A Gruta do Lou

Irmãos, esse é o Lou da Gruta!


Foto de H. Bresson

Caramba! Andam dizendo por aí, coisas incríveis sobre o sumiço do Lou, meu patrão. Chegam ao extremo de dizer que ele arranjou um emprego. Imagine, o Lou empregado em alguma dessas empresas de Marketing, com chefe, cartão de ponto, horário, mesa e cartão de visitas. Impossível. Se tal acontecesse, no mínimo, haveria novas internações em hospícios a caminho, não dele, claro, mas do chefe e das pessoas relacionadas a ele, para dizer menos. Conheço a peça, ele não se dobra a mamon. O orgulho dele é maior que o sol, se não for maior e o cara se acha.

Em minha modesta opinião, afinal o Lou me paga para escrever e não para pensar, como Paulo fazia com seus amanuenses, seja lá o que isso signifique, o Lou anda de saco cheio. Muitos blogueiros contentam-se com um comentário aqui e outro acolá, mas meu patrão não. No dia em que ele entrou no blog da Ana Paula Valadão e viu mais de quinhentos comentários para um único post, surtou. Pior é que o conteúdo do post da manceba era desesperador. Você deve fazer uma boa idéia, certamente. Ainda bem que o Twitter ferrou todos os blogs, inclusive o dela. Isso é muito estranho, todo mundo que encontra o Lou por aí, bate nas costas dele e, em primeiro lugar, o cumprimenta pelo blog. Até o Ariovaldo, certa vez, no meio de um monte de gente, no saguão de uma editorazinha mixuruca qualquer, só o Brabo para editar obras monumentais nessas espeluncas, gritou: “Irmãos, Esse é o Lou da Gruta!”

Outra coisinha que o Lou não suporta é constatar a fidelidade feminina, não ao blog dele, é óbvio, mas entre elas. Blogs femininos desses que falam de costura, saia justa, muita poesia, receitas escalafobéticas, frivolidades e outras relevâncias, os comentários despencam em cachos. Gosto delas quando assumem seu papel e fazem com fizeram com o mestre, sustentando a mendicância dele. Meu chefe não suporta isso. O cara é encanado com o comportamento reticente da comunidade evangélica em relação a posts que citam ou simplesmente fazem alusão a certas figurinhas carimbadas do mundo animal, digo, evangelical, pois basta uma leva sugestão de que esses senhores e senhoras não sejam lá tão confiáveis assim como santos, mas apenas seres humanos, e ninguém deixa um comentariozinho sequer, nem os mais amigos ou vizinhos.

Não acredito que o Lou se importe tanto com freqüência. Depois da chegada do Google, isso perdeu o sentido. Até gente que procura um famoso prostíbulo chamado A Gruta, vem parar aqui e não devem ser poucos, a maioria casados e crentes. Xí! Acho que estou pegando os cacoetes do patrão. Bom, ele não poderá reclamar, pois quem manda ficar ausente? Também cansei de ficar aqui sem fazer nada, por isso resolvi escrever por conta própria. Agora pasmem, fiz isso outras vezes e me decepcionei, o Lou não me deu nem uma bronquinha mínima, pelo menos. Isso sim é frustrante. Acho que deve ser por causa daquela bobagem que ele vive pregando por aí, se não me engano, ensinada por um tal Zenon que ninguém sabe se existe mesmo ou se é mais um daqueles personagens ridículos que ele inventa, para não dar a cara a tapa, ou seja, dar broncas só reforça a auto estima negativa das vítimas.

Bom, acho melhor parar por aqui, estou ouvindo passos no corredor e pode ser o chefe chegando. Hoje é sábado e é muito provável que ele venha com um daqueles textos heréticos dele, que eu adoro. Além do mais, me sinto grande quando ele joga um texto na minha mesa para eu blogar. Já pensou, sou amanuense do grande Lou.

OPS:
Por falar em emprego, que ninguém nos ouça, digo, leia, mas acho que meu chefe adoraria ser patrocinado por alguma dessas sociedades que há por aí, dessas que patrocinam o PT, os Sem Terra, escritores medíocres de suposto viés esquerdista, tipo empreiteiras, Fundação Ford, Bill Clinton, Caritas, etc, para escrever textos genuinamente subversivos, em tempo integral.

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