A Gruta do Lou

Orações na Prática

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Orações

Chegamos a dias onde a fé se desvanece em meio a práticas cristãs equivocadas, mais a somatória de atitudes nada a ver com o evangelho, como a mercantilização da fé. Com isso, até as mais simples ações devocionais são colocadas na berlinda e perdem seu valor e eficácia. É o caso da oração, a meu ver.

Muitos dos amigos, companheiros de missões, aqui e por esse mundo afora, com os quais tivemos as mais lindas experiências de oração, (por exemplo, quando éramos seis missionários, à noite ajoelhados em uma praia, em Tirana – Albânia, nos tempos do regime marxista-leninista, e oramos pela libertação religiosa do povo albanês. Claro que o ceticismo pode discutir isso, mas hoje aquele povo vive em liberdade religiosa. Enquanto eles, os céticos, estão vivendo sem essa experiência agora, pois perderam a fé nessa prática.

Tudo bem, Jesus avisou que muitos enfraqueceriam, mesmo. Não é fácil orar, orar e nada acontecer ou mudar. Tenho vivido isso, nos últimos vinte anos, embora em meu caso, não encontro resposta para determinados temas, enquanto outros são plenamente respondidos, tenho certeza disso.

As causas que contribuem para esse estado de fé, menos fervorosa, são muitas. Já citei a questão do grande mercado em que virou a Igreja, e sempre há uma ou outra exceção em toda regra, mas há muito mais, as falácias teológicas, a insistente “psicologização” da fé, detalhe que muda o eixo homem-de-Deus para homem–mente e a complacência incompetente dos líderes de nossos dias. Prefiro deixar essas questões para os teólogos, afinal eles estragaram tudo, agora consertem. Não podemos esquecer quanto os teólogos são um bando de niilistas, já dizia Nietzsche.

Talvez possa lançar uma pequena luz na questão da oração, essa manhã. Certo dia, me dei conta da possibilidade de muitas orações, aparentemente não respondidas, aos meus olhos, já terem suas respostas entregues e bem à nossa frente, mas devido o caráter contrário delas ao que esperávamos, negamos recebê-las como tal.

Admiro muitíssimo um cristão capaz de ouvir as respostas às suas orações com humildade e, mesmo quando elas chegam diferente do esperado, eles se resignam em aceitá-las sem perder a fé na oração. Sei que chega a ser revoltante quando oramos pela cura de um ente querido e minutos depois ele jaz inerte sem vida, principalmente porque vimos nos evangelhos Jesus livrando muitas pessoas condenadas da morte.

Claro que há grandes mistérios em tudo isso, entretanto nosso Deus da vida instituiu o fim dela com a morte e não podemos nos esquecer disso. Mesmo os que passaram por curas milagrosas, um dia encontraram seu momento final, como todos.

Vale lembrar que a oração não é apenas para os momentos críticos da vida, ela pode ser uma companheira e tanto no nosso dia-a-dia, nas nossas questões comuns. A vantagem disso será nosso crescimento nessa prática, como queria o polêmico apóstolo Paulo, crescendo de fé em fé. Dessas vivências diárias na oração, sem perceber, estaremos nos preparando para os grandes momentos em que a oração fará grandes transformações, tais como colocar regimes ateístas no chão e devolver a liberdade religiosa de um povo, ou impedir a morte precoce de uma criança doente, ou ainda, resolver o problema de sua conta de luz vencida, simplesmente.

Se conselho fosse bom, ninguém o daria de graça, diz o aforismo, mas aí vai um conselho muito bom e grátis: Exercite sua fé através da oração em todas as suas pequenas causas diárias, quando chegar o Tsunami ou a tempestade em sua vida você repreenderá os ventos e as tempestades com suas orações, para assombro de todos. Mas seja humilde para receber as respostas divinas como elas vierem. Às vezes, os ventos não cessarão, a vida partirá de alguém que amamos ou as contas continuarão na pasta das não pagas. Essas respostas também podem ter o selo divino.

 

OPs: Daqui a pouco, deixarei meu filho em companhia da Dedé no hospital Unimed para uma sessão de hemodiluição. Boa chance para você e eu exercitarmo-nos na oração e na fé, certo?

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