A Gruta do Lou

Chega de pindaiba

Terça-feira, Maio 23, 2006

Hoje iniciarei uma série a ser postada em oito partes. Como, alguns dos grutenses e caverneiros (e esse não é o seu caso, claro, mas o meu) estão passando ou, usualmente, encontra-se na “pindaiba” (dureza, escassez), imaginei ser relevante compartilhar esse modestíssimo trabalho. Trata-se de um livrinho que escrevi lá pelos idos de 1994. Na época, trabalhava com um Pastor português adepto da teologia da prosperidade e minha motivação principal foi contribuir para melhorar o nível das pessoas participantes dessa proposta, no que diz respeito ao conceito geral do tema e procurar uma saída para minha própria desventura, óbvio.

Como de hábito, o livro nunca chegou a ser impresso. Isso se parece muito comigo. Sou mesmo um livro que nunca foi impresso. Então, decidi divulgá-lo por aqui.

Lembro a todos que a reprodução é, absolutamente, permitida. Use todos os meios disponíveis, para tanto. Só não vale, mudar o nome do autor, claro.

Divirta-se e não deixe de fazer seu comentário. Quem sabe teremos um livro, de fato, no final.

Ai vai a introdução:

PROSPERIDADE REAL E Tangível

Lou Mello

Introdução

O ser humano pode ser próspero. Pode ter tudo e possuir riquezas em abundância, porque é sua herança divina. (Catherine Ponder)

É lógico que não se pode ser completamente feliz sendo pobre. Não é preciso ser pobre. Ser pobre é um pecado. A pobreza é uma espécie de inferno causada pela cegueira do homem para com a ilimitada bondade de Deus. (Catherine Ponder)

Muitas pessoas, e esse pode ser o seu caso, escravizadas pela pobreza, simplesmente, não sabem como se tornaram pobres e não tem a menor idéia de como poderiam libertar-se. Certamente, a pobreza não é um problema muito fácil de solucionar. Caso contrário já não existiria. Mas a realidade é bem diferente, cada vez mais ela aumenta e parece ser uma doença incurável.

Não é preciso fazer grandes pesquisas ou estudos para conhecer a origem do problema. A fonte da pobreza é o egoísmo do próprio ser humano. Em busca de solucionar sua pobreza particular, o ser humano se individualiza e acaba enriquecendo às custas do empobrecimento do seu semelhante. Creio poder fazer a seguinte afirmação: A cada ser humano liberto da pobreza, hoje em dia, outros mil tornam-se pobres.

Outros fatores, não menos importantes, acabam contribuindo para empobrecer uma pessoa. Um dos que considero mais importante é a educação equivocada adotada em muitos lares e nações. Desse tipo de educação resultam pessoas acomodadas e incapazes de mudar sua situação miserável. Sem perceber, pais e professores estão criando perdedores. Isso acontece por causa da utilização de métodos de educação autoritários ou paternalistas e, portanto, não menos egoístas, adotados para manter o domínio sobre o educando. Não existe um pobre vencedor ou um rico perdedor. Primeiro uma pessoa é educada para perder e depois ela se torna pobre.

Creio ser importante definir um conceito de pobreza a ser adotado ao longo desse estudo. Pobreza ampla, incluiu os principais aspectos formativos de um ser humano, ou seja, o espiritual, o emocional, o intelectual, o orgânico e o material. Em outras palavras, uma pessoa só deve ser considerada absolutamente pobre, quando ela for pobre em todos esses aspectos.

Sei muito bem qual é o conceito mais comum de pobreza. A maioria avalia a quantidade de dinheiro e bens materiais de uma pessoa para julgá-la pobre ou não. Mas esse julgamento é extremamente falso. Infelizmente, políticas econômicas nacionais têm sido implementadas com base nesse conceito falho. Vale lembrar: muitas pessoas, ao longo da história do ser humano, abdicaram de dinheiro e bens materiais e, mesmo assim, sentiam-se ricas e eram ricas.

O inverso também é verdadeiro. A história, também, está repleta de pessoas com fortunas incontáveis e se sentindo, desesperadamente, pobres.

Não estou tentando diminuir a importância do aspecto material. Na verdade, acredito ser necessário o equilíbrio entre todos os aspectos. Para mim, haverá liberdade financeira quando um indivíduo conseguir harmonizar todos esses aspectos, não só em si mesmo, mas em todos os que estão a sua volta, também. Uma pessoa não estará livre enquanto todas as outras, à sua volta, estiverem escravizadas.

Esta brilhante verdade foi falada por Paulo: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos” ( II Coríntios 8:9 ).

A idéia cristã de formar uma Igreja é, em última análise, uma proposta de harmonia comunitária. Jesus Cristo não buscou a própria riqueza, antes a sacrificou para que todos, sem exceção, fossem ricos. Para isso ele não sacrificou bens materiais, apenas. Sacrificou-se por inteiro. Sua espiritualidade, suas emoções, seu intelecto e seu corpo.

A vontade de Deus expressa no corpo do homem é vida e saúde; em sua mente é sabedoria, harmonia, amor, gozo e paz; em suas atividades se expressa com sustento e bom êxito. (R. Lynch)

Continua amanhã. Não perca!

Próximo capítulo: O Segredo!

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3 thoughts on “Chega de pindaiba

  1. Luiz

    Te vi lá no blog as soninha. Também fiz um comentário lá. Se quiser aparecer depois aqui no meu blog será um prazer.

    Um abraço

    Marco Aurélio
    # posted by Marco Aurélio : 5/23/2006 11:53 AM

  2. Hernan
    De fato, minha convivência com o Pastor português só foi possivel porque minha função era totalmente voltada à área de informática, no que ele investe muito. Aprendi a admirar a dedicação e empenho dele no trabalho. É um work-a-holic autêntico. Evidentemente, nunca comunguei com ele no terreno teológico, mas, riamos muito juntos. No fim, os pares brasileiros me excomungaram. O executor é meu amigo, hoje e dirige uma Igreja sem a teologia da prosperidade. Minha intenção, como declarei no início, é achar uma opção cristã e equilibrada a ela. Sem perder a ternura, jamais.
    # posted by Lou : 5/23/2006 1:11 PM

  3. Lou. Ainda não consegui imagina-lo trabalhando ao lado do irmão lusitano. Aqui em Batatais “pega” o canal dele. Acho que é “rede 7” ou coisa parecida.
    As citações da tal “Catherine Ponder” são impagáveis.
    Por enquanto parece que você não chegou a mergulhar de cabeça no negócio [sic] da teologia da prosperidade. Seu texto fala menos da pobreza material que da mentalidade pobre. Esta última é mesmo malígna.
    Acho que um dos maiores deméritos da teologia da prosperidade é considerar a pobreza como falha moral além de, sumo pecado, considerar Deus um banqueiro cósmico. Esta é sua blasfêmia mais cabeluda.
    # posted by Hernan : 5/23/2006 12:43 PM

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