o contrário. Basta uma contradição válida para derrubar a proposição do seu oponente.

Exemplo: “Todos os ruminantes tem chifres” é generalização que pode ser subvertida pela instância única do camelo.

Se a natureza humana não fosse vil, mas honrosa, não teríamos em qualquer debate outra intenção que não descobrir a verdade. Mas na maioria das pessoas a vaidade inata é acompanhada de loquacidade e inata desonestidade.

Nº 26. Uma manobra brilhante é virar a mesa e utilizar os argumentos do seu oponente contra ele mesmo.

Exemplo: Seu oponente declara: “fulano é ainda uma criança, você deve fazer-lhe uma concessão”. Você retruca: “justamente porque ele é criança devo corrigi-lo, caso contrário ele persistirá em seus maus hábitos”.

Nº 27. Se o seu oponente surpreender você ficando particularmente indignado diante de um argumento seu, insista nesse argumento com ainda maior zelo.

Isso não apenas deixará o seu oponente furioso, mas vai deixar a impressão de que você tocou um ponto frágil na argumentação dele, e de que seu oponente está mais suscetível a um ataque no que diz respeito a esse ponto do que você esperava.

Nº 28. Quando a audiência consistir de indivíduos (ou uma pessoa) que não sejam autoridade no assunto, você pode levantar uma objeção inválida e o seu oponente parecerá ter sido derrotado aos olhos da sua audiência.

Esta estratégia é particularmente efetiva quando a sua objeção faz o seu oponente parecer ridículo, ou quando a audiência ri. Se o seu oponente tiver de fazer uma longa, prolixa e complicada explicação para corrigi-lo, a audiência não estará disposta a ouvi-lo.

Nº 29. Se você perceber que está sendo vencido na argumentação, crie uma diversão – isto é, comece de repente a falar sobre outra coisa, como se isso tivesse importância na matéria em questão.

Isso pode ser feito sem medo se a diversão mostrar ter alguma relação mesmo que genérica com a questão.

Nº 30. Apele para a autoridade ao invés de para a razão.

Se o seu oponente respeita determinada autoridade ou especialista, cite essa autoridade para avançar o seu argumento.

Se necessário, cite o que essa autoridade disse em outro sentido ou circunstância.

Autoridades que o seu oponente não chegou a entender são em geral as que ele admira mais.

Você pode, se necessário, não apenas distorcer as autoridades citadas em seu favor, mas também falsificá-las, citando algo inteiramente inventado por você.

Falam sem pensar, e mesmo que depois percebam que estão errados, querem parecer o contrário. O interesse da verdade dá lugar aos interesses da vaidade: assim, por causa da vaidade, o que verdadeiro deve parecer falso, e o falso verdadeiro.

Nº 31.

Se sabe não ter uma resposta para os argumentos apresentados pelo seu oponente, você pode num golpe de ironia declarar-se um juiz incompetente.

Exemplo: “O que você diz ultrapassa os meus pobres poderes de compreensão. Pode muito bem ser verdade, mas não sou capaz de entender, por isso abstenho-me de expressar qualquer opinião sobre o assunto”.

Desta maneira você insinua à sua audiência, diante da qual permanece com uma boa imagem, de que o que seu oponente está dizendo é um contra-senso.

Nº 32.

Um método rápido de livrar-se da declaração de um oponente, ou de colocá-la sob suspeita, é classificá-la debaixo de uma categoria odiosa.

Exemplo: Você pode dizer: “Isso é fascismo”, ou “ateísmo”, ou “nazismo”, ou “superstição”.

Fazendo essa objeção você está pressupondo tacitamente que (1) a declaração em questão é idêntica à categoria mencionada, ou está pelo menos contida nela; e (2) o sistema mencionado foi inteiramente rejeitado pela presente audiência.

Nº 33.

Admita as premissas do seu oponente mas negue a sua conclusão.

Exemplo: “Isso é muito bom na teoria, mas na prática não funciona”.

Nº 34.

Se você apresenta uma pergunta ou um argumento e seu oponente não lhe dá uma resposta direta, contorna-os com outra pergunta ou tenta mudar de assunto, é sinal claro de que você atingiu um ponto fraco, por vezes de forma não intencional.

Você, por assim dizer, reduziu seu oponente ao silêncio.

Insista, portanto, ainda mais no ponto em questão, e não deixe que seu oponente o evite, mesmo quando você não sabe ainda em que consiste a fraqueza que acaba de descobrir.

Ao seguirmos estas regras com esta finalidade, não devemos nos preocupar em qualquer sentido com a verdade objetiva, porque normalmente não sabemos onde está a verdade.

Nº 35.

Ao invés de concentrar-se no intelecto do seu oponente ou no rigor de seus argumentos, concentre-se nos motivos dele.

Se você conseguir fazer com que a opinião do seu oponente, caso se mostre verdadeira, pareça distintamente prejudicial ao seu próprio interesse, ele a abandonará imediatamente.

Exemplo: Um clérigo está defendendo algum dogma filosófico. Demonstre que sua proposição contradiz alguma doutrina fundamental da sua igreja, e ele se verá forçado a abandonar o argumento.

Nº 36.

Você pode também confundir e desconcertar seu oponente através de grandiloquência pura e simples.

Se seu adversário é fraco ou se não deseja aparentar não ter idéia sobre o que está falando, você pode impor facilmente sobre ele algum argumento que pareça profundo e erudito, ou soe como inquestionável.

Nº 37.

Se seu oponente estiver certo mas, felizmente para você, apresentar uma prova deficiente, você pode com facilidade refutar a prova e em seguida alegar que refutou a posição inteira. É dessa forma que maus advogados perdem boas causas.

Se seu oponente for incapaz de produzir uma prova irrefutável, você ganhou o dia.

Nº 38.

Parta para o ataque pessoal, insultando grosseiramente, tão logo perceba que seu oponente está com a vantagem.

Partindo para o ataque pessoal você abandona o assunto por completo, passando a concentrar o seu ataque na pessoa, fazendo uso de observações ofensivas e malevolentes.

Esta é uma técnica muito popular, porque requer pouca habilidade para ser colocada em prática.

A dialética não precisa ter, portanto, qualquer relação com a verdade – da mesma forma que quem levanta uma cerca não precisar levar em conta qual lado está certo numa disputa de terras.

Thomas H.

Dia 11 de maio

A felicidade não se compra, nem em Wall Street.

… hoje, meu filho Thomas completaria 31 anos. Acho que a maioria dos leitores sabem sobre ele já ter nos deixado, vinte dias antes de completar 25 anos de vida. Vou escrever para ele, se for possível, ele lerá.

Sabe filho, eu nunca te disse como me sinto privilegiado em ter convivido com você naqueles 25 anos. Aprendi com você a não esmorecer, mesmo diante de certas impossibilidades legadas pela vida. Nem em sonho eu vivi alguma dificuldade como você experimentou e não me lembro de nenhuma reclamação quanto às suas dificuldades. Você foi, é e sempre será um imenso exemplo para todos, familiares, parentes, amigos, turma do Chaves, etc.

Evidentemente, gostaria de ter você por aqui, agora morando em São Paulo, uma das suas vontades não efetivadas, embora tenha partido daqui, após aquela cirurgia malfadada. Moramos em um apartamento na zona oeste, quem diria. Às vezes, quando entro no quarto do seu irmão, imagino sua cama ali, suas coisinhas, suas roupas no armário. Certamente ali seria o seu lugar na casa.

 

 

 

Homenagem do pessoal ligado ao Chaves

 

Eu tinha mais de sessenta anos e pensava como organizar algo seguro para você, caso eu partisse. Dizia ao seu irmão para ele também pensar nisso. Várias pessoas se foram logo depois de você, como suas avós. Mas não seria surpresa nesse caso, você mesmo ser capaz de sustentar-se e ainda cuidar de sua mãe e dar uma força para sua mãe se ela precisasse.

Enfim, não foi assim. Seu tempo estava estipulado pelo Maioral para 25 anos e foi tudo razoavelmente bem. Ele sabia como deveria ser. Nós vivemos com essa imensa saudade de você e estamos resignados a viver com esse sentimento tremendo.

 

Daqui olho para os DVDs que você me deu no meu aniversário como se fosse um recado de Deus. Duas grandes lições sem encerram ali e se completam. De fato, “A felicidade não se compra”.

Um baita abraço, do tipo urso, de tirar o fôlego para você.

 

 

 

Poderia o fogo de Notre Dame unir uma França profundamente dividida?

19 de abril de 2019

Werner de Saeger
Werner de Saeger, MTS ’11, foi uma das primeiras testemunhas do incêndio de Notre Dame em 15 de abril.

O professor Werner de Saeger, MTS ’11, é teólogo e jurista e leciona na Universidade de Cambridge e na PXL University of Applied Sciences na Bélgica. 

♦♦♦

Quando saí da biblioteca da Sorbonne na noite de segunda-feira, 15 de abril, pouco antes das sete da noite, vi as primeiras colunas de fumaça subirem do teto de Notre Dame e, a princípio, a vida parisiense continuou seu curso normal. Eu tinha acabado de terminar uma tarde de pesquisa em arquivos, analisando os escritos do falecido professor do HDS François Bovon sobre o cristianismo primitivo e suas comunicações com o acadêmico francês Pierre Geoltrain.

Famílias e casais tiravam fotos, os turistas buscavam smartphones, os típicos bateaux mouches (barcos fluviais) passavam e tudo estava calmo. Momentos depois, as chamas explodiram do teto da catedral e, de repente, tanto a imprensa quanto a polícia estavam onipresentes.

Enquanto os últimos pedaços de madeira ainda ardiam e antes que o fogo se extinguísse completamente, testemunhei um sentido imediato de pragmatismo para restaurar o monumento à sua antiga glória, com uma atitude quase americana de “vamos fazer isso – sim, nós podemos!” .

Rapidamente surgiu a questão de saber se o fogo de um monumento parisiense medieval poderia rejuvenescer algum nível de coesão social e unir uma sociedade francesa profundamente dividida. Essa questão permanece sem resposta e toda a esperança certamente não desapareceu, mas apenas alguns dias depois surgem dúvidas.

Em sua reação aos eventos da noite de segunda-feira, a sociedade francesa está dividida em um nível espiritual e sócio-econômico. Os cidadãos franceses, e as comunidades católicas em particular, estão divididos entre aqueles que consideram o catolicismo como um fator tradicional-cultural, baseado na identidade – estes devem ser vistos como “cristãos culturais” – e, por outro lado, os católicos praticantes que se concentram muito mais do lado espiritual do catolicismo, com as extremamente piedosos intégristes (fundamentalistas) no final do espectro. Eles são, no contexto europeu, linhas-duras em questões éticas. Eles estão entre os que se queixam da queda das normas e valores tradicionais na sociedade francesa. Também são eles que mobilizam com sucesso as pessoas para sair às ruas contra, por exemplo, a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Até tarde da noite, às margens do rio Sena, em vista da Notre Dame em chamas, vários católicos devotos de várias origens estavam ligados a todos os presentes, rezando e cantando “Ave Maria” juntos. Nas minhas conversas com muitos participantes, vários piedosos católicos franceses não apontaram injustamente para o momento muito simbólico: é durante a Semana Santa que a catedral de Paris se incendiou, e alguns viram isso como um sinal do declínio da sociedade tradicional francesa. e até mesmo da queda do Ocidente como um todo.

Em minhas conversas subsequentes em Paris, na terça, quarta e quinta-feira, essas diversas perspectivas foram traçadas ainda mais distintamente. Um grande grupo de franceses vê a Notre Dame ao ver muitos outros símbolos ou eventos europeus: tradições que valem a pena preservar, sem estarem profundamente ligadas a elas espiritualmente.

Eles olham com grande tristeza para a danificada Notre Dame e estão sinceramente ligados ao símbolo arquitetônico que a catedral representa: em suas palavras, Notre Dame representa uma mistura de arte, religião, herança, tradição, governo e história. Eles constituem um grande grupo de cidadãos franceses que ainda se casam na igreja, ou vão à igreja no Natal, e seus pais ou avós muitas vezes ainda recebem funerais da igreja; mas eles estão distantes – freqüentemente ocupando posições opostas – de seus concidadãos franceses profundamente religiosos e às vezes ultraconservadores.

Os últimos afirmam ver neste fogo um sinal, um sinal de esperança, de que nem tudo foi perdido e que a França católica não desapareceu completamente. Eles vêem com entusiasmo as orações ao redor da venerável catedral, e preferem, inconscientemente, quase literalmente citando o evangelho apócrifo de Tomás, “uma comunidade de verdadeiros crentes, em vez de edifícios feitos de madeira e pedra”.

Embora haja, certamente, tristeza dentro desse grupo de católicos, eles mostram claramente uma reação indiferente à tragédia: há menos apego ao símbolo arquitetônico de Notre Dame e mais ênfase ao potencial reavivamento da comunidade de crentes.

Outros movimentos católicos, com visões mais moderadas, que se situam entre uma perspectiva puramente cultural-cristã, por um lado, e os fiéis ultraconservadores, por outro, completam o mosaico diverso e pluralista do catolicismo francês.

A Notre Dame está nas mãos do estado francês desde 1905, ano em que se chegou a um acordo sobre a relação entre Igreja e Estado. A França, com sua forma particular de secularismo definida como laïcité , desempenhou um papel pioneiro na relação entre Igreja e Estado na Europa.

Apesar de muitos mal-entendidos, muitas vezes daqueles que ainda não estudaram completamente a história sociocultural e religiosa francesa, e apesar das freqüentes críticas de ativistas e instituições de direitos humanos, dentro do contexto europeu o modelo francês continua sendo um dos menos prejudiciais – uma solução ideal para a difícil matriz entre governo e religião não é fácil de determinar.

Por um lado, vários governos europeus querem alguma forma de controle sobre os fenômenos religiosos, por outro lado, as comunidades religiosas não querem muita interferência. O equilíbrio não é inadequado na França (embora existam desafios e melhorias em relação às minorias possam certamente ser feitas, como em outros lugares); dificilmente se pode ver uma imagem mais simbólica do que a calorosa saudação e declaração conjunta do presidente Emmanuel Macron e Michel Aupetit, arcebispo de Paris, na Notre Dame, na noite de segunda-feira. O clero e o governo cooperarão pela mesma boa causa, ou seja, a restauração de Notre Dame; as coisas estão muito diferentes na França.

Quando os primeiros grandes presentes foram anunciados, houve elogios imediatos. François-Henri Pinault foi o primeiro a atravessar a ponte com um presente de 100 milhões de euros. Seguiu seu concorrente de negócios, Bernard Arnault, que doou o dobro dessa quantia. A família Bettencourt-Meyers rapidamente anunciou que também doaria 200 milhões de euros. As famílias Bouygues e Ladreit de Lacharrière doam 10 milhões de euros. Apenas alguns dias após o incêndio, todos esses dons juntos chegam a um bilhão de euros, uma situação muito excepcional na França, onde instituições de caridade definitivamente não operam em um nível similar ao dos EUA.

Mas as primeiras vozes críticas rapidamente vieram à tona. Ou seja, parece que as doações poderiam ser tão vantajosas para fins fiscais, que membros do movimento de protesto de coletes amarelos (os chamados gilets jaunes ), mas também um número de políticos e cidadãos franceses, apontaram para a obrigação de pagar impostos no país em primeiro lugar, em vez de usar a tragédia para marcas pessoais e / ou outras vantagens fazendo grandes doações. Em resposta, a família Pinault declarou que renunciaria a qualquer benefício fiscal que resultasse do presente. Ele imediatamente estabeleceu o tom amargo do debate e conectou instantaneamente todo o debate socioeconômico que divide tão profundamente a sociedade francesa com o incêndio de Notre Dame.

De certo modo, esse imbróglio faz sentido, porque a catedral é a simbiose por excelência da religião e do governo na França. Não apenas por causa do estado ser o dono do imóvel, mas também por causa da longa história que liga autoridades seculares e espirituais na série de eventos históricos que ocorreram na catedral.

Toda a narrativa sobre a Notre Dame torna-se assim parte da atmosfera dolorosa que marcou a França desde o outono de 2018. Se tal quantia de dinheiro pode ser disponibilizada para a catedral em questão de horas ou dias, por que é impossível ajudar? Com tantos cidadãos franceses (ou refugiados que residem na França) que têm dificuldades para sobreviver? Essa é a pergunta pertinente, mas ainda assim agressiva, feita por muitas das gilets jaunes , e alguns cidadãos, que olham de forma suspeita para o seleto grupo de bilionários e milionários que querem financiar a reconstrução de Notre Dame.

A construção de Notre Dame foi iniciada em 1163, anteriormente já havia uma catedral româna e, antes disso, provavelmente havia uma basílica cristã primitiva, que por sua vez, provavelmente, ficava no local de um templo galo-romano. Em outras palavras: desastres, guerras e incêndios não esmagaram a Notre Dame; o lugar é sagrado e histórico em muitos aspectos.

A catedral também sobreviverá a esse desastre, e com uma probabilidade que beirará a certeza, quaisquer que sejam os tempos turbulentos em que terminemos, ela permanecerá por muito tempo.

Como a sociedade francesa está evoluindo é uma questão muito maior; o próprio fato de que existe divisão clara dentro da comunidade católica e inimizade substancial em um contexto social mais amplo é inegável. Parece que este incêndio não forçará totalmente a mudança necessária para uma maior coesão social e unidade, mas, no mínimo, pode ser um passo simbólico para a reconciliação.

Um crente parisiense disse na manhã de terça-feira: “Le Seigneur prend des voies mystérences” [os caminhos de Deus são incompreensíveis]; e mais do que nunca esta semana eu posso confirmar: l’espoir fait vivre [Esperança é o que nos faz viver].

Harvard Divinity School, 45 Francis Avenue, Cambridge, Massachusetts 02138

Reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados destinada a votar o parecer da reforma da Previdência.

Brasília – Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer, relator do pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar prisão após segunda instância (José Cruz/Agência Brasil)

Sei não! Estou com uma presunção daquelas… De repente me caiu uma espécie de raio na mente. Isso acontece de vez em quando, há 68 anos.

Seguinte, por que ontem, ao mesmo tempo, além de ser no mesmo dia, na Câmara federal os deputados estavam em uma CCJ tratando de aprovar o relatório referente a mudança da lei que regula e regulará a previdência brasileira. Do outro lado, também em Brasília,  no Superior Tribunal de Justiça, com a quinta turma, mesmo dia e horários, estiveram reunidos para julgar petição em favor do réu Lula, presidiário a mais de um ano, com uma pena a pagar no total de mais de doze anos.

