A Gruta do Lou

Gruta Fashion Week


Dia desses, o Rubinho mencionou que viera comentar na Gruta porque estava sentindo-se culpado pela ausência. Claro que ele estava brincando com um dos temas do post comentado. Mas as últimas pesquisas norte americanas dão conta de que o Facebook e a Gruta estão em declínio de adesões e só o Twitter está crescendo, ainda.

Meu amigo Bill, sim o Gates, começou a ficar entediado e chato quando perdeu o bonde da Internet e foi passado para trás pelo Netscape. Para piorar, o Steve Jobs voltou para a Apple e retomou ao desenvolvimento daquelas parafernálias infernais que vendem mais que água no deserto. Aí, ele surtou com o Orkut e precisou de oxigênio depois do Zekerberger e seu maldito Facebook. Para completar, o Jobs parece interminável e, mesmo quando já era considerado carta fora do baralho, reaparece para lançar mais uma de suas habituais geringonças que não servem para nada, mas vendem.

Mas o Gates precisa aprender, se ainda não o fez, que vivemos em um mundo de estereótipos e cheio de gente estereotipada. Hipocritamente, defendemos a utopia de uma igreja onde o pastor ministre pela fé, não surrupie a grana dos dízimos e ofertas, não assedie a organista e muito menos as meninas e meninos. Entretanto, as igrejas preferidas e que só fazem crescer, são justamente as outras.

Então o Bill resolveu gastar o rico dinheirinho dele em causas sociais. Caminho que eu já adotara desde o tempo em que descobri um outro mundo sob esse que posso ver. Mas essa opção também é um tédio só. Bill e eu precisamos nos superar a cada novo dia ao constatarmos que ali, também, reina a superficialidade. O tal mundo sustentável é uma grande e insustentável balela. As pessoas bem intencionadas confundem-se em sua falta de consciência e os outros não tão bem intencionados se locupletam de qualquer jeito.

No meu tempo de pensar o que eu queria ser quando crescer, acreditei em tirar um curso superior e aprender a falar inglês. Cresci para descobrir que estava errado, em breve, o barato será falar português brasileiro e ironizar os diplomas, banalizados pela diversidade de escolas de todos os tipos e qualidade duvidosa e, finalmente, descobertas como tentativa de monopólio do conhecimento. Sempre desconfiei das universidades, afinal gente sábia de verdade nunca pisou nessas espeluncas. Sou mesmo uma grande fraude e segui meus iguais e ainda faço.

Isso tudo me lembra uma conversa nos tempos de Igreja e Seminário, sobre com que corpo ressuscitaríamos para viver com Cristo. Ouvi os caras que defendiam a tese de um novo corpo e depois os que pensavam o contrário, ou seja, que ressuscitaríamos com o mesmo corpo que agora sustentamos a duras penas. Então fiz minha intervenção protestando veemente: ” ou ressuscito com mais de 1,90 de altura, olhos azuis ou verdes, cabelos fartos, corpo sarado e imune ao envelhecimento ou passarei a defender alguma heresia como relativizar a ressurreição.”

Como diria meu o amigo Zenon Lotufo Jr.: “É tudo questão de valor, apenas, e isso é que interessa, de fato”.

Vejo vocês no Facebook, Twitter ou uma dessas manias qualquer.


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