Ainda tenho muito

Waldemar Seyssel (Arrelia)

Ainda tenho muito para escrever, sobre muitos temas e assuntos. Só a respeito de novas interpretações sobre as aparições de Jesus, no primeiro século, daria para encher meu espaço no provedor. Acho muito engraçada a visão do evangelho que comprei no mercado. Tem cada besteira, de fazer corar tomates. Imagine você, tem gente acreditando que o Grande Mestre Galileu, teria ido ao inferno pregar, enquanto seu corpo ficou sepultado na catacumba de José de Arimateia.

Disseram-me, em algum tempo, que Jesus viveria entre nós, uma segunda vez. Nem ele seria tão tolo. Houve um cidadão com audácia, estupidez e disposição para ousar me convencer da necessidade de arrependimento como condição para a salvação. Meu pastor tentou me fazer acreditar que Deus não ouve pecadores. Muitos me disseram que a razão da minha escassez financeira é resultado direto da minha negligência nos dízimos e ofertas. Fora o pastor que foi até minha casa para explicar que meu filho nascera com um grave problema devido a algum pecado meu, não confessado. É preciso paciência.

Não me espanta a crescente insatisfação das pessoas com o cristianismo. O problema não é novo. Nietzsche escreveu no século XIX sobre esse problema. Esses dias li em um Blog “daqueles” uma imbecilidade do tipo: o ateísmo de Nietzsche. O equívoco da sumidade, a meu ver, foi ínfimo. Ele confunde fé e religião, apenas. Alias, é bom ele me incluir entre os ateístas. Também não acredito na igreja e é melhor a igreja não acreditar em mim.

Talvez interesse saber que meu amigo Celso Abujamra organizou a despedida de solteiro do Estevan Hernades e sua companheira Sônia (Hadad na época). De todo o pessoal da Igreja, eu fui o único preterido, sob a alegação de que seria “crente demais”. Eles serviram bebidas alcoólicas na festa e imaginaram que eu reprovaria tal insanidade. Vindo de quem veio, eu diria ser esse o maior elogio que recebi em vida, em termos de meu testemunho cristão. Na porta do Céu, Pedro não terá argumentos contra isso e já estou dentro. Quando soube disso, tomei um porre para comemorar.

Muitas pessoas duvidam que andei com esses figurões. Ainda bem, pelo menos alguns ainda crêem que tenho salvação. Quem sabe, fosse melhor não fazer menção a esses fatos. Melhor seria esquecer. Carrego esse script de vida comigo. Lembro que meu pai conheceu um monte de ilustríssimos, também. Isso nunca lhe rendeu nada. Certos momentos difíceis que o velho passou, nunca tiveram a presença de nenhum deles. O mesmo dá-se comigo. Cambada de traidores.

Estou melhor agora com meus amigos da blogosfera. Pelo menos, não há possibilidade de grandes decepções. Até agora, senti certa tristeza com a ausência de alguns, em seus próprios Blogs. No ano passado, vivi um momento de ouro por aqui. Imagine que, todos os dias, eu trocava comentários com um grupo ótimo e tantos outros queridos. Aí, a revista eutimato deu uma de rede Globo e levou um, a editora Matos encampou outro e o chefe louco de outro proibiu os funcionários do Banco de Brasil de mexerem na Internet, durante o trabalho. Pior é que ele não se deu conta que esse chefe é do partido dele. Outros tantos sumiram.

Mas você está aqui comigo, diariamente, e isso é motivo de grande orgulho. Saiba que tenho carinho especial por cada um dos leitores, dos poucos que deixam comentários e, tanto quanto, dos que passam anônimos por aqui. O Blog tem sido um companheiro e tanto, nesses dias duros e incertos. Vamos tratar de cuidar dele com o devido respeito e atenção, certo? Beijos a todos.