A Gruta do Lou

Levou sobre si as nossas dores

curas

    Na última semana, tentei negociar algum convite. Minha exigências e condições são muito simples, nada de toalhas brancas ou jatinho para a viagem de Sorocaba a São Paulo. Tudo que peço é o ressarcimento das despesas de viagem. Um deles queria que eu fosse de ônibus até o Rio de Janeiro e na rodoviária carioca baldeasse para outro, em direção a Campos. No quilômetro 120 eu deveria descer no posto do Zeca, conhecido por todo mundo, segundo ele, e aguardasse ali alguém que iria me apanhar. Estou um pouco velho para esse tipo de aventura. Além disso não posso me ausentar muito tempo de casa, pois sinto falta do microcomputador. Nada acertado, fiquei por aqui mesmo e como hoje é domingo, et dei missa és, vamos tirar o pó de nossas bíblias e ler Mateus 4:23 – 25, para poder acompanhar a narração do Khalil , meu grande amigo.
    Evangelho Segundo Khalil

Jesus resolveu cobrir todas as sinagogas da região da Galiléia. Ele sabia que essa seria uma estratégia adequada aos seus propósitos de anunciar sua mensagem, ao maior número possível de pessoas, pois a grande maioria do povo poderia ser encontrado nas sinagogas. Desde a primeira que visitamos, a palavra lhe foi franqueada livremente pelos rabinos e ele anunciou as boas novas do Reino. Ele dizia ao povo que seu Reino não era desse mundo e convidava a todos para seguí-lo vindo morar com ele e o Pai. Falava por cerca de uma hora, em estilo coloquial e sempre bem humorado, brincando com as ambiguidades das pessoas.

A fama de que sua presença era capaz de curar as doenças de quem estivesse próximo correu se espalhando por toda a Síria. A cada nova parada, mais e mais gente se apresentava. As reuniões passaram a ser realizadas do lado de fora das sinagogas, devido a isso. Não havia um formato rígido. Algumas vezes ele se assentava em algum objeto, o povo se acomodava no chão, em torno dele, e iniciava sua prédica. De repente, ficava mudo por alguns instantes. Então levantava-se e caminhava até um enfermo, tocava sua cabeça com as duas mãos e depois o local da doença, sem prévia informação, depois outro e outro até que não restassem mais doentes. Muitos se viam curados mesmo sem seu toque, bastava sua sombra ou o som de sua voz para livrá-los da enfermidade. Até os insanos eram curados, tidos como endemoninhados. O Mestre me disse que era melhor tratá-los assim para que pudessem entender os acontecimentos. Era mais didático, em suma.

Certa vez, ousei perguntar ao Nazareno sobre as curas. Ele me disse:
– Khalil anote aí (Ele vivia me dizendo essa frase), vocês não leram no livro de Isaias, o profeta: “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido”? * É tudo que faço ao curar, tomo as doenças e as dores para mim e quem me seguir fará o mesmo em meu nome, se puder suportar.

A partir daí, grandes multidões seguiam-nos. Até onde essas notícias chegaram naqueles dias, não sabemos, mas vieram pessoas de toda a região e de ambos os lados do Rio Jordão, de norte a sul. Ninguém voltou para casa sem sua cura. Os que tinham outros problemas, foram igualmente libertos.

* – Isaias: 53:4

    Leia mais em O Evangelho Segundo Khalil:

  1. A Testemunha Trans-secular
  2. O meu grande amor
  3. Uma Grande Luz
  4. Pescadores de Homens
  5. Levou sobre si as nossas dores
  6. A felicidade maltrapilha
  7. Lágrimas Valorosas
  8. Herdeiros Miseráveis/a>
  9. Os Famintos
  10. Os Misericordiosos
  11. Corações Purificados
  12. Os Pacificadores/a>
  13. Os Perseguidos/a>
  14. Os Recompensados/a>
    1. לּהּמּ

    8 thoughts on “Levou sobre si as nossas dores

    1. Lou, peço licença para transcrever um texto de um livro que já li até rebentar o livro todo, chama O Simbolismo do Corpo Humano, de Annick de Souzenelle, posso?

      “Se o grupo ou um membro do grupo se tornar consciente, poderá então trabalhar na cura do “doente” – bode expiatório encarregando-se da sua própria purificação, e assumindo a sua própria descida aos infernos.

      Tocando o seu núcleo, por sua vez, ele tem poder de retorno das energias para si mesmo e de cura para o outro.

      Mais do que pensamos, a doença do membro de uma família ou de um grupo é a descarga inconsciente dessa família ou desse grupo que transfere para o doente o seu peso de energias pervertidas ou não-realizadas. A cura do doente é, em profundidade, o problema da família ou do grupo que um membro consciente e que trabalhe para o seu núcleo pode, ao contato divino cuja experiência ele fez, e com Deus, fazer retroceder.

      Grandes santos assumiram a doença do grupo.

      Cristo assumiu a da humanidade.”

    2. Apreciei mt o texto e também a contribuição da Bete. Realmente impressionante a narração do texto de uma forma diferente.

      Abração Luiz
      Fique na GRAÇA!

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