A Gruta do Lou

Conservador, mas completamente liberal ou…

Conservador
Conservador

Lendo o post do Alex Fajardo sobre Mark Driscoll – Fora do senso comum, onde ele cita alguns textos sobre esse pastor diferente, me chamou atenção uma afirmação de Driscoll onde ele afirma que sua igreja é culturalmente liberal, mas teologicamente conservadora.

Dia desses, conversava ao telefone com a Jacira e ela disse algo parecido a meu respeito em relação ás minhas posturas sobre a família. Diferentemente do Driscoll, não sou calvinista, como alguns já sabem. Também não sou um digno representante de algum movimento liberal. Estou mais para o anarquismo. Talvez o Max Werber e o Nietzsche tenham algo a ver com isso, mas essa postura se adapta bem às minhas idéias. Não quero e não tenho condições de solapar os pilares teológicos da igreja. Entretanto, não preciso manter bobagens culturais em meu sistema de crenças.

Meus textos são direcionados às pessoas sofredoras. A vida não tem me dado tréguas. Nem tudo foi ruim, mas no cômputo geral, passei mais momentos de aperto do que o contrário. De alguma forma, nessas épocas ruins, podia sentir Jesus ao meu lado ou, até, me carregando em seus ombros. Isso me tornou mais sensível em relação aos desvalidos, maltrapilhos, endividados, dependentes químicos, prostitutas, etc., crianças ou adultos. Não fiz muito por essas pessoas, ainda. A Gruta é a melhor iniciativa, nesse sentido, que consegui conceber. Se algum dia, isso virá a se materializar, não sei. Por enquanto não tenho esse propósito, embora muitos acreditem que devamos viver com propósitos.

Muitas pessoas, infelizmente, pensam que gente engajada no movimento da Igreja Emergente, ou culturalmente liberada como eu, formam um bando de comunistas. Em algum lugar do passado, ficou convencionado que os dissidentes da igreja culturalmente retrógrada eram vermelhos. Então quando vêem alguém narrando um Jesus voltado aos doentes e pouco afeito aos ditames dos sacerdotes, logo nos classificam de subversivos.

Por outro lado, sou a favor da manutenção desses espaços dedicados à preservação de uma cultura nada a ver. Melhor esse bando de imbecis ficar onde ninguém possa vê-los. Felizmente eles não incomodam muito, pois detestam se misturar à gentalha amada por Cristo.

Agora, como muito bem nos indicou Paulo (apóstolo), em alguns casos, será melhor jogar o corpo desses seres nefastos para serem abduzidos pelo capeta, a fim de salvar-lhes a alma.

Peço que me perdoem se, qualquer dia desses, um deles for excluído da Gruta. Lembrem que nosso objetivo será ajudar esse cara a encontrar algo melhor para si mesmo ou não ficar por aí enchendo o meu saco, ou o nosso.

030314_1721_Quaresma5.jpg

8 thoughts on “Conservador, mas completamente liberal ou…

  1. Ai Ai Ai!!! Eu já me excluí de igreja,já fui excluída também…
    espero poder ficar aqui na gruta,caso contrário voltarei ao
    deserto.
    Também já fui rotulada de comunista, agitadora, e outros adjetivos
    que nem sempre entendi, justamente por não concordar com essa
    cultura retrógrada, esse falso moralismo, essa falsa redoma…

    Tenho a minha fé em Cristo, sou amparada por Ele, é isso que
    importa.

    ” Amo ao Senhor,porque ele ouve a minha voz e a minha súplica.
    Porque inclina para mim o seu ouvido,invocá-lo-ei enquanto viver”

    Fique tranquila, você está a salvo de exclusão aqui, enquanto se mantiver rebelde.

  2. Por aqui na dependência da graça! A nova agora é, que deixaram o termo “comunismo” um pouco de lado, e estão usando mais o “posseço”.
    Vê se pode?

