A Gruta do Lou

O respeito à mulher


Malala Yousafzai

“É estranho isso, até outro dia todo mundo queria o “somos todos iguais”. Mulheres não querem mais aquele machismo ultrapassado do cavalheirismo, do respeito exagerado à mulher grávida, à mulher casada ou comprometida, de não ter que ouvir cantadas todas as vezes que saem às ruas e, muito menos, prescindir de algum homem que as defendam. Elas são iguais e ponto.

Os homens, já nem sabem mais o que seria tudo isso, talvez algo em algum lugar do passado. Elas são iguais, ué. O que ninguém se deu conta é que atiraram no que viram e acertaram o que não viram, ou seja, a mulher perdeu o respeito, enquanto buscava libertar-se. Aconteceu na Índia, na África e agora no Brasil.

Também acho que a mulher precisava ser mais livre, mas elas nunca poderiam ter perdido o respeito com que sempre as tratamos”. Talvez o caminho para a liberdade, igualdade e fraternidade entre as mulheres e os homens seja outro.

A mulher é insubstituível no papel de mãe, por mais que muitos homens tenham se esforçado, na ausência de uma mulher. Conceber é um indiscutível papel feminino, no caso da raça humana e os homens também têm sua participação única nisso. Mas quando me refiro à mulher mãe, refiro-me à educadora dos primeiros anos dos filhos, desde a amamentação até a maturidade dos filhos serem capazes de alimentarem-se sozinhos. Segundo boa parte dos educadores e psicólogos, elas são insubstituíveis nessa fase. Pra falar a verdade, nós latinos costumamos ficar sob a as asas de nossas mães a vida toda, se elas deixarem. Aliás esse não foi o meu caso, a minha mãe me pôs no mundo e escafedeu-se. As intervenções dela em minha vida foram sempre catastróficas, com raríssimas exceções. Mas a maioria das mães do meu tempo eram muito legais.

Tudo isso era, também, segurança para a mulher. Talvez a diminuição desses comportamentos tenham colocado a mulher mais em risco, mais vulnerável e, por aí, ela esteja sendo agredida, também. Nunca é demais lembrar que os homens tendem a ser mais covardes do que as mulher. Isso não é nenhuma regra total, mas é muito comum. Sem o respeito, será difícil impedi-los dos atos brutais que já pipocam por aí, ao montes.

Não estou defendendo tese alguma, apenas tentando refletir sobre o que está acontecendo conosco. Particularmente, prefiro mulheres inteligentes e respeitadas e sensíveis, ao invés de lutadoras de MMA. Violência só gera violência e é mais velho do que andar para frente. Confesso, detesto feministas tanto quanto machistas, embora tenha sido educado para ser um deles, em parte. Portanto detesto a mim mesmo quando banco o machão, mas as vezes escapa, ainda nos presentes dias. Só que nunca cheguei ao ponto de tocar uma mulher com violência de qualquer tipo.

lousign

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