A Gruta do Lou

O Pessimista

                                                    O Pessimista

O Paulo está “Brabo” comigo porque intuiu a verdade a meu respeito: sou um otimista em pele de lobo pessimista, segundo ele. Durante o debate organizado para o lançamento do livro “A Bacia das Almas”, um dos participantes, o Dr. Jung, acusou o Brabo de “pessimista”. A resposta, de bate pronto, foi: “você não faz ideia.”

Prefiro não emitir veredito a mim e muito menos aos outros. Sou pessimista quanto a Igreja, meu país, o futebol nacional e outras coisas, mas aprendi com o Zenon a optar pela mudança comportamental e adotá-la, nas outras áreas da vida.

Claro, ler livros de autoajuda não pega bem, pelo menos, os mais alinhados ao “status quo” (politicamente corretos) vigente dizem isso. De fato, há muita porcaria por aí.

Entretanto, preciso confessar o quanto esses livros me ajudaram ao longo de minha caminhada, em momentos de extremo pessimismo.

Não foi o otimismo que me levou ao Zenon. Estava me sentindo esmagado, restava pouca esperança quando entrei no consultório dele.

Não precisei deitar em nenhum divã, nem fazer longas regressões ou digressões. Depois de um bom papo ele me receitou algumas leituras.

Com o tempo, dividimos informações sobre muitos livros. Surpreendi-me com o fato de que já conhecia alguns dos mais indicados por ele, em especial, Norman Vincent Peale, Emmet Fox e Dale Carnegie, só não sabia como utilizá-los.

Sabe, o mundo é engraçado. Não há espaço só para os otimistas, os bonitos, os sãos e os ignorantes e idiotas. Ele precisa dos pessimistas, dos feios, dos doentes, e dos inteligentes cultos, também.

É esse tipo de gente última que vai possibilitar a existência e a não destruição da raça humana, pois eles são o fator de equilíbrio básico à nossa existência. O Brabo é um ser necessário, muito mais do que certos otimistas conhecidos, sem os quais viveríamos tranquilamente.

Os pregadores do otimismo citados, todos eles, tinham currículo pessimista invejável. Não sou diferente. Sinto o cheiro de desastre iminente de longe.

Nenhum salvador ou profeta viveu sem isso. Aliás, no mesmo debate, o Prof. Lourenço soltou essa pérola. O Brabo é um profeta pós-moderno profetizando a derrocada da instituição igreja, caso ela não mude seus rumos.

Jesus estava pessimista quando viu a situação do planeta. Seu discurso foi otimista, como forma pedagógica capaz de provocar a mudança. Acredito nisso também, assim como o Brabo.

Ficar por aí apregoando o aquecimento global não é atitude redentora. O velho é bom evangelho tem a capacidade de salvar a Terra e, principalmente, a raça humana.

Afinal, se voltarmos nossas faces a Deus e seu Reino Eterno, deixaremos nossas práticas destruidoras, tanto do planeta, quanto dos seres habitantes dele. De novo, a bola está com a Igreja. Aí vêm o pessimismo, de novo.

Capricornio PB

6 thoughts on “O Pessimista

  1. Pingback: Thiago Mendanha
  2. Pingback: Thiago Mendanha
  3. Pingback: Recomendo
  4. Pingback: Recomendo
  5. Pingback: Fernando Piva
  6. Pingback: Recomendo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *