Afinal, agora são dois Brasis

 

Pensando bem, a divisão já está feita. Foi decretada por um “sábio” sem diplomas e que não gosta de ler, quando separou o país em miseráveis de um lado, doravante o Brasil do Norte, formado pelos povos do nordeste e as elites paulistas, doravante o Brasil do Sul, do outro, incluindo todo o sul e sudeste nessa cesta (a dos paulistas). Minas Gerais sempre foi um estado dividido, é histórico. Metade sempre foi miserável, sua parte norte e a outra metade, o sul de Minas, também é formada pelas “elites”. Goias estaria mais para o Brasil das “elites”. A região norte do antigo Brasil acabou cooptado pelos nordestinos, nas últimas eleições, mas há grande probabilidade de cair nas mãos de algum “amigo” alienígena. Os maiores candidatos seriam Rússia (via Cuba e Venezuela) e EUA (via Colômbia). Alemanha e Japão correm por fora. Todos eles já fincaram bandeiras na região, via ONGS em trabalho missionário pró índios, traidores brasileiros trabalhando pare eles e sem falar no poderio bélico dessas nações.

Nós já temos dois brasis e Dilma não governará o Brasil das “elites”, ainda que queira. Ela será avacalhada até, pelas “elites” muito mais do que já tem sido. Já virou piada e vai virar “A Grande Comédia”, claro. Los Miserables continuarão servindo-a obnóxios, até o fogo começar a queimar suas peles e/ou enquanto receberem grana e outras benesses sem precisar trabalhar. Mas quando a grana das elites começar a desaparecer, a onça irá à fonte beber água, e vaca atolará no brejo, para ser mais claro. Esses serão os brasileiros que ela governará com seus mentores bolivarianos comunistas.

Alguns dos brasileiros das elites acreditam que poderíamos repetir o Vietnã, perdermos metade do país em um primeiro momento, para recuperá-lo depois, quando eles estiverem no maior desespero, literalmente sem bolsa e sem água. Os nordestinos não devem se iludir, faltará água por lá breve, também, e será muito pior do que está acontecendo no sudeste, onde o problema é só de gestão. Lá a desertificação é o inimigo, também. A transposição dos dois grandes rios poderá ser um grande equívoco, segundo vários especialistas que já manifestaram suas opiniões. Nos EUA, um simples desvio de um rio transformou New Orleans em uma cidade fantasma e era uma tremenda cidade. Não gosto dessas soluções muito comuns aos cirurgiões que arrogam fazer cirurgias sem saber direito quais as consequências delas. Eu que o diga.

Na periferia de São Paulo há um enorme contingente de nordestinos. Essa é a população que está servindo-se dos tais “programas sociais” de base, nas áreas de saúde, moradia e transportes, principalmente. Temo que a vida deles comece a ficar mais difícil, daqui para frente.

Não creio seja necessário que o Geraldo Alckimin vá a cavalo até o Ipiranga gritar alguma bobagem tipo aquela “Independência ou Morte”, seguido de dez ou doze secretários em lombo de burro. O cara já fez o serviço, agora é só assumir. Nunca antes na história desse país eu tinha ouvido as pessoas falando, escrevendo e saindo do armário como agora. Claro que a presidanta tratará de reforçar essa decisão, cada vez que abrir aquela boca cheia de dentes saltados pra fora e vomitar seu “saber” (sic). Tampouco, será necessário demarcar terras, fazer mapas, novas bandeiras e hinos. Está tudo pronto, pois estamos vivendo divididos há muito tempo. Nos últimos tempos, a coisa só se agravou e agora chegou ao limite, graças à sabedoria petista. Os caras são craques em atirar no próprio pé.

Como sugestões, está faltado às “elites” começar a fechar as burras. Cortar a grana é uma arma poderosa. Podem começar cortando as doações para projetos direcionados ao inimigo. Claro que está na hora dos governos da região das elites começar a trabalhar exclusivamente para sua população. uma medida mais do que urgente é impedir o voto dos não nativos nas eleições locais. Isso evitaria prefeitos desse partido excêntrico. Claro que os não nativos poderiam votar, mas no pleito de suas cidades natais, com o tal voto em trânsito. Votar enquanto estiver recebendo Bolsa Família, nem pensar. Isso poderia e deveria ser adotado nos dois brasis. Obviamente, o Brasil da presidanta não adotará tais sugestões, pois ai jaz o segredo de seu sucesso temporário.

Para ser mais claro, chegou a hora das “elites” se mexerem, não no sentido de sacramentar essa divisão, mas de defender-se e salvar o que ainda não se perdeu. Por hora, já estamos vivendo um Brasil dividido, agora oficialmente, pois a divisão foi decretada por um ex-presidente, padrinho da atual presidanta e por ela própria ao anunciar em seu discurso de vitória que fará o tal plebiscito divisório.

Só as elites poderão salvar o país, como um todo. Les Miserables já estão comendo nas mãos dos traidores da pátria, mas prescindirão daqueles a quem odeiam agora, paradoxalmente. Isso, caso a providência divina não resolva dar o ar de sua Graça, primeiro através de algum profeta bonzinho propondo salvação para todos ou, em caso contrário, via alguma catastrofezinha da hora. Não descartaria um baita maremoto seguido de alguns terremotos e furacões. Mas lembrem-se que isso ainda não será o fim. Quem tem o hábito de orar, rezar e essas excentricidades, o momento é esse.

Então, pra que esperar. Assumamos logo nossa condição verdadeira, somos dois brasis agora, o das “elites” e o dos “Les miserables”*.

morcego-12* Miseráveis ou Les Miserables: Designação sinonima para a população nomeada de “os pobres” por Lula.