A Gruta do Lou

Cidadão da Atlântida

Tenho enorme dificulidade em entender alguns pontos nesse mundo e isso se deve à minha origem. Deixando a questão religiosa um pouco de lado, depois volto a ela, minha origem é um pouco incomum.

Claro que nasci no Brasil, mais significativamente, em São Paulo, na gloriosa Liberdade, o que só me acrescenta uma obrigação a mais, mas descendo de um povo com um história sui generis. É isso mesmo. Meu povo é originário de um continente que acredita-se não existir mais. Trata-se da Atlântida. Se bem que todos nós, descendentes, acreditamos que ele esteja por aí, em algum lugar, submerso ou soterrado. Os remanescentes desse povo, como eu, existem porque uma boa parte dos atlântidos não estava em solo atlântido no (s) dia (s) da grande tragédia que se abateu sobre nosso continente.

Segundo meus ancestrais, nossa civilização era altamente desenvolvida. Havíamos chegado a grandes descobertas e criado meios que até hoje a civilização atual não alcançou. Embora não tenha vivenciado todo esse avanço, trago informações em meus genes, o que me coloca em constante e inevitável antagonismo com boa parte dos acontecimentos desse mundo.

Que ninguém nos ouça, mas cremos que Jesus Cristo é, no mínimo por descendência, um de nós. Não por querermos algum tipo de privilégio, já bastam os que temos, mas por causa das palavras aparentemente insanas dele, declarando não ser desse mundo. Todos nós costumamos repetir essa frase, sem pensar. É algo inerente ao nosso povo.

Dentre nossos avanços, geralmente inclusos em nossos genomas, somos capazes de prever, profetizar, discernir e ter visões em doses muito acima da média. Alguns de nós, e esse não deve ser o meu caso, exerce enorme atração e fascínio nas pessoas originárias dos outros continentes e alguns costumam tirar bom proveito disso, o que também não é o meu caso, certamente. Talvez, se chegarmos a melhores níveis de confiança, eu revele mais sobre nossas características e peculiaridades, pelo menos algumas que você ainda não tenha reparado.

Então é isso, queria que todos soubessem que não sou desse mundo conhecido, não há cidadania a reivindicar aqui, pois a minha é outra. Sendo assim se houver algo a estranhar, ponha na conta da Atlântida. Quando ela for encontrada, você poderá cobrá-la. Até lá, cale-se.

6 thoughts on “Cidadão da Atlântida

  1. Eu já sabia disso,mas guardei o segredo.
    Na minha opinião,você não deveria ter revelado….sabe-se lá o que podem fazer com tal informação.Sua tranquilidade corre sério risco.

    Sempre soube que poderia contar com sua discrição.

  2. Interessante. Adoraria ser um atlantidiano – é assim? – mas sou irremediavelmente latinoamericano… só me resta a esperança de ver meu continente transformado como uma Atlântida latina!

    Atlantidano, meu. De fato, você tem mesmo cara de latino americano, já tinha reparado. Esse continente nunca será uma Atlântida, nem mesmo se o Lula durar para sempre. 🙂

  3. Putz… kkkkkkkkkk Lou, você é ridículo!

    “Embora não tenha vivenciado todo esse avanço, trago informações em meus genes, o que me coloca em constante e inevitável antagonismo com boa parte dos acontecimentos desse mundo.”

    – E pragmatismo? Atlândida está em construção, não?

    OOOO, devagar aí mana. Você não seria outra atlandina, seria?

  4. Quem diria – Lou Melo, um atlantidenho. Isso explica muita coisa. Eu sou oriundo do continete Mu, e assim posso entender um pouco do que o senhor confessou.

  5. Keep Love Inside :
    Putz… kkkkkkkkkk Lou, você é ridículo!
    “Embora não tenha vivenciado todo esse avanço, trago informações em meus genes, o que me coloca em constante e inevitável antagonismo com boa parte dos acontecimentos desse mundo.”
    – E pragmatismo? Atlândida está em construção, não?

    OOOO, devagar aí mana. Você não seria outra atlandina, seria?

    kkkkkk Faz alguma diferença? Todos os continentes berram e reforçam a falta do amor insano…

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