A Gruta do Lou

De rabo preso com a igreja

O Teólogo São João da Cruz

O Ernest Renan, muito conhecido por seu livro “A Vida de Jesus” fez questão de lembrar que seu trabalho era o de um historiador. Fez isso com segundas intenções, ou seja, alfinetar os teólogos ortodoxos ou liberais, vaticinando a falta de isenção dos últimos, posto que estavam com o rabo preso pelo dogma.

Em um dos programas do Zona da Reforma, o Pavarini perguntou aos participantes sobre a possibilidade de ser cristão sem ir à igreja. A resposta estava maculada em todos os presentes, pois eram todos teólogos, se com carteirinha ou não, não faz a menor diferença. Eles sabiam que se dissessem sim, maculariam a igreja e se dissessem não, apoiariam uma organização na qual não confiam mais, mas não podem abandonar, completamente. Isso devido à falta de isenção. Um ateu ali, tirava de letra com algo do tipo, não sou cristão e odeio a igreja. Aliás o Pavablog reproduziu matéria sobre isso, ontem, de uma família com opção pelo ateísmo.

Ainda bem que não sou teólogo.

לּהּמּ

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OPS: A música que você pode estar ouvindo é uma sugestão do grande Filipe Liepkan

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9 thoughts on “De rabo preso com a igreja

  1. E afinal de contas qual a resposta dele?

    Ele está pensando em uma até hoje?

    Abracos

    Se você está se referindo ao Renan, ele não pensa mais, pelo menos não nesse plano. Mas o livro dele, é leitura obrigatória para quem quer informações sobre Jesus, apesar de polêmico. Agora se você estava se referindo ao Pavarini, pelo que consta, ele é igrejeiro. Abraços para você também.

  2. O Pavarini é igrejeiro ou teólogo? Ateus são pessoas ótimas.

    Não se iluda, todo igrejeiro é teólogo. O Pavarini é um cara muito legal que se esforça para contribuir positivamente. Creio que estamos precisando mais gente como ele. De fato, muitos ateus são ótimos, apesar que um velho professor meu não acreditava na existência de tal pessoa. Para ele, todos crêem em certa medida, acreditem ou não.

  3. A pergunta sobre ir à igreja, o Brabo já respondeu com todas as letras.
    Muito mais radical foi Bonhoeffer que perguntava se é possível ser cristão sem ser religioso…

    Também implica no dogma, o elemento que nos engessa.

  4. O Gondim escreveu um texto esses dias sobre Espiritualidade e Religiosidade, a diferença.
    Minha pretensão é fazer parte do corpo servindo-o. Sem religiosidade, que Deus me ajude!

    (música linda Lou!)

    A religiosidade quando é tradição, cultura e sacramentos não é, em si, ruim. A ceia, os casamentos, batismos e cultos fúnebres nunca fizeram mal a ninguém. O problema são os dogmas, as proibições que geram culpa com a qual o sacerdote manipula o povo segundo seus interesses.

  5. Agora teus comentários mudaram o visual?
    rs

    Estranhei!

    Fiquei um bom tempo sem banda larga e, enfim, ela voltou. Agora estou colocando a casa em ordem e utilizar esse recurso era uma das minhas pendências.

  6. Já dizia um herege conhecido aqui da gruta, “A salvação em Cristo é pessoal, a vida cristã é comunitária e no Cristianismo nada é individual. Somos um corpo em Cristo” , mas enfim, gostei do comentário do programa Zona da Reforma, Lou se saiu bem de “comentarista de buteco”

    Daqui é fácil, mas lá sob luzes, teor alcoólico e câmera aberta o bicho pega.

  7. Nem eu e mesmo que me perguntem já digo, é possível viver sem igreja, mas sem um clube social nunca…

    Nós dois e a turma do Zona da Reforma estamos comprometidos pelo dogma. Ainda que tenhamos a coragem de assumir a condição de sem igreja, sentiremos incômodos interiores, provavelmente. Creio que só um ateu verdadeiro consegue afirmar que não precisa de igreja com convicção plena. Deus devia estar falando sério quando disse: “De maneira alguma abrirei mão de vós.”

  8. Pingback: Lou Mello

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