Coisas de um cidadão da Gruta

ego

Terça-feira, Junho 06, 2006

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Ontem, fui a São Paulo para meu primeiro dia no novo trabalho. Primeiro passo, tomar conhecimento do negócio: ecampeonatos . Sistema via Internet para prover tecnologia a campeonatos. Atualmente, provendo tecnologia aos “Jogos da Cidade”, na capital. Meu papel: gerar fundos para a divulgação do sistema e divulgar o sistema, propriamente dito.

Muito bom. Estou muito animado. Tecnologia, Informática e Esportes. Só faltou achar lugar para a Teologia. Mas, como diria o Nietzsche, “Todo teólogo é niilista” e eu não fujo à regra. Uma herança maldita. Aliás, meus pais capricharam na herança, resumida em: “nada que se aproveite”.

Foi chegando perto da hora do almoço e comecei a ficar incomodado. Meu ego não me dava trégua. Tá ficando louco? Como fazer esse trabalho? Cadê o dinheiro para investir? Você precisa roupa legal para fazer os contatos. E o carro? Sem carro não dá p’ra fazer isso. Logo vão tomá-lo e você vai fazer como? A pé? Em São Paulo? Pode esquecer. Senti-me sufocado.

Mandei um E-mail p’ro Volney e pedi para ele entrar em contato urgente. Logo o celular tocou. Era ele. Precisamos conversar, disse. Vem p´ra cá e almoçamos juntos, enquanto conversamos. Sai correndo. Encontrei o Volney lá na Editora Atos. Logo percebi que ele estava enrolado. Ele também é grutense. Saímos, fomos à cidade, almoçamos, mas o dia não estava bom para nós.

Voltei para casa, em Sorocaba. Mais frustrado, impossível. Agora tenho trabalho para fazer e não sei como. Quando era mais novo, era mais corajoso. Metia a cara. Confiava em mim. Agora confio em Deus. Conheço Ele.

Se Fosse aos céus hoje, Ele me diria: “Não ponha a culpa em mim. Não tenho, rigorosamente, nada com isso.” “Não era você que ensinava a seus alunos sobre a redenção do pecado adâmico?” “Trabalhar é coisa para os pecadores.” “É a consequência compulsória para quem não foi redimido.”

O problema é: Não estou nos céus e Deus não está falando comigo. Se está, não estou ouvindo. Meu ego não cala a boca e não consigo ouvir mais nada. Miserável homem que sou. Quem me livrará desse ego de morte?

Na Gruta é assim: “O primeiro será o último”.

# posted by Lou @ 2:51 PM

Capricornio PB