A Gruta do Lou

O penetra Naum

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Ontem passei o dia em São Paulo, mais especificamente no escritório de um dos meus “dois” clientes de informática. Fui rê-ligar a rede, depois da passagem do funcionário da Telefonica por lá, e cuidar de outros detalhes. Imagine que o fulano ofereceu-se para fazer esse serviço por meros R$ 40,00, ou seja, quarenta mangos para desplugar o cabo de um computador e plugá-lo no Roteador ao lado. Também deixou o número do celular dele anotado no verso da ordem de serviço, para qualquer eventualidade cibernética, sem falar que a empresa oferece serviços de manutenção em redes a R$ 7,00 por mês. Mas o que sempre me incomoda é a ética vigente, hoje, ou algo assim.

Durante a tarde, precisei sair para comprar um estabilizador de voltagem e, ao sair, pedi ao meu amigo cliente para solicitar o disco de instalação da impressora nova ao fornecedor, para poder instalá-la quando voltasse, pois o mesmo não fora entregue junto com a máquina. Ao voltar, encontrei um cara aboletado em frente ao computador, coisa comum em um escritório, mas não era nenhum dos funcionários e sim alguém de fora. Logo o Adalberto apareceu e me informou tratar-se do Naum, um cliente que, segundo ele, “mexe com informática” e que estaria instalando a impressora, baixando os drivers de instalação via Internet, coisa que eu já fizera, mas preferia instalar os originais, obviamente.

Ficamos só os dois na sala e o Naum me informou que voltara a usar a Internet via cabo naquele computador ( reparei que o adaptador wireless que eu implantara na máquina, jazia sobre a mesa)  por achá-la mais “confiável” e emendou um discurso dizendo que o Dr. Adalberto precisava de  sigilo (coisa que eu jamais teria imaginado) e que a rede Wireless (que eu acabara de instalar com muito esforço e  dedicação) expunha as informações aos outros condôminos do prédio (o que está longe de ser verdade, quando você não a torna pública) e que o melhor era deixar a rede “a cabo”, mesmo com os cabos “enfeitando” as paredes e o chão do escritório. Afirmou que o roteador que eu adquiri com grande carinho lá no maior Shopping de Informática da América Latina, o Santa Efigênia, era de segunda linha e se eu desejasse mesmo adquirir um bom roteador, deveria escolher um da marca tal (não me lembro o nome citado), mais caro e bem melhor, na opinião dele (embora o Bill Gates e eu não concordemos).

Ainda gastou um bom tempo me dando orientações sobre como um velhinho feito eu deveria trabalhar com informática, ou seja, concluindo pelas palavras e atitudes dele, o melhor seria desistir imediatamente, particularmente, do Dr. Adalberto, provavelmente, na mira do mancebo. Claro que não perguntei nada ao cidadão, mas imaginei que tudo aquilo já fora dito ao meu cliente, previamente.

Nada disso importa muito, meu ponto aqui é como há idiotas desnecessários  (c0ntradizendo a sabedoria de Nelson Rodrigues) nesse mundo de Deus, todos com ousadia suficiente para se meter no meu trabalho, sem nunca haver me visto antes mais gordo (10 kgs) ou mais magro (uns 30 kgs). Atualmente, tenho esses únicos e remanescentes “dois” clientes de informática, o próprio Adalberto e o Pr. Neto. Há um terceiro, mas é um “não pagante” e mais esporádico. Mesmo assim, me aparece “alguém” querendo roubá-los, usando essa tática ridícula de desmerecer meu trabalho. Como diz o provérbio perdido, “não há como desmerecer alguém, sem enaltecer a si próprio”.

Ao longo de minha vida, em todas as áreas, fui vitima desses pilantras, seja no ministério, na carreira de professor (tanto de Educação Física, como de teologia), como empresário, na consultoria, no papel de mecânico de computadores, etc. Sempre me apareciam esses ladrões de trabalho e todos eles iniciavam sua prática através desse comportamento antiético. Ainda hei de escrever um livro sobre os Nauns desse mundo e garanto que será um livro bem gordo. Se incluir as outras áreas da vida, o livro terá mais de oitocentas páginas.

Voltei a rede do Adalberto para o sistema a cabos. Sei muito bem que se deixasse no modo wireless e algo acontecesse o Naum ficará com os louros e isso eu não tolerarei. Saí de lá só com a grana da condução, pois não poderia cobrar nada por “desfazer” um serviço e ainda tive que “engolir” um teclado Microsoft que adquiri desnecessariamente, esse que agora estou usando para escrever-lhes, muito bom por sinal. E o Adalberto ainda observou cheio de razão: “gastei dinheiro a toa”. Da próxima vez que me ligar, a primeira coisa que perguntarei é: E o Naum, como vai?

 

 

lousign

3 thoughts on “O penetra Naum

  1. Porque crescer subindo em alguém? As pessoas estão confusas por tudo que aprenderam desde suas infâncias. Afinal, a famosa frase sempre existiu:

    – Se você fizer isso vai ganhar isso em troca!

    Relacionamentos de troca desde pequenos, logo, a escuridão encobre os corações que de alguma forma precisam sobressair para obter, fazendo tal coisa para ganhar outra. Isso no colégio, no trabalho, são essas nossas metas. Hoje é só por você, amanhã para alimentar nosso ser insasiável será contra o outro, então, custe o que custar, passarão por cima de tudo. Depende do caráter de cada um a destruição desse ensino.

    Mas sabe o que me incomoda mais??

    É quando passam por cima de você na falsa piedade, esses são realmente cruéis. Acho que esse é o nível mais alto de MALDADE, e quem fez esse papel não foi o Naum que não te conhecia “desmontando” tudo que você fez não…

    Pessoas assim, raramente enxergam além do próprio umbigo.

  2. Lou!
    Você já encontrou com esse “ratinho” muitas vezes pela sua vida…se prestar atenção, vai notar que ele continua pequeno..
    Aí está a diferença entre homens e ratos.

    É mesmo. Ele parece um rato pequeno, de fato.

  3. “Não há como enaltecer a si sem desmerecer outrem”
    Essa frase é tão boa, mas tão boa que acho que foi Jesus que disse e os caras dos Evangelhos esqueceram de registrar.

    A que Jesus disse era o contrário dessa. 🙂

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