A Gruta do Lou

Ética Protestante e trabalho

A ética protestante mostrou ser tão poderosa que o trabalhocentrismo calou nas profundezas da nossa imaginação. Um proeminente exemplo é o romance de Daniel Defoe, Robinson Crusoé (1719), escrito por um homem treinado para ser um pregador protestante. Naufrágo em uma ilha paradisiaca, Crusoe não leva vida fácil, precisa trabalhar sem descanso. É um protestante tão ortodoxo que nem estando só, descansa no Domingo, e ainda observa a semana de sete dias.
Depois de salvar um nativo de seus inimigos, apropriadamente o chama de Sexta-feira, ensina-lhe a ética protestante e, em seguida, dedica-lhe um elogio que descreve perfeitamente o ideal ético do trabalhador: <<Nunca um homem teve um servo mais fiel, carinhoso e sincero, sempre disposto e sincero, seus sentimentos mais íntimos estavam unidos a mim, como os de um filho a seu pai>>

 

Detalhe: O nome Sexta-Feira dado por Robinson ao aborigene era uma tentativa de evitar que ele jamais fosse domingo e não tivesse a péssima ideia de querer descansar. Uma alusão à regra cenobita de Cassiano

Pekka Himanen em “A ética Hacker e o espírito da era da informação”

 

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