E-mail ao Presidente dos Estados Unidos

09 Março 2007


Durante a madrugada me veio a idéia de enviar um E-mail para o Bush. Como, às vezes, essas idéias das madrugadas podem ser mandatos celestiais, resolvi cumprir. Infelizmente não disponho do endereço postal dele. Imagino que deva ser algo como gwbush2@pentagono.gov.us ou bushjr@whitehouse.gov.us , enfim, sem uma confirmação enviei o original para a Casa Branca e publico aqui a tradução. Já que ele está em Sampa (não falei que essa cidade era importante?), algum assessor poderá ler e passar para ele. Seria mesmo um milagre. Ei-lo:

Tradução: Pt-BR

To: George W. Bush Jr.

From: Lou Mello


Senhor Presidente


Imagino que já tenham lhe falado muito a meu respeito (doce ilusão). Sou o Lou Mello da famosa Gruta do Lou e amigos (que o senhor lê todos os dias, claro). Costumamos nos auto denominar: “grutenses”. O que isso significa? Fácil, somos um grupo de pessoas que costuma reconhecer suas próprias imperfeições, desesperanças e inabilidades diante das questões da vida, o tipo de gente que o senhor abomina. Certamente o senhor nunca passou perto de uma gruta (local de nossa preferência) e, muito menos, interagiu com um grutense, pelo menos, conscientemente. Afinal, o senhor nunca passou por problemas na vida. Sua especialidade está mais na área de criar problemas. Certo?

Não sei se já teria lhe ocorrido olhar para o espelho e perguntar como seria o mundo se o senhor não existisse. No meu caso e dos demais grutenses, se não estivéssemos por aqui, o mundo nem notaria. Estaria tudo igual. As diferenças seriam tão insignificantes que não fariam nenhuma diferença. Entretanto, com o senhor as considerações são muito mais contundentes. Veja:

Worde Trade Center: 3.000 grutenses mortos

Afeganistão: 60.000 grutenses mortos

Iraque: 250.000 grutenses mortos

Faixa de Gaza: 15.000 grutenses mortos

Líbano: 4.000 grutenses mortos

Ásia: 300.000 grutenses mortos

Certamente o senhor nem notou a nossa existência ou morte. Somos muitos. Sim, estamos metidos em encrencas, essa é a nossa especialidade. Não é nosso desejo, mas quando percebemos, a vaca foi para o brejo (peça a algum grutense ai para explicar o significado). Agora a má notícia: Ainda somos muitos. Precisaria muitos outros Bushs para acabar com a nossa raça. Estamos em todos os lugares, inclusive ao seu lado, embora o senhor não saiba reconhecer um grutense. O senhor não conseguirá nos identificar, pois só um grutense reconhece outro igual.

Sabemos que o senhor gostaria muito de liquidar com todos nós, se tivesse a chance. Afinal, o inferno estava pensando nisso quando lhe enviou para esse mundo. A razão é simples: Deus não liga para nós, mas nós morremos de vontade de ganhar, nem que seja, um único olhar dele em nossa direção. Esse é o pior tipo de crentes segundo os manuais infernais. Jesus Cristo veio ao mundo por nossa causa. O inferno sabe que nossa sobrevivência coloca sua existência em risco iminente.

Estou esclarecendo esses fatos ao senhor sob ordem divina. Depois de sete anos matando nossos companheiros (um amigo seu me ensinou esse termo), o senhor foi obrigado a vir pagar o mico de pedir ajuda aos brasileiros (grupo de pessoas que vive abaixo do Equador e formado essencialmente de grutenses), devido ao refinado senso de humor do Criador.

Era isso. Espero tudo de ruim para o senhor e que Deus abrevie os dias de sua permanência à frente do governo dos Estados Unidos da América.

Lou

Um grutense