Leis que triunfam

Nos útlimos dias, tenho conversado intensamente com o Bob Proctor, ninguém menos que o criador e gerenciador do “Segredo“, aquela proposta (ou programa) de vida sob a ótica da “Lei da Atração” ou “Thoughts become things” (Pensamentos trazem as coisas), muito em voga nos últimos anos. Não sei como, talvez o cara tenha conseguido ler meus textos avacalhando o negócio dele. Na verdade, nunca tive a pretensão de contestá-lo. Apenas disse que não funcionou comigo e relacionei meus argumentos embasadores. De repente, tornei-me um desafio e ele abriu o arquivo e começou a me enviar textos e vídeos com o objetivo de me conquistar para seu time. Já pensou se der certo?

Não nego, em um ponto ele acabou conseguindo minha atenção, hoje de manhã, quando abri minha caixa postal, achei um E-mail enviado pela secretária dele onde ela entrega o cara, digo, o chefe. Segundo ela, Bob Proctor começou sua caminhada na trilha do pensamento positivo ou dos pensadores de possibilidades depois de ler “Quem Pensa Enriquece” do Napoleon Hill (veja o vídeo indicado acima). Não tem erro, Napoleon e Peale (Norman Vincente Peale autor de “O poder do pensamento positivo”) estão na base da pirâmide de todos esses movimentos. Perdi a conta de quantas vezes receitei esses livros a deprimidos e perdedores que me procuraram. Embora meu personagem seja um caso perdido, acredito que a mudança comportamental é a melhor solução para os grutenses, enquanto eles viverem na Gruta.

Um dos discipulos mais conhecidos do Proctor, um tal de Mike Dooley chegou ao extremo de ter lido os mesmos livros que li como Psychocybernetics do Maxwell Maltz e O Método Silva de Controle Mental, além do Hill. Fico mais puto quanto descubro pessoas do outro lado do mundo andando pelos mesmos caminhos que andei e, nesse caso, com um agravante, tendo achado a saída, enquanto meu personagem e eu continuamos engrutados divertindo-nos com as nossas sombras filosóficas e teológicas.

Uma mulher chamada Alexandra Bruce escreveu um livro chamado “Desvendando o Segredo” e, claramente, sua maior preocupação era com o fato desses caras do Segredo e seus antecessores serem adeptos da Igreja Cristã Unitarista, muito comum nos Estados Unidos. Não é o caso do Peale que era pastor metodista. Mas o fato de toda essa gente ter um pé no cristianismo chama a atenção. Quem sabe um dia alguém não dirá que eu também tinha um pé no cristianismo, apesar de minhas inconsistências? Estou ciente que terei muitos motivos para inquietar-me depois de vencer a morte, essa senhora a quem temo desesperadamente, nem tanto por mim.

O que creio ser absolutamente correto, como Paulo o apóstolo também cria, é o que não quero que me sobrevenha, me acontece muito mais facilmente do que o contrário. Mas não posso negar que algumas coisas boas também vieram a mim de forma espantosa, durante minha vida. Lembro sempre do Martin Claret, aquele da editora homônima, dizendo: “tudo que desejo acaba vindo a mim, de uma forma ou de outra” e o engraçado é que, a primeira vez que o ouvi dizendo isso, foi na ocasião em que lhe emprestei meu exemplar de “A Lei do Triunfo” o outro grande livro do Napoleon Hill, um dos poucos caras certos nascidos na América do Norte. O Martin nunca mais me devolveu meu livro e nenhum dos livros com os quais me presenteou substituiu A Lei do Triunfo.