    Xiii! Bem que o cara disse isso olhando direto para mim e pensei que ele estivesse me chamando só de endemoniado. Comunista eu não aguento. 🙂

  3. Lou,

    Esta frase sua é uma grande verdade: “Então quando vêem alguém narrando um Jesus voltado aos doentes e pouco afeito aos ditames dos sacerdotes, logo nos classificam de subversivos”. Basta lembrar como alguns andam colocando o Brennan Manning e o Yancey nas listas dos subversivos e perigosos.

    Abraço.

    Pois é, foi no fim dessa lista que encontrei meu nome. Pode?

  4. Concordo, deixem eles com eles, e nós ficaremos conosco.

    A Gruta, paradoxalmente, não é pequena, mas cabe todo mundo, igual coração de mãe, mas para estar nela, precisa amá-la.

    Gruta, ame-a ou deixe-a, façam como quiser.

    Abraços Lou!

    p.s. Nelson, não seria “possesso”!?

    Diria mais, se não me amar tá fora. 🙂
    Agoora o Nelson está perdoado. Ele ainda anda esquecendo uma ou outra coisa, depois de dez anos nos EUA. Passei só um ano lá e voltei mudo. Não aprendi inglês e esqueci o português. 🙂 Desculpe, sei que a piada é velha, mas não resisti.

  5. Lou, posso aproveitar este espaço pra deixar um recado?

    Fulano, vou estar lá amanhã bem cedo!

    (Obrigada Lou, foi mal aí…)

    Segue a Gruta com sua programação normal.

    Esta é mais uma prestação de serviços ao público, da sua Gruta, aberta todos os dias úteis (alguns dias são inúteis) das 08 às 17 hs, se nossos operadores não faltarem.

  6. Estou com você Lou, gosto do Anarquismo e mais que linhas Teológicas,”a vida não tem me dado tréguas”, e vivo da bondade e misericórdia de Deus. Desde que entreguei meu viver nas mãos do Pai das Luzes, sofro como ovelha negra da família e da igreja. Esse povo que acha que somos comunistas, além de não saber o que é isso, e que ainda por cima está fora de moda, não está com nada. Subversivos somos, porque Cristo foi. Vamos vivendo, levando nossa bandeira, fazendo, lutando, gritando em favor do povo que Ele amou. Sempre rebeldes! Rebeldes pra sempre!

    Sim, a vida não dá tréguas. Eis o inimigo.

  7. Um comentário egoísta: Se você quer xingar alguém, faça isso com qualquer expressão, desde que a forma seja a mesma; mas se quer elogiar, faça-o da maneira mais tradicional possível, mais comum. Quem manda no que é dito, não é quem diz, mas quem ouve, ou no caso, aqui, quem lê.
    LH, chamei de subversivo, sim, porque justamente gosto disso aqui. “Subversivo” me é um adjetivo tão amado quanto “amante”, “bobo”, “esperto”, “doce”, palavras que muita gente usa como se fosse xingamento e eu uso como sendo elogio, porque sou isso também; e, se ainda não o sou também, não é por falta de desejo, acredite. Ah! Esse irremediável equívoco que é a linguagem… Ah! Esse precipício que é querer elogiar…

    Humm! “Se você quer xingar alguém, faça isso com qualquer expressão, desde que a forma seja a mesma; mas se quer elogiar, faça-o da maneira mais tradicional possível, mais comum.”
    Talvez possa melhorar isso assim: Se você quiser usar essa ou aquela palavra, verifique se alguém fez uso dela anteriormente, em seu próprio sentido e, se houver, esqueça. Ela irá tomar o novo sentido para si.
    Entretanto, não há como negar, sua frase me fez lembrar dos tantos distratos recebidos ao longo de mais de três anos de pura subversão. Me referi a todos esses, alguns contendo insultos pessoais, inclusive. Como você disse, chamar-me de subversivo sempre será um elogio, especialmente se considerarmos os mandantes. Mais que isso, nesse meio, acaba sendo elogio sim. Seu apontamento foi inspirador, creia-me. Ironias (minhas) à parte, claro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *