A Gruta do Lou

Compasso de mutilado

Versão atualizada e corrigida

Vamos ficar em compasso bem lento por esses dias. Estou com dificuldades de ficar sentado frente ao PC por muito tempo. No início da semana, procurarei um encaminhamento clínico para solucionar meu problema.

A confirmar, meu diagnóstico é um cálculo na vesícula e a indicação é a extirpação do órgão. Em outras palavras, entrarei para a turma dos mutilados físicos e talvez deva  ganhar o direito de estacionar perto da porta de entrada no Supermercado, só faltará um carro.

Não se iludam quanto à minha tradicional patrulha diária por esses blogs comunistas que vocês escrevem, embora alguns sejam reacionários. Não faz mal, nunca é demais ler e aprender. Só não vai dar para deixar muitos comentários.

Beijos em profusão em carecas e quase calvicies, masculinas e femininas.

OPS: Em atenção às observações de nosso amigo Adiron, sempre atento a importância do bom uso das palavras, sobretudo nessas questões, modifiquei o texto inicial.

5 thoughts on “Compasso de mutilado

  1. Pingback: Lou Mello
  2. Pode parecer engraçado, mas a terminologia é duplamente inadequada. O termo aleijado é ofensivo e comparar uma extração de vesícula à uma deficiência física é uma brincadeira sem graça.

    Espero que não precise de recursos de acessibilidade que beneficiam pessoas com problemas de mobilidade.

    De resto, que sua saúde se recupere logo.

    Mudanças realizadas em atenção a suas obervações. Obrigado pela preocupação, sei que sinceras.

  3. Certamente sinceras e com o objetivo de corrigir e não de massacrar.

    Eu que convivo com pessoas com deficiência de todos os tipos sempre vou ficar atento a isso.

    Abraço

  4. Lou!!! Não fica preocupado…vai dar tudo certo…
    mas como bem falou o Adiron, sentir-se mutilado não se aplica a sua patologia clínica…embora se aplique ao tratamento que recebemos, salvo raríssimas exceções,na
    rede pública médica.Acho que você está em estado de choque, tenta se acalmar.
    Com o resultado dos exames,diagnóstico confirmado,faça
    um “X” no local a ser operado,já é uma tentativa pra que tudo corra bem,faça a sua parte…o resto é com o Barba Branca,pode ter certeza.

    Desculpe Lou ,mas nos últimos anos eu aprendi
    a brincar com estas situações, foi o modo que encontrei
    para enfrentá-las.Sabe aquela terapia do “Rir é o melhor remédio”,não falha,pelo menos não conheço até hoje,alguém que tenha morrido de rir.

    Abração,bom fim de semana…bastante água, cautela e caldo de galinha..

    Para completar, meu fígado está com a gordura no limite, então as galinhas terão que se virar sem mim, também. Bom, preciso falar a verdade para você. Lembre do meu aviso: eu lhes falarei por parábolas e enigmas para que vendo não vejam e ouvindo não ouçam. Meu boletim escondia uma mensagem, em outras palavras, uma crítica ao serviço de saúde. Minha cautela era com nossos grutenses pertencentes a esse serviço. A brincadeira igualando a retirada de uma banal vesícula de mais um mero assegurado SUS ao nível de um deficiente que tenha perdido sua perna, braço, olho, etc., para o mesmo serviço, era só um exagero e, embora você possa não acreditar, jamais presumi me igualar às pessoas tão sofridas como os portadores de deficiência física, mas ironizar as tolices inventadas para amenizar a dor deles, como uma vaga mais próxima da porta do supermercado. Também pensei em minha velha mania de achar que a medicina invasiva está com os dias contados. Cada vez mais, ciência e religião se aproximarão e creio estarmos próximos do dia em que curaremos uma doença com algum aparelho emissor de ondas (não me pergunte quais), uma determinada atividade mental ou espiritual e todos ficarão satisfeitos. Abraço para você e continuarei firme em minha água, cauteloso como sempre e sem galinhas, nem o caldo delas. 🙂

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