A Gruta do Lou

Montes ao Mar

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida.”
Prov. 4:23

Na bíbla, em muitas passagens, as palavras coração e mente se confundem. Entretanto, sabemos onde estão nossos pensamentos e podemos entender o autor de provérbios em seu apelo quase desesperado no sentido de guardarmos a fonte de nossos pensamentos, pois dela depende a nossa vida.

A tendência é deixarmos nossos pensamentos andarem soltos como se fossem uma manada desgarrada. Uma qualidade comum nas pessoas mais organizadas e bem sucedidas é a capacidade de controlar o que pensam.

Anos atrás, jogava paciência no computador com grande freqüência. Chegava a anotar o total de pontos e o tempo gasto a cada tentativa e percebi que parecia haver um limite máximo que nunca conseguia ultrapassar. De um computador para outro havia alguma diferença no desempenho, mas nada muito significativo. Certa tarde, comecei a jogar e percebi algo diferente, pareceu-me ter conseguido abrir uma nova e desconhecida porta em minha mente e, de repente, comecei a atingir uma performance inacreditável no jogo, dobrando e até triplicando os pontos em menos tempo, para cada tentativa. Fiquei perplexo com aquela experiência. Concluí ser possuidor de alguma capacidade desconhecida e até senti um pouco de medo de descobrir o que seria.

Nisso encontrei uma certeza, essa nova capacidade começava no mesmo lugar onde meus pensamentos eram gerados. Logo após essa experiência, perguntei-me sobre qual poderia ser a utilidade dessa capacidade e veio a mim a lembrança de alguns fatos que havia arquivado sob a tag “coincidência”, tais como encontros inesperados com pessoas com as quais sonhara na noite anterior, embora não as visse há tempos, a conquista de coisas aparentemente impossíveis de forma não usual, como aquela bike Caloi que desejava ardentemente, momentos felizes na vida que sempre pareciam fugazes, etc., talvez estivessem relacionados a essa ou alguma capacidade interior, embora existente, eu não pudesse controlar.

De outro lado, a vida me reservava, de forma constante, uma série de dissabores que eu desejava ardentemente não experimentar. Aí descobri uma constante, embora estivessem na contra mão de minhas preferências, continuavam sendo desejos e acaba dando de cara com eles em algum momento, igualmente. Pensamentos, desejos, crenças, fé o que será tudo isso?

Jesus deixou todo mundo encafifado com aquela história da figueira omissa, aquela que não tinha frutos e o mestre anti ecologicamente secou na frente de todos. Pior foi o que ele disse depois, enquanto os caras estavam morrendo de pena da árvore incompetente e embasbacados com seu ato incrível:Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito”. Mat. 21: 21 – Quem acreditou nisso nesses últimos dois mil anos? Essa parte de secar figueiras parece que o pessoal entendeu bem, basta uma olhada rápida para a Serra do Mar e agora para a Amazônia. A dúvida ainda persiste no lance de jogar montanhas no mar.

Quem sabe o apóstolo errante estivesse pensando em tudo isso quando aconselhou: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tud o que for correto, tudo o que for puro, tudo que for amável, tudo que for de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês.” Fil. 4: 8 e 9 Talvez esse seja o caminho para a realização do projeto “montes ao mar”.

2 thoughts on “Montes ao Mar

  1. Quanto a lançar as montanhas ao mar, nem será preciso.
    O mar, cansado de esperar, já se lança em direção às montanhas.

    É, nem Jesus previu isso. Talvez o Espírito dele estivesse de férias naquele dia.

  2. Pensamento positivo!?
    rss
    É isso aí Lou! Pensemos nas coisas lá do alto… pq as coisas aqui de baixo são corruptas e escabrosas!

    Gosto de compartilhar tudo que me faz bem, mesmo que não sejam cult ou politicamente corretas.

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