Em certo momento, olhei pelo meu equipamento, com o qual acesso a Internet, flashs tanto de um quanto do outro. No STJ, o juiz relator (um senhor aparentando ser muito mais velho do que eu, extremamente gordo, com barba por fazer, etc.) lia com dificuldade seu relatório com páginas e páginas. Enquanto isso, lá na Câmara, os contrários à aprovação do tal relatório (Petistas e simpatizantes dos petistas) fazia de tudo para atrasar o andamento.

Foi nesse momento o aparecimento do raio na minha cuca, contendo o seguinte recado: Será que esses caras estão, por alguma razão, ligados aos acontecimentos lá no STJ? No fim, os juízes mantiveram todas as acusações devido as provas, mas mesmo assim, diminuíram a pena do meliante (agora eles chamam meliantes de pacientes). Quem entende isso?

Nesse caso, o que poderia ter acontecido? Na segunda feira, alguém mandou um fake News para as mídias sociais constando um troca-troca de Lula fora da cadeia em favor da aprovação da tal mudança na lei da previdência. Enfim, é só um fake News.

Obviamente, estou presumindo algo ou cheirando o famoso “cheiro ruim” pairando no ar, o famoso “onde há fumaça há fogo”.

Sabe, ao longo de minha vida, enfrentei as situações mais antagônicas possíveis. Na Missão, fui despedido pela acusação de ser adepto da esquerda. Na prefeitura fui exonerado sob a acusação de ser de direita. Nem eu sei direito o que sou. Não tenho nenhum apreço por ninguém que mata, rouba, engano, etc., seu semelhante. Aqui no blog, já me declarei anarquista, mas só deu confusão. Pessoal entende a anarquia como bagunça. Melhor ficar quieto. Sou o que sou.

Não votei nas últimas eleições por estar fora do meu local de votação, então justifiquei. Mas teria votado no Bolsonaro, com muito pé atrás. Sabe, todos os políticos são contra o povo. Ah! Você vai dizer que nem todos são assim. Olha se tiver algum político a favor o povo, não conheço, nem nunca conheci, em meus parcos sessenta e poucos mais anos.

Lembro sempre de um amigo e cliente participante da FIESP, segundo ele, quase todos os caras da FIESP tinham o hábito de sempre ir para o lado contrário indicado pelo governo, em qualquer situação.  Atualmente, isso não acontece mais, pois eles amancebaram também. O presidente atual vive tentando se eleger presidente ou governador, ou seja, é inimigo do povo, na minha modesta opinião.

Se minha presunção estiver correta, mais uma vez amargaremos tudo aquilo que detestamos. Alimentos, combustíveis, luz, água, etc., sempre subindo e salários caindo via inflação e correções sempre aquém da inflação. Fora roubos, corrupção e cara-de-pau.

Testemunho para Jesus Cristo, é uma percepção espiritual à aqueles cuja experiência deu-se em suas vidas.

Meu filho Thomas (3) faleceu no dia 20 de abril de 2013. Naquele ano, era a sexta-feira da paixão. Todos os anos lembramos nosso filho em relação à coincidência das datas, mais ainda em razão desse detalhe abaixo. 

Mas o fato, pelo menos para mim, é ter experimentado um pouquinho do sentimento de Deus quando Ele deu seu Filho para salvar a humanidade, morrendo na cruz do calvário, pelos nossos pecados, os seus, os do meu filho, os meus e de toda a humanidade. 

Apesar do aperto imenso em meu coração, sinto esse privilégio e quero viver o resto dos meus dias para compartilhar a morte do Filho de Deus, ainda mais inspirado na do meu filho. 

Receba Jesus em seu coração e entregue sua vida a Ele. Em outras palavras, salve- se para a vida eterna. 

Um abraço apertadíssimo para você.

Lou

Irrelevância, o dispositivo do idoso e o Adelfores, têm muita relevância, se não me engano.

Há muitos falando e/ou descrevendo a situação dos idosos. Poucos idosos se manifestam. Como tenho blog, me pareceu oportuno colocar a minha colher nessa massa. Me tornei idoso segundo a lei (estatuto do idoso) em 2011, quando completei meus sessenta anos, ou seja, até ali havia vivido sessenta anos de vida. Alias, não sei porque o veinho fica velho aos sessenta anos, segundo nosso estatuto, mas não pode se aposentar, ainda.

A veiarada fica louquinha pra meter a mão na aposentadoria, mandar o chefe para … hum… inferno, etc. Por outro lado, boa parte da veiarada não se sente assim tão bem, nessa hora, se não tiver como provar que trabalhou 35 anos, recolhendo a cada mês, 8 e meio por cento de seu salário ao INSS.

Fora disso, caso você não tenha comprovantes dos 35 anos, o véio poderá requerer sua aposentadoria, caso tenha os comprovantes de no mínimo 15 anos de recolhimento.  Nesse caso, o véio receberá um salário mínimo mensal + o décimo terceiro anual.

Se não conseguir provar os 15 anos, mas tenha comprovantes de menos de 15 anos recolhidos, o INSS faculta um salário mínimo ao véio ou véia. Esse último caso é exatamente o meu.

Engraçado, para não dizer palavras feias, a partir do momento que saí lá da loja do INSS, em 2016, tendo logrado esse valor mensal fabuloso, dali pra frente, nunca mais consegui trabalho, nem os meus bicos com os quais ainda conseguia colocar comida na mesa, ainda que dia sim dia não. Quando não tinha, esquentava-se a sobra do dia anterior, ou pegava fiado aqui ou acolá pra comprar uns bifes, alguém mandava uma cesta básica, enfim, eu trabalhava e ainda tínhamos o Thomas conosco, sei lá, uns e outros davam uma ajuda pra completar, ao menos o jantar.

Nem o pastor, que também costumava me dar umas doações, além do trabalho (consertar ou fazer revisões nos computadores da família), também não continuou com essas práticas, afinal passei a ganhar essa modalidade de aposentadoria (embora ninguém a chame assim), então não precisava mais. Aliás, ele nunca mais me convidou para bater um papo com ou sem café. Nem sei onde ele mora atualmente. Nossa, eu era um estorvo legal e nem me dava conta. Vixe!

Não sei se você sabe, mas nossos corpos veem de fábrica com um dispositivo para ser usado quando chega o fim da linha. Não sei o nome disso e muito menos onde fica, mas há. Quando o corpo detecta a hora de preparar nossa saída corporal dessa vida e também de desconectar a chave geral quando estiver tudo pronto, não do nosso gosto, mas a gosto do tal dispositivo. A maioria dos véi (e nem precisa ser véi, pois muitos ligam o dispositivo muito cedo ou antes da hora) não se dá conta do dispositivo. Correm no médico, hospital, AMA, Pai de Santo, Profeta, etc., pra ver se conseguem mais um tempinho por aqui.

Mas se o dispositivo já estiver em ação, não há o que consiga parar o relógio dessa bomba. Talvez, o Papai do céu, antigamente ele desligava o dispositivo de vez em quando, mas ultimamente ele não anda livrando ninguém da dona morte, se o dispositivo já tiver em andamento.

Quando percebi a coisa feia em termos de arrumar algo pra fazer (em termos de trabalho) para melhorar as finanças da família resolvi aproveitar o tempo para fazer alguns cursos, quem sabe assim, dava um empurrãozinho na situação e, talvez, ganharia algum ponto capaz de me ajudar a encontrar algum trampo remunerado.

Então, em 2016 mesmo, fui fazer um curso de Astronomia, na USP, para veinhos. Fiquei todo animado. Não fazia ideia como astronomia poderia ajudar a conseguir trabalho, mas era um ponto a meu favor legal. Garanto que nenhum outro candidato para a vaga teria conhecimentos astronômicos.

Em 2017, me candidatei a uma vaga para fundraiser (captador de recursos) na Aliança Cristã. Passei por uma entrevista de umas três horas com entrevistadores profissionais. Só lá no fim da entrevista, um deles me questionou assim: Afinal, por que Astronomia? Nem o entrevistador encontrou um jeito de incluir algo sobre esse detalhe. O que a Astronomia ajudaria um captador de recursos onde quer que fosse? Penso eu. Imagine os caras. Falta de imaginação meu.

Um astrônomo deve fazer qualquer negócio, são os caras mais sabidos sobre a face da terra, ou melhor, do universo (Qualquer dúvida, lembre de Kepler e Galileu). Lembra daquela conversa com Abraão quando Deus diz a ele que os filhos de Israel serão tantos quantos as estrelas no céu que ele poderia ver. E Abraão nem sabia a diferença entre planetas, luas, estrelas e outros. Não imaginava que as estrelas eram só os sois.  Então, se Abraão tivesse estudado astronomia ele daria de dez a zero. Mas Deus o inquiriu usando o saber da astronomia. Veja lá:

“Então o levou para fora e disse: Olha agora para o céu e conta as estrelas se as pode contar; e acrescentou-lhe: Assim será a sua descendência”. Gênesis 15: 5

Imagina um fundraiser captando recursos com Deus e o saber da astronomia. Mostraria para os caras o tamanho do mailing que a Aliança Cristã teria para suportar, algo tal como as estrelas que as possa contar. Onde haveria um fundraiser melhor do que eu, com saber astrônomo incluso? Pois é, acharam um pastor bem mais jovem que eu, casado, dois filhos e com um estágio de três meses na Visão Mundial aprendendo a fazer o sistema de adoção de crianças (entenda, doações em favor de crianças certas).  Agora, esse jovem não faz nenhuma ideia sobre Astronomia, e deve pensar sempre porque raios Deus usou aquele argumento astronômico para convencer Abraão de sua descendência.

Enfim, não fui escolhido, então resolvi continuar estudando já que não consigo diminuir minha idade, ao contrário, todo dia quando acordo percebo que estou um dia mais velho. De lá pra cá, já fiz três cursos, dois na Harvard (Cristianismo e Cartas de Paulo) e um na Universidade de Boston (Fé & Finanças), uma vez que a Bíblia é o melhor livro sobre finanças que existe. Também, estou estudando na Universidade de Israel (a Cabala) e desisti de um sobre uma linguagem nova e revolucionária em computador. Mas ainda nada de trabalho, nem os meus projetos saem do chão, até aqui.

Nos últimos dias, reativei o Adelfores (irmandade). Quando comecei esse projeto em 1981, com o pessoal da Open Doors Mission, demos o nome de Mais que Vencedores, mas agora esse nome virou carne de vaca. Então mudei para Adelfores. A Missão desse projeto está em Apocalipse 3: 2 “Acorda! Fortalece o que ainda resta e está para morrer…” (tradução livre). Quem sabe mato dois coelhos com um só cajadada (Humm, coisa horrível de se dizer), uma missão digna e algum sustento a mais para viver uma pobreza mais digna. Afinal, muito foi dito sobre o trabalho dos velhinhos quando ninguém mais estará disponível para essas missões do fim.

Já tentei muitas outras possibilidades e não deu em nada. Tomara que essa funcione, segundo a vontade divina. Tô com medo de já ter ligado meu “dispositivo”. Estou emagrecendo, perdendo o paladar, etc…, sei não.

 

Tendo iniciado minha vida cristã no meio católico, passando pelos rituais necessários (batismo, crisma, primeira comunhão) e isso levou cerca de vinte e cinco anos, acabei me convertendo ao cristianismo protestante, através de uma igreja evangélica pentecostal carismática. Mais tarde, já graduado, resolvi estudar teologia em 1977, aos vinte e seis anos, com o objetivo de conhecer melhor os meandros teológicos.

Foi então como conheci o pastor e professor Dr. Russel P. Shedd, que voltava de um ano sabático e retomara sua cátedra de Novo Testamento lá Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Logicamente, esse encontro deu-se em sala de aula. Nunca fui um aluno explosivo ou desses chatos de galocha e suas perguntas desnecessárias, mas fazia alguma pergunta esporadicamente, no máximo. Aos poucos, pudemos nos conhecer um pouco mais. Depois de um tempo, não sei quanto exatamente, ele me convidou para fazer parte de um grupo de pastores que se reunia todas as quartas-feiras pela manhã, para estudar o Novo Testamento enquanto aprendiam o método expositivo de pregação bíblica. Nesse grupo, eu estive por quatro anos.

Resultado, o Dr. Shedd acabou funcionando como um dos meus mentores não ordinários (no bom sentido, claro). Era engraçado, todas as vezes que nos encontrávamos por aí, a segunda pergunta era: O irmão está pastoreando? Isso me faz lembrar quando morava em Sorocaba e ele apareceu lá para fazer uma palestra para os pastores da cidade, via Conselho de Pastores. Fazia mais de vinte anos desde o tempo da Faculdade Teológica, e eu ainda não estava pastoreando, pelo menos não do jeito que ele imaginava.

Em 2001, trabalhei na Sociedade Bíblica Internacional e, entre outras coisas, participei de um evento realizado pela SBI, em Gramado – RS, em comemoração ao lançamento da Bíblia NVI. O Dr. Shedd fez parte do grupo de tradutores dessa bíblia e foi o principal preletor em meio a um seleto grupo de preletores, todos envolvidos com a tradução.

Nesse encontro, tive a oportunidade de conversar calmamente com ele em vários momentos, durante os intervalos das palestras. Adquiri uma bíblia NVI e ele fez a dedicatória da foto. Depois disso, continuamos a nos encontrar aqui e acolá, até quando fui informado que ele havia partido para o outro andar do Reino de Deus.

Interessante isso né? Sim, estou pensando no fato do Reino de Deus estar repleto dos tais “pobres de espírito”. Conforme ele nos ensina nesse vídeo, pobres de espírito são aqueles esvaziados das tais riquezas (principalmente das coisas desse mundo) e tornados completamente com a mente de Cristo (o nosso Rei).

A implicação desse detalhe iniciado com a vinda de Jesus Cristo, do qual os autores dos evangelhos sinóticos e também de Paulo descrevem precisamente, deixam muito claro o fato de estarem mencionando o espirito pobre (vazio, pronto para entrar no Reino de Deus). Jamais passou pela cabeça de qualquer um deles a ideia de estar mencionando os mendigos, andarilhos, etc., hoje conhecidos como pobres.

O problema maior em não entenderem o verdadeiro significado de “pobres de espírito” no novo testamento, é a criação de várias heresias com algumas novas “teologias heréticas” como a teologia da libertação e a mais nova (se bem que seja a TL com roupa nova) Teologia Integral ou na Integra.

Não é de admirar, pois a Igreja católica se propõe a executar a missão de assistência aos mais “pobres” (pessoas abaixo da linha da miséria). Infelizmente, grande parte dos pastores protestantes (evangélicos, etc.) estão envolvidos nesse erro, a meu ver.

Por outro lado, a igreja é quase irrelevante na questão da entrada no Reino de Deus. Basta não atrapalhar os pobres de espírito. O problema aqui é a tendência dos pastores em entender a igreja como mais importante em relação aos cristãos, quando a igreja não terá ingresso no Reino de Deus, se não me engano.

Se você ainda não assistiu essa aula contida no vídeo acima, não perca mais essa oportunidade e ganhe grátis o ensino correto sobre o Reino de Deus e os pobres de espírito.

Quanto ao “O lado esquerdo de Hitler” Dia desses, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo soltou uma frase ‎onde constou que “o Nazismo era de esquerda”. A mídia contrária ao governo Bolsonaro faz esforço enorme para encontrar erros, equívocos, etc., e esse detalhe lhes apresentou interessante em suas escaramuças. Para tanto, buscaram eruditos para sacramentar sua tese, afinal nazismo era de direita e pronto. Será? Nos tempos de ginásio Vocacional Oswaldo Aranha, nossa professora de história, D. Mariazinha foi categórica, comunismo e nazismo são totalitários. Aos poucos foram aparecendo, aqui e ali, quem diria: talvez assim não seja. Eu mesmo fiquei com a pulga atrás da orelha me coçando. Dando uma olhada no livro A Bacia das Almas (Paulo Brabo), compilação dos textos do blog com o mesmo nome, e pimba, achei esse texto (O lado esquerdo de Hitler) de 17/02/2006
autor: PAULO BRABO,
17 DE FEVEREIRO DE 2006

 

A discussão volta à tona periodicamente, mas que eu saiba não tão apaixonadamente – e nunca com tanto em jogo – quanto recentemente.

O nazismo de Adolf Hitler é normalmente associado à extrema direita, mas cada vez mais numerosos são os que levantam-se para salientar o que talvez pareça óbvio: Hitler não era afinal de contas socialista? Não faria mais sentido associá-lo à esquerda?

Hitler era esquerdista?

Trata-se de questão fundamental e acirradíssima porque o prêmio, naturalmente, é atordoante de tão valioso. O poder da imagem negativa de Hitler é tamanho que, se pudermos associá-lo inequivocamente ao lado do inimigo, não haverá trunfo ou argumento maior em favor do nosso modo de pensar.Dizer que Hitler era socialista supera e muito, em seu poder de argumentação, dizer-se que o Diabo é comunista ou que o Lado Negro da Força é o esquerdo. Ou vice-versa.

Hitler é o Mal, e o Mal só pode estar de um lado que não seja o nosso. Ganha quem conseguir demonstrar melhor o seu ponto.

O lado esquerdo de Hitler

Um artigo do economista Rodrigo Constantino, publicado em 2003 no sáite Mídia Sem Máscara, começa, por exemplo, da seguinte forma: Uma das maiores inversões de fatos já vistas na História diz respeito à denominação do posicionamento no espectro político do regime de Hitler.

O artigo propõe-se a demonstrar inequivocamente o esquerdismo de Hitler, e começa propondo uma distinção entre direita e esquerda: “em termos práticos, esquerda quer dizer mais Estado, mais intervenção, menos mercado livre, fim dos direitos à propriedade privada, impostos abusivos, decisões arbitrárias de uma burocracia poderosa em prol da igualdade entre os homens”.

A principal característica de uma iniciativa socialista seria, nessa ótica, uma forte intervenção do Estado nos negócios da nação. O artigo põe-se a provar que o nazismo de Hitler encaixava-se nesse perfil:

As medidas tomadas por Hitler foram sempre coerentes com tal objetivo, e já em 1935 os empregos estavam sob controle exclusivo do governo, que se tornava a cada dia maior e mais poderoso. A indústria foi cartelizada, e colocada sob forte influência do Reich e seu Ministério de Economia, com poderes quase totalitários. O governo nacional-socialista proibiu também a posse de armas, direito básico de defesa individual. Tudo girava em torno do Estado e do Partido, assim como na ex-URSS dos bolcheviques.

E conclui:

Se o tamanho do Estado e sua interferência na vida do indivíduo são critérios aceitos para se definir esquerda e direita, Hitler e Stalin estão lado a lado na extrema esquerda, enquanto o capitalismo liberal encontra-se no lado oposto.

