A Gruta do Lou

Na cauda do cometa

Cauda-do-Cometa

Com esse post, além do meu propósito principal, aproveito para render uma homenagem implícita a um ex-colega de Ginásio Vocacional, obviamente Sir Guilherme Arantes, que não faz a menor ideia de quem sou, mas compôs a música “Lindo Balão Azul”, onde menciona a calda de um cometa, muito provavelmente, sem falar na irmã dele. Imagine a audácia da bófia (feminino de “bofe” segundo ou Aurélio), com sua peculiar arrogância, ao excluir-me dos amigos dela no Facebook. Afinal ela é doutora em Educação Física, certamente um dos mais elevados píncaros da gloria acadêmica.  Se quiser fazer um teste rápido para comprovar o que estou dizendo, marque um minuto em seu relógio mais próximo e anote todos os doutores em Educação Física que puder lembrar durante esse exíguo tempo.

Talvez, mais irrelevante do que o doutorado em Educação Física, só mesmo um doutorado em mecatrônica. Mas digo isso sem ofensa a todos os dois ou três doutores em Educação Física existentes no planeta.  Sem dúvida é uma dor de cotovelo profissional enrustida. O irmão dela só se tornou famoso e competente depois que abandonou o curso de arquitetura na FAU e virou cantor e compositor. Aliás, qual a vantagem acadêmica em um país presidido por bestas feras ignorantes.

Sinto estar em um tempo de grandes e decisivas mudanças. Nos últimos quase cinco anos estive encerrado nessa Gruta sem data prevista para ressuscitar. Meus três dias no inferno multiplicaram-se, afinal, alguém precisava pregar para tantos espíritos em prisão.

Entretanto, talvez quando a esperança parecia segurar-se em seu último e tênue fio de cabelo, um cometa passou. Como um menino sonhador, agarrei na cauda dele e me deixei levar para fora do meu exílio compulsório, deixando-me levar para uma viagem em torno da terra, sob novo céu azul.

Portanto, ao olhar orgulhoso de tantos posts, milhares de comentários, dezenas de novos amigos, centenas de leitores fiéis e anônimos, embora duríssimo, percebo a virtude de um tempo necessário e libertador.
Nas últimas semanas, a cada passada por aqui, percebi não ser o prisioneiro, nem mesmo o zelador, mas tornei-me alguém de fora. A hora de voar buscando o verão chegou, finalmente.

Concluo, perplexo, as grutas não são moradas eternas, mas um tempo, os três dias antes de reedificar o templo. Arrisco mais, não é um privilégio meu, é uma verdade crística à mão de cada um de nós.
Sei o seguinte: não posso mais parar de escrever.

Essa missão instalou-se dentro de mim quando ainda muito jovem, cresceu e acabou explodindo aqui. Talvez esse material nunca chegue a ser transformado em conteúdo de algum E-book qualquer ou mesmo um desses antiquados e ultrapassados livros impressos, dos quais tanto gosto. Enquanto isso se decide, não tenho como parar minha pena ou meu teclado, ou teclascreen, e estou imaginado uma saída, ou seja, o inicio de um novo projeto bloguístico, talvez.

Muitos veem o blogar em decadência. Mas sou um reconhecido contraditor de clichês e jargões, especialmente dos falsos pessimistas e não posso evitar contradizê-los. Provavelmente, irei de blog, mesmo. Minhas letras, palavras, frases e textos são inevitavelmente abundantes demais para meros Twitters e Facebooks.

Creio poder voltar, vez por outra, para fazer algum retiro espiritual ou soltar as ventas na direção dos proprietários de Deus. Falo dessa gente assumida como únicos porta vozes do divino, menosprezando grutenses, bacienses e tantos arautos muito mais confiáveis em relação a essa raça de víboras.

Ainda não sei como será, ou mesmo se será, mas prometo colocar uma faixa bem grande com o novo endereço, por aqui. Quem sabe a faixa não contenha o mesmo endereço de sempre, até… Agora, não me condenem, caso nada disso aconteça e eu continue destilando meu veneno por aqui mesmo. Como diria meu filho, eu não sou confiável.

Um grande beijo em vossas carecas. Amo muito a todos vocês, menos a irmã do meu ex-colega, claro.

Lou

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9 thoughts on “Na cauda do cometa

  1. Oi lou!,

    Na primeira lida do seu post achei que vc tava saindo até geograficamente! Parece que não é isso.
    Mas se vc quiser dar um passeio eu e minha esposa nos sentiríamos honrados se vc quisesse passar uns dias ou um tempo conosco.
    Aqui tudo é muito simples mas tem arroa, feijão e uma net móvel 3G sofrível!
    Vem!

  2. Júlio

    Muito obrigado pelo convite.
    Atualmente, estou trabalhando bastante e sem tempo para fazer coisas boas como seria visitá-los, certamente. Essa também é parte da razão para repensar o blog atual (Gruta). Ainda não tenho nada definido, mas devo começar outro blog, em outra perspectiva com outros enfoques. Por hora, devo escrever mais sobre Captação de Recursos no blog institucional lhmbrasil.
    Mas quem sabe, um dia desses, dou uma chegada por aí.
    abraço
    Lou

  3. >Brabo
    Talvez haja alguma dificuldade para o papel aceitar bons escritores, afinal o papel pertence aos editores, se não me engano
    .

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