A Gruta do Lou

De volta à Terra Santa, pena que ainda não foi em definitivo

São Paulo
São Paulo

“Cada provérbio, cada livro, cada máxima que sirva de auxílio e conforto certamente lhe chegará através de caminhos diretos ou tortuosos. E todo amigo de alma grandiosa e gentil o prenderá em seu abraço.”

Ralph Waldo Emerson

Ontem peregrinei na Terra Santa, a saber: a minha São Paulo. Até a tempestade é mais charmosa lá. Entre outros, ao me apresentar para uma reunião de negócios na Editora Garimpo, encontrei com o grande Ariovaldo Ramos. Acho que a reunião dele se estendeu e só terminou quando cheguei. Quando subi para a sala de reuniões, ele estava na porta e, quando me viu, fez a apresentação dizendo: “Esse é o Lou da Gruta, ele é quem escreve o blog”. Por falta de tempo, entre uma reunião e outra, os caras ficaram sem almoço, creio e achei melhor entrar logo para a minha reunião sem dar maior atenção ao Ari, mas o tempo e o quanto nos conhecemos permite tais deslizes.

Sabe, sinto orgulho dessa re-invenção de mim mesmo. Gosto de ser o Lou da Gruta e se isso me deu algum crédito positivo, quero dividir com você, afinal não mereceria essa honra sozinho. Meu pai tinha razão, mais uma vez: “uma andorinha só não faz verão”.

Estava na minha agenda na ex-terra da garoa, hoje lugar onde manam raios e trovões em profusão, durante as tardes noites, visitar uma ou outra livraria. Esse é um ritual místico e religioso para mim, como já disse, costumo orar logo que chego a um desses templos da escrita e sempre peço a mesma coisa, que Deus faça chegar às minhas mãos o livro certo.

Depois de outras andanças, encontrei o Volney no Café Suplicy. Sempre um grande e necessário papo. Assistimos o tape do TAD que ele está traduzindo e resolvemos a maioria dos problemas do mundo e da Igreja. Claro que evitamos resolver nossos próprios problemas, afinal, nenhum dos dois tem qualquer coisa de bobo. Logo chegará o dia em que serão obrigados a nos convocar para consertar alguma estação espacial quebrada e que só nós somos capazes de fazê-lo. Nem quero pensar como comemoraremos esse dia. Aprendi um pouco mais sobre os Nativos Digitais, um projeto que ainda vai dar muito o que falar. Depois de um sanduba na Galeria do Pão, um comércio fast food que faz pizza com o marketing, segui rumo à Castelo Branco, de volta à Sorocaba.

Mas não deu tempo para passar em uma de minhas livrarias prediletas. Mas já está na agenda da próxima.  Não foram os livros dessa vez, o divino fez chegar as pessoas certas.

Durante todo o dia, cruzei São Paulo em diversas direções sem usar as grandes avenidas, para constatar, sou um verdadeiro paulistano e essa terra é mágica.

030314_1721_Quaresma5.jpg

7 thoughts on “De volta à Terra Santa, pena que ainda não foi em definitivo

  1. Cruzou São Paulo inteira, e não passou na minha rua…
    você é um verdadeiro paulistano.

    A propósito, sua rua seria…

  2. Cada louco com sua mania…
    Mas chamar Sampa de Terra Santa já é exagero!!!

    Engraçado, eu pensava que exagero seria chamar a Jerusalém de hoje de terra santa. 🙂

  3. Isso me lembra os poucos dias q fico em São Paulo… q sempre aproveito para visitar livrarias, e principalmente me encontrar com grandes blogueiros amigos!

    abraços Lou,
    Fique na GRAÇA!

    e São Paulo tem livrarias, de verdade. Então você deve ter encontrado o Volney, o maior blogueiro que conheço, nos dois sentidos, claro.

  4. Pela dica das tarefas do Lou na Babilônia Prometida, vai sair mesmo um esperado volume das escrituras grutenses. Espero estar certo.

    O objeto dessa reunião não era o nosso livro, mas o de um grande amigo nosso, blogueiro também, mas no meio, rolou alguma coisa sobre isso. Vamos deixar ele vir a nós.

  5. Nos re-inventando para o carater de Cristo. No máximo, as escrituras nos indicam que seríamos reconhecidos pelo amor… Cansei dos meus discursos,”quero a liberdade, quero o vinho e o pão. Quero ser amizade, quero amor, prazer. Quero nossa cidade sempre ensolarada. Os meninos e o povo no poder, eu quero ver.”

    Abraço.

    Um reconhecimento desses vale uma vida.

  6. Ah,Sr. Luiz Henrique Mello,eu já passei o meu telefone e endereço,pelo Facebook…e já faz tempo.
    Mas eu entendo que a sua agenda está sempre lotada e que o seu índice de endereços nem tenha mais espaços.

    É verdade, eu tenho seu endereço, dei até uma conferida, mas sou o único por aqui, se não me engano.

  7. Livraria ? Por aqui há censura. Livros como o Massacre Anabatista e o Rastro de Sangue não se vê mais nas livrarias. Revistas como, Chamada da Meia Noite e Notícias de Israel, não são mais vendidas. A turma do Wim Malgo publicou um artigo sobre o ante semitismo de Martinho Lutero e isso desagradou os irmãos.

    Meu, corre para Sampa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *