A Gruta do Lou

Escribas sem autoridade, uma “mea culpa”.

“Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.”

Meditando sobre essa fuzarca que parece não ter fim, envolvendo algumas figuras um pouco mais conhecidas, de nosso mundinho teológico, lembrei desse texto que Mateus nos deixou e escreveu sob inspiração real.

Quando leio e ouço essas futricas envolvendo marmanjos da minha idade, recheados das melhores oportunidades e escolas, sinto um mal estar que vai até a divisa entre a alma e o espírito. Creio não errar se disser que esses caras agem como escribas. Não consigo imaginar, e olha que sou detentor de uma bela capacidade tridimensional, Jesus futricando com escribas (fariseus em sua maioria). Ah! O Rabino Joshua anda por aí com doutrinas esquisitas de uma tal teologia relacional, ou o Rabino Yacov é um reacionário, pois é um ortodoxo da reforma.

Jesus foi acusado: “Ele blasfema”. Seus acusadores estavam diante de um Mestre que falava como Deus e sabiam, muito bem, o significado disso. Ele falava como quem tinha autoridade.

Certa vez, o Jasiel Botelho me convidou para ser um dos preletores do acampamento de jovens, durante o carnaval, lá no “Jovens da Verdade”, em Arujá – SP. O outro preletor  era o Ariovaldo Ramos. Escolhi narrar o Sermão da Montanha, com base no evangelho de Mateus. Vários dos meus ex-alunos daquela época estão entre meus amigos no Orkut e tenho certeza de que eles nunca mais esqueceram aqueles dias. Ao contrário de outros eventos, as risadas ficaram por conta das piadas que foram introduzidas ao longo da narrativa. Nunca houve futricas por causa daquelas palavras. Posso dizer, sem medo de blasfemar, que não fui eu quem as disse, mas o Espírito que, em mim, habita.

Claro, os momentos em que disse um monte de besteiras são muito mais numerosos e não tenho me poupado expondo-os aqui, com freqüência. Mas nem tudo é trapalhada em minha história. Mas meu ponto aqui não está relacionado às minhas derrapadas, e sim às trombadas que esses senhores andam dando por aí.

Chega uma hora que é preciso um mínimo de sacrifício evangélico em favor de nosso senhor e salvador Jesus Cristo. Diante de certas ocorrências, o ministro precisará optar pela atitude maior e inspirada. Não custa nada fazer, pelo menos, uma oração relâmpago pedindo a Deus a decisão mais sábia. Sem dúvida, o momento é de calar e encontrar o criador onde Ele mais gosta de ser encontrado: no silêncio.

Será que o senhor Augustus Nicodemus (e seus discípulos) precisa corrigir os senhores Ricardo Gondim, Ed Rene Kivitz e Paulo Brabo para que não se desviem da sã doutrina? De outro lado, esses senhores precisam responder ao Nicodemus por qualquer acusação que ele lhes faça? Por acaso não crêem, todos eles, na sabedoria do Criador? Estão todos agindo como os escribas, ou seja, sem autoridade. Engraçado é que todos eles, em muitas oportunidades, falaram e escreveram ao povo, cheios de autoridade celestial e milhares de vezes mais do que eu, se é que isso seja possível.

Há necessidade de incluir aos seus currículos, repletos de grandes feitos, a honra do evangelho cheio de graça. Será que Deus não tem seus próprios meios para zelar pela doutrina acertada? Não está a história da igreja repleta de situações em que escribas desviaram-se e Deus soube cuidar deles, sempre? O que é preciso notar é: Deus tem seu jeito e tempo de agir. Quantos profetas cheios de autoridade não foram levantados para corrigir os rumos da igreja, ao longo desses milênios?

Se você não tem autoridade para falar então se cale. Muito provável ser essa a vontade de Deus, nesse momento. E isso me serve também, como uma luva. Daqui para frente me aterei a salvaguardar um evangelho nobre e cheio de graça. Essas escaramuças não nos servem. Tratarei de reservar minha veia humorística em outras direções e situações.

2 thoughts on “Escribas sem autoridade, uma “mea culpa”.

  1. Hummm…eu que sou uma ovelinha full time, toda esfolada de tanto ouvir “pastores”, não entro em briga de gente grande, mas que dá vontade de abrir o bocão gritar bééééééé!!!! Ah isso dá…
    Um grande abraço

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