A Gruta do Lou

Jon Hall desperdiçado na blogosfera

Há uma semana, exatamente, o Programa Roda Viva da TV Cultura, um dos poucos remanescentes assistiveis da TV aberta, quando não se mete a entrevistar os bizarros políticos nacionais, entrevistou Jon Hall, presidente da Linux e apóstolo do software com código aberto. Imaginei que no dia seguinte leria uma enxurrada de textos sobre ele e sua cruzada em favor dos softwares livres, conhecidos como softwares de código aberto. Choquei! Imagine que nem o Volney ou o Rubinho, adeptos declarados dos CA, e antenados em temas relevantes, escreveram uma linha sequer. O Rubens está viajando em férias merecidas e está desculpado. Sei que o pessoal anda economizando na blogosfera, tanto que fui levado a reformular os feeds de meu Bloglines, deletando blogs sem sinal de vida há mais de um ano, além do pessoal que passou a me desprezar, sem motivos, lógico. Infelizmente, não eram poucos. Em contrapartida estou buscando preencher este espaço todo com novos blogs que nos tragam novos ares.

Mas isso teve seu lado positivo, pois acabei repensando a Gruta, concluindo que podemos caminhar por novos rumos, tomando por base certas áreas que o autor pode explorar, também, como a questão das TI ou a Terapia do Corpo, por exemplo, e outras tantas. Acho que será legal perguntarmos o que esses temas podem ter em comum com o evangelho e seu big star Jesus.

Assim, iniciarei reproduzindo esse post do Adriel, sob a rubrica “Tempos Pós Modernos”, numa tentativa de evidenciar um acontecimento importantíssimo que, me parece, não recebeu a devida atenção do pessoal da blogosfera, que anda se perdendo em futilidades e obscurecendo-lhes o coração insensato, na minha humilde visão.

Esse texto foi clonado, sem qualquer autorização prévia, do blog Eterno Retorno, pilotado pelo ADV (Adriel e não informa o significado de DV), um jovem escritor com boa capacidade de se expressar escrevendo, coisa rara em nossos dias e que gosta de TI, apesar de estar estudando psicologia, coitado.

Acrescentei o vídeo nº 01 da entrevista, depois é só assistir os outros na sequência do Youtube, caso interesse.


O Roda Viva dessa segunda teve como entrevistado Jon Hall (Maddog), presidente da Linux Internacional. Foi-me uma grata e feliz surpresa conhecer um pouco do conhecimento que Jon Hall demonstrou ao mostrar, de maneira clara e elaborada, a questão econômica por trás do software livre e consequentemente suas dimensões sociais.

Mas entre os entrevistadores estava o jornalista Pedro Doria, etiquetado pelo Estadão, o que já diz muita coisa, mas para não me incriminarem por desconsiderar a patota inteira desse meio de comunicação excessivamente parcial, convém apenas dizer que Doria é um dos que poderia disputar com Reinaldo Azevedo – aquele encosto que tem um blog mantido pela Veja – e Diogo Mainardi – encosto de luxo da Veja –, o título da inépcia travestida de jornalismo profissional. Cá entre nós: Jon Hall precisou explicar a Pedro Doria que software livre não é software grátis, certamente que era muita coisa ao mesmo tempo para que Doria pudesse absorver, restou-lhe um sorriso irônico sem graça.

Contudo, tirando a parvoíce de certa parte da patota do Estadão presente no Roda Viva que Jon Hall foi de incrível frieza e paciência no trato com as respostas para essa parcela, além das várias interrupções que o “brilhantismo” de Doria contemplava, a discussão, por parte do presidente da Linux, contou com conteúdos riquíssimos sobre o destino do dinheiro dos softwares de código fechado e de toda a rede de relações que se estabelece em volta (suporte, programadores, etc.), comentários sobre a pirataria, os motivos que fazem o software livre criar mais empregos, a distinção entre questão econômica e política em relação ao uso dos softwares, a defesa da questão econômica como pólo do software livre, a questão Google e software livre, a monopolização do software de código fechado, etc.

Entre os críticos, a singularidade de Jon Hall costuma ser vista como “religiosa”, noção essa que lhe rendeu os sinônimos de evangelista e missionário por parte de mais um dos jornalistas do Estadão presente na discussão. Mas a visão de mundo que Jon Hall demonstrou ao discutir uma questão que aparentemente poderia se supor como só mais uma discussão sobre tecnologia ao olhar do leigo, foi por demais contemplativa e lúcida, antes foi uma discussão social e econômica tendo como meio o software livre.

Será essa uma questão, isto é, uma visão de mundo mais ampla, algo que os defensores do software livre possuem e que pode se constituir como um trunfo fundamental no avanço contra a monopolização do software? – Como regra, certamente que não, mas acredito nessa possibilidade como elemento para que o software livre tenha mais sustentabilidade na sociedade, sobretudo nos países subdesenvolvidos, o que não podemos aceitar é que o software de código fechado seja visto somente no seu simplismo, isto é, um produto pago.

lousign

3 thoughts on “Jon Hall desperdiçado na blogosfera

  1. Assisti a entrevista.Realmente “Maddog”,teve nuita paciência com seus inquisidores.

    Teve sim, mas deu umas inspriaradas mais longas em algumas oportunidades, geralmente, diante das perguntas da anta Doria.

  2. Todos os temas e suas variáveis tem algo em comum com nosso big star.

    Abraços Lou.

    E se não tiver, damos um jeitinho de ter. 🙂 abraço.

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