A Gruta do Lou

O pacto está vivo.

Foto: Sebastião Salgado

Quem tem a visão profética? Como resgataremos a igreja? Qual a direção a seguir?

Em 1974, início do último quarto do século XX, a liderança rica da igreja evangélica reuniu-se em Lausanne, Suiça e traçou os rumos para o Século XXI. John Stott foi o grande nome daquele encontro, mas haviam muitos outros, lá. Homens e mulheres de Deus. Um relatório foi escrito e um manifesto deflagrado. Foi traduzido e publicado em português com o título: O Pacto de Lausanne.

Dos brasileiros que participaram desse momento único e histórico para o futuro da Igreja, poucos permanecem firmes e fieis ao pacto que assinaram. Alguns morreram, outros deixaram a fé e há os que ainda estão por aí, mas agem como se não houvesse o pacto.

No início dos anos noventa, fui convidado a falar em um importante congresso sobre missões, em São Paulo. Nosso tema era: O que a Igreja deveria fazer no século XXI? Eu lí o discurso final do John Stott em Lausanne, 1974, naquela noite e só anunciei o autor quando terminei, deixando no ar a pergunta: Existe outro rumo além desse?

Deixo com vocês as palavras finais do pacto:

Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para sua Glória a sermos fiéis a este Pacto! Aleluia!.

Se você estiver interessado, clique aqui para ter a sua cópia do Pacto.

12 thoughts on “O pacto está vivo.

  1. Bom dia, Lou,

    Que resolução tão importante!

    Estava a ler e estava-me a “arrepiar”.

    Estava a tentar sentir o mesmo que as pessoas que o firmaram, sentiram no momento de o assinar…

    Deve ter sido feito com muita seriedade e com muito empenho!

    Os pactos ou são pactos ou não são.

    Se se aceitam e se firmam… deverá ser mesmo para cumprir custe o que custar…

    Bom, mas isso é o desejável,porém o que depois se faz do pacto… é outra coisa.

    O ser humano é tão incongruente!

    Que o bom Deus nos perdoe

    um abraço
    viviana

  2. Viviana

    O objetivo é lembrar que sabemos para onde ir, se não estamos indo devemos nos questionar a respeito e deixar nossos castelos (igrejas) e ir à luta. O pato não alterou o mandamento bíblico, ao contrário, o ratificou. Enquanto a igreja mais séria está acomodada, olhando o próprio umbigo, a “igreja” perversa caminha sedenta e ávida na busca de seus próprios interesses.

  3. Alê

    Estranho né? Um esquecido e miserável maltrapilho sorocabano preocupado com essas coisas importantes quando deveria estar cuidando da trave que tem em seu olho. Isso é assunto para o fEd, o Gordim e o Gariovaldo, mas eles deixaram o celular desligado e o pessoal do céu me ligou. Acho que sou o único idiota que deixa o celular ligado, mesmo com tantos cobradores à minha procura. Vai saber…

  4. Oi Lou, bom dia!!!

    Inspirado o Pastor hoje,rs.

    Chegamos ontem de viagem. Aproveitamos o feriadao para visitarmos os parentes. Linda a sua dedicatória e história sobre o dia das maes ser todos os dias.

    Vou lá ler o clique aqui do seu post, rs.

    Abracos

  5. Georgia

    Não sei se escrevi algo tão drástico, mas acho mesmo que minha esposa é uma mãe total, em todos os dias do ano, e meus filhos são privilegiados por isso. Dia das mães, como de resto, todos essas datas comemorativas têm importância relativa aqui em casa.

  6. Oi Lou

    O problema dos pactos reside na idéia que por si só as coisas acontecem. Há um grande esforço para reunir todo mundo, para elaborar as teses e negociaçar a aprovação. Uma vez aprovado há a celebração, despedida e depois cada um volta para a sua vidinha de sempre.
    Existe um novo pacto dos evangélicos americanos capitaneado pelo Oss Guiness, sei não,acho que não precisamos mais de pactos. Basta apenas cumprirmos o que já temos na Grande Comissão.
    A importância de Lauzanne é indiscutível,quando seminarista fui despertado para suas proposições, tento aplicá-lo há anos em nossa denominação. Finalmente nos últimos quatro anos foi estabelecido um compromisso com a Missão Integral da Igreja. Boas coisas estão acontecendo mas a maioria dos irmãos não leêm pactos… nem manuais de instruções de geladeira.

    Um abração

  7. Maurício

    Você disse a frase certa: depois voltam à sua vidinha de sempre. Assim estou a ver a Igreja mais séria: fechada em seus castelos, cada um cuidando do próprio umbigo, enquanto os três mosquitos fazem a festa (Edir, Soares e Hernandes). Nossos mais proeminentes arautos (fEd, Gordim e gAriovaldo) andam com complexo de teólogos falando sobre o que não entendem, fazendo ousadas asseverações. Podiam dar alguma atenção ao Grande Mandamento e ao pacto, certo? Dois deles são meus amigos e colegas de seminário, não se espante.

  8. “também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias.”

    Pastor, não estou muito segura quanto à aceitar a frase acima. O senhor se importaria de falar a esse respeito à congregação?

  9. Bete

    Se houver mesmo a tal Parusia, aguardada por várias religiões, ficará claro que Cristo falou por várias religiões. Pessoalmente, penso que as religiões, sem exceção, são manifestações sincretistas e humanas. Existem à revelia do Criador e seu Filho sofredor. A comunicação com o povo, embora quase inexistente, dá-se via blogs, em nossos dias, mas nem todos. Além desse aqui, ele fala através dos blogs contidos na lista ao lado, inclusive o seu, claro.

  10. Oi Lou…há muita ignorância, desleixo e interesse próprio entre as chamadas e ditas igrejas que impedem o cumprimento da vontade e Palavra de Deus, quanto mais se interessarem em cumprir ao pacto firmado…vejo crescer diante dos meus olhos e de minha impotência o Ego diabólico dentro de nossos castelos. Não encontro mais quem evangelize para o Senhor, apenas quem arrebanhe para “sua” igreja, não vejo quem se preocupe com as necessidades dos pobres, das viúvas e dos órfãos, mas encontro muitos que se empenham em “resolver” suas próprias necessidades e por aí vai minha lista caminhando a grande distância de encontrar uma igreja de maltrapilhos agraciados ou um castelo de amor. Creio que Deus está a fazer algo grande e definitivo sobre nossas vidas e que uma importante mudança se aproxima, porque vejo que muitos tem se levantado e ido contra toda sujeira doutrinária-apostolar-pastoral que tem sido imposta . Algo está para acontecer, e se não estiver, neste momento prefiro crer que acontecerá.

    Abraços
    Alice

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