O lado direito de Hitler

A oposição de Hitler ao comunismo e ao pensamento de Marx, por outro lado, é ainda mais inequívoca e fácil de demonstrar. No exaltado Mein Kempf Hitler declarou guerra aberta ao comunismo, taxando-o de “doutrina judia”, muito antes que pudesse liderar (como de fato fez) o exército alemão contra a Rússia comunista de Stalin.

Algumas citações do próprio Hitler, a maior parte tiradas do seu Minha Luta:

“O estado alemão está sendo gravemente atacado pelo marxismo.”

“Nos anos entre 1913 e 1914 expressei a convicção de que a questão do futuro da nação alemã dependia da destruição do marxismo.”

“Os marxistas marcharão com a democracia até que sejam bem-sucedidos em obter indiretamente, para seus propósitos criminosos, o apoio de até mesmo o mundo intelectual nacional, destinado por eles à extinção.”

“O marxismo em si planeja sistematicamente entregar o mundo nas mãos dos judeus.”

“Quando reconheci o Judeu como líder da democracia social, as escamas caíram-me dos olhos.”

“A doutrina judia do marxismo rejeita o princípio aristocrático da natureza e o substitui pelo eterno privilégio do poder e da força da massa dos números, e do seu peso morto.”

“A principal plataforma do programa do nazismo é abolir o conceito liberalista de indivíduo e o conceito de marxista de humanidade e substituí-lo pelo de comunidade nacional, enraizada no solo e unida pelos seus laços de sangue.”

§§§

Direitismo salgado

Parte essencial do problema está em que a palavra nazismo é, como se sabe, abreviação de “nacional-socialismo”. Com um nome desses, fica difícil concluir-se que o pensamento de Hitler não fosse pelo menos em parte socialista. E, como já foi salientado mais de uma vez, o programa de 25 pontos do partido nazista continha de fato elementos tradicionalmente associados aos socialistas, como a reforma agrária.

Mas é só até aqui que podemos nos deixar levar pelas associações da[s] palavra[s].

O socialismo do programa nazista era muito brando e, num sentido muito importante, apenas retórico. Seu “socialismo” era usado basicamente como arma de desapropriação contra os não-arianos – ou seja, todos que não pertenciam devidamente à Nação Alemã eram obrigados a dividir sua propriedade entre os verdadeiramente nacionais. E parava, basicamente, por aí.

Por outro lado, o discurso de Hitler era tão implacavelmente direitista e oposto aos ideais do comunismo que pôde ser aprovado e reutilizado quase na íntegra por gente como o direitíssimo Plínio Salgado, que liderou no Brasil o movimento integralista – e sustentava:

A direita é a união sagrada em torno da Bandeira da Pátria, das tradições nacionaes, é a virtude, é a castidade, é o heroísmo, é a religiosidade, é a delicadeza de sentimentos, é o pudor individual e collectivo, é o sacrifício, é a honra de uma nação.

Da ineficácia dos rótulos

Toda confusão quanto ao “extremo” definitivo assumido por Hitler no espectro político pode ser rastreada, na verdade, à ineficácia dos rótulos, quer digam respeito a inclinações políticas ou a nomes de partido.

A conclusão final sobre o assunto depende, na verdade, dos critérios que você escolhe para distinguir esquerda de direita, capitalistas de socialistas, ovelhas de bodes. O problema está em que rótulos e definições são, como tudo que é erguido com palavras, coisa maleável e sujeita a infinita manipulação. Ninguém o soube melhor do que Hitler.

No artigo de Roberto Constantino que mencionei acima, o autor escolhe definir um governo de esquerda como sendo caracterizado, basicamente, por uma forte intervenção do Estado.

Sua definição guia inevitavelmente a sua conclusão: pelo critério intervenção estatal, os nazistas foram de fato tão gente de esquerda quanto os stalinistas – ou quase.

O problema com esse argumento é que “forte intervenção do Estado” é definição tão geral que pode ser aplicada a praticamente qualquer governo mais ou menos totalitário, mesmo que não demonstre qualquer inclinação verdadeira para o socialismo. Equivaleria dizer que Luís XV era homem de esquerda, ou que Darth Vader era comunista.

Quem deseja, por outro lado, proteger a santidade do socialismo, argumenta em resposta (e com algum fundamento) que intervenção estatal não caracteriza de forma alguma um governo socialista. Na teoria, o que de fato caracteriza o socialismo é um modo de governo em que os trabalhadores detenham os meios de produção – coisa que não chegou nem perto de acontecer na Alemanha nazista, que se deliciava na iniciativa de até mesmo capitalistas mal intencionados e altruístas como Oskar Schindler.

O problema com essa definição de socialismo é que os trabalhadores não chegaram a “deter os meios de produção” nem mesmo na União Soviética comunista – que não passava, como se sabe, da ditadura de uma aristocracia sobre a massa esmagada dos trabalhadores.

Por esse segundo critério surpreendente, os próprios soviéticos nunca foram, tecnicamente, socialistas ou esquerdistas de verdade. E se Stalin não era comunista, quem terá sido? – algum enfezado pode perguntar. Por mais acurada que seja, portanto, essa minuciosa distinção não nos ajuda a separar as ovelhas dos bodes.

No fim das contas, é a sua definição que determina onde Hitler estava exatamente. São as suas simpatias que reescrevem a história. E, no fim das contas, todo governo totalitário saberá manipular os seus oponentes, reais ou imaginários, de forma a se manter.

Se pressionado, eu definiria esquerdista como quem demonstra alguma simpatia, mesmo que retórica, pelo pensamento de Marx. Essa definição joga imediatamente Hitler, nocauteado, para o lado oposto do ringue – mas mantém os soviéticos, em seu opróbrio, à minha esquerda.

Mas não me tome como exemplo, porque enxergo bem todas as maldições do capitalismo e acredito em muitas formas de socialismo que não são necessariamente marxistas – o que me torna mais um idealista do que um homem de centro.

Um anarquista, graças a Deus.

Paulo Brabo @saobrabo

O samba atravessado do presidente está tocando e alto. É meus amigos, quase amigos e inimigos, o Bolsonaro não começou bem seu mandato presidencial.
Pra começar, ele poderia entrar em licença médica, logo após tomar posse (e dar posse ao seu ministério), fazer a cirurgia da retirada da bolsa (colostomia) e só voltar após a alta médica. Pena.
Não cumpriu a promessa de mudar a nossa embaixada em Israel para Jerusalém. Tão pouco ligou para os votos equivocados nas questões entre árabes e judeus. Seus antecessores votaram sempre a favor dos árabes, principalmente o Temer que descende de libaneses.
O pior foi erro nas escolhas de seus representantes no Congresso. Nunca houve uma mudança de deputados e senadores como aconteceu na última eleição. Com isso ele teria tudo para ter uma folgada margem para apoiar seus projetos. Entretanto, sabe-se lá por que, escolheu dois presidentes carimbados (impróprio para uso) e paus mandados das antigas oligarquias que os antecedeu ou qualquer outra origem do tipo. Salvo engano.
O presidente da câmara, o tal deputado Maia da dinastia Maia que contribuiu enormemente para o progresso do Rio de Janeiro, serviu ao governo Temer e aos juízes do STF como um cão domesticado e aos juízes do STF, como fizeram os antecessores aos outros presidentes, juízes. etc.
Hoje, o Dep. Maia chamou o Ministro Sérgio Moro de funcionário da presidência. Engraçado isso, o cara não se acha um funcionário do legislativo federal. Meu, ele não faz a melhor ideia do que nós, o povo, temos em consideração e agradecimento a ele.
O outro presidente atual do Senado, um tal Davi Alcolumbre do DEM-AP (muito obrigado Dr. Caiado pela indicação) já adiantou que nenhum processo de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes prosperará lá no Senado.
Não sei o que o Bolsonaro fará agora. Insistir com aprovação da tal renovação da previdência será burrice maior ainda, agora, a menos que seus colegas militares levem esses dois caras para um passeio sem volta. Se fosse o Roberto Campos, acho que ele preferiria arrumar dinheiro com os caloteiros e ladrões da previdência do que insistir com esses inimigos mais do que declarados.
Aproveitando a deixa, qualquer um dos presidentes militares do período iniciado em 1964 e terminado em 1986, certamente interviria no STF (como fez o pres. Costa e Silva) exonerando a todos os atuais ( não me lembro de nenhum deles pedindo vistas quando definiram mandar os casos da Lava Jato para a justiça eleitoral ). Sem isso, muito provável que o Doutor Sérgio Moro (Doutor “honores causa” em Direito pela Harvard) deixará seu ministério e irá prestar serviços em lugares melhores do que esse samba atravessado.
A viagem do nosso presidente aos EUA teve algum progresso, mas temo ser pouco para equilibrá-lo no momento. Insisto na questão espiritual que ele não esta tratando como deveria (por favor, Malafaya e Olavo não são espirituais para ajudá-lo nessa questão, pois são humanistas e não dispõem do carisma necessário. Sua esposa seria infinitamente melhor nesse papel , salvo engano.
O batismo do Capitão Jair M. Bolsonaro
Pra terminar, nós o povo estaremos em oração a Deus pelo mandato presidencial do presidente e por ele e sua família.
Sabemos de sua honestidade e lhe queremos bem.

Por

 Hellen Reis Mourão –

 19 mar 2019

Muitos se perguntam qual seria a ligação de Jung com a astrologia. A verdade é que existe uma intensa ligação.

Muitos se perguntam qual seria a ligação de Jung com a astrologia. A verdade é que existe uma intensa ligação.

Para desenvolver o conceito de sincronicidade, Jung se debruçou no estudo do I Ching, mas conforme relata precisou da astrologia, pois esta oferecia uma forma de avaliação mais exata (Jung, 2012).

Seu interesse era tão intenso, a ponto de sua segunda filha, Gret Baumann-Jung, tornar-se a mais famosa astróloga de Zurique e professora de astrologia. No artigo escrito por ela, intitulado O Horóscopo de Jung, publicado pela revista Planeta número 35-A (dedicada ao Centenário do Nascimento de Jung) – Editora Três, São Paulo, 1975:

“Novamente vemos como ele foi fiel ao seu horóscopo. Pouco antes de sua morte, falávamos sobre horóscopos e meu pai notou: O engraçado é que essa coisa danada funciona até mesmo depois da morte. E de fato, logo após sua morte o MC em progressão fez um trígono exato com Júpiter nativo. Num momento como esse pode-se ficar famoso. Seu livro Memórias, Sonhos, Reflexões, então recém-publicado, tornou-se um best-seller.”

Em muitas cartas Jung confessa seu interesse pela Astrologia, como se pode observar em uma carta enviada a Freud em maio de 1911:

“No momento incursiono pela Astrologia, que se revela indispensável para a perfeita compreensão da mitologia. Há coisas realmente maravilhosas e estranhas nesses domínios obscuros. As plagas são infinitas, mas não se preocupe, por favor, com minhas erráticas explorações. Hei de, em meu regresso, trazer um rico despojo para o conhecimento da alma humana. Por longo tempo ainda tenho de me intoxicar de perfumes mágicos a fim de perscrutar os segredos que se ocultam nas profundezas do inconsciente.”

A linguagem é toda simbólica e mitológica, o que foi um prato cheio para Jung compreender ainda mais sobre as camadas subjetivas da psique inconsciente tanto individual quanto coletiva.


Em 12 de Junho de 1911 Jung escreve:

“Prezado Professor Freud, minhas noites são, em grande parte, tomadas pela Astrologia. Faço cálculos, com horóscopos a fim de encontrar pistas que me conduzam ao âmago da verdade psicológica. Há coisas notáveis que certamente não lhe parecerão dignas de crédito. O cálculo da posição dos astros, no caso de uma senhora, indicou um quadro caracterológico perfeitamente definido, com numerosos detalhes biográficos que, todavia, não se aplicavam a ela, mas à mãe dela, a quem as características assetavam como uma luva. E a senhora em questão, sofre de um extraordinário complexo de mãe. Atrevo-me a dizer que a Astrologia se poderá ainda descobrir um dia uma boa parcela de conhecimento que foi intuitivamente projetada nos céus. Há indícios, por exemplo, de que os signos do zodíaco são imagens caracterológicas ou, em outras palavras, símbolos libidinais que representam as qualidades da libido num determinado momento. Cordialmente, JUNG”

Para Jung, era muito clara a ligação do mapa natal com a personalidade. Ele observou que a astrologia consistia de imagens míticas poderosas e a de que forma essas imagens se relacionavam e afetavam a psique do individuo.

Para o Astrólogo André Barbault, Jung escreve:

“Existem muitos exemplos de notáveis analogias entre constelações astrológicas e eventos psicológicos ou entre o horóscopo e a disposição geral do caráter. É até mesmo possível prever até certo ponto, o efeito físico de um trânsito astrológico. Podemos esperar, com considerável certeza, que uma determinada situação psicológica bem definida seja acompanhada por uma configuração astrológica análoga. A astrologia consiste de configurações simbólicas do inconsciente coletivo, que é o assunto principal da psicologia; os planetas são deuses, símbolos dos poderes do inconsciente”

Existem correspondências, inclusive, apontando a forma como a utilizava o mapa natal em análise, especialmente com clientes com as quais tinha um entendimento difícil do processo.

Em uma carta para o Professor B V. Raman, de setembro de 1947, ele diz:

“Como sou psicólogo, estou principalmente interessado na luz particular que o horóscopo derrama sobre certas complicações existentes no caráter. Nos casos de diagnóstico psicológico difícil, eu normalmente providencio um horóscopo para poder ter um ponto de vista partindo de ângulo inteiramente diferente. E digo que muitas vezes descobri que os dados astrológicos elucidam certos pontos que eu de outro modo não teria sido capaz de entender.”

A astrologia, com suas imagens míticas, permite a personificação dos arquétipos na forma do mapa natal individual.

Conforme Von Franz (1995):

“As constelações astrológicas representam o inconsciente coletivo: são imagens dos arquétipos projetadas no céu. O horóscopo natal revela uma combinação individual e específica de elementos arquetípicos – isto é, coletivos – semelhante ao caráter coletivo de fatores biológicos hereditários; mas, no indivíduo, esses traços aparecem numa combinação individual. A combinação dos astros no horóscopo indica, em boa medida, as características do indivíduo e seu destino psíquico.”


Mais do que uma projeção de aspectos do inconsciente coletivo, o mapa natal seria a encarnação de forças arquetípicas na vida humana.

Todas as nossas experiências psíquicas, tanto subjetivas quanto objetivas, são arquetípicas. São personalizações dos arquétipos.

As 12 casas astrológicas, no mapa astral, representam as áreas da vida humana, comum a todos os seres humanos. Em cada setor de nossa vida temos nossa forma pessoal de manifestação, pois cada casa possui uma energia, ou seja, um signo. E algumas são povoadas com planetas.

Os signos estão representados por constelações zodiacais associadas a uma imagem mitológica, assim como os planetas.

Ou seja, cada área da nossa vida contém uma imagem arquetípica, sinalizando um esforço do arquétipo para alcançar a encarnação pessoal por meio da vida humana.

Conhecer nosso mapa natal é uma forma do ego se conscientizar a respeito das energias arquetípicas que estão se manifestando em cada setor da vida. Dessa forma o ego pode colaborar ativamente para a manifestação e a realização dos arquétipos em sua encarnação pessoal.

Essa consciência traz sentido à vida, pois se trata da manifestação da nossa personalidade mais profunda que o ego.

Jung cita que a alma como Anima Mundi, a Alma do mundo, é um elemento redondo, que gira. O mapa em forma de mandala, redondo representa a roda do universo que gira ao redor de um eixo.

A forma mandalica do mapa, simbolicamente representa a totalidade da vida humana.

A Cruz contida em seu interior, representa a ligação do macrocosmo com o microcosmo (linha vertical) e a linha horizontal, a matéria e o espírito. A cruz une céu e terra. Ela é o grande mediador entre o ego e o Self.

Para finalizar, a Astrologia fez parte do interesse de Carl Jung e foi de grande importância na compreensão de aspectos psicológicos na clínica. Portanto, trata-se de uma ferramenta de análise profunda, se utilizada seriamente.

***

Referências bibliográficas:

FREUD, S. A correspondência completa de Sigmund Freud e Carl G. JUNG – William McGuire (organização) – Rio de Janeiro; Imago, 1993JUNG, C.G – Letters Volume I 1906- 1950. Volume II 1951 – 1961 USA; Princeton University – 1973.

JUNG, C.G. – Aion. Petrópolis, Vozes, 2012.

JUNG, C.G. – Sincronicidade; Petrópolis. Vozes, 2012.

VON FRANZ, M. L. Os sonhos e a morte – uma interpretação junguiana. São Paulo. Cultrix, 1995.

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Quem matou em Suzano?

Colégio Prof. Arthur Brasil

Quem matou em Suzano?

Psicopatas? Vermelhos? Terroristas? Adictos? Imbecis?

Antes de mais nada, enviar um comentário proibido lá no feicibuqui. Seguinte, se houvesse alguém (policial, segurança, zelador, professores, funcionários, etc.) armado para proteção de alunos, etc., essa imbecilidade talvez não fosse tão grave ou nem acontecesse. O presidente está certo mais uma vez, e seus oponentes, babacas como sempre.

Já deu para perceber qual seria a resposta, pois todos esses são imbecis de carteirinha. Quando vejo um deles, procuro passar de largo. Agora, estão dizendo por aí: psicopatas não se matam, pois quererem saborear seus feitos. Vermelhos? Além de serem psicopatas, em sua maioria, acreditam ser mais espertos em relação aos demais, então sobrou para a denominação terrorista. Nesse caso, os matadores dos outros e deles mesmos, esqueceram da bandeira pela qual estariam “aterrorizando”.

Nessa linha e antes desse, lembro-me daquele cara no cinema metralhando todo mundo. Depois um terrorista, também sem bandeira, entrou em uma escola, matou um monte e foi morto lá mesmo, no Rio de Janeiro. Aos poucos estamos caminhando para fazer parte dos países onde essas coisas acontecem.

 Os adictos são os mais presentes. Vendem e usam. Pra vender, precisam fazer a cabeça da clientela. Os “bullyings” estão ligados a eles, mais do que outros alunos. Completamente imbecis e perigosos.

Certas empresas de televisão e/ou vídeo teimam em publicar “ipsis litteris” os horrores realizados por todos esses realizados. Também acontece nos EUA, então tá tudo bem. Tá não.

Sabe, nós seres humanos (caso não sejamos reptilianos) somos meio fracos. Basta alguém nos contrariar e já começamos elucubrar uma boa duma vingança.  Tem um cara que não me convidou para o casamento dele. Burro, sou conhecido por dificilmente dar o ar de minha graça em casamentos. Nesse caso, então… Quando ele casou a primeira vez, fez a besteira de não me convidar e eu fiz o óbvio, não fui. O problema agora é se eu for sem convidado…

Onde estava mesmo? Ah, sim, o caso da escola, mais uma vez podemos ver como a igreja faz mal, infelizmente a igreja de hoje está como nos tempos de Lutero, ou seja, estão pregando a graça medíocre, como no tempo dele.

