A Gruta do Lou

De volta a Campos de Jordão

Campos de Jordão
Campos de Jordão

Passei grandes férias em Campos de Jordão. Foi lá que montei em um cavalo pela primeira vez, em Capivari, embora suponho que tenha sido mais propriamente em um pangaré. Não faz mal.

Isso aconteceu quando eu ainda não chegara aos seis anos ou menos. Mas depois, voltei lá muitas vezes por razões diferentes. Uma garota cujo pai era funcionário da Caixa Econômica Federal e tinha direito a férias na colônia, as escolas onde dei aulas programaram acantonamentos por lá e fui convidado para ser preletor em retiros espirituais na cidade.

No último, e isso faz um bom tempo, agora, foi organizado pelo Pr. Nobu para os jovens da Igreja Batista de Santo Amaro. A parte que mais gostei foi do futebol, à tarde. O Nobu se achava o rei da cocada preta e o velhinho aqui cansou de passar a bola entre suas pernas. Esqueci de avisar, se for comigo a um evento assim, nunca me convide para jogar futebol ou snooker, você pode não gostar do resultado. Uma vez, em Poços de Caldas, seminário da Sepal, um pastor queria sair no braço comigo porque ganhei a negrona (melhor de três) dele e havíamos apostado que quem perdesse teria que assistir a palestra da noite na primeira fila. O preletor cuspia para todo lado, então… Bom, mais isso foi há muito tempo, agora você só deve evitar jogar buraco, pôquer e xadrez comigo, pois sou muito bom nos três. Se quiser me vencer em algo, precisará me convencer a jogar bolinha de gude ou rodar peão, duas tolices que nunca consegui fazer.

Bom agora você já sabe que posso ter sido visto em Campos de Jordão e Poços de Caldas, aliás, Poços foi onde Dedé e eu passamos a nossa Lua de Mel e a última onde repetimos a dose, embora tenha sido só uma amostra, acho. Nem sei por que estou escrevendo sobre Poços se o alvo era Campos. Na verdade, queria levar a Dedé para uma semana em Campos, nessas férias de julho. Faz uns quinze anos que não tiramos férias, talvez seja porque nesse mesmo tempo, não trabalhei. Pelo menos, não de forma organizada, com carteira assinada, salário, plano de saúde, ticket refeição e direito a décimo terceiro e férias.

Se Deus fosse mesmo batuta (palavra inventada pelo Ari Velloso) ele me dava essas férias em Campos de Jordão, nem que fosse só um fim de semana. Seria o maior barato, férias sem trabalho e um monte de contas para pagar. Só Deus mesmo…

Ainda volto lá.

morcego-12

2 thoughts on “De volta a Campos de Jordão

  1. Campos não é mais nada disso que vc tem na memória… virou um shopping com ar condicionado natural.

    Não faz mal, pelo andar da carruagem, dificilmente voltarei lá, então ficarei com as minhas lembranças, quando era tudo bonito e agradabilíssimo. Obrigado por me lembrar da realidade atual.

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