Líder da igreja protestante no Brasil

Você sabe quem é o líder da igreja protestante no Brasil? Alguém como um presidente da AEVB (Associação Evangélica Brasileira) ou coisa parecida?

Pois é, eu também não fazia a menor idéia, até ler a notícia sobre a nova série sobre religiões, denominada Sagrado que será levada ao ar pela poderosa e parcial Rede Globo de Televisão e o canal Futura, conhecido líder de audiência, por aqui. Nela aparecem os representantes de cada grupo religioso e pasmem, o representante dos protestantes é, ninguém menos, do que o pastor Israel Belo, o cabra com roupa de presidiário e bico de pastor reacionário, na foto acima.

Se você pensou o mesmo que eu, está se perguntando What the hell is that? Pois é, nunca ouvi falar. Certamente deva ser um pastor muito conhecido no meio batista. Meu amigão, o pastor eterno na Igreja Batista da Água Branca e destacado líder da Convenção Batista Brasileira anda perdendo prestígio em seu próprio meio. Acho que vou parar de fazer ofensa vertical com ele. Alguém anda levando a coisa a sério. Por outro lado, pode ser que a Globo ou o pai da matéria, tal de antropólogo Emerson Giumbelli, que declarou:

“Sagrado é um convite para o telespectador aprofundar seu interesse pela diversidade que caracteriza o mundo religioso no Brasil. Proliferam na sociedade preconceitos e desinformações sobre esse mundo. A série procura dar uma contribuição para o estabelecimento de uma relação mais igualitária entre diferentes tradições religiosas, ao propiciar as várias delas visibilidade e expressão públicas.”

tenha feito suas escolhas por mera conveniência. Elaborar essa série, nesse momento, quando os ânimos andam meio acirrados entre ela e a rede Record, sabidamente propulsionada com grana de cristãos da Igreja Universal, o que a torna uma rede evangélica, no entender da Globo, é um tanto suspeito e nos leva a colocar as barbas de molho. Embora a Rede Globo não despreze a audiência evangélica, provavelmente a segunda parcela mais importante do bolo formado pela massa auditiva desinformada, ela sempre sonhará em trazer de volta os tempos em que este país curvava-se ao Papa em uníssono.

Tempos atrás, as principais lideranças protestantes e evangélicas reuniram-se no auditório do Centro do Professorado, no bairro da Liberdade em São Paulo e fundaram uma associação que funcionasse como uma convergência das várias matizes cristãs evangélicas, não alinhada com o chefão do Vaticano. Estive lá e vi gente importante envolvida nessa transa. Fundada a dita cuja, elegeram a primeira diretoria onde o digníssimo irmão manauara Caio Fábio D’Araujo Fº figurava como presidente. A partir daí, esse senhor passou a ocupar o cargo de representante dos cristãos não alinhados ao Papa, em terras brasilis. Sempre que a Globo precisava ouvir uma opinião desse lado e que primava por sua independência em relação aos primos universais, corria para Caio.

Por uma dessas coincidências universalmente inexplicáveis, Caio caiu em desgraça primeiro por se ver envolvido em um rolo onde foi apontado como vendedor de um tal Dossiê Cayman, contra figuras exponenciais do PSDB. Se era culpado ou não, não faço a menor idéia, mas para completar a sua derrocada, ele atirou no próprio pé e imitou seu irmão e amigo pernambucano Robinson Cavalcanti comunicando à comunidade que tinha outra mulher (além da esposa titular), no caso a secretária. Salvo engano. Com essas e outras posteriores, a associação (AEVB) dos evangélicos perdeu sua voz, além do seu presidente. Tentaram guindar o meu amigo Ariovaldo Ramos ao cargo, mas não deu pé,  por razões que não consegui identificar. Talvez Caio tenha arrastado a entidade com ele para a vala comum dos desgraçados.

Chegaram a me perguntar o que eu tinha contra esse irmão. A rigor não tenho quase nada. Tanto faz se ele vende dossiês na feira ou nas assembléias e muito menos quantas mulheres ele possa ter. Davi e Salomão tinham muitas mais do que ele e me amarro nesses caras. Nem o conheço pessoalmente. Tirando o fato de tê-lo visto lá pelos lados da igreja do Tio Cássio, no inicio de sua carreira, logo após o Geração 79, e ter usado um celular dele, durante algum tempo, a única queixa é justamente por ele ter sido egoísta e não ter pensado como líder da nação evangélica protestante em terras verde amarelas, onde além de cantar o sabiá, haverá as Olimpíadas de 2016, se Jesus não vier estragar a festa antes, como costuma fazer e ninguém capaz de nos guiar pelo deserto.

Com essas e outras, agora nosso líder é o famoso pastor Israel Belo, da Igreja Batista de Itacuruçá, cidade conhecida por sua pujança no cenário nacional e suas bela praia onde já banhei esse corpinho sarado, conforme decisão da Rede Globo, que alem de querer mandar no nosso combalido futebol tupiniquim, no país e em nossa moral, agora deseja dar as cartas em solo Sagrado. Provavelmente, eles não tirarão as sandálias.

Do alto do púlpito de nossa humilde Gruta, desejo repudiar tal escolha citada, e propor já, a eleição democrática para um líder da nação protestante brasileira. Aproveito para lançar meu candidato e para quem, certamente, darei meu voto: o pastor da Igreja Batista da Água Branca, um lugarzinho que não tem praias, mas trabalha pacas em favor de nosso Brasil varonil e cristão.