A Gruta do Lou

Blogueiros, pregadores e a cybernet

steve_jobs__apple_225850sApresentação de Steve Jobs

A utilização da tecnologia pelos líderes da Igreja, tanto a web com as redes sóciais, blogs e sites; como os aparelhos de acesso tipo notebooks, netbooks, Ipods, Ipeds, smartphones, e-books ou as apresentações ao estilo Steve Jobs utilizando softwares específicos para esse fim, e mesmo os programas facilitadores para administração (pessoal ou organizacional), composição musical, etc, têm sido discreta, diria mesmo, acanhada.

Poucos são os pastores e evangelistas capazes de desfrutar das redes sociais, mesmo os que lideram igrejas, com membros fiéis, parecem evitar os modernos meios de relacionamento, talvez temendo que as pessoas passem a evitar estarem presentes nas congregações. Não arriscam nem mesmo criar suas próprias redes, em alguma plataforma opcional para esse fim.

Também é bem limitada a existência de Redes de TV pela Internet por parte dessa turma, que em tese, teria a missão de anunciar as boas novas antes que Ele venha. Preferem induzir as pessoas a pensar que tudo isso é satânico. Com essa ótica Steve Wonder, nossos jovens estão completamente cooptados por gente com moral bem menos recomendável, mas com muita penetração cibernética.

O uso dos pós modernos aparelhos, como os smarthphones, netbooks, etc., pelos senhores pregadores profissionais é limitadíssimo, pois é raro você topar com um deles acessando a Internet em uma dessas geringonças com mil e um utilitários.

No máximo, eles possuem uma conta de E-mail, do tipo genérico (Yahoo ou Google), um site doado por algum membro da Igreja mais cibernetizado, utilizam um computador fixo como uma máquina de escrever ou calculadora e os mais ousados sobem ao púlpito com o esboço do sermão em um Notebook. Não é raro vê-los prescindir da presença de um irmãozinho até para mudar a página para eles, nessas oportunidades.

Entretanto, nota-se que a maioria dos mais destacados desses líderes atuais começam a ser, justamente, os que estão criando coragem em lançar mão desses instrumentos. Aqui perto de casa, e estou falando da periferia de Sorocaba, que é periferia da periferia de São Paulo, tem um amigo meu, pastor de uma igreja meio penteca, adepta da doutrina denominada “dos doze” à moda própria, que a meu conselho tem tentado utilizar alguns desses recursos.

Começou com um multimídia para os recados, projetar as letras das músicas durante o louvor e até produzir e exibir pequenos documentários sobre o aniversário dos irmãos mais proeminentes (leia-se os melhores doadores) e os eventos da igreja. Isso incentivou a macacada a fazer parte da comunidade da igreja no Orkut e até está presente no Facebook, embora mais timidamente. Hoje eles veiculam os cultos ao vivo pelo site da Igreja, utilizando-se de sistemas tipo Livestream e apresentam vídeos durante a semana. Não me surpreende ver essa igreja como uma das que mais cresce na cidade.

Claro que, em face dessa realidade, ainda há predominância dos pastores que editaram livros por aí como o Ed, Gondim, Gouveia, etc. Mas é notório o avanço dos mais cibernéticos, mesmo em relação aos chamados pregadores televisivos. Recentemente, presenciamos violentos debates entre o Malafaya que utiliza o velho método da TV em horários comprados das redes abertas de televisão e o recém televisivo por Internet Cáio Fábio, sem perda de audiência, muito pelo contrário.

O glamour dos livros ainda me excita, mas não sei se sair do blog para a edição de livros seria um avanço. Na última sexta-feira, presenciei o lançamento de um livro sobre a Igreja, escrito a doze mãos, e o destaque ficou com os escritores blogueiros que participaram dessa edição. Arriscaria dizer que eles nem precisavam disso, parece que acabaram contribuindo mais do que os outros. Valeu como uma atitude benemerente, somente. Hoje, muito mais pessoas leem seus textos no blog do que em seus livros. Até o Dostoievski, que nunca viu um computador na vida, é muito mais lido hoje, pela Internet.

Carmine Gallo autor que escreveu livro sobre a arte de Steve Jobs com suas célebres apresentações, cita um pastor, entre os muitos bons utilizadores dessa excelente ferramenta, que a usa excelentemente nos cultos de sua igreja. Alias, esse me parece um lugar extremamente apropriado para as apresentações em Powerpoint ou outro desses softwares para tal fim. Já passou da hora que pregações deveriam ser apresentações da bíblia.

Bom, até eu, não fosse meu notebook aqui, minha conexão com a Internet, meu Iphone chinês ali e, claro, meu blog querido, estaria muito pior nesses tempos de desemprego compulsório e persistente.

lousign

3 thoughts on “Blogueiros, pregadores e a cybernet

  1. O problema das novas mídias é que elas não conseguem melhorar o conteúdo. Então, se o cara não tem nada a dizer (ou só diz merda), vai ter nada (ou merda) tecnologicamente avançada espalhada por aí. Prefiro como está.

    Rubinho
    Esses caras não descem nem com, nem sem, são irremediáveis.

  2. De acordo, mestre Lou. Lembro-me de um pregador em um desses badalados congressos de jovens, apreciados por minha igreja, alertar aos jovens que não gastassem mais tempo na internet do que lendo a Bíblia. E pensar que aprendi sobre a Bíblia muito mais pela rede mundial de computadores do que com os velhos pregadores, que preferem mais falar de temas vagos como “benção”, “vitória”, “unção”, e afins.

    Como nas grandes mudanças passadas (revolução industrial, etc) a igreja patinou e demorou a adaptar-se. Agora, ela está patinando de novo, mas irá ajustar-se, mesmo que demore. Os jovens terão papel decisivo nisso.

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