Ídolos de Madeira

Uma de minhas passagens favoritas, na Bíblia, está no capítulo 19 de II Reis. Ezequias ameaçado por Senaqueribe ora a Deus e em suas palavras diz:

“Verdade é Senhor que os reis da Assíria assolaram todas as nações e suas terras e lançaram no fogo os deuses deles, porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.”

A prática de criar deuses não é nova e a prova ai está. Hoje, em nossos tempos pós-modernos, os senhores do marketing odeiam deuses que eles não criaram. Ídolos do esporte, da música, etc, são endeusados quando eles querem, pois, mantendo o controle desse fenômeno, detém o fluxo de dinheiro através dele. Um caso recente foi o endeusamento do ex-piloto de Fórmula Um: Michael Schumacher.

Alguns bons candidatos a ídolos e depois a deuses escaparam dos marketeiros, para horror deles. Casos de Martin Luther King, Gandhi, Schweitzer, Nietzsche, Tolstoi, Dostoievsky, Kierkegaard, Van Gogh, Beethoven, Bach, Tschaikovski, Lutero, Agostinho, Francisco de Assis, Policarpo, etc… não puderam ser cooptados para os intentos satânicos dos donos do mercado. Claro que seus feitos (livros, discursos, músicas, quadros, etc.) estão devidamente inseridos no mercado. Nesse caso, nem o maior de todos, Jesus Cristo, escapou das garras desses demônios. Mas, essa penca (e a lista é muito maior) não pôde ser anexada pessoalmente.

Atualmente, com o intuito de evitarem dissidentes ou resistentes rebeldes, a turma satânica trata de criar os ídolos-deuses, rapidinho, antes que apareçam por ai. Acho legal ver alguns desses ídolos; sem o menor jeito para coisa, caminharem por esse mundo. Cada vez que abrem a boca causam o maior desespero aos seus criadores. Vivem decepcionando até naquilo onde se esperava, fossem competentes.

Não sei se haverá algum candidato a Ezequias, (esse tinha as orações respondidas, não era nada parecido comigo) por ai, capaz de orar: “Senhor eles creem em deuses que deuses não são”, ídolos de madeira é o que são. Se forem colocados no fogo serão destruídos, com direito a cheiro ruim e tudo. Alguns dos citados acima, foram colocados no fogo e não se queimaram. E mesmo diante da morte, não temeram. Começando com Jesus.

Um pastor, meu amigo, me ligou ontem. Queria confessar um pecado. Ouvi e no final disse-lhe: Vá e não peques mais. Aprendi a fazer isso com meus ídolos de verdade. Hoje, ele estará pregando no púlpito de sua Igreja com todas as prerrogativas pastorais intactas.

Uma profetiza me disse, na sexta-feira à noite, “retome o cajado”. Pronto, já retomei. É fácil, basta imitar ídolos (que não sejam de madeira), orar como Ezequias e não temer em face da morte, nem mesmo diante dos probleminhas cotidianos (falo das insignificâncias da vida como casa, família, contas, amores, etc…). Ah! E tem o mais importante, anunciar o evangelho da Graça, coisa da qual Schumacher e sua turma querem grande distância.

lousign