A Gruta do Lou

Generosidade

Não há senão um modo de sermos felizes: viver para os outros. (Leon Tolstoi)

Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas. Mt. 7:12

Interessante perceber como um único versículo pode encerrar todo o conteúdo da Bíblia. Assim é Mateus 7:12.

Tolstoi, Madre Tereza de Calcutá, Tereza de Ávila, Agostinho, Decartes e incomensurável lista notaram esse detalhe.

Jesus chegou ao ápice dessa prática. Viveu trinta e três anos sem olhar para o próprio umbigo, enquanto olhava para o resto da humanidade.

Eu sou especialista em generosidade. Não por ser generoso, óbvio. Mas, por ter conhecido e reconhecido a generosidade ou a falta dela durante a minha vida. Meus pais, desde cedo, me ensinaram tudo sobre como não ser generoso. Depois vieram meus professores e meus amigos, igualmente, demonstrando como ser egoístas e individualistas. Claro, sempre deve haver alguma exceção. Só que não consigo me lembrar de nenhuma. Também me tornei um deles e com boa probabilidade de tê-los superado em muito. Hoje, reconheço alguma generosidade, particularmente, entre os leitores desse blog.

Às vezes, sem perceber, me pego curtindo a lembrança de um remoto momento onde fui generoso com alguém ou alguma circunstância. Não sei se terei tempo de viver sob a influência dessa virtude. Quem sabe consigo convencer meus filhos ou, pelo menos, um deles a fazê-lo. Talvez o Thomas, que já sabe melhor que ninguém, como faz falta um pouco dela. Seria bom, também, se conseguisse uma certa redenção em tanto estrago que andei fazendo por esse mundo afora.

Com ela não hão que comprar ou obter. Deve ser a inimiga pública número um dos comerciantes, industriais, políticos e banqueiros. Nem os pastores a desejam. Os únicos a acalentarem-na são os sofredores. Incrível como alguém que sofreu a falta dela pode tornar-se pródigo nesse exercício. Claro, não superestimemos a racinha humana. Isso é raro, entrementes.

Serei feliz quando acordar, certa manhã, e conseguir, sem esforço, gastar horas pensando e orando por todos à minha volta e, em nenhum momento, nas minhas misérias. Conseguir, como um cavaleiro andante, não falar de minhas dores, ainda que pelas minhas feridas, se me saiam as entranhas. Sair pelo mundo em busca de aventuras em favor dos necessitados. Nunca mais, em proveito próprio, lutar.

Enfim, tenho o modesto desejo de viver o fim de minha vida como Ele viveu toda a dele, com generosidade.

Esta senhora foi campeã no assunto:

3 thoughts on “Generosidade

  1. “quem nunca errou que lance a primeira pedra”
    Algo que não devemos esquecer, e, que foi Jesus na sua Infinita Sabedoria e Generosidade que o afirmou.
    God bless you.
    T.

  2. A Vilma sumiu daqui né? Ela de vez em quando aparece no meu blogue. Sabe um feed back que eu tive por acaso de algumas mulheres? algumas não entendem o que você escreve. Confesso que isso também acontece comigo aqui as vezes.

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