A família é um tal de mulher empoderada, igualdade de gêneros, sei lá, mais o que; homens só pensam em churrasquinho do fim de semana, sempre de olho na vizinha e nunca sabem por onde andam filhos e filhas (Com isso, os Ubers aproveitam delas).

“Escolas e professores estão trabalhando para outros fins. Se tivesse filhos em idade escolar agora, não os sujeitaria a esses antros onde nunca se sabe o que acontecerá com eles.

Em 1993, por questões de gestão, acabei indo dar aulas no Km 26 da Anhanguera. Com isso tínhamos: o segurança, a Diretora, uma outra professora que dava aulas de Português, Matemática e outra matéria que não lembro. Eu dava aulas de Educação Física, geralmente na quadra (um espaço cimentado com poste de luz, mas com as lâmpadas queimadas ou quebradas.  Nem traves havia). Meu horário ia até as 19hs, mas com o fim do horário de verão, as 18hs já estava escuro.

Entretanto, a diretora me mandou ficar com uma classe, nesse horário, que deveria ter aula de Inglês e a professora não estava disponível, nesse horário. Esclareci o fato de eu ser profissional de E. Física e não de Inglês. No dia seguinte, meu super fusca da hora, teve o cabo do acelerador quebrado, durante a viagem de ida. Parei no acostamento da estrada e dei um jeito. Mas perdi um bom tempo e sujei as minhas mãos.

Ao entrar na escola, fui à diretora expor o acontecido, ainda com as mãos cheias de graxa. Mas ela disse que me daria falta e solicitaria o desconto da aula não dada. Um erro crasso para uma diretora que só tinha dois professores.

Olhei para ela com minha cara 16 (sorriso nos cantos da boca) e disse-lhe: Termina aqui o nosso caso. Aproveita e pede minha exoneração. Voltei para o fusca e sumi de lá. Me disseram, depois, que até o fim do ano ela achava que eu voltaria, pois ela não me exonerou.

De lá para cá, houve grande mudança nas escolas, ou seja, ficou infinitamente pior.

As escolas estão a serviço dos globalistas, comunistas, sei lá quem mais. Professores babando ovo para o “maior pedagogo brasileiro”, segundo eles mesmos, o tal Paulo Freire. O resultado é esse. Pode esperar que outras situações assim acontecerão, seja qualquer um desses ou outros, é só aguardar.

Tomara que eu esteja equivocado.

 

 

Mais um adeus, digo Adiós Nonino

Música de Astor Piazzolla
Fonte: Google
 POEMA DE:
 
Adios Nonino
De uma estrela a cintilar …
Eu ficarei com sinais,
À luz da eternidade
Quando eu chamar, irei.
Para pedir que a criança
Com sua morte eu o perdi,
Com o “Nonino” Eu estava …
Quando eu digo, venha aqui …
Renascer … porque …
 
Eu sou …! raiz do país, que fez sua argila,
Eu sou …! sangue e pele, o “metano” que, ele me deu sua semente …
Good-bye “Nonino” … tanto tempo sem você, vai liderar o caminho.
Dor, a tristeza, a tabela eo pão …!
E o meu adeus … ay …! meu adeus, seu amor, seu rapé, o seu vinho.
Que …? cruelmente roubou minha metade a tomar “Nonino” …
Talvez um dia, eu olho para trás …
 
Assim como você, dizer adeus … não vai …!
 
(Recitação)
 
E hoje meu velho (para mim nosso filho) “Nonino” é uma planta.
É leve, o vento e o rio …
Este substitui o fluxo de mina,
Estendendo meu ser, o seu desafio.
Acontece-me no sangue, eu acho.
E eu me sinto na minha voz, o seu próprio eco.
Esta voz que uma vez que soava oco
Quando eu disse adeus … bye “Nonino”.
 
Eu sou …! raiz do país, que fez sua argila,
Eu sou …! sangue e pele, o “metano” que, ele me deu sua semente …
Good-bye “Nonino” …! deixe o seu dom, emprega meu destino.
O seu ardor destemido, o seu credo de amor.
E que o desejo … ay …! o seu desejo, para semear esperança na estrada.
Eu sou o seu favo de mel e essa queda de sal, agora você chorar “Nonino”.
Talvez no dia em que cortei meu string,
Eu vou ver e saber … não tem fim.
§§§§§
Não encontrei um significado único para “Nonino”. Mais provável  fosse um pai ou avô e até um filho. Mas, então, depois que Borges escreveu o poema e Astor Piazzolla musicou, muitos como eu, encontram nele as palavras exatas que gostaríamos de dizer ao nosso Nonino, para mim, nosso Menino perdido.

 

Teólogo alemão e resistente

Fonte: Christianity Today

“Graça barata está pregando o perdão sem requerer arrependimento, batismo sem disciplina na igreja, comunhão sem confissão … Graça barata é graça sem discipulado, graça sem a cruz, graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado.”

“O tempo é cumprido para o povo alemão de Hitler. É por causa de Hitler que Cristo, Deus o ajudador e redentor, se tornou efetivo entre nós … Hitler é o caminho do Espírito e a vontade de Deus para o povo alemão entre na Igreja de Cristo “. Então falou o pastor alemão Hermann Gruner. Outro pastor disse de maneira mais sucinta: “Cristo veio a nós através de Adolf Hitler”.

O povo alemão ficou tão desanimado depois da derrota da Primeira Guerra Mundial e da subsequente depressão econômica que o carismático Hitler pareceu ser a resposta da nação à oração – pelo menos para a maioria dos alemães. Uma exceção foi o teólogo Dietrich Bonhoeffer, que estava determinado não apenas a refutar essa idéia, mas também a derrubar Hitler, mesmo que isso significasse matá-lo.

Do pacifista ao conspirador

Bonhoeffer não foi criado em um ambiente particularmente radical. Ele nasceu em uma família aristocrática. Sua mãe era filha do pregador na corte do Kaiser Wilhelm II, e seu pai era um proeminente neurologista e professor de psiquiatria na Universidade de Berlim.

Todas as oito crianças foram criadas em um ambiente liberal, nominalmente religioso, e foram encorajadas a se interessarem pela grande literatura e pelas belas artes. A habilidade de Bonhoeffer no piano, na verdade, levou alguns em sua família a acreditar que ele estava indo para uma carreira na música. Quando, aos 14 anos, Dietrich anunciou que pretendia se tornar ministro e teólogo, a família não ficou satisfeita.

Timeline

1885

Hipótese documentária de Wellhausen

1886 O movimento voluntário estudantil começa
1895 Freud publica primeiro trabalho sobre psicanálise
1906 Dietrich Bonhoeffer nasceu
1945 Dietrich Bonhoeffer morre
1951 Cartas e artigos de Dietrich Bonhoeffer da prisão

Bonhoeffer se formou na Universidade de Berlim em 1927, aos 21 anos, e depois passou alguns meses na Espanha como pastor assistente de uma congregação alemã. Então, voltava para a Alemanha para escrever uma dissertação, que lhe garantiria o direito a uma nomeação universitária. Ele então passou um ano na América, no Union Theological Seminary de Nova York, antes de retornar ao cargo de professor da Universidade de Berlim.

Durante esses anos, Hitler subiu ao poder, tornando-se chanceler da Alemanha em janeiro de 1933, e presidente um ano e meio depois. A retórica e as ações antissemitas de Hitler se intensificaram – assim como sua oposição, que incluía nomes como o teólogo Karl Barth, o pastor Martin Niemoller e o jovem Bonhoeffer. Juntamente com outros pastores e teólogos, eles organizaram a Igreja Confessante, que anunciou publicamente em sua Declaração de Barmen (1934) sua lealdade a Jesus Cristo: “Nós repudiamos o falso ensino de que a igreja pode e deve reconhecer outros acontecimentos e poderes, personalidades e verdades como revelação divina ao lado desta única Palavra de Deus … “

Enquanto isso, Bonhoeffer escrevera The Cost of Discipleship (1937), um chamado a uma obediência mais fiel e radical a Cristo e uma severa repreensão do cristianismo confortável: “Graça barata está pregando perdão sem requerer arrependimento, batismo sem disciplina na igreja, comunhão sem confissão…… Graça barata é graça sem discipulado, graça sem a cruz, graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado ”.

Durante esse período, Bonhoeffer estava ensinando pastores em um seminário subterrâneo, Finkenwalde (o governo proibiu-o de ensinar abertamente). Mas depois que o seminário foi descoberto e fechado, a Igreja Confessante tornou-se cada vez mais relutante em falar contra Hitler, e a oposição moral se mostrou cada vez mais ineficaz, de modo que Bonhoeffer começou a mudar sua estratégia. Até então, ele havia sido pacifista e tentara se opor aos nazistas por meio de ação religiosa e persuasão moral.

Agora ele se inscreveu no serviço secreto alemão (para servir como um agente duplo – enquanto viajava para conferências religiosas na Europa, ele deveria estar coletando informações sobre os lugares que visitava, mas estava tentando ajudar os judeus a escapar dos nazistas). opressão). Bonhoeffer também se tornou parte de uma conspiração para derrubar e depois assassinar Hitler.

Como suas táticas estavam mudando, ele tinha ido para a América para se tornar um palestrante convidado. Mas ele não conseguia se livrar do sentimento de responsabilidade por seu país. Poucos meses depois de sua chegada, ele escreveu o teólogo Reinhold Niebuhr: “Eu cometi um erro ao vir para a América. Eu devo viver este período difícil em nossa história nacional com o povo cristão da Alemanha. Eu não terei o direito de participar do reconstrução da vida cristã na Alemanha depois da guerra, se eu não compartilhar as provações desta época com o meu povo “.

Bonhoeffer, embora tivesse conhecimento de várias tramas da vida de Hitler, nunca esteve no centro dos planos. Eventualmente, seus esforços de resistência (principalmente seu papel no resgate dos judeus) foram descobertos. Em uma tarde de abril de 1943, dois homens chegaram em um Mercedes preto, colocaram Bonhoeffer no carro e o levaram para a prisão de Tegel.

Reflexões radicais

Bonhoeffer passou dois anos na prisão, correspondendo a familiares e amigos, pastoreando companheiros prisioneiros e refletindo sobre o significado de “Jesus Cristo para hoje”. Com o passar dos meses, comecei a delinear uma nova teologia, escrevendo linhas enigmáticas inspiradas em suas reflexões sobre a natureza da ação cristã na história.

“Deus se deixa empurrar para fora do mundo para a cruz”, escreveu ele. “Ele é fraco e impotente no mundo, e esse é precisamente o caminho, o único caminho, no qual ele está conosco e nos ajuda. [A Bíblia] … deixa bem claro que Cristo nos ajuda, não em virtude de sua onipotência mas em virtude de sua fraqueza e sofrimento … A Bíblia dirige o homem para a impotência e o sofrimento de Deus; somente o sofrimento de Deus pode ajudar. “

Em outra passagem, ele disse: “Ser cristão não significa ser religioso de uma maneira particular, fazer algo de si mesmo (um pecador, um penitente ou um santo) com base em algum método ou outro, mas ser homem – não um tipo de homem, mas o homem que Cristo cria em nós. Não é o ato religioso que faz o cristão, mas a participação nos sofrimentos de Deus na vida secular “.

Por fim, Bonhoeffer foi transferido de Tegel para Buchenwald e depois para o campo de extermínio de Flossenbürg. Em 9 de abril de 1945, um mês antes da rendição da Alemanha, ele foi enforcado com outros seis opositores.

Uma década depois, um médico do campo que testemunhou o enforcamento de Bonhoeffer descreveu a cena: “Os prisioneiros … foram retirados de suas celas e os veredictos da corte marcial leram para eles. Através da porta entreaberta em um quarto das cabanas, Vi o pastor Bonhoeffer, antes de tirar a roupa da prisão, ajoelhando-se no chão orando fervorosamente ao seu Deus, fiquei profundamente comovido com a maneira pela qual esse amável homem orou, tão devotado e tão certo que Deus ouviu a sua oração. ele rezou uma oração e depois subiu os degraus para a forca, corajoso e composto, e sua morte se deu em poucos segundos: nos quase 50 anos em que trabalhei como médico, quase nunca vi um homem morrer tão completamente. submissa à vontade de Deus “.

A correspondência de Bonhoeffer na prisão acabou sendo editada e publicada como Cartas e Documentos da Prisão , o que inspirou muita controvérsia e o movimento “morte de Deus” dos anos 60 (embora Eberhard Bethge, amigo íntimo e principal biógrafo de Bonhoeffer, tenha dito que Bonhoeffer não implicava tal coisa). Seu “Custo do Discipulado”, assim como a “Vida Judaica” (sobre a comunidade cristã, baseada em seu ensino no seminário subterrâneo), permaneceram clássicos devocionais.

 

 

  1. O mais alto grau de conhecimento é contemplar o porquê. Questionar-se é o começo do caminho para a sabedoria.

Sócrates queria que não aceitássemos absolutamente nada e questionássemos tudo. Este filósofo pensou que as palavras mais poderosas do universo eram “Por quê?”. Quando começamos a questionar tudo o que sempre demos por certo, nossa percepção do mundo muda, nos movemos para um nível mais elevado de autoconhecimento.

  1. A verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.

Para Sócrates, a sabedoria não é uma meta que é alcançada, mas um caminho que é percorrido. Aqueles que não reconhecem sua ignorância nem embarcam nesse caminho, limitam-se e se contentam com o que sabem. Pelo contrário, reconhecer a ignorância e fazer perguntas é a única maneira de crescer e descobrir novos horizontes.

  1. Às vezes você tem que levantar paredes, não para afastar as pessoas, mas para ver quem se importa o suficiente para derrubá-las.

Para Sócrates, a amizade era algo tão valioso que precisava ser cultivada com paciência. Devemos escolher amigos de maneira inteligente e permitir que aqueles que realmente valham a pena passem para o nosso círculo íntimo. De fato, ele também costumava dizer que “amigos são como dinheiro, antes de precisarmos deles devemos saber o valor”.

  1. A maneira de se conseguir boa reputação reside no esforço em se ser aquilo que se deseja parecer.

Numa sociedade em que as aparências são cada vez mais importantes e em que muitos levam uma vida dupla “feliz” nas redes sociais que pouco ou nada têm a ver com sua realidade, essa frase de Sócrates tem mais validade do que nunca. Trata-se de se tornar sua melhor versão, sendo autêntica melhorando a cada dia um pouco.

  1. O segredo da mudança é concentrar toda a sua energia, não para lutar contra o passado, mas para construir tudo de novo.

Muitas pessoas ficam presas no sofrimento porque não conseguem fazer as pazes com o passado. No entanto, só podemos mudar quando pudermos olhar para o futuro. Com essa frase, Sócrates nos encoraja a parar de desperdiçar energia em culpa e recriminações por coisas que não podemos resolver e aprender a concentrar essa energia na construção do futuro que queremos.

  1. A mentira vence truques, mas a verdade vence o jogo.

Mais cedo ou mais tarde, as mentiras vêm à luz. A única mentira que não é descoberta é aquela que não é dita, por isso é sempre melhor manter a verdade. Lembre-se que muitas vezes uma mentira leva à outra, de modo que são criadas situações complicadas que serão virtualmente impossíveis de obter sucesso.

  1. Começar bem não é pouco, mas também não é muito.

O primeiro passo não leva você aonde você quer ir, mas leva você de onde você está. Não há dúvida de que o primeiro passo é importante, mas Sócrates nos adverte a continuar andando. Se não o fizermos, ficaremos no meio do caminho, com o cansaço da jornada e os sonhos desfeitos pelo que não ousamos deixar.

  1. Uma vida sem exame não merece ser vivida.

Sócrates se referiu à importância de se examinar, mantendo uma atitude crítica em relação às nossas ações. O filósofo acreditava que deveríamos nos preocupar em crescer porque o objetivo final da vida deveria ser tornar-se a melhor pessoa que podemos ser. E não podemos alcançá-lo se não realizarmos atos de introspecção.

  1. Eu não posso ensinar nada a ninguém, só posso fazê-los pensar. (A minha preferida LHM)

Essa frase de Sócrates é muito interessante porque chama a atenção para a necessidade de cada pessoa aprender por conta própria e chegar a suas próprias conclusões. Também nos alerta que, em muitos casos, ajudando e fingindo fazer o bem, estamos privando as pessoas de sua capacidade de pensar, decidir e seguir seu próprio caminho, cometendo seus erros, que serão a base do aprendizado.

  1. Quando o debate é perdido, a calúnia se torna a ferramenta do perdedor.

Com esta declaração, Sócrates adverte-nos da importância de perder dignidade e ser inteligente o suficiente para não dar a dica quando o nosso interlocutor, em vez de usar argumentos razoáveis, simplesmente recorreram à calúnia, porque é a única ferramenta descrédito que permanece.

  1. Grandes mentes discutem ideias, mentes medíocres discutem eventos, mentes fracas discutem sobre as pessoas.

Em uma discussão, devemos ter certeza de manter as emoções sob controle e discutir apenas ideias. Quando o debate acontece no nível pessoal ou no valor de outras pessoas, perdemos completamente o nosso caminho.

  1. Toda ação que traz prazer tem um preço.

Tudo na vida tem um preço. É uma ilusão fingir ter tudo sem dar algo em troca. Quando assumimos isso antes, estaremos mais dispostos a avaliar se o preço de algumas coisas é justo ou se estamos dispostos a pagá-lo.

  1. A inveja é a úlcera da alma

A inveja corrói lentamente, impedindo que o sofredor desfrute de sua vida, porque ele é egoísta demais, comparando-se com a vida levada pelos outros e contando seus dons, em vez de sentir-se grato pela sua própria. De fato, a inveja é como beber veneno, na esperança de que seja a outra pessoa que morre porque, na realidade, o único dano é sofrido pela pessoa invejosa.

  1. Se você não consegue o que quer, você sofre. Se você consegue o que não quer, você sofre. Mesmo quando você consegue exatamente o que quer, você ainda sofre porque sabe que não pode tê-lo para sempre. Sua mente cria essa situação. Ela quer estar livre da mudança e não entende que a mudança é lei e nenhuma pretensão alterará essa realidade.

Vemos a realidade como somos, através de nossas expectativas, o que significa que em muitas ocasiões o sofrimento ou a felicidade são autoprovocados. É por isso que Sócrates defendia que deveríamos aprender a nos conhecer melhor e aceitar a mudança como parte do fluxo natural da vida.

