A Gruta do Lou

Informação = Recursos


Gruta

 GruLou

 

Em 1998, participei como preletor de um congresso sobre administração de organizações missionárias no Vale da Benção, em Araçariguama, sob os auspícios da AEBVB. Minha missão inglória, ali, foi convencer um bando de diretores de missões brasileiras a construir um Planejamento Estratégico em suas organizações. Bom, creio ter convencido Pr. Jonathan Santos, pelo menos, que até me fez uma oferta especial, naqueles dias. Pouco tempo depois ele contratou um profissional da área de administração para coordenar a construção do PE da AEBVB. Por favor, nunca tente fazer isso sem a supervisão de um profissional capacitado. Só faltou ele me chamar para o trabalho, mas tudo bem.

Entre os preletores, além de minha majestosa presença, estava um grupo de missionários, todos ingleses, da Organização VIVA. Claro que o pessoal tupiniquim rondou esse pessoal buscando tirar uma lasquinha em forma de contribuições para seus ministérios. Notando isso, um dos rapazes deles, em sua participação, gastou bom tempo expondo uma possibilidade que, naquele tempo, parecia meio estranha, mas muito inovadora, falou sobre a possibilidade de usarmos a informação como recurso. Segundo ele, a informação poderia ser muito valiosa e daí seria só uma questão de mercado. Depois da palestra, conversei longamente com o rapaz, um jovem de 24 anos, muito talentoso e competente, como demonstrou pilotando o Notebook dele e através de suas consistentes argumentações.

Secretamente, acalento a ideia de que esse acontecimento acabou por ser profético. Coincidentemente, estava nascendo, naquele mesmo ano, a Google, organização que viria a ser uma expressão exponencialmente multiplicada daquilo que aqueles jovens missionários da VIVA nos disseram. “A missão declarada da empresa desde o início foi “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”. Pena que ninguém, nem eu, deu ouvidos para eles.

Fiquei muito impressionado, é verdade, me perguntando como transformar a boa quantidade de informações que já dispunha em recursos. Sabia que o caminho era a Internet, mas me faltava competência para fazê-lo. Sou analfabeto na língua algorítmica. Naquele tempo, utilizávamos os sites de consulta como Alta Vista, o Yahoo e eu ainda me virava bem no Cadê. Consegui bons negócios por aí, como alguns eventos realizados lá para os lados de Minas Gerais, em especial, na APAE de São João Del Rey MG, conquistados via Cadê. Mesmo assim, não consegui fazer a conexão entre o que havia ouvido e esses sites.

Quando percebi no que o Google se transformara confesso ter sentido uma ponta de desconforto. No Bacia das Almas, o Paulo Brabo tratou desse tema, com a habilidade e competência que lhe é peculiar, em O Evangelho de Google e eu quero ir mais longe ainda, decretando o fim de uma atividade que um dia foi conhecida como Missões Mundiais ou Nacionais, pelo menos da maneira como fazíamos (e eu fui um desses malucos) no século passado. Agora, basta qualquer povo não alcançado se conectar e, boa, o evangelho e suas consequências estarão em seu colo, via Google e os outros meios cibernéticos.

Depois vieram as Redes Sociais, Skype e mais um cem número de possibilidades de transformar informação em recursos. Em uma das disciplinas do Mestrado em Educação que frequentei na UNISO em 2004, falamos muito na revolução da informação que estávamos vivendo e, penso, ainda estamos. A Educação é outra entidade em extinção, a meu ver, na forma como é disseminada ainda, insistentemente. Certamente ela será todinha cibernética em pouco tempo.

Ainda disponho de informação interessante que aos poucos vou destilando por aqui. Ah há! Você entendeu por que me meti a escrever um blog, agora. Na verdade, são quatro, mas todos estão conectados e estou estudando um jeito de juntar tudo de novo em um só. Com o Twetter a media de visitantes e leitores caiu para números bem mais reais, pois boa parte do pessoal que aparecia por aqui tinha muito mais esse perfil superficial dessa rede social quase desprezível, mais afeita às mensagens rápidas e/ou às fofocas. Claro que eu lhes dava de comer, afinal não sou tão bobo como você pensa.

Nosso amigo Augusto de Franco, muito erudito e um pensador impar da questão das Redes Sociais, escreveu o Fluzz leitura obrigatória para quem deseja ampliar seu conhecimento nesse tema, distribuído na forma de E-book via download e eu estou tentando mudar nosso logo para Gruta ou GruLou na tentativa de, finalmente, transformar minhas informações em recursos. Não tenho muitas outras garrafas vazias para vender, a não ser essas e, pior, não há tempo de produzir coisas novas suficientes.

Se você foi abençoado com alguma informação nova e edificante por aqui, por favor, sinta-se em liberdade para clicar na tecla CONTRIBUIR ao lado e expressar sua gratidão, transformando minhas informações em recursos. Muito obrigado.

Lousign

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *