A Gruta do Lou

I don’t belive in…


Idontbelievein

Lendo excelente matéria na Revista Alfa (eu não teria criatividade suficiente para pensar nesse nome Alfa para qualquer coisa, jamais) com o título “God” ou “Quem acredita em John e Yoko? Do articulista Reinaldo Moraes, onde ele cita os I don’t belives in de John Lennon gravados na letra da música (se é que se pode chamar aquilo de música) para, então, relacionar seus próprios I don’t belives in, por sinal muito mais incoerentes ou sem qualquer sentido do que os do John que deve ter escrito aquilo sob influências alucinógenas totais.

A partir daí, resolvi relacionar meus próprios I don’t belives in, não sei porque não consigo dizer essa frase sem sotaque baiano, mais relacionados ao meu universo sociopolítico teológico cristão, portanto, muito mais coerentes. O John teve que não crer em Buda e em Cristo ao mesmo tempo e eu não tenho esse problema, aliás, da lista dele não sobrou ninguém vivo e bastava ele dizer I don’t believe in dead people. Já o Reinado da Alfa poderia sintetizar dizendo Eu não acredito em ninguém mais famoso e mais rico do que eu, ou simplesmente, o resto da humanidade menos eu, o povo brasileiro, os haitianos e os africanos em geral.

Assim, meus I don’t belives in incluem:

I don’t believe in Rick Warren, Yancey, Piper e Max Lucado, que monopolizam o mercado editorial evangélico norte americano e enchem o saco de dinheiro com ar de santarrões, no melhor estilo Lou, se tivesse as mesmas chances..

I don’t belive in Obama, Chaves, Lula, Dilma, Aécio, a nata da hipocrisia política a influenciar nossos honestíssimos cidadãos brasilis capazes de vender a primogenitura por um cartão amarelo do Bolsa Família e/ou toda a família de benesses com dinheiro público. No lugar deles, faria o mesmo ou pior, por isso, gente como nós não pode exercer cargos que exigijam estadismo. Deus jamais constituiria gente assim para governar o povo, se bem que ele pisou feio com Saul.

I don’t belive in Shedd, Ariovaldo, Gondim, Ed Rene, Edir, Malafaia, Nicodemus, Padilha, Jung Mo sempre falando e nunca escutando, fora as apostasias e heresias de cada um. Sei como eles são porque sou igual, se estivesse por cima da carne seca não atenderia telefonemas da minha mãe, não responderia E-mails de leitores da Gruta e jamais adicionaria eles nos amigos dos meus perfis nas redes de relacionamento.

I don’t believe in pscólogas (os), advogados e assistentes sociais, os maiores embrulhões dos nossos dias e que estão dominando o mundo com intenções a serem melhor explicadas. Na próxima encarnação, serei um deles, prometo.

I don’t believe in inerrância bíblica, interpretação literal, fundamentalismos, que a bíblia contenha toda a palavra de Deus e bobagens desse tipo.

I don’t belive in Facebook, Twitter e Orkut porque não há nada mais inútil, embora não consiga me livrar deles. E aí, já enviou meu gift FarmVille de hoje?

I don’t belive in telefone celular, seja smart or not, pois só servem aos meus inimigos que não se cansam de me ligar cobrando alguma dívida. Fora o GPS que nunca funciona quando precisamos dele.

I don´t belive in aquecimento global, camada de ozônio furada, Marina Silva, Green Peace e todos os apóstolos do fim do planeta Terra. Para mim, o negócio de todos eles é bem outro. O único ecologista de verdade foi João Batista, embora ele estragasse colmeias para se manter vivo.

I don’t belive in globalização e pós modernidade, quer na teologia quer na sociologia. Até hoje, quem dá as cartas é a velha e ultrapassada revolução industrial e nosso evangelho é capitalista, até quando nosso discurso menciona coisas subversivas. Os apologistas com essas características são os mais abomináveis, aos meus ouvidos. Vá, dê tudo que você tem aos pobres e depois venha me seguir, digo, seguir o Mestre. Afinal, eu também não sou capaz de me livrar das minhas riquezas em favor desse povo reles.

I don’t believe in Copas do Mundo, Olimpíadas e Fórmula Um. Tudo isso funciona com finalidades nada recomendáveis, cartas marcadas, campeonatos vendidos e comprados, sempre voltados à explorar o consumidor, no melhor estilo Lou.

I don’t believe in Diante do Trono, Ana Paula, Aline, Ludimila, Fernanda, U2, também. Se tivesse a musicalidade deles não estaria escrevendo essas bobagens em pleno domingo. A essa hora, estaria com eles passeando pela marina de Angra ou Paraty, ao som de grupos demoníacos regado a caipiroskas, com vodka russa, claro.

I don’t believe in bancos, no Geraldo (dono do supermercado Dia aqui ao lado), no SERASA ou no SCPC, nos Correios, na justiça na polícia, nos lixeiros, presidentes de CMDCAs, na H2A, na rede Globo, no Bonner e a mulher dele, no Galvão, no Faustão, no Jô, no Ronaldo, no Rubinho Pé de Chinelo, no Felipe Ferrari, no Volney, no Rubinho, no Brabo, no Nelson, no Alex, na Raquel, na Judith, no Eliseu, no Adalberto, no Neto, no Daniel e, provavelmente, estarei sendo injusto com mais um montão de canalhas que eu amo ou odeio, mas todos feitos do mesmo pó que eu, que não hesitariam em vender a alma, por um lugarzinho melhor ao sol ou enviar uma esmolinha nos nossos dias de penúria.

Como fica claro, se você conseguiu ler essa porcaria até aqui, I don’t belive in myself, como diria o Homer, não sou confiável. Sempre que saio de casa oro para Deus não me deixar cair em tentações, nem tanto as que o diabo possa por em meu caminho, mas as que eu possa imaginar ao longo dele, sobretudo.

Ah, i don’t believe in John Lennon too, aquele trouxa. O cara levou quarenta e tantos anos para conseguir ser mais famoso que Jesus Cristo e o Chapman roubou isso dele em dois segundos.

The dream is over.

Ops: Como toda obra aberta, essa lista poderá oscilar ao longo dos tempos.
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4 thoughts on “I don’t belive in…

  1. Não acredito nos blogs nem em mim. Sempre que saio de casa não oro para Deus não me deixar cair em tentações e os blogs, AH, falta relacionamento.

    Eco: The dream is over.

    Obs: Não acredito que a obra esteja aberta, a hipocrisia fechou aos homens o reino dos céus.

    Faz bem em não acreditar nessas bobagens. Só um detalhe, relacionamentos podem ser hipócritas, também. 🙂

  2. I don´t belive in departamentos jovens da igreja 😛
    São mais um recinto para que nossos pais fiquem sossegados, ao saber que nós estamos envolvidos em atividades pouco (ou nada) produtivas, cantando músicas inofensivas e desprovidas de sentido (leia-se: gospel) e ouvindo os chorosos conselhos de lideranças autocráticas e pouco juvenis, ao invés de estarmos “no mundo”.

    Francamente, se nos ensinassem a encarar esse “mundo”, ao invés de fugir dele…

    Os pais são especialistas em livrar-se de filhos, com muito amor, claro. As crianças e os jovens são um grande problema para a Igreja, assim como para toda a sociedade, que não tem grandes planos para eles. Você faz bem em don’t belive in them. 🙂

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