  1. Aqueles que não estão felizes com o que eles têm, não serão felizes com o que eles gostariam de ter.

Sócrates se referiu à necessidade de sentir-se satisfeito e feliz aqui e agora, não para adiar a felicidade para as posses que poderiam vir no futuro. Nossas necessidades sempre crescem, por isso, mesmo que tenhamos sempre um novo objetivo, devemos ter certeza de desfrutar a felicidade no presente. Afinal, a chave é não ter mais, mas aproveitar mais do que já temos.

Via Rincón de la Psicología

 

 

Convém não confundir alho com bugalho, já dizia o filósofo sem diploma Vicente Matheus.

Embora tenha tido uma certa militância nos meios evangélicos, não me lembro de ter conhecido a atual ministra Damares.

A Folha de S. Paulo, jornal a caminho da extinção, e sem ter o que fazer, saiu checando a formação acadêmica da ministra e não encontrou o certificado do mestrado que ela alegou possuir. Depois, não encontraram a OAB dela. Não fica claro se a Folha chegou a verificar em todas as OABs (elas são estaduais). Meio escondido, eles descobriram que ela é graduada na Faculdade de Direito de São Carlos e em pedagogia pela Faculdade Pio Décimo. Mas a estão tratando como se não tivesse diploma algum, como fez a outra mulher.

Até que ela não está tão mal, se lembrarmos dos ministros de Lula e Dilma, onde não faziam questão de diplomas para ocupar cargos no governo, começando pelos presidentes e ministros.

Há um grupo liderado por um tal Bugalho questionando, pois parece entender que filósofo só se for graduado por alguma escola. Provavelmente ele é graduado em filosofia, espero. Coitados dos filósofos gregos (Sócrates, Platão, Aristóteles, Sêneca, etc.) todos auto-didatas. Digo isso, afinal esse fedelho está difamando o filósofo Olavo de Carvalho, chamando-o de charlatão.

Sócrates

Muitos já empreenderam essa tarefa e se deram mal, a perceber que o Olavo, de fato, sabe do que está falando, escrevendo, etc. Obviamente o bagulho, digo Bugalho está fazendo insulto vertical. Nos tempos áureos dos blogs, fazíamos isso também. Trata-se de um atalho para nos tornar famosos mais rápido, insultando os caras já famosos.

Para encerrar, o Bugalho é um baita preconceituoso em relação aos cristãos evangélicos, sempre chamando-os de fundamentalistas. A maioria dos evangélicos não é militante político, apesar da chamada bancada evangélica, etc.  Os evangélicos deram, mundo a fora, milhares de vidas por causa do preconceito inaugurado por Karl Marx contra nós.

Esse menino precisa de uns bons puxões de orelha para aprender a viver em um país democrático onde há diferenças e é preciso respeito. Nós não matamos, nós oramos a Deus e respeitamos a constituição, um degrau abaixo.

Nós aguentamos vocês no governo por mais de quinze anos sem nenhum tipo de agressão, apesar de toda a corrupção que seus representantes realizaram como nunca, seja como for.

Conseguimos eleger um presidente pelo voto, apesar das urnas eletrônicas, dessa vez sob a fiscalização dos técnicos do CTA e deu certo. Agora é a nossa vez. Nas próximas eleições vocês podem tentar eleger um candidato, se é que algum dos tais sobre depois de todos os casos da Lavajato encerrados.

Se a Damares mentiu sobre sua formação, cabe a ela ponderar se deve entregar o cargo. Se ela me perguntasse eu aconselharia a cair fora.

A Dilma também foi pega com a lorota de que tinha mestrado em economia e não tinha. Nem por isso renunciou a presidência, sem esquecer o Nine, cujo primeiro diploma dele foi o de presidente. Nem do primário ele tem. Depois a Universidade de Coimbra conferiu um “Doutor Honoris Causa” (pode ter sido por ter dado nossa telefonia de graça para a Telepar) para ele, e isso não é nenhuma piada de português, é sério. Os portugueses já puseram o ex-primeiro ministro deles no xilindró, por causa desse detalhe.

Arrisco um conselho para o Bugalho, para a Folha e demais comunistas: “sejam assertivos”, ao invés de tentar o método de Lenin (Vladimir Ilyich Ulyanov) copiado pelo Chê (Ernesto Guevara), sendo destrutivos .

A rota que estão escolhendo não os levará a lugar nenhum, acreditem.

Olavo de Carvalho

Filósofos e filosofia são antagonistas muito antigos. Certa vez, o Dr. Zenon Lotufo Jr me disse: depois dos gregos não aconteceu nada novo nos meandros filosóficos. Abordagens, métodos, etc., sim, surgiram muitos até os nossos dias.

Temos visto no Brasil e em muitos outros países escritores, professores e pessoas se auto intitulando filósofos. Alguns até parecem com um filósofo, outros mencionam a filosofia em suas prédicas e acabam sendo reconhecidos como tal. Não entendo porque as pessoas teimam em encontrar algum meio de sobressair em seus meios. Nesse caso, a filosofia acaba sendo uma das escolhas mais comum.

No primário, ginásio e científico (modificado pelo pessoal da educação e cheios de filosofia para fundamental e médio) passei longe da filosofia. Meus professores de vocacional eram fracos em filosofia. Imagine, nós fomos obrigados a ler “A Casa das Bonecas” por obrigação de uma professora de português fascista. Fora a tríade toda do José de Alencar e sem falar dos livros do Fernando Sabino e Mário de Andrade e seu Macunaíma. Filosofia mesmo, nada.

A PUC São Paulo resolveu abrir curso de Educação Física e fiz o vestibular para isso em 1971. Passei bem colocado e em 1972 comecei. Logo de saída, a PUC inovou nos colocando no Curso Básico. Ao invés de nos juntar ao pessoal das ciências, nos juntaram ao pessoal de humanas. Nosso Curso Básico incluiu Metodologia Cientifica, Psicologia, Antropologia e Problemas filosóficos e teológicos do homem contemporâneo. Cara, me esbaldei, sobretudo em MC e APFTHC. A matéria ligada à Filosofia com Teologia foi dez.

Infelizmente, no curso de Educação Física, embora fosse excelente aluno, várias vezes o melhor da turma, acabei batendo de frente com o coordenador por causa de um acontecimento estranho com a professora de psicologia do curso básico, no primeiro semestre. Ai o coordenador marcou uma reunião comigo e não apareci. Era dezembro, o sol já estava excelente para o clube, imagine se eu trocaria isso por uma reunião babaca com um imbecil igualmente babaca.

Olavo de Carvalho

Então, apareci lá numa segunda-feira, pois era a última reunião dos professores para resolver as pendências. Ninguém me convidou, fui por ir. Eles atenderam todos e não me chamaram. Dei meia volta para ir embora quando ouvi a voz do coordenador me chamando. Ele não me convidou a entrar na sala como os outros e me perguntou o que eu estava fazendo lá. Então disse: “Você foi reprovado. Fiquei te esperando no dia marcado e você não apareceu”.

Fiquei olhando fixo nos olhos dele. Acho que ele ficou com medo, então. Também poderia ter ficado com medo, mas minha calma não me permitia ser violento, mesmo nas piores situações. Poucas vezes perdi a calma na minha vida, mas nunca para machucar ninguém. Virei as costas e fui embora. Nunca mais vi aquele pateta. Tranquei minha matricula e resolvi estudar engenharia mecânica na FATEC. Fiquei lá um ano para perceber falta de talento para aquilo, então voltei para Educação Física, mas não na PUC, aliás, o curso de EF havia fechado por lá, também, com aqueles caras no comando, só poderia dar errado. Mas o Curso Básico valeu. Depois dele, fiquei filosófico.

Mas foi só quando fui fazer Teologia na Faculdade Batista de São Paulo quando encarei não apenas a Teologia Cristã Protestante, também a Filosofia, começando pela Introdução à Filosofia. Estudei os gregos (Sócrates, Platão, Aristóteles, Sêneca) Cícero (de Roma), os embates entre Kierkegaard (um dos meus prediletos e um gênio incomparável), Schopenhauer (outro predileto, me legou vários conhecimentos, entre eles, seu livro “A Arte de Escrever” se onde recebi a melhores lições dele), Friedrich Nietzsche (outro, embora preferisse ser contado como um filólogo), Hendel ( antagonista frustrado de Kierkegaard, coitado) e vai por aí. Nessa altura, já estava andando com meus próprios pés e havia deixado, o meu caro professor de Introdução à filosofia, professor e pastor Irland Pereira Azevedo.

Com tudo isso, não galguei nada além de uma base mínima de filosofia. Aprendi ontologia, metafísica, etc, enfim a divisão da filosofia: Teoria da Ciência, Teoria dos Valores e Concepção do Universo. Ano passado, fui entrevistado com vistas a um cargo em uma ONG cristã e meu entrevistador me perguntou por que estudar Astronomia. Sorri quando ouvi a pergunta e respondi “bom, primeiro porque eu deveria ter seguido  em direção a ela e, depois, porque a filosofia e a teologia me encantaram como a Astronomia. Deus é o Senhor do Universo, sem dúvida”.

Interessante a virada ocorrida no Brasil com a eleição para presidente de 2018, com a saída dos comunistas vermelhos e o levante dos chamados “conservadores” (liberais capitalistas e militares). Não foi uma tomada com sangue. Antes, foi uma tomada de poder pacífica, no voto e, acima de tudo, uma conquista liderada pelo filósofo Olavo de Carvalho, dinamitando as crenças marxistas e gramscistas plantadas nos ditos pilares da nossa sociedade ( Igreja, família, escola, mídia e governo).

Só agora, começam a levantar ditos filósofos de carteirinha, chorando o choro dos perdedores, os quais insistiam em colher uma revolução armada, cheia de gente morta, confisco de propriedades, proibição religiosa e todo o modelo Leninista. Engraçado, os caras também conseguiram ganhar o governo via eleição, embora tenham fraudado os pleitos utilizando urnas eletrônicas manipuladas e, mesmo assim, ainda pretendiam fazer uma revolução sangrenta.

Esses filósofos de universidades brasileiras (das piores nos ranques mundiais) foram engolidos por um filósofo formado em jornalismo e astrologia, mas um leitor de filosofia compulsivo, falo ainda do Olavo de Carvalho. Meu melhor aprendizado veio nos tempos de professor de Teologia e por que não, da Educação Física, também. Aí vale a máxima: “a diferença entre o professor e o aluno está no fato do professor estudar a aula primeiro e o aluno depois”. Nos últimos anos, tenho me divertido com ele e mais alguns outros, como o José Monir Nasser (p.ex. A Arte de Ler; As sete artes: “Retórica, Lógica e gramática” etc.).

O Olavo percebeu o vácuo e entrou na brecha. Compôs um personagem bem agressivo, usando palavrões, fumando o tempo todo, se já não era assim, mas contribuiu para conseguir os ouvidos carentes de direção.

De alguma forma, ele acredita em Deus, na versão católica, isso ajudou de alguma maneira e logrou êxito. Nem sempre o dinheiro resolve tudo. Às vezes, até uma mula pode ser usada por Deus, quando necessário. Por que não um homem experiente, bom leitor não poderia fazê-lo?

Nas previsões do Lou para 2019 acontecerão muitas coisas. Não ria, ainda.

Uma parte dos dias será de muito sol, já em outros haverá chuva, às vezes fortes, chegando a tempestades e em outas vezes, um chuvisco chato. No inverno fará frio, no outono as folhas cairão, no verão aquele calorzão e na primavera oh! As flores farão o show.

Calma, só estou esquentando o adivinho presente nas profundezas da minha alma. Bonito né?

Ah, nascerão muitos bebes nas maternidades e até fora delas. Infelizmente, muitos velhinhos dirão adeus ao planeta Terra. Alguns fora de época também farão a passagem pro além. Infelizmente alguns com todos os requisitos para ir, ficarão, para azar nosso.

Falando como espiritual a espirituais, Deus continuará pescando em alto mar. Na caixa postal Dele, só aquele recadinho: Estou pescando. Jesus também tinha essa mania. Enquanto isso, os anjos tratarão de fazer o melhor possível, mas falharão miseravelmente muitas vezes, especialmente o anjo Raniel. Ele não é e nunca foi meu anjo protetor. Ele foi designado para proteger meu filho Thomas e aproveitava para me dar umas dicas e trazer minha correspondência do céu. Como já expliquei, meu anjo protetor foi designado a um tal de Ed por falta de anjos e eu fui para o serviço público de proteção do Céu, uma espécie de INSS celestial e aí você já faz uma ideia.

O Raniel sempre chegava atrasado, geralmente com as roupas rasgadas, cabelos desgrenhados e mãos esfoladas. Ele é do tipo cujo caráter manda fazer de tudo para não entrar em uma briga, mas se entrar, não sair antes de acabar com o inimigo. Dizem que ele é muito amigo do anjo de Daniel. O fato é, ele não apareceu na ultima cirurgia e nem no período de UTI e resultado vocês já sabem. Aí veio com desculpas esfarrapadas, enfim acabei perdoando-o, mas a amizade ficou prejudicada, até hoje não temos a mesma liberdade de antes, apesar dele ter dado uma força enorme nas outras duas cirurgias e em algumas frias nas quais me envolvi. Para azar dele, eu recebi o dom de me comunicar com os anjos, além de vê-los por aí.

O Raniel me ensinou o seguinte: Cirurgias realizadas pela medicina humana só dá certo quando um anjo dá uma força na cirurgia, seja de extração de calos ou de correção das cardiopatias congênitas. Os calistas que o digam.

Voltando às previsões, antes de mais nada, devo informar o seguinte: Há dois tipos de prognósticos para todos os terráqueos efetivos: 1) aqueles contendo pecados não confessados ou mal confessados terão um ano complicado em 2019. 2) Já os terráqueos réus confessos de seus pecados até aqui, sejam os grandes e também os pequenos e tenham recebido o documento de perdoados dos pecados passados (DPPP) até o dia 31 de dezembro de 2018 terão em 2019 um ano excepcional.

Aproveito para lembrar, caso cometam algum pecado durante o ano de 2019, só terão o prazo de 24 horas para redimir-se com arrependimento e o recebimento do perdão, não o do padre, mas voltar à comunhão com Jesus Cristo através da oração. Para quem confessa outra religião procure seu sacerdote ou quem seja, e este deverá lhe indicar o caminho para você voltar à comunhão do bem, também. Caso contrário, vencido o prazo, perderão a validade dos seus DPPP.

Espero que nossos políticos estejam em ordem com seus DPPP o ano todo. A renovação do DPPP é automática de um ano para o outro, desde que não haja pecados na sua conta celestial.

Mesmo com suas DPPP em dia, se a maioria da população não estiver ok e algum fenômeno catastrófico ocorrer com vítimas, etc, você já sabe a razão. Portanto, fique de olho e se o irmão estiver com DPPP vencido e se for o caso, constranja o malandro a se por em ordem o quanto antes.

Feliz ano novo a todos, com muitos beijos nas carecas e perucas.

Lou Mello,

o profeta.

Aconteceu de fazer parte um infiltrado no ministério de Jesus. Estranho Jesus de Nazaré ter escolhido um ministro equivocado, de esquerda, arrogante e perigoso. O discursinho dele, dia e noite mencionava os pobres, afinal, pega bem defender os pobres e a pobreza. Quantos defensores dos pobres já ganharam o prêmio Nobel da paz?

Tanto é, em certo momento, Jesus foi muito assertivo com Judas, talvez até por ter chegado ao limite. “Tudo bem, já falou e já entendemos, agora chega”, imagino. Naquele momento, quando ele chamou a atenção de Judas com celebre frase: “Os pobres sempre os tereis convosco”, Jesus e todos os outros ministros estavam falando sobre coisas sérias, como a missão (“Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo) para a qual Ele os havia convocado. Não era hora de mencionar redundâncias, muito menos pobreza e miséria.

Entretanto, depois desse momento, as redundâncias típicas dos Judas de plantão, prosperaram, enquanto a missão do planejamento estratégico do evangelho de Jesus Nazareno foi caindo no esquecimento e hoje, pouco se fala a respeito, inclusive nas igrejas cristãs protestantes. Esses caras até já andam mudando o nome da comunhão, de Ceia do Senhor para “Eucaristia”. Por que será, hein?

Olha, é bonito e tocante esse momento nos cultos. Nós somos muito gratos por tantas dádivas recebidas. Até quem não recebeu nada ou muito pouco, acaba ficando grato por causa da emoção desses momentos e pronto, tudo resolvido. “Amanhã será outro dia, dá mais louca alegria…” será?

Meu, não dá mais para cair nessas falsas cerimônias das igrejas. Jesus não convocou seu ministério para dar graças. A meu ver, Ele chamou aqueles caras para revelar algo seríssimo por acontecer logo depois daquela ceia. Em outras palavras, o Salvador revelou:

“Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos (o ministério dele) dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai” (Mateus 26:26-29)

Se Ele deu graças, teria sido por ser escolhido para aquela missão que estava para acontecer, para a qual ele havia significado naquele momento. E mais, ele convidou seus ministros (nessa altura já sem o infiltrado no meio deles) a fazer parte dessa missão, pois nenhum deles beberia do fruto da videira até o dia em que Ele voltaria a beber, novamente, lá no reino do Pai dele. A primeira parte aconteceu em seguida, afinal todos foram sacrificados, para fora desse plano.

Se alguém quiser fazer parte de alguma “eucaristia” a missão ou o projeto é esse aí acima. Mas fique tranquilo, ninguém mais está preocupado com isso, com raríssimas exceções, embora não conhecemos ninguém com essa causa. Pessoal prefere mais trabalhar em favor dos pobres.

Falando nisso, vale a pena lembrar, Judas era o captador de recursos do governo de Jesus Galileu. Sabemos o fato dele ser o portador da bolsa do grupo. Então ele tratava de evitar gastos desnecessários, como fez aquela mulher ao “desperdiçar seu perfume” ao lavar os cabelos do Mestre. Devia estar sujo e malcheiroso e ela resolveu o problema com o dinheiro, digo, perfume dela. Isso demonstra claramente o tanto que Judas era mesquinho, sovina e avarento.

Pra encerrar com chave de ouro o perfil do eucarístico ministro esquerdopata chamado Judas Iscariotes, ele delatou e depois relatou o lugar onde Jesus estava pela insignificância de trinta moedas de prata. Ainda se fossem moedas de ouro, vá lá, ou melhor, nem que fossem moedas de ouro eu aceitaria delatar nosso ícone maior. Desculpe, como sou profissional em captação de recursos, tenho muita dificuldade em evitar tais pensamentos judássicos (não sei se a palavra existe).

E para encerrar essa infame controvérsia, não a minha, claro, lembro de Jesus abrindo mais detalhes sobre a missão, a qual ele desejava ver seus discípulos (ministros) tocarem pra frente. Está lá no texto de Mateus cap. 10:

Chamando seus doze discípulos, deu-lhes autoridade para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades.


Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.


Jesus enviou estes doze com as seguintes instruções: “Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos.
Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel.


Por onde forem, preguem esta mensagem: ‘O Reino dos céus está próximo’.
Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; deem também de graça.


Não levem nem ouro, nem prata, nem cobre em seus cintos;
não levem nenhum saco de viagem, nem túnica extra, nem sandálias, nem bordão; pois o trabalhador é digno do seu sustento.
“Na cidade ou povoado em que entrarem, procurem alguém digno de recebê-los, e fiquem em sua casa até partirem.
Ao entrarem na casa, saúdem-na.
Se a casa for digna, que a paz de vocês repouse sobre ela; se não for, que a paz retorne para vocês.


Se alguém não os receber nem ouvir suas palavras, sacudam a poeira dos pés, quando saírem daquela casa ou cidade.
Eu lhes digo a verdade: No dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade.
Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas.

“Tenham cuidado, pois os homens os entregarão aos tribunais e os açoitarão nas sinagogas deles.
Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios.
Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizer. Naquela hora lhes será dado o que dizer,
pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês.

“O irmão entregará à morte o seu irmão, e o pai o seu filho; filhos se rebelarão contra seus pais e os matarão.
Todos odiarão vocês por minha causa, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
Quando forem perseguidos num lugar, fujam para outro. Eu lhes garanto que vocês não terão percorrido todas as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem.

“O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo acima do seu senhor.
Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se o dono da casa foi chamado Belzebu, quanto mais os membros da sua família!

“Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido.

O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados.
Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.

Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês.
Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados.
Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!

“Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus.
Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

“Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
Pois vim para fazer que ‘o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra;
os inimigos do homem serão os da sua própria família’.
“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;

e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará.

“Quem recebe vocês, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.

Quem recebe um profeta, porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, porque ele é justo, receberá a recompensa de justo.

E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro

 

Mateus 10:1-42

Meu, nem de longe, de muito longe mesmo, a pobreza e/ou miséria nunca foi um objetivo dado aos discípulos dele e nós talvez sejamos os discípulos no momento, pelo menos eu creio ser um deles.

Nada do que foi entregue por Jesus Filho de Deus aos discípulos ministros está sendo cumprido atualmente. Aliás, não sabemos desde quando resolveram cuidar dos pobres em detrimento de tudo mais constando no planejamento estratégico do nosso Cristo Redentor. Talvez, quando Constantino resolveu inventar a Igreja dele (o nosso modelito de igreja até hoje) já não havia quase nada do teor do documento deixado aos discípulos.

Miséria foi inventada pelo Faraó obtuso, aquele assistido por José, pois sonhou e precisou do filho de Jacó para entender seu próprio sonho. Após o sonho revelado, com o caráter pior impossível, ao invés de criar um plano espetacular para livrar seu povo da fome iminente, segundo seu sonho, o Faraó tratou de fechar a mão, apostando todas as suas fichas na escassez e nada na prosperidade.

Os “cristãos” apostadores favoráveis á escassez não passam de mantenedores da miséria e/ou pobreza.

Deus, tirou seu povo do Egito e os deixou quarenta anos vivendo com total assistência no deserto, onde Deus proveu o povo. O intento do criador era limpar todo resquício de escassez, miséria e pobreza do seu ex-ditador Faraó e voltar a ser o povo cujo Deus, sempre proverá. Na minha opinião, claro.

Estude bem o texto de Mateus 10. Mas aviso, você não encontrará nenhuma ordem de Jesus em favor dos pobres. O que havia para dizer a respeito foi dado naquele dia em que Ele disse: Os pobres sempre os tereis convosco. Tenho para mim o seguinte, rejeitar a pobreza, começando pela minha própria pobreza, depois estar engajado sempre do lado contrário à pobreza, antes que Deus nos mande para mais umas férias de quarenta anos no deserto, onde ele proverá.

Abraço a todos.

João de Deus

Quando cheguei na Missão Portas Abertas e fui convencido a ser o cara da captação de recursos, no princípio fiquei meio perdido. Pessoal existente nessa época, enviava cartas mensais solicitando doações. Nos dois primeiros meses fiz a mesma coisa. A Missão possuía cerca de cinco mil nomes e endereços, naquela época.

O resultado dessas postagens era algo em torno de cinquenta doações, para cada pescaria, até então. Um detalhe me chamou à atenção, tanto nas duas vezes de envio de cartas sob minha administração, como nas anteriores, um doador esteve presente, sempre. O nome dele era João de Deus.

Implementei, desde o início, o envio de cartas de agradecimento para todos os contribuintes. Mas confesso, a carta de Deus era mais caprichada. Entretanto, isso não causou nenhuma atitude diferente da parte do João.

Aos poucos, através de estudos a respeito da arte de captar recursos, sob a mentoria do falecido Dr. Dale W. Kietzman, fui apurando meus métodos. Primeiro vieram as bases bíblicas, depois objetivos, os métodos e os recursos. Ele me levou a vários estudos de casos, em diversos setores da filantropia cristã nos Estados Unidos.

Fomos aumentando nossos resultados e, após três anos de trabalho, estávamos com 1.500 doadores/mês, sempre com a presença infalível do João de Deus e suas doações, a cada pescaria. Conversei com o João algumas vezes, através de cartas depois e fiquei sabendo que ele cuidava de crianças órfãs ou abandonadas, em Minas Gerais. Ele solicitou orações para o bem das crianças, nessas oportunidades. Infelizmente, nunca visitei o trabalho de João de Deus, embora desejasse.

A minha demissão chegou primeiro. Pessoal da Missão nunca me deu um motivo crível para minha saída, portanto, fiquei com a impressão deles terem desgostado da minha performance.

Saí da Missão, mas o trabalho continuou e os números continuaram crescendo, enquanto fizeram o trabalho direito. Um dia perguntei ao pessoal da Missão se o João continuava ajudando o trabalho e não souberam me responder.

Não me lembro de onde veio a notícia, dando conta dele e suas crianças terem mudado para o interior de Minas Gerais, pois o trabalho dele estava sucumbindo em meio a burocracia, sempre aumentando e inviabilizando um trabalho melhor para as crianças.

João de Deus era mais velho que eu e não sei se ainda está vivo. Espero que sim. Esse era um João de Deus, de fato.

No interior de Moçambique – África

Meu legado começou a ser delineado, desde o domingo retrasado, quando o Alex Dias Ribeiro confessou na igreja, durante sua mensagem, estar na hora de entregar seu legado, confesso ter sido impactado. Nunca pensei nessa possibilidade, ou seja, o Alex como mensageiro de Deus para mim. Certamente ele é um servo do Senhor desde sempre. Foi na Igreja Cristo Salva (Jesus Save) onde me converti e só aceitei ir conhecer o local por causa do detalhe Alex. Eu era fanático por Fórmula I, embora o Alex não fosse campeão como Fittipaldi, Piquet e Senna, ele vivia lá, naquela época e trabalhava em favor do evangelho, já que não tinha carro top.

Devo ter visto o Alex na Igreja Cristo Salva uma ou duas vezes e de longe. Mas depois, alguns anos, já fora da Fórmula I, encontrei o Alex na Germine, uma organização concebida pelo amigo irmão Volney A. Faustini e quem me convidou a participar do projeto Força para Viver. A Germine se propunha ser uma chocadeira de projetos e o Alex estava lá “chocando” a Missão Atletas de Cristo. Aí, nos encontrávamos no dia a dia e conversávamos às vezes, geralmente na sala do Volney, onde eu trabalhava.

Depois dessa época, estivemos em alguns eventos ao mesmo tempo, mas sem maiores conversas, até chegar o domingo retrasado quando Deus resolveu usá-lo para me dar o recado, embora ele tenha falado sobre o legado “dele”, sem se dar conta da carona forçada através dele.

Essa hora das nossas vidas não é nada fácil. O Alex está escrevendo livros sobre Fórmula Um e vida cristã, sobretudo, sobre o trabalho junto aos atletas brasileiros Olímpicos, futebolistas, etc., enquanto divulga seu material e vai alavancando algum pro leitinho dos netinhos (isso é por minha conta), mas dou maior força para ele nesse detalhe.

Quanto a mim, o caminho foi outro. Primeiro me tornei professor de Educação Física. Não ria, por favor, hoje temos um presidente Professor de Educação Física e o povo brasileiro está pondo a maior esperança já vista no Brasil em um cara com essa formação tão desrespeitada no pedaço. Depois de ter sido diretor de duas creches diretas da Prefeitura Municipal de São Paulo, psicólogos, pedagogos, enfermeiras, nutricionistas, assistentes sociais e outras humanistas lideraram um movimento com a finalidade de impedir Professores de Educação Física dirigindo creches, como se fossemos uns beócios.

Tenho certeza de ter feito um bom trabalho nas creches, mas tinha contra mim o fato de ser homem em um lugar (as famosas Fabes) onde havia enorme e insustentável preconceito contra os indivíduos machos. Além disso, eu não era comunista e isso era um pré-requisito secreto, mas ninguém me avisou do detalhe. Para completar, era professor de Educação Física.

Essa passagem na direção de creches diretas da PMSP aconteceu na década de oitenta, a partir de 1983. Primeiro fui trabalhar na Secretaria Municipal de Esportes, lá no Ibirapuera, em frente ao hospital do servidor público do estado.

Antes disso, na década de setenta, trabalhei duro em escolas particulares, dando aulas de Educação Física para quem? Sim, justamente para crianças da chamada pré-escola de 3 a 6 anos, a mesma faixa de idade das creches (algumas são de 0 a 6). Em todas as escolas (umas quatro) fui muito bem com trabalhos muito elogiados.

Para tanto e apesar da preparação na Faculdade de Educação Física (psicologia, pedagogia, didática de ensino, etc.), essas escolas me agregaram muito conhecimento para somar à minha especialidade com destaque para os ícones do construtivismo tais como Piaget, Maria Montessori, etc.

Obviamente, quando cheguei às creches estava teórica e praticamente pronto para dirigi-las. Detalhe, antes de me formar em Educação Física, passei por uma faculdade de Administração de Empresas. Dificilmente minhas colegas diretoras eram melhor preparadas do que eu, tanto é que, liderei e fui porta-voz de todos, sem ser o único, claro.

O barato é pensar, afinal, no fato do trabalho principal com as crianças de creche ser eminentemente de cuidar do desenvolvimento físico, motor e cognitivo. Sem antes cuidar da vida delas. Afinal, quem estava mais preparado?

Entre a saída da secretaria de esportes para a Fabes, comecei a trabalhar na Missão Portas Abertas. De 1977 a 1983, estudei teologia, mais para meu próprio interesse, embora meus colegas de seminário pretendiam o episcopado, na sua maioria.

Em 1979, fiz parte de uma missão cujo objetivo era pesquisar a situação religiosa na Albânia, na época, esse país se autoproclamara um país ateísta. Casara em 1978 e quando fiz parte dessa missão, minha esposa estava grávida e não pode me acompanhar e isso nos afastou por dois meses. Voltei quinze dias antes do nascimento de nossa filha, a nossa primogênita.

Essa viagem à Albânia me alavancou para o trabalho na Missão Portas Abertas. Mas, além da experiência com aquela missão na Albânia marxista-leninista, fui convidado a cuidar da área de marketing (conhecida como desenvolvimento, por lá), embora não tivesse nenhum preparo para tanto.

O Dr. Dale D. Kietzman, vice-presidente da Portas Abertas dedicado ao desenvolvimento na missão foi quem me convidou para trabalhar lá e se incumbiu de me dar o treinamento necessário para o trabalho à minha frente.

Desenvolvimento incluía Comunicação e Levantamento de Fundos (hoje conhecido como Captação de Recursos), com vantagem de ser uma preparação dedicada à área religiosa, no caso, cristã. Reputo essa preparação ao nível de um mestrado.

Até hoje, não existe um curso como esse nas escolas teológicas e nas especializadas na área específica. Morro de rir quando vejo os professores e os programas das poucas escolas tentando dar alguma coisa nessa área, mas são risíveis, infelizmente. Salvo engano, claro.

Depois de sair da Portas Abertas, por alguma razão por desconhecida, não fui convidado a trabalhar em nenhuma outra organização similar. Lembro do Pr. Jonathan dos Santos conversando comigo e me dizendo “time que está ganhando não se mexe”.

Entretanto, ele e organização criada por ele, Barbara Burns, Pr. Décio e outros, passaram por graves problemas financeiros. Muito embora, ele tenha conseguido erigir a pirâmide dele lá no Vale da Benção em Araçariguama, São Paulo. Talvez eu pudesse ter ajudado um pouco amenizando as dificuldades, mas nunca aconteceu.

Passei por mais algumas, mas sempre por imposição minha, me sujeitando a trabalhar sem carteira assinada e sem direito a salário e benefícios, como foi no Exército de Salvação, Vencedores por Cristo e outras menores.

Só a Igreja Maná me contratou com carteira assinada, salário e pouca coisa em termos de benefícios, mas para trabalhar em TI. No meio de tudo isso, acabei me tornando um bom técnico em informática, não só para consertar computadores, mas para usá-los no controle e administração das organizações.

Nunca entendi porque nunca me convidaram para as festas de aniversário dessas organizações. Outro dia mesmo, teve a festa dos Vencedores e meu convite não chegou. Isso me faz pensar como os correios prestam um péssimo serviço.

Nem arriscarei alguma sugestão sobre as razões de não ter tido maiores oportunidades. O fato é, sem exceção, sai de todas essas organizações sem motivos aparentes.

Na Portas Abertas, por exemplo, fui convidado a me retirar, em reunião com a presença do Dr. Dale W. Kietzman, meu mentor, por diferenças em relação ao tal do Roberto Jakob, o secretário executivo, uma graça de pessoa, mas não tinha o menor cacoete para administrar e pior, era casado com um psicóloga.

Nesse caso, entendi a razão, mas não acreditei. Se esse era o caso, deviam ter preterido o Roberto e não eu, a meu ver. O Dale ainda teve o desplante de me dizer: você vai sair daqui e arrumar emprego logo, enquanto o Roberto, se sair daqui, não arrumará trabalho muito facilmente”. Um atestado do que estou dizendo, né?

Enfim o DaleW. Kietzman foi meu amigo até poucos dias antes de morrer, em 2015, quando me enviou o último E-mail oferecendo todo o material dele relacionado a Desenvolvimento, mas não conseguiu enviar nada, provavelmente pelo estado da saúde dele. Não sei se chegou a informar a família desse detalhe, ou foi os correios, de novo.

Durante mais de quarenta e dois anos, em meio a tudo isso referido acima, tive a oportunidade de dedicar-me ao cristianismo (sem uma bandeira específica, pois estive com pessoal pentecostal, batistas, presbiterianos, metodistas, etc.) mais especificamente na área da espiritualidade.

A isso, concorreram com grande ajuda o Dr. Zenon Lotufo Jr., nos conteúdos práticos e o Dr. Russell P. Shedd na área de Teologia do Novo Testamento e alguns outros professores de outras áreas, como o Prof. Carlos Lachler. Também contribuíram a Dra. Louise Mchiney e John Stott (que nos deu aulas durante uma semana com os temas: Pregação Expositiva e Evangelização). Esses senhores e senhoras esbanjaram espiritualidade em meio aos seus trabalhos.

Enfim, cheguei ao tempo de legar, com recado de Deus via Alex. Professor com razoável didática nos seminários, escolas teológicas, escolas fundamentais e creches, por onde passei. Me tornei um excelente conhecedor do Desenvolvimento (Comunicação e Captação de Recursos) e, finalmente, um relativo bom Técnico em Informática.

Acho que vou legar alguma coisa escrita no formato livro, se Deus me der tempo para tanto, nessas áreas. Tentarei um ou outro curso via Internet e me disporei a fazer palestras por aí, talvez em escolas teológicas, igrejas e quem mais desejar, embora não me animo muito em nada disso.

Ficaria encantado em trabalhar em alguma organização cristã treinando futuros profissionais do desenvolvimento, com ênfase em captação de recursos, por pelo menos um salário mínimo para juntar ao meu benefício ao idoso (também no valor de um salário mínimo) e poder pagar o nosso novo aluguel, a partir de janeiro próximo.

Se quiserem me oferecer dois salários mínimos, ao invés de um, seria melhor ainda, pois assim, poderíamos comer alguma coisa de vez em quando, pagar a luz e gás, enfim essas insignificâncias.

Imagino, com isso, retribuir com um legado nada mal e sei o quanto de jovens bem-intencionados poderiam sorver tudo isso e fazer belos trabalhos por aí. Enquanto isso estaremos melhorando muito o trabalho das organizações e estou certo disso.

Fiquem todos em paz!


Deserto do Atacama 

Olha, se alguém te convidar para fazer parte de uma igreja evangélica, pior se o pastor ou outro te induzir a se converte ao cristianismo da igreja em questão, sai fora. Cristão fiéis vivem cheios de desertos. É um tal de não pode mentir, roubar, matar, adulterar e umas outras coisas estranhas. “No mundo tereis aflições, mas tende ânimo, eu venci o mundo…” disse Jesus. Tá na Bíblia. É sempre assim, os poucos conquistadores desses campeonatos mundiais são todos arrogantes. Pra nós é escreveu não leu… vixe!

Domingo passado fui a uma igreja e por acaso, para mim, ouvi uma mensagem dada por um dos caras do meu tempo, fundador de uma ONG evangélica ligada ao meio esportivo, que estava lá casualmente, se entendi bem. Às tantas ele mencionou os vários “desertos” vividos na vida dele.

Fiquei com a impressão dele estar em meio a outro deserto. Sabe, quando o irmão vai falar em uma igreja pequena, depois do culto vende livros pessoalmente, sei lá. E pra azar dele, eu estava duro, também e não comprei nada pra ajudar ele. Ah!

Depois flagrei ele em uma foto no meio da galera no culto da Igreja Cristo Salva, quando cheguei em casa. Não sei se é recente, mas não é muito velha, pelo jeito. Bom, pelo menos era uma Igreja Pentecostal.

Na outra igreja, os caras trocaram o nome da ceia por eucaristia. Sai de lá meio torto. Em breve, postarei algo sobre “eucaristia”, não perca.

Esses sintomas são muito característicos, mas pode ser que meu radar esteja precisando de manutenção. Sabe cumé né? To véi. Quanto a mim, o deserto é certo. Aliás, passei a maior parte da vida no deserto, sem precisar ir para o Saara ou ao Atacama que fica mais perto. Tá louco meu, já chega né Divino?

