A Gruta do Lou

Gruta Net, a rede

Temos vivido grandes dias com o avanço das chamadas redes sociais. No quinto ano de Gruta, venho me afligindo sobre o rumo a ser dado ao blog. Quando iniciei, não tinha um plano definido, vi uma oportunidade de escrever com a possibilidade de tornar minhas idéias públicas e abracei a coisa. De alguma forma, nada desprezível, obtivemos razoável repercussão e, de repente, vejo a necessidade de pensar para onde seria melhor direcionar. Na verdade, essa preocupação começou há uns dois anos e, cada vez mais, vejo a rede social distribuída como uma alternativa que pode valer a pena buscar.

Assim surgiu a Rede Gruta, Gruta Net como a tenho chamado ultimamente. Graças ao trabalho do Augusto de Franco e sua Escola de Redes, descobertos via Volney, sempre ele, fui apresentado às plataformas prontas e percebi que a Ning poderia atender plenamente o que estava buscando. Um site/blog onde qualquer participante pudesse escrever, com a possibilidade de haver conectividade entre os participantes, publicação de fotos, vídeos e outros documentos do interesse da rede. Melhor ainda, capaz de funcionar de forma totalmente autônoma, sem moderadores ou diretores e esses filtros restritores da liberdade de relacionar-se, criar e expressar-se.

Veja o que diz Augusto de Franco:

“Do pontodevista das redes, poder é sinônimo de centralização. Mas redes sociais distribuídas e centralizadas são casos limites. As redes sociais que conhecemos têm graus de distribuição (ou de centralização) diferentes, no intervalo entre a máxima centralização (centralizada) e a máxima distribuição (distribuída). Se o grau de distribuição é maior do que o grau de centralização, então a rede pode ser considerada distribuída. Isso, evidentemente, é uma mera convenção, mas faz sentido. Pode-se calcular o grau de distribuição facilmente. Vamos tomar, para começar, os famosos
diagramas de Paul Baran (1964) (4).

Pois bem. Rede centralizada é aquela que configura o padrão um com todos, enquanto que rede distribuída é a quela que configura o padrão todos com todos.

Entre a mono-centralização (o grau máximo de centralização, que no diagrama de Baran aparece como rede centralizada) e a distribuição máxima (todos os caminhos possíveis, correspondendo ao número máximo de conexões para um dado número de nodos que não aparece no terceiro grafodo diagrama de Paul Baran, por razões de clareza de visualização), existem muitos graus de distribuição. É entre esses dois limites que se realiza a maioria das redes realmente existentes.”

Até o momento, estou pensando seriamente que o blog A Gruta virá a ser uma rede, a Gruta Net. O Lou será apenas um dos participantes, talvez o menor deles, enquanto a possibilidade de conhecermos mais tantos talentosos e criativos escritores, hoje quase anônimos, cresça e venha a ser a regra. Melhor, a possibilidade dos contatos se multiplicarem em todas as direções, sem qualquer possibilidade de interferência da parte de quem quer que seja.

A plataforma já está funcionando, ainda na fase de implantação. Para quem ainda não conhece, a porta é essa aqui. Legal se o pessoal já estiver participando, em todas as possibilidades da plataforma e, para isso, cada um precisará entender como ela funciona. Nada muito complicado, será preciso gastar algum tempo, apenas, navegando por lá.

Na primeira fase, pretendo postar simultaneamente meus posts, aqui e na GN, até chegar o momento de só publicar lá. Essa decisão pode ser de tantos quantos blogueiros novos ou já veteranos na blogosfera desejarem. A GN é um espaço que permite essa liberdade e que oferece ganhos enormes em relação a estrutura restrita do blog.

Enfim, vamos ver onde tudo isso nos levará, o mais importante é que conto com você.

2 thoughts on “Gruta Net, a rede

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