A Gruta do Lou

E-mail de Natal

Amado Lou

Infelizmente (e você sabia disso há meses) não estaremos no Brasil, neste natal. Ossos do Ofício. Cada ano, um dos casais da missão fica por aqui, de plantão. Enfim, chegou a nossa vez. Não é nada ruim. Estamos com essa casa imensa só para nós. Acho que Laila e eu precisávamos de um tempo assim, quando podemos namorar, namorar e namorar, sem o alvoroço do nosso cotidiano, judaico-cristão. Na verdade, a missão não para nunca, especialmente por aqui. Esse ano diminuiu muito o número de turistas peregrinos, como sempre acontece nas ocasiões em que o conflito árabe-israelense recrudesce. Nossa próxima reunião será dia 08 de janeiro. Claro que esse dia é inesquecível para nós e faremos uma homenagem a você. O pessoal já ensaiou o Hey Judge. Depois eu mando o vídeo para você ver com a Dedé e as crianças (sic).

Conforme você me solicitou, fomos até Belém e depois ao lugar provável do túmulo de Arimatea , onde o corpo de Jesus teria sido enterrado. Deixamos, em cada um, a oração. Em Belém, aconteceu um fato inesperado, um grupo juntou-se a nós e tivemos um culto em frente a gruta que escolhemos. Pode divulgar ao pessoal leitor que a Gruta foi consagrada no solo sagrado de Belém de Judá. Pessoal deve estranhar esse seu comportamento devocional. Às vezes, tenho a impressão que seus leitores o tomam por um ateu maltrapilho e pedinte. Pena que eles não sabem o que eu sei, mas você não me deixa divulgar. Ainda bem que estou bem longe, pois sinto raiva em alguns momentos, especialmente, quando sei que você acaba sofrendo por causa desse blog.

Ah! Conheci o Manning. Ele esteve aqui e visitou a Missão. Mostrei a ele alguns textos traduzidos da Gruta e ele manifestou vontade em conhecê-lo, pessoalmente. Ele nos informará a agenda da viagem dele ao Brasil e, se você quiser, reservará horário para um almoço com você.

Em 2008 vocês não escaparão. Quero vocês aqui, pelo menos um mês. O pessoal está excitadíssimo com essa possibilidade. Ninguém esqueceu o quão fantástico foi sua última estada conosco, especialmente, das experiências espirituais que tivemos, naquela ocasião.

Eu sei que nosso natal terá um lado muito triste. Não por estarmos aqui e sozinhos, hoje e amanhã. Mas será triste por não estarmos juntos, como fizemos tantas vezes, nesse dia. Nossos filhos não virão. Cada um deles encontrou uma excelente desculpa para não vir. No lugar deles, creio que faria o mesmo. Eles têm a vida deles agora e são filhos maravilhosos, como você sabe. Mas, tirando esse detalhe insignificante, encheremos a cara com aquele vinho incrível que você nos deu. Três garrafas, nossa! Você sabia o que estava fazendo.

Andei lendo alguns textos por aí e percebi que o natal não é uma festa muito feliz, para a maioria das pessoas. Surpreendeu-me, sobretudo, a atitude negativa e desmotivadora de certos pastores da moda. Você precisa informá-los que Jesus nasceu, esteve aqui e salvou a humanidade. Você e eu sabemos disso, como poucos.

De seu irmão e muito amigo que muito lhe ama, com milhões de beijos meus e da Laila, para você, Dedé, Thomas, Pedro e Carolina.

Khalil

Ops: Feliz Natal a todos vocês, de todo o meu coração. Um beijo em cada bochecha querida, que visita, comenta, recomenda e até vira grande amigo (a) da Gruta e seu humilde, mas sempre exigente, zelador.

L ou

Aqui será legal, a Dedé fez as economias necessárias para tanto. Claro que ela só me contou hoje. Pena que igual a ela não tem mais. Sorte minha.

2 thoughts on “E-mail de Natal

  1. Só para dizer o quanto você e sua família são importantes…
    “Por vezes” somos muito estúpidos e parece que sabemos mais facilmente nos expressarmos por escritos do que por acções “in locco”.
    Mas ainda que parece meio hipócrita ou saiba muito a pouco, não consigo deixar de deixar aqui as minhas palavras “vãs” de afecto…
    Elos “virtuais” que se têm vindo a alicerçar “tijolo” a “tijolo”…

    GOD BLESS YOU.
    T.

  2. Querido Lou,
    Gostei da idéia de publicar aqui os e-mails recebidos – e valeram à pena ser repartidos.

    O dia hoje está sendo meio “down”… mas fazer o quê, né?
    Agradecer por estarmos vivos e bem… apesar dos males.

    Grande abraço

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