Na outra vida, se os caras das igrejas crentes em reencarnação estiverem certos, não caio mais nessa. Já nascerei falando Inglês, independentemente de onde venha a viver, farei um mestrado (ou doutorado) na Harvard lá nos esteites e boa. Aí sim, dará certo! Aquele curso mequetrefe da FTBSP num serve pra nada, nem pro ENEM.

Beijo nas careconas (aproveita pois estou pensando sério em sair dessa praga. Isso é pra turma do Feicebuqui).

“Introduzo o texto abaixo escrito pelo futuro Chanceller do Brasil, com as Teses sobre o Haddad. Creio ser de absoluta importância, em especial para os cristãos, com a finalidade de prepará-los e alertá-los para o os objetivos nocivos dos comunistas presentes no Brasil. Recentemente, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, vinculado ao PT, foi derrotado na pleito para a eleição do próximo presidente. A plataforma dele seria o extermínio compulsório de igrejas, imaginando ser essa a forma de liquidar os fiéis, na melhor das hipóteses, em minha opinião. Abaixo você poderá descobrir as intenções desse individuo em relação à religião, caso ele viesse a ser presidente do nosso país”. 
Ernesto AraújoEscolhido Ministro das Relações Exteriores pelo presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro

 

Em 1998, o então professor de Ciência Política da USP Fernando Haddad publicou, na revista Estudos Avançados, um breve texto intitulado “Teses sobre Karl Marx”. N verdade consiste em observações sobre o projeto marxista, ou “socialista” para usar a designação empregada ali pelo professor Haddad (por algum motivo, “socialismo” soa melhor aos ouvidos brasileiros do que “marxismo” ou “comunismo”, que é do que ali se trata). O título e estrutura do texto fazem referência às famosas “Teses sobre Feuerbach”, que Karl Marx publicou em 1845 e que – também em número de 11, assim como as teses de Haddad – são consideradas o resumo da visão de mundo e plano de ação que Marx inaugurou.
Dando continuidade, digamos, a essa linha, apresento a seguir algumas teses (onde utilizarei “socialismo” como sinônimo de marxismo e comunismo, tal qual Haddad). Só que não consegui ficar em 11. São 17.
Teses sobre Fernando Haddad
I
O socialismo já não se exerce prioritariamente no campo econômico, mas sobretudo no campo cultural, através do qual pretende assumir o poder político, que por sua vez proporciona o poder econômico.
II
O socialismo se metamorfoseia continuamente e transforma-se por vezes no contrário do seu desenho original, permanecendo, contudo, sempre fiel à sua misteriosa essência.
III
A essência do socialismo coincide com o “Mysterium Iniquitatis”, o mistério do mal, de que fala São Paulo na II Epístola aos Tessalonicenses. No original grego é o “Mysterion tes Anomías”, onde essa “anomia” evoca tanto a ausência de lei, o desregramento completo, quanto a ausência de nações, já que nomos pode significar uma terra politicamente estruturada. Assim o mistério da anomia significa a dissolução completa de toda ordem e estrutura do cosmo criado, cujo eixo central é a ligação entre o homem e Deus.
IV
O objetivo do socialismo não é combater a pobreza – nem a pobreza material, nem a pobreza de espírito. Ao contrário do que diz a tese III de Haddad, segundo o qual “os socialistas querem erradicar do mundo a pobreza de espírito”, na verdade os socialistas querem erradicar do mundo o espírito. E, como a matéria não faz sentido senão sob o sopro do espírito, querem erradicar também a matéria. O socialismo não é nem materialista nem espiritualista. O socialismo quer erradicar a criação divina.
V
O socialismo quer extinguir a história e liquidar qualquer contradição. Justamente a contradição, pois é ela que dá vida ao pensamento e sustenta a aventura humana. O universo sem contradição é o universo sem pensamento e sem vida, objetivo do socialismo. A contradição entre homem e natureza só pode ser abolida por um gesto totalitário, que escraviza a ambos. A liberdade humana só é possível em sua perplexidade diante da natureza. A liberdade da natureza só é possível quando iluminada pelo olhar humano.
VI
O socialismo é o cinismo, com o objetivo de enlouquecer os homens e destruir sua faculdade de pensamento. A tese V de Haddad, por exemplo, diz que “o socialismo é a exuberância dos indivíduos de uma vez por todos libertos dos valores prescritos”. A esquerda socialista hoje constitui-se numa permanente prescrição de valores, administrados pela casta sacerdotal da grande mídia, cujos integrantes vivem em torno de um buraco fumegante do qual, cada dia, emana um oráculo, que eles imediatamente repetem pelo mundo – e no dia seguinte repetirão o novo oráculo, mesmo que este diga o oposto do que o oráculo da véspera. O socialismo, ao obrigar diariamente seus adeptos e escravos a repetirem coisas flagrantemente contrárias à realidade e incompatíveis entre si, enlouquece-os.
VII
O socialismo quer destruir a identidade de todos os povos da terra. O socialismo, sob a forma atual do globalismo, quer impor o culto à “diferença” e ao mesmo tempo o culto à “igualdade”. Ambos, embora incompatíveis, convergem para destruir a nação, o povo, a comunidade viva. A afirmar que “o socialismo é (…) o desentrave do processo de formação de uma comunidade internacional que preserva as diferenças entre os povos”, Haddad mostra que o real objetivo é o oposto, uma vez que, na prática do globalismo, o culto à diferença somente é utilizado para impedir qualquer povo de manter a sua própria identidade nacional. O socialismo não é desentrave de nada, o socialismo é o entrave da nação.
VIII
O socialismo percebeu que o consumismo é o melhor caminho para o comunismo. O socialismo capturou a globalização econômica, com seu potencial de apagar fronteiras e destruir identidades, e passou a pilotá-lo para os seus próprios fins.
IX
O socialismo é um programa de controle psíquico. O socialismo admite que seu campo de ação é o ser humano e seu objetivo é transformá-lo. Transformá-lo em quê? O ser humano acaso deu autorização ao socialismo para ser transformado? E o que é tal “transformação do mundo” para a qual é necessário transformar o homem? Para onde vai? Quem a determinou? A elite intelectual socialista, evidentemente. Só ela sabe em quê vai transformar o mundo, em quê vai transformar o homem. Por isso diz Haddad, em sua tese VIII, que para transformar o mundo é preciso transformar os homens, e para transformar os homens é preciso um “salto psicoterapêutico”. Um salto para onde? Para dentro de um abismo em chamas, no qual o homem, enlouquecido pela “psicoterapia” socialista, se joga achando que está caindo numa piscina de justiça e igualdade.
X
O socialismo é uma máquina de transformar virtude em terror. O socialismo apanha causas e conceitos legítimos, instala-se em seu ventre, escraviza-os, suga toda a sua energia e, como o monstro do filme “Alien”, um dia finalmente irrompe com sua cara feroz e horrenda. Esse é o caso da democracia. O socialismo diz, na tese VIII de Haddad, que pretende destruir a “dominação orquestrada democraticamente”. Isso significa: quer usar a democracia para chegar ao poder e em seguida destruí-la.
XI
Segundo a tese IX de Haddad, “o lógico é tão-somente o histórico que se impôs”. Para o socialismo, portanto, não há uma lógica independente da força bruta. Toda a lógica está submetida ao processo histórico e se sujeita a quem conquista e exercita o poder. Não há no socialismo, portanto, nenhum espaço para o logos, a razão humana, essa maravilha que é a linguagem e que permite ao homem comunicar-se com o cosmo e com Deus. A lógica é ditada por quem tem o poder – desde que sejam os socialistas, evidentemente, pois se atribuem o monopólio do processo histórico. Quando essa lógica do poder socialista disser que escravidão agora se chama liberdade, você tem que aceitar.
XII
O socialismo sempre constrói aquilo que condena. Marcuse condenou o homem unidimensional, vem o globalismo socialista e cria o homem unidimensional. Foucault denunciou o biopoder, vem o globalismo socialista e institui o poder do estado sobre o que há de mais biológico, a definição do gênero. Todos os socialistas denunciam a “fantasmagoria” da ideologia burguesa, vem o socialismo e institui um mundo de fantasmas, atores estereotipados como “a mulher”, “o negro”, “o homem branco”, “o fascista”, que vivem em conflito num teatro de sombras onde não há realidade nem lei, mas apenas “valores” que a elite socialista administra arbitrariamente, pois sempre encontrará um valor para condenar seus adversários e um outro valor – ou talvez o mesmo, não importa – para absolver e enriquecer seus amigos.
XIII
O socialismo é uma anti-alquimia, uma alquimia do mal, que vai mexendo na alma humana e humilhando-a tanto, tanto, passando-a por ácidos e fervuras e rupturas de toda sorte por tanto tempo que, um dia, espera ver aparecer a pedra do mal, que destruirá o coração humano, onde radica o poder de Deus, que é o amor (ver a tese IV de Marx).
XIV
O socialismo perverte o homem a tal ponto que ele já não sabe quem é e perde a vontade de ser, pois o socialismo lhe ensinou a olhar para todos os lados e nunca ver nenhuma realidade boa, pura ou justa, ensinou-a substituir a realidade pelos nomes e os nomes pela loucura. O socialismo perverte o senso de justiça do ser humano, perverte a lealdade ao grupo, o orgulho do que se é, a ligação com o passado, perverte a família (com o simples uso do adjetivo “patriarcal”), perverte o milagre da concepção com a ideologia do aborto, perverte o sexo com a ideologia de gênero e o feminismo, a ponto de acabar com o prazer e a alegria do sexo, perverte a fé cristã transformando-a numa pregação político-eleitoral. O socialismo amarra o homem em mil cordas e correntes de seu próprio pensamento desvirtuado e joga a chave fora.
XV
O socialismo sempre te persegue. O socialismo nunca te deixa em paz. Quando você acha que o socialismo ficou lá fora, lá no coletivismo por exemplo, e você entra, ainda ofegante da fuga, dentro do individualismo, fecha a porta e respira aliviado pensando “enfim me livrei do socialismo”, de repente você ouve às suas costas, como num filme de terror, a voz do socialismo dizendo: “eu estou aqui dentro, eu sou o ‘desentrave definitivo do processo de individuação’ como diz Fernando Haddad em sua tese V, e eu vou te pegar”. Você nunca escapará. Se você acha que o socialismo ficou no materialismo e tenta refugiar-se no espírito, você escuta a voz de Haddad dizendo que “os socialistas querem erradicar do mundo a pobreza de espírito”. Deixem o espírito em paz! Mas não deixam. Quando você tenta fugir do deserto sem alma da globalização revalorizando o sentimento nacional, vem o socialismo e te arranca para fora te xingando de xenófobo. Deixem a nação em paz! Mas não deixam.
XVI
Na tese VI de Marx, diz ele que a essência humana está nas relações sociais. Ora, se é assim então não existe essência humana. Você não tem a si mesmo dentro de si e só existe em função dos outros – mas os outros tampouco existem em si mesmos. Ninguém existe de maneira livre, só existem as relações sociais que são administradas pela elite socialista que detém o poder. O socialismo te diz: “você não existe, você é as relações sociais, e sou em quem diz o que são as relações sociais, portanto sou eu que digo quem você é”.
XVII
O marxismo é um projeto para destruir o cristianismo, não o capitalismo. O capitalismo é visto por Marx simplesmente como um meio capaz de acelerar, pela desagregação que promove na sociedade tradicional, seu projeto anticristão. As 11 teses de Marx, centrais na sua obra, se referem especificamente ao livro de Feuerbach “A Essência do Cristianismo”, que Marx considerou uma crítica fundamental, mas incompleta, do cristianismo. O marxismo nasce da percepção de Marx de que Feuerbach não tinha ido longe o suficiente. Veja-se o final da tese IV de Marx: “Depois que a família terrena é descoberta como o segredo da sagrada família, aquela precisa agora ser aniquilada na teoria e na prática.” Ou seja, a família humana é o segredo da sagrada família, na qual nasceu o salvador. O homem é o segredo de Deus. A tarefa então é aniquilar a família humana, destruir o homem, para poder aniquilar o salvador que é Deus. Isto não está em alguma nota de pé de página ou em algum rascunho de Marx, está no centro do texto que os marxistas consideram a essência de sua obra. Esse é o marxismo ou o socialismo que, com Haddad, pretende tomar o Brasil.


“Deus está acima do domínio mortal. O materialismo não pode ajudar a Deus e Ele não quer. Se o homem tivesse consciência de tudo isso e agisse em consequência, não tardaria em expressar a perfeição.”

“É preciso, absolutamente, a humanidade abandonar o estágio onde se apoia, sob forças psíquicas e mentais. É necessário se expressar diretamente a partir de Deus”

“As forças psíquicas foram criadas exclusivamente pelo homem e naturalmente fazê-lo desviar-se de seu caminho.”

Bard T. Spalding

Jesus Cristo passou aos seus discípulos a missão de fazer discípulos e curar os enfermos de todas as nações. Durante anos, nós lemos essas frases entremeadas nos evangelhos. Depois de reafirmadas pelas cartas dos discípulos e nem por isso nos damos conta completa do significado de tudo isso. Discipular e curar, em outras palavras, fazer milagres naturalmente. Mas milagre virou mito.

Curas e Milagres

Claro, nenhuma religião além de não fazer milagres, deu ao milagre uma importância além da imaginação. Se um cara fizer ou participar de um milagre será transformado em santo, depois de morto, claro.

Por outro lado, talvez a cura seja uma outra modalidade do poder divino. Os milagres poderiam estar em outra modalidade. Por exemplo, o mar abriu-se para o povo judeu atravessar a pé e depois fechou-se para preserva-los, com o afogamento dos exércitos de faraó.

Há muitos outros relatos sobre milagres em campos de batalha. Bastava Moisés levantar o cajado e o inimigo já era. O caso dos exércitos assírios fugindo com medo do campo de batalha ou quando Ezequiel recebeu ordem do Divino para dar vida aos ossos no chamado Vale dos Ossos. Ressuscitar mortos e expulsar demônios está claro na missão determinada por Jesus Cristo. Enfim, curar enfermos é um fenômeno entre outros, mas diverso.

Portanto, muitos “santos” devidamente santificados, talvez a maioria, curaram enfermos. Provavelmente a Igreja não precisava dar-se ao trabalho de santificar quem já era santificado, como bem diz Pedro apóstolo: 16Porquanto, está escrito: “Sede santos, porque Eu Sou santo!” na Primeira carta de Pedro 1:16.

Os santos deveriam mesmo curar, fazer milagres, ressuscitar os mortos, expulsar demônios e muito mais Mt: 10. Entretanto essas práticas foram ficando para trás, com o povo e a própria igreja sucumbindo, totalmente, às milhares de alternativas humanas, principalmente através das ciências humanas em geral.

O Criador tem os humanos na palma de sua mão.

Uma alternativa, já narrada por algum teólogo por aí, é bom lembrar quem criou a raça humana, homem e mulher criou, magnificamente. Depois a humanidade já insana  resolveu fazer algo e inventou várias diversidades bastantes diversas e estranhas, em cima da criação única, como se quisessem desfazer a obra de Deus.

Enfim, Deus conhece o ser humano como ninguém, foi Ele o autor de todos nós e sabe como ninguém quais são nossas dificuldades. Para o povo chegar à Terra Prometida, muitas dezenas de anos se passaram com o povo errando e refazendo. O tempo para Ele é indiferente.

Talvez nós tenhamos ficado sem as curas, milagres, exorcismos, etc., enquanto vagamos no deserto do globalismo humanista e suas maluquices. Então, voltaremos para o Criador e ele nos colocará novamente na direção certa, onde não haverá mais enfermos, endemoniados, guerras, mortes, etc., e muito menos globalismo e humanismo.

A maioria dos recursos do mundo foi derramada nos Estados Unidos. E como nós norte-americanos crescemos e ficamos mais e mais ricos, pois o dinheiro está se tornando um tipo de narcótico para nós. Dificilmente notamos nossa própria prosperidade ou a pobreza de tantos outros. A grande contradição é que temos mais e mais dinheiro e menos generosidade com menos dinheiro público para o carente, menos caridade para o vizinho.

Robert Wuthnow, sociólogo da religião da Universidade de Princeton, estudou mordomia na igreja e descobriu que os pregadores fazem um bom trabalho em promover a mordomia. Eles estudam, pensam, explicam bem. Mas as pessoas não entendem.

Apesar de muitos de sermos bem-intencionados, temos investido nossas vidas no consumismo. Temos um caso de amor com “mais” – e nunca temos o suficiente. Consumismo não é simplesmente uma estratégia de marketing. Se tornou uma força espiritual demoníaca entre nós, e a questão teológica que enfrentamos é se o evangelho tem o poder de ajudar a resistirmos.

A Bíblia começa com uma liturgia de abundância. Gênesis I é uma canção de louvor para Generosidade de Deus. Diz o quão bem o mundo é ordenado, e continua dizendo:

“É bom, é bom, é bom, é muito bom”.

Declara que Deus abençoa – isto é, concede vitalidade – as plantas e os animais e os peixes e as aves e humanidade. E imagina o criador dizendo:

“Seja frutífero e multiplique.”

Numa orgia de fecundidade, tudo em seu tipo é multiplicar a bondade transbordante que flui do espírito criador de Deus. E como você sabe, a criação termina no sábado. Deus estava tão invadido pela frutificação que disse:

“Preciso dar um tempo nisso tudo. Preciso sair do escritório.”

E Israel celebra a abundância de Deus. Salmo 104, o mais longo poema da criação, é um comentário sobre Gênesis I. O salmista pesquisa a criação e nomeia tudo:

“os céus e a terra, as águas e nascentes e riachos e árvores

e pássaros e cabras e vinho e óleo e pão e pessoas

e leões”.

Isso continua por 23 versos e termina no dia 24 com a expressão do salmista de admiração e louvor a Deus e a criação de Deus. Versículos 27 e 28 são algo como uma oração de mesa. Eles proclamam:

“Todos esperam em ti que lhes dês alimento no devido tempo. Tu lhes dás, e eles o recolhem; abres as mão, e eles se fartam de bens.” 

Diz:

“Se você der sua respiração o mundo viverá; se você parar de respirar, o mundo morrerá”.

Mas o salmo deixa claro que não precisamos preocupação. Deus é totalmente confiável. A fecundidade do mundo está garantida. O salmo 150, o último salmo do livro, é uma exuberante expressão de admiração pela bondade de Deus. Apenas diz:

“Louvai ao Senhor, louvai ao Senhor com alaúde, louvai ao SENHOR

com trombeta, louvor, louvor, louvor. ”

Juntos, estas três escrituras proclamam que Deus é força da vida e liberta o mundo. Gênese 1 afirma generosidade e nega a escassez. O salmo 104 celebra a flutuabilidade de criação e rejeita a ansiedade. Salmo 150 promulga abandonar-se a Deus, deixando de lado a necessidade de ter alguma coisa sob controle.

