A Gruta do Lou

Jesus de Nazaré no Brasil (Parte 1)

O presidente Lulalá comentou em “off”: Porra! O que esse cara vem fazer aqui, justamente durante o meu governo? Isso é coisa dos neoliberais. Aposto que o viado do Mainard deu a idéia aos assessores dele.

Ele chegou de madrugada. O pouso foi em Cumbicha. O avião era da Alitália e o comandante avisou aos passageiros qual era a temperatura e horário local. A liberação pela alfândega foi rápida. A Policia Federal estava avisada para não criar nenhum problema ao homem santo e sua comitiva. Lula está morrendo de medo de que alguma pisada de bola possa criar um conflito internacional, especialmente com os países da comunidade européia. Já basta o embargo à carne brasileira.

Cansado, o mestre saiu rápido do aeroporto. Uma van o esperava do lado de fora. O resto dos amigos do santo lotou três taxis. Antes desse embarque, um membro da Cúria Metropolitana chegou perto do Filho do Homem e convidou-o a hospedar-se no Mosteiro de São Bento. Gestões, nesse sentido, já haviam sido tentadas em Roma, antes do embarque, sem sucesso. A resposta foi um leve aceno negativo. Ninguém sabe para onde eles irão e muito menos onde ele ficará hospedado, enquanto estiver em São Paulo.

Um repórter da Folha de São Paulo consegue chegar bem perto da van e grita uma pergunta: O senhor não tem medo da violência dessa cidade? E consegue ouvir uma resposta da boca do mestre: “ Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: “Não matarás, e quem matar estará sujeito a julgamento. Mas eu lhes digo: que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: Racá, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: Louco, corre o risco de ir para o fogo do inferno.” A van parte para destino ignorado. Não é seguida.

Rapidamente o rapaz retorna a fita do gravador e em seguida aperta o play. Lá está, palavra por palavra, gravadas. Corre para o saguão e entra na Lan House. Em minutos está conectado com o computador do editor chefe do jornal e passa-lhe o texto. À saída, encontra a repórter da Rede Globo e pede-lhe o E-mail, prometendo enviar a gravação, assim que chegar na redação.

Em poucas horas a cidade, o país e o mundo estão sabendo das palavras de Jesus, em Barulhos. Um vídeo começa a circular via YouTube com a imagem da saída de Jesus do aeroporto e o som de suas palavras em resposta à pergunta do jovem repórter da Folha.

Enquanto isso no Palácio dos Banderrantes, José Ferra, governador paulista, está reunido, extraordinariamente, com todo o secretariado e já sabe que Sérgio Cabra, o governador do Rio de Janeiro, também está reunido com seus secretários. Chega um ajudante de ordens e diz algo ao pé do ouvido do chefe de gabinete. Este vai até Ferra e transmite o recado. O governador olha em direção ao vazio e diz: “Senhores, o presidente deste país acaba de enviar comunicado dizendo que deveremos entrar em rede para uma videoconferência com participação de todos os gabinetes dos governos estaduais sob a coordenação do governo federal. Nosso pessoal fará os preparativos rapidamente. Em dez minutos a videoconferência terá início.”

Continua amanhã, salvo algum imprevisto.

4 thoughts on “Jesus de Nazaré no Brasil (Parte 1)

  1. Uma coisa é certa: Ele realmente causava muito alvoroço. Não era nada convencional, chegava a escandalizar. E incomodava. Tanto que tiveram que matá-lo. Será que no Brasil fariam diferente?Até mais.

  2. a qual nenhum dos príncipes deste mundo compreendeu….portanto nenhum desses senhores citados vai fazer alguma coisa…

    Por outro lado, o movimento sindical, a UNE, os empresários e as pastorais vão gritar na esplanada do ministérios : queremos Barrabás!

  3. Fábio
    Só estava faltando um registro. Daqui para frente, seus comentários entram direto, sem moderação. Desculpe o incômodo.

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