Mais tarde, em Gênesis, Deus abençoa Abraão, Sarah e sua família. Deus lhes diz para serem uma bênção, abençoar o povo de todas as nações. Bênção é a força de bem-estar ativo no mundo, e fé é a consciência de que a criação é o presente que continua sendo dada. Essa consciência domina o Gênesis até o seu 47º capítulo.

Nesse capítulo, o faraó sonha que haverá fome na terra. Então o faraó se organiza para administrar, controlar e monopolizar os alimentos fornecidos. Faraó introduz o princípio da escassez na a economia mundial. Pela primeira vez na Bíblia, alguém diz: “Não há o suficiente. Vamos pegar tudo”.

Martin Nieimoller, o pastor alemão que heroicamente opôs Adolf Hitler, era um jovem quando, como parte de uma delegação de líderes da Igreja Evangélica Luterana, se encontrou com Hitler em 1933. Niemoller ficou na parte de trás do quarto, olhou e escutou. Não disse nada.

Quando ele foi para casa, sua esposa perguntou-lhe o que tinha aprendido naquele dia. Niemoller respondeu: “Descobri que Herr Hitler é um homem terrivelmente assustado “.

Porque o faraó, como Hitler depois dele, tem medo de que não há coisas boas o bastante por aí, ele deve tentar ter todas elas. Porque está com medo, ele é implacável.

O faraó contrata José para administrar o monopólio. Quando o as colheitas fracassam e os camponeses ficam sem comida, eles vêm a José. E em nome do Faraó, José diz: “Qual é sua garantia? “Desistam de sua terra por comida, e então, no ano seguinte, desistem de seu gado. Até o terceiro ano da fome quando eles não têm mais nenhuma garantia, além deles próprios.

E é assim que os filhos de Israel se tornam escravos através de uma transação econômica. Até o final de Gênesis 47, o faraó tem toda a terra, exceto o que pertence aos sacerdotes, que ele nunca toca porque precisa de alguém para abençoá-lo. A noção da escassez foi introduzida na fé bíblica, graças ao Faraó.

O livro de Êxodo registra a disputa entre a liturgia da generosidade e o mito da escassez – uma competição que ainda divide, separando-nos até hoje.

As promessas da história da criação continuam a operar nas vidas dos filhos de Israel. Mesmo em cativeiro as pessoas se multiplicam. No final do Êxodo 1 e o faraó decide que eles se tornaram tão numerosos que ele não quer que mais bebês hebreus nasçam. Ele contrata as duas parteiras, Shiphrah e Puah (embora nós não sabemos o nome daquele faraó, sabemos os delas), para matar todos os meninos recém-nascidos. Mas elas não o fazem e os bebês hebreus apenas continuaram aparecendo.

No final do Êxodo, o Faraó foi muito cruel, bruto e feio como só ele sabia ser – e como o mito da escassez tende a ser. Finalmente, ele fica tão exasperado por sua incapacidade para controlar o povo de Israel que resolve chamar Moisés e Arão para virem até ele.

Faraó diz a eles: “Saiam daqui e leve seu povo. Pegue os seus, o resto e apenas saiam daqui!” E então o grande rei do Egito, que preside um monopólio dos recursos da região, pede a Moisés e Arão para abençoá-lo.

Os poderes da escassez admitem a esta pequena comunidade de abundância, é claro que você está na onda do futuro. Então antes que você saia, coloque suas poderosas mãos sobre nós e nos de energia.

“O texto mostra que o poder do futuro não está nas mãos daqueles que acreditam na escassez e monopolizam os recursos do mundo; está nas mãos daqueles que confiam na abundância de Deus”.

QUANDO AS CRIANÇAS de Israel estão no deserto, além do alcance do Egito, eles ainda olham para trás e pensam: “Devemos ir mesmo?

Toda a glória do mundo está no Egito e com Faraó. “Mas quando eles finalmente se viram e olham o deserto, onde não há monopólios, eles veem a glória do Senhor.

Em resposta aos medos e reclamações das pessoas, algo extraordinário acontece. O amor de Deus vem escorrendo na forma de pão. Eles dizem: “Manhue?” – hebraico para “O que é isto?” – e a palavra “maná” nasce.

Eles nunca haviam recebido o pão como um presente gratuito que eles não podiam controlar, prever, planejar ou possuir. O significado desta estranha narrativa é que os dons da vida são de fato dados por um Deus generoso. É uma maravilha, é um milagre é um constrangimento, é irracional, mas a abundância de Deus transcende a economia de mercado.

Três coisas aconteceram com este pão em Êxodo 16. Primeiro, todo mundo tinha o suficiente. Mas porque Israel desejava acreditar na escassez no Egito, as pessoas começaram a acumular o pão. Quando tentaram bancar, investir e se tornou azedo e apodreceu, porque você não pode guardar a generosidade.

Finalmente, Moisés disse: “Você sabe o que devemos fazer? Nós devemos fazer o que Deus fez em Gênesis I. Nós deveríamos ter um sábado”. Sábado significa que há pão suficiente, para que não tenhamos que nos apressar todos os dias de nossas vidas. Não há registro de que o faraó tenha tirado um dia de folga.

Pessoas que pensam que suas vidas consistem em lutar para conseguir mais e mais, nunca podendo diminuir porque eles não terão o suficiente.

Quando o povo de Israel atravessa o rio Jordão para a terra prometida o maná para de chegar. Agora eles podem e terão que cultivar sua comida. Muito em breve, Israel sofre uma terrível derrota na batalha e Josué conduz uma investigação para descobrir quem ou o que minou o esforço de guerra. Ele finalmente descobre a causa da derrota para um homem chamado A’chan, que roubou alguns dos espólios da batalha e escondeu eles da comunidade. Possuindo terra, propriedade e a riqueza torna as pessoas ambiciosas, a Bíblia adverte.

Nós que somos agora a nação mais rica convertidos nos principais de nossos dias, nunca sentimos isso e nós temos o suficiente; mas nós temos que ter mais e mais, e esse desejo insaciável nos destrói.

Se somos liberais ou conservadores Cristãos, devemos confessar que o problema central de nossas vidas é que nós somos dilacerados pelo conflito entre nossa atração para as boas novas de Deus em abundância e o poder de nossa crença em escassez – uma crença que nos torna gananciosos, significando os sem vizinhos. Nós gastamos nossas vidas tentando resolver essa ambiguidade.

O conflito entre as narrativas de abundância e escassez é a definição do problema que nos confronta na virada do milênio. A história do evangelho da abundância afirma que nos originamos no amor magnífico e inexplicável de um Deus que amava o mundo em ser generoso.

O serviço batismal declara que cada um de nós foi milagrosamente amado pela existência por Deus. E a história da abundância diz que nossas vidas terminarão em Deus, e esse bem-estar não pode ser tirado de nós. Nas palavras de São Paulo, nem vida nem morte nem anjos nem principados nem coisas – nada poderá nos separar de Deus.

O que sabemos sobre nossos começos e finais então, cria um tipo diferente de tempo presente para nós. Podemos viver de acordo com uma ética pela qual não somos movidos, controlados, ansiosos, frenéticos ou gananciosos, precisamente porque estamos suficientemente em casa e em paz para nos preocuparmos com os outros como nós fomos tratados.

Mas se você é como eu, enquanto lê a Bíblia continue olhando para a tela para ver como o mercado está fazendo. Se você é como eu, você lê a Bíblia em um bom dia, mas você assiste todos os anúncios diários da Nike. E a história da Nike diz que nossos inícios estão em nossas conquistas, e que devemos nos criar.

Minha esposa e eu temos alguns jovens amigos que têm um filho de quatro anos de idade. Recentemente a mãe contou-nos que ela estava prestes a fazer uma crucial decisão. Ela teve que colocar o filho no jardim de infância certo porque se ela não o fizesse, ele não conseguiria matricula-lo na escola preparatória certa, essa significaria não ser capaz de estudar em Davidson College. E se ele não fosse para essa escola ele não estaria ligado aos banqueiros em Charlotte e ser capaz de obter o tipo de trabalho onde ele poderia fazer muito dinheiro.

A história de nossos amigos é uma espécie de parábola da nossa noção que devemos nos posicionar porque devemos alcançar e construir nossas próprias vidas. De acordo com a história da Nike, quem tem mais sapatos quando ele morre ganha. A história da Nike diz que há presentes a serem dados pois não há doador mais.

Nós acabamos, apenas com tudo o que conseguimos obter para nós mesmos. Essa história termina em desespero. Isto nos coloca no tempo presente com ansiedade, medo, ganância e brutalidade. Produz abuso de criança e esposa, indiferença aos pobres e o acúmulo de armamentos, divisões entre pessoas e meio ambiente racista. Diz-nos para não se preocupar com qualquer outra pessoa além de nós mesmos e é o credo predominante da Sociedade norte americana.

Não seria maravilhoso se liberais e pessoas da igreja conservadoras, que gostam de brigar com os outros, chegaram à conclusão que a verdadeira questão que nos confronta é se as notícias de Deus e a abundância podem ser confiáveis no face da história da escassez?

O que nós sabemos nos recessos secretos de nossos corações é que a história da escassez é um conto de morte. E as pessoas de Deus combatem este conto, testemunhando o maná. Existe mais pão excelente do que materialismo crasso.

É o pão da vida e você não precisa assar. Enquanto caminhamos no novo milênio, devemos decidir onde nossa confiança é colocada. A grande questão que estamos enfrentando, agora, na igreja é se nossa fé nos leva a viver de uma maneira nova. Se escolhermos a história de morte, vamos perder a terra – para o excesso de fertilizantes químicos, ou bombeando do lençol freático para a irrigação, talvez.

Ou talvez a gente só a perca à noite, como sair depois que escurecer se torna mais e mais perigoso. Josué 24 coloca a escolha diante de nós. Começa recitando a história da generosidade de Deus, e ele conclui dizendo:

“Eu não sei sobre você, mas eu e minha casa escolhemos o Senhor.”

Este não é um texto de crescimento da igreja. Josué avisa as pessoas que esta escolha trará um monte de problemas. Se eles querem estar na história da abundância, eles devem guardar seus deuses estranhos – identificaria eles como os deuses da escassez.

Jesus disse de maneira mais sucinta. Você não pode servir a Deus e Mamom. Você não pode servir a Deus e fazer o que quiser com seu dinheiro ou seu sexo ou sua terra. Então diz:

“Não seja ansioso, porque tudo que você necessita será dado a você.”

Mas você deve decidir. Cristãos têm uma longa história de tentar espremer Jesus da vida pública e reduzi-lo a um privado pequeno Salvador. Fazer isso é ignorar o que a Bíblia realmente diz.

Jesus fala muito sobre o reino de Deus – e o que ele significa que por isso é uma vida pública reorganizada para a vizinhança.

Quando criança, Jesus deve ter ouvido sua mãe Maria cantando, frequentemente. E como sabemos, ela cantou uma canção revolucionária, o Magnificat— o hino do Evangelho de Lucas.

Ela cantou sobre a vizinhança; sobre como Deus derruba os poderosos de seus tronos e eleva o humilde; sobre como Deus preenche com fome de coisas boas e envia os ricos de mãos estão vazios. Maria não compõem essa música perigosa. Ela tirou de outra mãe, Ana que cantou muito antes para poucos, como Samuel, que se tornou um dos antigos grandes revolucionários de Israel. Ana, Maria e seus filhinhos com quem imaginei uma grande transformação social.

Jesus promulgou a canção de sua mãe, bem. Onde quer que ele foi, quebrou os ciclos viciosos da pobreza, escravidão, medo e morte; ele curou transformados, capacitados e trouxe nova vida. O exemplo de Jesus nos dá o mandato para transformar nossa vida pública.

Contando parábolas era um dos de Jesus com atividades revolucionárias, para parábolas são imaginações subversivas da realidade. A ideologia dedicada a encorajar consumo dos que receberem a visão, o coxo anda, o os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e os pobres são libertados da dívida. O perdão de dívidas é listado por último porque é a coisa mais difícil de fazer – mais difícil até do que ressuscitar os mortos para a vida.

Jesus deixou as pessoas comuns deslumbradas, espantadas e gratas; deixou pessoas irritadas e chateadas, porque cada vez que realizou uma maravilha, eles perderam um pouco de sua influência. As maravilhas da nova era, da vinda do reino de Deus pode nos escandalizar e nos perturbar. Elas nos deslumbram, mas também nos fazem nervosos. O povo de Deus precisa ajuda pastoral no processamento deste ambivalente sentido de ambos profundamente anseio pela nova criação de Deus e profundamente temendo isso.

A alimentação das multidões, registrado no Evangelho de Marcos, é um exemplo do novo mundo chegando através de Deus. Quando os discípulos, encarregados de alimentar a multidão faminta, encontrou uma criança com cinco pães e dois peixes, Jesus elevou, abençoou, quebrou e deu o pão. Estes são os quatro decisivos verbos da nossa existência sacramental.

Jesus conduziu a Eucaristia, uma gratidão. Ele demonstrou que o mundo está cheio de abundância e carregado de generosidade. Se o pão está partido e compartilhado, há o suficiente para todos. Jesus está envolvido no reordenamento sacramental e subversivo da realidade pública.

O profano é o oposto do sacramental. “Profano” significa apartamento, vazio, unidimensional, exausto. A ideologia do mercado quer nos fazer acreditar que o mundo é profano— a vida consiste em comprar e vender, pesagem, medição e negociação e, finalmente, afundando em morte e nada.

Mas jesus apresenta um tipo totalmente diferente da economia, um infundido com o mistério de abundância e um cruciforme tipo de generosidade onde cinco mil são alimentados e 12 cestas de comida sobrando – um para cada tribo de Israel. Jesus transforma a economia abençoando-a e quebrando-a além interesse próprio. Do quebrado Pão de sexta-feira vem a abundância de domingo.

Neste e nos seguintes conta-se uma alimentação milagrosa em Marcos, as pessoas não devem agarrar, acumular, ressentir ou agir egoisticamente; eles assistem como os sucos do céu multiplicam o pão da terra. Jesus reafirma Gênesis 1.

Quando as pessoas esquecem que Jesus é o pão do mundo, eles começam a comer besteiras – a comida dos fariseus e de Herodes, o pão do moralismo e do poder.

Muitas vezes a igreja esquece o pão verdadeiro e é tentado pelas besteiras. Nossa fé não é apenas sobre assuntos espirituais; é sobre a transformação do mundo. Quanto mais nos aproximamos de Jesus, mais iremos trazer uma nova economia de abundância para o mundo. Os discípulos muitas vezes não entendem o que Jesus é sobre porque eles continuam tentando para encaixá-lo em velhos padrões e fazer isso é faze-lo inócuo, irrelevante e chato.

Mas Paulo entende. Em 2 Coríntios 8, Paulo dirige uma campanha de mordomia para a igreja primitiva e apresenta Jesus como o novo economista. Embora Jesus fosse rico, Paulo diz, “ainda para o seu amor ele se tornou pobre, e por sua pobreza você pode se tornar rico. “Dizemos que é preciso dinheiro para fazer dinheiro; Paulo diz que é preciso pobreza para produzir abundância”.

Jesus se deu para enriquecer outros, e devemos fazer o mesmo. Nossa abundância e a pobreza dos outros precisa ser trazida para um novo equilíbrio.

Paulo termina sua carta de mordomia citando Êxodo 16: “E aquele que tinha muito, não fez muito, e aquele quem tinha pouco não tinha pouco também. “A citação é da história do maná que transformou o deserto em abundância.

É claro que é mais fácil falar sobre essas coisas do que as viver. Muitas pessoas tanto dentro e fora da igreja não tenho a menor ideia de Jesus falando sobre a economia. Não lhes ensinei quem ele é. Mas devemos começar a fazê-lo agora, não importa quão economicamente comprometidos podemos sentir.

Nosso mundo absolutamente requer esta notícia. Não tem nada a ver com ser republicanos ou democratas, liberais ou conservadores, socialistas ou capitalistas. É muito mais elementar: a criação é infundida com a generosidade do Criador, e podemos encontrar práticas, procedimentos e instituições que permitem que a generosidade trabalhos. Como o jovem rico em Mark 10, todos nós temos muitas posses.

Compartilhar nossa abundância pode, como Jesus diz, ser impossível para os mortais, mas nada é impossível para Deus. Nenhum de nós sabe que riscos o espírito de Deus pode nos capacitar a tomar. Nossa fé, ministério e esperança em a virada do milênio é que o Criador vai capacitar e confiar em sua generosidade, para que o pão possa abundar. •

Tradução: Lou Mello

Walter Brueggemann é McPheeters Professor do Antigo Testamento

 

Oh, meu barato de ir à padaria (agora um pouco relegado porque a maré não é das melhores) incluí pizza de mussarela, Coca-Cola em vidro e bisbilhotar o bate-papo dos presentes. Nada de predestinação a lá Calvino.

Certa vez, ouvi dois caras discutindo Calvino e seu calvinismo. No seminário ou na Igreja, tudo bem, mas na imaculada padaria… sei não…

Às tantas, um deles mencionou o Pr. Matheus Zandona, judeu e professor na Sinagoga Har Tzion, em Belo Horizonte, desde 2001 e incentivou seu colega a ver os vídeos dele no YouTube (https://youtu.be/um_45X2tivc) . Segundo ele, Calvino já era.

Desde o tempo de seminário (FTBSP) ouvi o Dr. Shedd dizer a um aluno que não gostava de Calvino: “Se você começar a ler, só o que Calvino escreveu sobre a predestinação, você não conseguirá ler tudo por falta de tempo de vida”.

Entendeu né? O aluno não gostava de Calvino, enquanto o Dr. Shedd que deve ter lido todos os livros do João Calvino sobre a predestinação, sempre foi enigmático quanto a esse e muitos outros temas polêmicos. 

Agora, se o Zandona estiver certo então serei obrigado pensar das duas uma, ou ele é o maior charlatão da história ou um tremendo burro, sem ofensa aos burros (animal pertencente ao grupo dos mamíferos vertebrados).

Esse acontecimento mexeu comigo, pois as minhas bíblias deixavam claro que os predestinados eram os judeus, enquanto os gentios teriam sido convidados a fazer parte do Reino de Deus via graça e bondade de Jesus Cristo, sem qualquer outra contrapartida.

Chegando em casa, assisti os vídeos do Zandona e fiquei chocado vendo ele descrever exatamente o que eu mesmo já havia percebido, mas nunca tive coragem de abrir entre meus irmãos de igreja e muito menos aos não igrejeiros.

Zenon! Até hoje não li o comentário de Efésios de autoria do Calvino. Primeiro porque nunca o achei e depois, a dúvida se Calvino não teria sido um grande equivocado. Abraço.